Recebi por email este texto, que me foi enviado por um amigo. Ele disse que leu e lembrou de mim e das conversas que tínhamos. Coloco as palavras dele: "Lembrei das coisas que me dizias quando levantava meu nariz.". Ao contrário do que possa parecer ele é uma pessoa educada, querida por todos, humilde e bastante carismático.
No entanto, o que fica é a lição e como disse em resposta ao email do meu amigo, mesmo tendo aprendido sem viver na pele, vez por outra devemos lembrar que aquele que dorme no chão é igual a nós, assim como aquele que recolhe restos no lixo, como o que pede nas ruas, ou aquele que limpa a sujeira que fazemos. Não custa lembrar, o que não devemos esquecer nunca. Respeito é tudo!
TESE DE MESTRADO NA USP por um PSICÓLOGO
O HOMEM TORNA-SE TUDO OU NADA, CONFORME A EDUCAÇÃO QUE RECEBE'
'Fingi ser gari por 8 anos e vivi como um ser invisível'. Psicólogo varreu as ruas da USP para concluir sua tese de mestrado da 'invisibilidade pública'. Ele comprovou que, em geral, as pessoas enxergam apenas a função social do outro. Quem não está bem posicionado sob esse critério, vira mera sombra social. Plínio Delphino, Diário de São Paulo.
O psicólogo social Fernando Braga da Costa vestiu uniforme e trabalhou oito anos como gari, varrendo ruas da Universidade de São Paulo. Ali, constatou que, ao olhar da maioria, os trabalhadores braçais são 'seres invisíveis, sem nome'. Em sua tese de mestrado, pela USP, conseguiu comprovar a existência da 'invisibilidade pública', ou seja, uma percepção humana totalmente prejudicada e condicionada à divisão social do trabalho, onde enxerga-se somente a função e não a pessoa. Braga trabalhava apenas meio período como gari, não recebia o salário de R$ 400 como os colegas de vassoura, mas garante que teve a maior lição de sua vida: 'Descobri que um simples bom dia, que nunca recebi como gari, pode significar um sopro de vida, um sinal da própria existência', explica o pesquisador. O psicólogo sentiu na pele o que é ser tratado como um objeto e não como um ser humano. 'Professores que me abraçavam nos corredores da USP passavam por mim, não me reconheciam por causa do uniforme. Às vezes, esbarravam no meu ombro e, sem ao menos pedir desculpas, seguiam me gnorando, como se tivessem encostado-se a um poste, ou em um orelhão', diz. Apesar do castigo do sol forte, do trabalho pesado e das humilhações diárias, segundo o psicólogo, são acolhedores com quem os enxerga. E encontram no silêncio a defesa contra quem os ignora.
Diário - Como é que você teve essa idéia?
Fernando Braga da Costa - Meu orientador desde a graduação, o professor José Moura Gonçalves Filho, sugeriu aos alunos, como uma das provas de avaliação, que a gente se engajasse numa tarefa proletária. Uma forma de atividade profissional que não exigisse qualificação técnica nem acadêmica. Então, basicamente, profissões das classes pobres.
Diário - Com que objetivo?
Fernando Braga da Costa - A função do meu mestrado era compreender e analisar a condição de trabalho deles (os garis), e a maneira como eles estão inseridos na cena pública. Ou seja, estudar a condição moral e psicológica a qual eles estão sujeitos dentro da sociedade. Outro nível de investigação, que vai ser priorizado agora no doutorado, é analisar e verificar as barreiras e as aberturas que se operam no encontro do psicólogo social com os garis.
Diário - Que barreiras são essas, que aberturas são essas, e como se dá a
aproximação?
Fernando Braga da Costa - Quando você começou a trabalhar, os garis notaram que se tratava de um estudante fazendo pesquisa? Eu vesti um uniforme que era todo vermelho, boné, camisa e tal. Chegando lá eu tinha a expectativa de me apresentar como novo funcionário, recém-contratado pela USP pra varrer rua com eles. Mas os garis sacaram logo, entretanto nada me disseram. Existe uma coisa típica dos garis: são pessoas vindas do Nordeste, negros ou mulatos em geral. Eu sou branquelo, mas isso talvez não seja o diferencial, porque muitos garis ali são brancos também. Você
tem uma série de fatores que são ainda mais determinantes, como a maneira de falarmos, o modo de a gente olhar ou de posicionar o nosso corpo, a maneira como gesticulamos.. Os garis conseguem definir essa diferenças com algumas frases que são simplesmente formidáveis.
Diário - Dê um exemplo.
Fernando Braga da Costa - Nós estávamos varrendo e, em determinado momento, comecei a papear com um dos garis. De repente, ele viu um sujeito de 35 ou 40 anos de idade, subindo a rua a pé, muito bem arrumado com uma pastinha de couro na mão. O sujeito passou pela gente e não nos cumprimentou, o que é comum nessas situações. O gari, sem se referir claramente ao homem que acabara de passar, virou-se pra mim e começou a falar: 'É Fernando, quando o sujeito vem andando você logo sabe se o cabra é do dinheiro ou não. Porque peão anda macio, quase não faz barulho. Já o pessoal da outra classe você só ouve o toc-toc dos passos. E quando a gente está esperando o trem logo percebe também: o peão fica todo encolhidinho olhando pra baixo. Eles não. Ficam com olhar só por cima de toda a peãozada, segurando a pastinha na mão'.
Diário - Quanto tempo depois eles falaram sobre essa percepção de que você era diferente?
Fernando Braga da Costa - Isso não precisou nem ser comentado, porque os fatos no primeiro dia de trabalho já deixaram muito claro que eles sabiam que eu não era um gari. Fui tratado de uma forma completamente diferente Os garis são carregados na caçamba da caminhonete junto com as ferramentas. É como se eles fossem ferramentas também. Eles não deixaram eu viajar na caçamba, quiseram que eu fosse na cabine. Tive de insistir muito para poder viajar com eles na caçamba. Chegando no lugar de trabalho, continuaram me tratando diferente. As vassouras eram todas muito velhas. A única vassoura nova já estava reservada para mim. Não me deixaram usar a pá e a enxada, porque era um serviço mais pesado. Eles fizeram questão de que eu trabalhasse só com a vassoura e, mesmo assim, num lugar mais limpinho, e isso tudo foi dando a dimensão de que os garis sabiam que eu não tinha a mesma origem socioeconômica deles.
Diário - Quer dizer que eles se diminuíram com a sua presença?
Fernando Braga da Costa - Não foi uma questão de se menosprezar, mas sim de me proteger.
Diário - Eles testaram você?
Fernando Braga da Costa - No primeiro dia de trabalho paramos pro café. Eles colocaram uma garrafa térmica sobre uma plataforma de concreto. Só que não tinha caneca. Havia um clima estranho no ar, eu era um sujeito vindo de outra classe, varrendo rua com eles. Os garis mal conversavam comigo, alguns se aproximavam para ensinar o serviço. Um deles foi até o latão de lixo pegou duas latinhas de refrigerante cortou as latinhas pela metade e serviu o café ali, na latinha suja e grudenta. E como a gente estava num grupo grande, esperei que eles se servissem primeiro. Eu nunca apreciei o sabor do café. Mas, intuitivamente, senti que deveria tomá-lo, e claro, não livre de sensações ruins. Afinal, o cara tirou as latinhas de
refrigerante de dentro de uma lixeira, que tem sujeira, tem formiga, tem barata, tem de tudo. No momento em que empunhei a caneca improvisada, parece que todo mundo parou para assistir à cena, como se perguntasse: 'E aí, o jovem rico vai se sujeitar a beber nessa caneca?' E eu bebi. Imediatamente a ansiedade parece que evaporou. Eles passaram a conversar comigo, a contar piada, brincar.
Diário - O que você sentiu na pele, trabalhando como gari?
Fernando Braga da Costa - Uma vez, um dos garis me convidou pra almoçar no bandejão central. Aí eu entrei no Instituto de Psicologia para pegar dinheiro, passei pelo andar térreo, subi escada, passei pelo segundo andar, passei na biblioteca, desci a escada, passei em frente ao centro acadêmico, passei em frente a lanchonete, tinha muita gente conhecida. Eu fiz todo esse trajeto e ninguém em absoluto me viu. Eu tive uma sensação muito ruim. O meu corpo tremia como se eu não o dominasse, uma angustia, e a tampa da cabeça era como se ardesse, como se eu tivesse sido sugado. Fui almoçar, não senti o gosto da comida e voltei para o trabalho atordoado.
Diário - E depois de oito anos trabalhando como gari? Isso mudou?
Fernando Braga da Costa - Fui me habituando a isso, assim como eles vão se abituando também a situações pouco saudáveis. Então, quando eu via um professor se aproximando - professor meu - até parava de varrer, porque ele ia passar por mim, podia trocar uma idéia, mas o pessoal passava como se tivesse passando por um poste, uma árvore, um orelhão.
Diário - E quando você volta para casa, para seu mundo real?
Fernando Braga da Costa - Eu choro. É muito triste, porque, a partir do instante em que você está inserido nessa condição psicossocial, não se esquece jamais. Acredito que essa experiência me deixou curado da minha doença burguesa. Esses homens hoje são meus amigos. Conheço a família deles, freqüento a casa deles nas periferias. Mudei. Nunca deixo de cumprimentar um trabalhador. Faço questão de o trabalhador saber que eu sei que ele existe. Eles são tratados pior do que um animal doméstico, que sempre é chamado pelo nome. São tratados como se fossem uma 'COISA'.
*Ser IGNORADO é uma das piores sensações que existem na vida! Respeito: passe adiante!
Esta página é para quem acredita que um mundo melhor é possível e que o jornalismo deve ser livre, íntegro, revolucionário, questionador e formador de opiniões, ou pelo menos fazer com que a gente pense. Segundo Millôr Fernandes "a função do Jornalista é trabalhar para ser demitido". Eu já estou no 3 a zero. "Livre pensar é só pensar" Millôr Fernandes
segunda-feira, abril 06, 2009
sexta-feira, abril 03, 2009
Mais uma vez
A votação da revogação da Lei de Imprensa no STF foi adiada mais uma vez. Conforme disse em post anterior, precisamos ficar atentos. A lei é antiga, é arbitrária, é desatualizada? Sim, ela é fruto de um momento histórico de restrições, de censura. Por outro lado, assim como defende a Fenaj, é necessária a existência de uma legislação que regulamente a atuação do jornalismo. Não pelo simples fato de que alguns defendem a obrigatoriedade do diploma e outros não, mas para conter abusos.
O jornlaismo é uma profissão regulamentada por lei, e pela própria lei é feita a exigência do diploma. Não é uma questão de medo de quem atua sem diploma, tampouco é desmerecer o trabalho de bons profissionais, sérios e éticos que aprenderam na prática o jornalismo. Mas é pela defesa da profissão que em alguns lugares muitas vezes é prostituída. Sim, em vários lugares o patrão paga o quanto quer e muitos "profissionais" não tão capacitados acabam se rendendo a chantagem e aceitam submeter-se a condições ruins de trabalho e a salários inferiores ao mínimo.
Claro que irão rebater meus argumentos, no entanto eu vi isto acontecer, eu presenciei. O mercado do jornalismo é escasso, é restrito e tem muitos problemas sim, não podemos dizer o contrário. Cabe a nós profissionai defendermos nossa profissão, lutar por ela, valorizá-la.
toda a profissão regulamentada tem exigência de diploma para que a função seja exercida. É assim na medicina, na contabilidade, na economia, na engenharia, na arquitetura, enfim... ninguém vai contratar um engenheiro que não passou pelos bancos acadêmicos. Porque podem existir sim bons engenheiros vendendo cachorro quente e outros canalhas como Sérgio Naya, que utilizava material irregular e impróprio, mas na construção da tua casa, com certeza vais querer o melhor profissional. Assim como médico, dentista ou farmacêutico. Ninguém entrega a contabilidade da sua empresa, por menor que ela seja, a alguém que não seja pelo menos técnico em contabilidade. A contabilidade não só tem sindicato, como também tem conselho, que fiscalizam a atuação dos profissionais e os pune em caso de trabalhos irregulares e antiéticos.
Porque é que no jornalismo não pode existir? O conselho não restringe a ação dos profissionais, não impede que trabalhem, como alguns defendem. Mas pune, multa. E no jornalismo algumas vezes precisamos disso, porque a lei prevê liberdade de expressão e exercício do jornalismo e tem como crime a calúnia e difamação. Não podemos fechar os olhos e fazer de conta que no nosso meio não ocorra isso. E mais, assim como um mau contador pode fazer uma empresa falir, um mau jornalista pode acabar com a vida de uma pessoa. Uma informação mentirosa, não apurada pode provocar estragos irreparáveis e para isso temos um exemplo que não canso de lembrar "A escola base".
Temos que defender a profissão, querer o melhor. Não que as escolas de comunicação não estejam defasadas, não que o diploma vá fazer de um medíocre um profissional excelente. O que importa realmente é que a categoria tenha garantias e que não perca as poucas que já tem.
PS.: Algumas boas informações podem ser acessadas no Comunique-se, assim como bons debates são feitos por lá. Participem. Neste link, tem uma matéria sobre o adiamento da votação da lei de imprensa.
O jornlaismo é uma profissão regulamentada por lei, e pela própria lei é feita a exigência do diploma. Não é uma questão de medo de quem atua sem diploma, tampouco é desmerecer o trabalho de bons profissionais, sérios e éticos que aprenderam na prática o jornalismo. Mas é pela defesa da profissão que em alguns lugares muitas vezes é prostituída. Sim, em vários lugares o patrão paga o quanto quer e muitos "profissionais" não tão capacitados acabam se rendendo a chantagem e aceitam submeter-se a condições ruins de trabalho e a salários inferiores ao mínimo.
Claro que irão rebater meus argumentos, no entanto eu vi isto acontecer, eu presenciei. O mercado do jornalismo é escasso, é restrito e tem muitos problemas sim, não podemos dizer o contrário. Cabe a nós profissionai defendermos nossa profissão, lutar por ela, valorizá-la.
toda a profissão regulamentada tem exigência de diploma para que a função seja exercida. É assim na medicina, na contabilidade, na economia, na engenharia, na arquitetura, enfim... ninguém vai contratar um engenheiro que não passou pelos bancos acadêmicos. Porque podem existir sim bons engenheiros vendendo cachorro quente e outros canalhas como Sérgio Naya, que utilizava material irregular e impróprio, mas na construção da tua casa, com certeza vais querer o melhor profissional. Assim como médico, dentista ou farmacêutico. Ninguém entrega a contabilidade da sua empresa, por menor que ela seja, a alguém que não seja pelo menos técnico em contabilidade. A contabilidade não só tem sindicato, como também tem conselho, que fiscalizam a atuação dos profissionais e os pune em caso de trabalhos irregulares e antiéticos.
Porque é que no jornalismo não pode existir? O conselho não restringe a ação dos profissionais, não impede que trabalhem, como alguns defendem. Mas pune, multa. E no jornalismo algumas vezes precisamos disso, porque a lei prevê liberdade de expressão e exercício do jornalismo e tem como crime a calúnia e difamação. Não podemos fechar os olhos e fazer de conta que no nosso meio não ocorra isso. E mais, assim como um mau contador pode fazer uma empresa falir, um mau jornalista pode acabar com a vida de uma pessoa. Uma informação mentirosa, não apurada pode provocar estragos irreparáveis e para isso temos um exemplo que não canso de lembrar "A escola base".
Temos que defender a profissão, querer o melhor. Não que as escolas de comunicação não estejam defasadas, não que o diploma vá fazer de um medíocre um profissional excelente. O que importa realmente é que a categoria tenha garantias e que não perca as poucas que já tem.
PS.: Algumas boas informações podem ser acessadas no Comunique-se, assim como bons debates são feitos por lá. Participem. Neste link, tem uma matéria sobre o adiamento da votação da lei de imprensa.
quinta-feira, abril 02, 2009
A questão do dia dos bobos foi...
Ontem não deu tempo de colocar muitas coisas mais no post sobre o dia dos bobos. O que me fez escrever aquele post, foi a questão da votação da lei de imprensa e da obrigatoriedade do diploma para exercer o jornalismo.
Já falei sobre a discussão de ser ou não ser jornalista com diploma. Alguns amigos meus defendem que para ser um bom jornalista não precisa ter o canudo, porque antes disso é necessário feeling, conhecimentos gerais de cultura, política, sociologia, enfim, mil conhecimentos. Claro que saber escrever é importante, assim como é imprescíndivel uma boa imagem para a tevê e uma dicção impecável para o rádio.
Mas, por outro lado, como é feito a avaliação de um jornalista que não freqüentou a faculdade? Temos que pensar nisso.
Já falei sobre a discussão de ser ou não ser jornalista com diploma. Alguns amigos meus defendem que para ser um bom jornalista não precisa ter o canudo, porque antes disso é necessário feeling, conhecimentos gerais de cultura, política, sociologia, enfim, mil conhecimentos. Claro que saber escrever é importante, assim como é imprescíndivel uma boa imagem para a tevê e uma dicção impecável para o rádio.
Mas, por outro lado, como é feito a avaliação de um jornalista que não freqüentou a faculdade? Temos que pensar nisso.
quarta-feira, abril 01, 2009
1º Abril - dia dos bobos
Hoje é primeiro de abril, gosto da história que instituiu o dia, aquela coisa de mudar a data do início do ano e tals. A brincadeira de contar mentiras, fazer brincadeiras também é legal. No entanto, tem coisas que acontecem no dia 1º de abril que não tem a menor graça, como o golpe militar, que passou a presidência da República das mãos de um presidente eleito pelo povo para as mãos dos milicos.
Eu sei, mas não consigo esquecer que este tempo em que o Brasil ficou nas mãos dos militares aconteceram muitas coisas ruins. Por isso não podemos deixar de refletir sobre o passado.
Eu sei, mas não consigo esquecer que este tempo em que o Brasil ficou nas mãos dos militares aconteceram muitas coisas ruins. Por isso não podemos deixar de refletir sobre o passado.
segunda-feira, março 30, 2009
Briga de marido e mulher
Tem aquele ditado que diz que: "em briga de marido e mulher, não se mete a colher". É verdade que em alguns casos meter a colher significa sair com a colher quebrada. É o que ocorria no namoro do Dado Dolabella e da Luana Piovani. Gênios difíceis, muito ciúme, várias brigas. As revistas de fofoca estavam sempre estampando alguma manchete relacionada a eles. Até acontecer o fato mais grave e ela apresentar uma queixa contra o bonitinho. Ele passou algumas horas preso por descumprir uma ordem judicial e assim a coisa vai. Não que eu ache que ele está certo, na verdade não sei se ele está certo ou não, nem o conheço, nem sua vida, nem carreira. O que sei é que, pelas notícias da mídia, a Luana é bem complicada. E até agressiva, pois bateu num fotógrafo. Sabe-se de vários barracos envolvendo a atriz. Assim como muitas histórias envolvendo o Dado e seu lado rebelde.
Como avaliar uma situação onde ambos são impulsivos e pasionais? Parada dura para o juiz ou juíza que for julgar o caso. Teremos que usar de bom senso para não cometer nenhuma injustiça
Como avaliar uma situação onde ambos são impulsivos e pasionais? Parada dura para o juiz ou juíza que for julgar o caso. Teremos que usar de bom senso para não cometer nenhuma injustiça
sexta-feira, março 27, 2009
Fuel Psy Thematic

Neste final de semana está programada uma divulgação do que deve rolar na Fuel Psy Thematic. Agende-se a ação ocorrerá na Dom Joaquim, pós 14h. Para a galera que quer garantir seu ingresso para Fuel Psy Thematic uma boa notícia, os ingressos já estão à venda no Posto Modelo da Bento Gonçalves. O melhor é que os convites antecipados estão custando apenas R$ 12,00.
A Fuel Psy Thematic acontece no dia 25 de abril, pós 22h59min, no Centro de Eventos de Pelotas. Serão cinco DJ´s para animar a galera até o sol raiar.
No domingo a animação continua com mini campeonato de som, que está com as inscrições abertas no site www.mircamp.com.br. A disputa será dividida em quatro categorias, trio, spl, rebaixados e tunning. Além do site as inscrições também podem ser feitas na Mega Som Pelotas. O valor das incrições é de R$ 25,00 por categoria.
quinta-feira, março 26, 2009
"Onda de violência registra 18ª vítima fatal deste ano"
A manchete do jornal Diário Popular de hoje traz um dado perturbador para os pelotenses que julgavam viver numa pacata cidade. Para mim própria que vive algum tempo fora Pelotas reunia duas coisas de que gostava, é uma cidade de médio porte, sem muito histórico de violência e com atrativos culturais. Mas tanto as atrações culturais quanto a o baixo índice de violência estão deixando de ser pontos positivos.
De acordo com a matéria do jornal, no ano passado foram 25 homicídios. Já em 2009 ocorrem 18, e o mais alarmante é que só nesta semana, que ainda não acabou, foram um por dia, desde segunda. Outra informação que causa choque a quem lê as informações dos jornais é a pouca idade dos envolvidos nos crimes, sejam as vítimas ou os homicidas. Nas declarações da polícia civil e da brigada militar o motivo do aumento dos crimes desta natureza é o consumo de drogas.
Há alguns anos, numa aula de ética na faculdade de jornalismo, um professor indagou: "_ qual será o motivo da terceira guerra mundial?". Ninguém arriscou dizer nada, embora cada um tivesse pra si uma ideia qualquer do motivo. E ele respondeu desesperado com um tom dramático "_ As droogas geente! As drogas!"
Durante algum tempo aquela resposta foi uma espécie de deboche entre os alunos, não pela resposta, pois sabíamos da verdade incutida nela, mas pelo tom que o professor deu às palavras.
Hoje posso entender o desespero dele, talvez não tenha sido como quando fomos a casa dele para interceder por um colega, mas sua angústia era real, não uma representação. Tempos depois, trabalhando no serviço de redução de danos da Secretaria de Saúde de Pelotas pude ver com meus próprios olhos a invasão de uma droga que veio como uma avalanche. Tal qual um desmoronamento as pedras de crack tomaram conta da cidade e seus usuários são cada dia mais jovens, suas reações são muito mais violentas, seus estrago muito maior. Em pouco tempo o usuário recreativo ou experimental torna-se um dependente. E, embora existam programas que tentam auxiliar o viciado, não há estrutura nem para tratamento, nem para recuperação.
As palavras chaves continuam sendo prevenção e educação. A droga também é um problema social, traficantes tem que ser tratados com o rigor da lei e o dependente precisa de estruturas adequadas para seu tratamento. Existem exemplos que podem ser seguidos, estes exigem paciência, persistência e interesse.
Além disso uma outra coisa que já está mais que batida também é importante o diálogo em família. Parece piegas e ultrapassado, mas é uma prova de que a comunicação entre pais e filhos faz toda a diferença. Observe a sua volta e tire suas conclusões.
De acordo com a matéria do jornal, no ano passado foram 25 homicídios. Já em 2009 ocorrem 18, e o mais alarmante é que só nesta semana, que ainda não acabou, foram um por dia, desde segunda. Outra informação que causa choque a quem lê as informações dos jornais é a pouca idade dos envolvidos nos crimes, sejam as vítimas ou os homicidas. Nas declarações da polícia civil e da brigada militar o motivo do aumento dos crimes desta natureza é o consumo de drogas.
Há alguns anos, numa aula de ética na faculdade de jornalismo, um professor indagou: "_ qual será o motivo da terceira guerra mundial?". Ninguém arriscou dizer nada, embora cada um tivesse pra si uma ideia qualquer do motivo. E ele respondeu desesperado com um tom dramático "_ As droogas geente! As drogas!"
Durante algum tempo aquela resposta foi uma espécie de deboche entre os alunos, não pela resposta, pois sabíamos da verdade incutida nela, mas pelo tom que o professor deu às palavras.
Hoje posso entender o desespero dele, talvez não tenha sido como quando fomos a casa dele para interceder por um colega, mas sua angústia era real, não uma representação. Tempos depois, trabalhando no serviço de redução de danos da Secretaria de Saúde de Pelotas pude ver com meus próprios olhos a invasão de uma droga que veio como uma avalanche. Tal qual um desmoronamento as pedras de crack tomaram conta da cidade e seus usuários são cada dia mais jovens, suas reações são muito mais violentas, seus estrago muito maior. Em pouco tempo o usuário recreativo ou experimental torna-se um dependente. E, embora existam programas que tentam auxiliar o viciado, não há estrutura nem para tratamento, nem para recuperação.
As palavras chaves continuam sendo prevenção e educação. A droga também é um problema social, traficantes tem que ser tratados com o rigor da lei e o dependente precisa de estruturas adequadas para seu tratamento. Existem exemplos que podem ser seguidos, estes exigem paciência, persistência e interesse.
Além disso uma outra coisa que já está mais que batida também é importante o diálogo em família. Parece piegas e ultrapassado, mas é uma prova de que a comunicação entre pais e filhos faz toda a diferença. Observe a sua volta e tire suas conclusões.
quarta-feira, março 25, 2009
Não devia ser assim
Não deveria, mas é exatamente assim que acontece. Olhamos os corpos jogados no chão e enxergamos apenas o empecilho de passar pela calçada, notamos apenas o mau-cheiro incômodo, ouvimos apenas o barulho que nos desperta à noite.
Nunca paramos para dar atenção, porque não enxergamos as pessoas, não sentimos tristeza pela situação deles, não ouvimos o pedido de socorro abafado em seus peitos cobertos com papelão.
Muitos de nós pensamos que não temos nada a ver com isso, não é problema nosso, ou eu pago meus impostos a prefeitura que faça algo e os leve para longe dos meus olhos, afinal, como diz o ditado, "o que os olhos não veêm, o coração não sente". E porque vendo-os todos os dias, ouvindo-os à noite talvez eu acabe me conscientizando de que ali, bem ali na calçada tem gente. Gentes que, ao contrário do que pensamos, não estão ali porque querem. Sim, todos temos oportunidades, capacidade e possibilidades. Quem sabe alguns podem até estar na rua porque querem, o que não anula a possibilidade de existir um motivo forte que os levou a esta escolha.
Além disso, eles estão ali para aprender e para nos ensinar também. Ensinar, principalmente, que não somos ilhas, que por mais difícil que seja nossa vida, nossos problemas não podemos perder a capacidade de nos indignar com certas situações e de nos colocar no lugar do outro. Não podemos nos desumanizar. Afastá-los não resolverá o problema, será apenas uma trégua a nossa consciência.
Quando eles não estiverem mais ali não vamos sequer nos dar conta de que agora conseguimos passar pela calçada e que perdemos mais um pouco aquele sentimento que nos faz gente.
Nunca paramos para dar atenção, porque não enxergamos as pessoas, não sentimos tristeza pela situação deles, não ouvimos o pedido de socorro abafado em seus peitos cobertos com papelão.
Muitos de nós pensamos que não temos nada a ver com isso, não é problema nosso, ou eu pago meus impostos a prefeitura que faça algo e os leve para longe dos meus olhos, afinal, como diz o ditado, "o que os olhos não veêm, o coração não sente". E porque vendo-os todos os dias, ouvindo-os à noite talvez eu acabe me conscientizando de que ali, bem ali na calçada tem gente. Gentes que, ao contrário do que pensamos, não estão ali porque querem. Sim, todos temos oportunidades, capacidade e possibilidades. Quem sabe alguns podem até estar na rua porque querem, o que não anula a possibilidade de existir um motivo forte que os levou a esta escolha.
Além disso, eles estão ali para aprender e para nos ensinar também. Ensinar, principalmente, que não somos ilhas, que por mais difícil que seja nossa vida, nossos problemas não podemos perder a capacidade de nos indignar com certas situações e de nos colocar no lugar do outro. Não podemos nos desumanizar. Afastá-los não resolverá o problema, será apenas uma trégua a nossa consciência.
Quando eles não estiverem mais ali não vamos sequer nos dar conta de que agora conseguimos passar pela calçada e que perdemos mais um pouco aquele sentimento que nos faz gente.
segunda-feira, março 23, 2009
Algumas perguntas não deveriam ser feitas
Há muito tempo não assisto ao Fantástico. Não gostei do formato revista eletrônica, as matérias são superficiais, os recortes sempre os mesmos. Enfim, definitivamente não gosto. Pra falar a verdade o único telejornal da Globo que assisto é o jornal hoje e cá pra nós acho que é só por causa dos apresentadores mesmo. Mas ontem, chegando de fora, a televisão foi ligada pelo meu pai e já estava no canal 4. E logo anunciaram a entrevista que a Patricia Poeta fez com a mãe da menina Isabella.
O problema de tudo não é tu entrevistares a uma mãe que perdeu a filha há um ano, mas as perguntas cretinas que se faz a ela. Querer saber se ela tem pretenção de ter mais filhos até que é perdoável. Agora perguntar qual a lembraça da filha que mais marcou e vai ficar pra sempre, isto é cretinisse demais. Principalmente pelo fato de a Patricia ter um filho, basta ela se colocar no lugar da Paula Oliveira para saber que tudo será lembrado, nada será, jamais, esquecido. A mulher perdeu um filho, não um bichinho de estimação ou uma boneca. Para uma mãe, é um pedaço dela que se foi.
Isso lá é pergunta que se faça?! É como perguntar para alguém que foi agredido, ou que teve um parente vítima de homicídio, o que ele está sentindo.
Tá faltando sensibilidade.
O problema de tudo não é tu entrevistares a uma mãe que perdeu a filha há um ano, mas as perguntas cretinas que se faz a ela. Querer saber se ela tem pretenção de ter mais filhos até que é perdoável. Agora perguntar qual a lembraça da filha que mais marcou e vai ficar pra sempre, isto é cretinisse demais. Principalmente pelo fato de a Patricia ter um filho, basta ela se colocar no lugar da Paula Oliveira para saber que tudo será lembrado, nada será, jamais, esquecido. A mulher perdeu um filho, não um bichinho de estimação ou uma boneca. Para uma mãe, é um pedaço dela que se foi.
Isso lá é pergunta que se faça?! É como perguntar para alguém que foi agredido, ou que teve um parente vítima de homicídio, o que ele está sentindo.
Tá faltando sensibilidade.
sexta-feira, março 20, 2009
O CORDEL DO PAPA E DO ESTUPRADOR
Recebi por email este cordel. As rimas são certeiras e demonstram em verso o que toda a população do Brasil discutiu em prosa. Miguezin da Princesa está de parabéns, é pena que realmente todos os abusos e absurdos realizados pela santa madre igreja na idade média e desde sua criação mandando e desmandando nas pessoas pareça que não mudará jamais.
Para completar o papa Bento XVI, assim como seu antecessor João Paulo II, é contra a utilização da camisinha como prevenção a Aids, que mata milhões de pessoas, principalmente em países miseráveis. Como já disse antes, a igreja deve considerar que é melhor que as pessoas morram de fome e de doença do que permitir mudanças nas suas mais rígidas regras de moral. É claro que existem exceções e alguns padres e freiras realizam trabalhos realmente sociais, como é o caso da irmã Doroti Stein, por exemplo. É por isso que creio que algumas mudanças beneficiariam a própria igreja, que mantém algumas sujeiras escondidas debaixo das batinas.
Ah! Sujiro que assistam ao filme Jenipapo. É uma história ótima, que mostra um padre, como um verdadeiro homem e não como um representante acima do bem e do mal. Também tem o filme sobre Dom Romero, que foi um mártir em El Salvador e foi assassinado por fazer denúncias das atrocidades vividas pelos salvadorenhos. Dom Romero morreu na capital em 1980.
O cordel do papa e do estuprador
(Por Miguezim da Princesa *)
I
Peço à musa do improviso
Que me dê inspiração,
Ciência e sabedoria,
Inteligência e razão,
Peço que Deus que me proteja
Para falar de uma igreja
Que comete aberração.
II
Pelas fogueiras que arderam
No tempo da Inquisição,
Pelas mulheres queimadas
Sem apelo ou compaixão,
Pensava que o Vaticano
Tinha mudado de plano,
Abolido a excomunhão.
III
Mas o bispo Dom José,
Um homem conservador,
Tratou com impiedade
A vítima de um estuprador,
Massacrada e abusada,
Sofrida e violentada,
Sem futuro e sem amor.
IV
Depois que houve o estupro,
A menina engravidou.
Ela só tem nove anos,
A Justiça autorizou
Que a criança abortasse
Antes que a vida brotasse
Um fruto do desamor.
V
O aborto, já previsto
Na nossa legislação,
Teve o apoio declarado
Do ministro Temporão,
Que é médico bom e zeloso,
E mostrou ser corajoso
Ao enfrentar a questão.
VI
Além de excomungar
O ministro Temporão,
Dom José excomungou
Da menina, sem razão,
A mãe, a vó e a tia
E se brincar puniria
Até a quarta geração.
VII
É esquisito que a igreja,
Que tanto prega o perdão,
Resolva excomungar médicos
Que cumpriram sua missão
E num beco sem saída
Livraram uma pobre vida
Do fel da desilusão.
VIII
Mas o mundo está virado
E cheio de desatinos:
Missa virou presepada,
Tem dança até do pepino,
Padre que usa bermuda,
Deixando mulher buchuda
E bolindo com os meninos.
IX
Milhões morrendo de Aids:
É grande a devastação,
Mas a igreja acha bom
Furunfar sem proteção
E o padre prega na missa
Que camisinha na lingüiça
É uma coisa do Cão.
X
E esta quem me contou
Foi Lima do Camarão:
Dom José excomungou
A equipe de plantão,
A família da menina
E o ministro Temporão,
Mas para o estuprador,
Que por certo perdoou,
O arcebispo reservou
A vaga de sacristão.
(*) Poeta popular, Miguezim de Princesa, é paraibano radicado em Brasília.
Para completar o papa Bento XVI, assim como seu antecessor João Paulo II, é contra a utilização da camisinha como prevenção a Aids, que mata milhões de pessoas, principalmente em países miseráveis. Como já disse antes, a igreja deve considerar que é melhor que as pessoas morram de fome e de doença do que permitir mudanças nas suas mais rígidas regras de moral. É claro que existem exceções e alguns padres e freiras realizam trabalhos realmente sociais, como é o caso da irmã Doroti Stein, por exemplo. É por isso que creio que algumas mudanças beneficiariam a própria igreja, que mantém algumas sujeiras escondidas debaixo das batinas.
Ah! Sujiro que assistam ao filme Jenipapo. É uma história ótima, que mostra um padre, como um verdadeiro homem e não como um representante acima do bem e do mal. Também tem o filme sobre Dom Romero, que foi um mártir em El Salvador e foi assassinado por fazer denúncias das atrocidades vividas pelos salvadorenhos. Dom Romero morreu na capital em 1980.
O cordel do papa e do estuprador
(Por Miguezim da Princesa *)
I
Peço à musa do improviso
Que me dê inspiração,
Ciência e sabedoria,
Inteligência e razão,
Peço que Deus que me proteja
Para falar de uma igreja
Que comete aberração.
II
Pelas fogueiras que arderam
No tempo da Inquisição,
Pelas mulheres queimadas
Sem apelo ou compaixão,
Pensava que o Vaticano
Tinha mudado de plano,
Abolido a excomunhão.
III
Mas o bispo Dom José,
Um homem conservador,
Tratou com impiedade
A vítima de um estuprador,
Massacrada e abusada,
Sofrida e violentada,
Sem futuro e sem amor.
IV
Depois que houve o estupro,
A menina engravidou.
Ela só tem nove anos,
A Justiça autorizou
Que a criança abortasse
Antes que a vida brotasse
Um fruto do desamor.
V
O aborto, já previsto
Na nossa legislação,
Teve o apoio declarado
Do ministro Temporão,
Que é médico bom e zeloso,
E mostrou ser corajoso
Ao enfrentar a questão.
VI
Além de excomungar
O ministro Temporão,
Dom José excomungou
Da menina, sem razão,
A mãe, a vó e a tia
E se brincar puniria
Até a quarta geração.
VII
É esquisito que a igreja,
Que tanto prega o perdão,
Resolva excomungar médicos
Que cumpriram sua missão
E num beco sem saída
Livraram uma pobre vida
Do fel da desilusão.
VIII
Mas o mundo está virado
E cheio de desatinos:
Missa virou presepada,
Tem dança até do pepino,
Padre que usa bermuda,
Deixando mulher buchuda
E bolindo com os meninos.
IX
Milhões morrendo de Aids:
É grande a devastação,
Mas a igreja acha bom
Furunfar sem proteção
E o padre prega na missa
Que camisinha na lingüiça
É uma coisa do Cão.
X
E esta quem me contou
Foi Lima do Camarão:
Dom José excomungou
A equipe de plantão,
A família da menina
E o ministro Temporão,
Mas para o estuprador,
Que por certo perdoou,
O arcebispo reservou
A vaga de sacristão.
(*) Poeta popular, Miguezim de Princesa, é paraibano radicado em Brasília.
Monstro Austríaco
Josef Fritzel manteve em cárcere privado desde os 18 anos de idade, fez nela sete filhos, criando alguns junto com a esposa e outros manteve junto com a filha num espaço subterrâneo. Além de cárcere privado e estupro ele foi acusado de assassinato, pois um dos seus filhos com a própria filha morreu. Caso não fosse considerado culpado por homicídio, provavelmente não chegaria a cumprir pena, pois como no Brasil (corrijam-me os advogados) no caso de ter mais de 60 anos a punição tem um abrandamento. Fritzel tem 71 anos e declarou-se culpado.
Ao final do julgamento ele foi, finalmente, condenado pela Justiça Alemã. É claro que isto é uma especulação, mas acredito que, caso ficasse livre, a população acabaria por fazer justiça com as próprias mãos. A prisão perpétua, para um homem com mais de 70 anos, talvez seja pouco castigo para todo o horror que causou.
O lado bom da história é saber que hoje, Elizabeth está vivendo protegida com os filhos e a mãe, longe dos olhares curiosos do resto do mundo. No entanto, a superação do trauma será bem difícil para todos.
Ao final do julgamento ele foi, finalmente, condenado pela Justiça Alemã. É claro que isto é uma especulação, mas acredito que, caso ficasse livre, a população acabaria por fazer justiça com as próprias mãos. A prisão perpétua, para um homem com mais de 70 anos, talvez seja pouco castigo para todo o horror que causou.
O lado bom da história é saber que hoje, Elizabeth está vivendo protegida com os filhos e a mãe, longe dos olhares curiosos do resto do mundo. No entanto, a superação do trauma será bem difícil para todos.
quarta-feira, março 18, 2009
Estilista, apresentador e deputado polêmico
Morreu ontem em Brasília, aos 71 anos de idade o deputado Clodovil Hernandes. O estilista foi vítima de um Acidente Vascular Cerebral na madrugada de segunda-feira e seu estado de saúde foi dado como extremamente grave. Ele foi submetido a uma cirurgia, mas veio a morrer no Hospital Santa Lúcia, aonde estava internado.
Afora todas as polêmicas que Clodovil causou, vinda a responder muitos processos pelas coisas que dizia, considero que ele é um vencedor. Venceu um câncer, superou outro AVC, mas não pode ganhar do segundo.Também venceu preconceitos e adversidades de uma vida pobre.
Sua vontade de doar os órgãos foi concentida pela Justiça, já que não possui parentes próximos.
Afora todas as polêmicas que Clodovil causou, vinda a responder muitos processos pelas coisas que dizia, considero que ele é um vencedor. Venceu um câncer, superou outro AVC, mas não pode ganhar do segundo.Também venceu preconceitos e adversidades de uma vida pobre.
Sua vontade de doar os órgãos foi concentida pela Justiça, já que não possui parentes próximos.
segunda-feira, março 16, 2009
Mais uma sobre a excomunhão
O vaticano manifestou-se em relação a excomunhão da equipe médica que realizou o aborto na menina de nove anos. Segundo a informação que li o Vaticano diz que não houve excomunhão e que o bispo precipitou-se. Talvez por não ser católica ache toda a história de excomunhão uma perda de tempo, primeiro porque efetivamente isso só afeta aquelas carolas que vão a todas as missas, tomam hóstia e carregam a igreja católica e o catolicismo como verdade absoluta.
Mas ao ler tantas manifestações em relação a isso me dei conta de que a Igreja Católica e seus bispos não deveriam ter sido consultados, pois não existe nenhum indício de que a sua maneira de agir vá mudar e a atitude da mãe da menina e dos médicos também não mudaria. Serve sim pra pensarmos nas bases em que fundamos nossa história, do que consideramos como verdade e como exemplos. O catolicismo, por exemplo, prega o perdão, mas não foi capaz de aceitar uma decisão que foi um bem feito a uma criança inocente, que já tem muito trauma para superar na sua pouca existência.
Concordo que o aborto seja um assassinato, e como já disse antes, discordo que ele seja utilizado como método de planejamento familiar, mas há casos em que é a melhor opção e o carma que fica, se já não foi perdoado pela dor porque passou esta criança, fica para a próxima encarnação.
O melhor a se pensar é que não há verdade absoluta, tampouco existe um dono dela. Vamos aproveitar o fato para refletir e rever conceitos, não da Igreja Católica, que com certeza não mudará, mas vamos rever os nossos próprios conceitos e pré-conceitos, para tentar não incorrer nos erros que tanto desgostamos.
Mas ao ler tantas manifestações em relação a isso me dei conta de que a Igreja Católica e seus bispos não deveriam ter sido consultados, pois não existe nenhum indício de que a sua maneira de agir vá mudar e a atitude da mãe da menina e dos médicos também não mudaria. Serve sim pra pensarmos nas bases em que fundamos nossa história, do que consideramos como verdade e como exemplos. O catolicismo, por exemplo, prega o perdão, mas não foi capaz de aceitar uma decisão que foi um bem feito a uma criança inocente, que já tem muito trauma para superar na sua pouca existência.
Concordo que o aborto seja um assassinato, e como já disse antes, discordo que ele seja utilizado como método de planejamento familiar, mas há casos em que é a melhor opção e o carma que fica, se já não foi perdoado pela dor porque passou esta criança, fica para a próxima encarnação.
O melhor a se pensar é que não há verdade absoluta, tampouco existe um dono dela. Vamos aproveitar o fato para refletir e rever conceitos, não da Igreja Católica, que com certeza não mudará, mas vamos rever os nossos próprios conceitos e pré-conceitos, para tentar não incorrer nos erros que tanto desgostamos.
sexta-feira, março 06, 2009
Falta o mandamento não estuprarás
O texto é grande, mas acho que todos irão gostar. Leiam e opinem. Beijão a todos.
Falta o mandamento não estuprarás
Sou contra o aborto como método de planejamento familiar e contraceptivo, principalmente pelo fato de existirem inúmeros métodos anticoncepcionais baratos e eficientes ao alcance da população. Para lembrar os mais conhecidos cito alguns dos mais conhecidos como: pílula anticoncepcional, com quase 100% de eficácia e é distribuída na rede do SUS, bastando para tal que a mulher faça uma consulta com ginecologista e cadastre-se no posto, passando assim a receber o medicamento. Também temos o preservativo masculino, mais conhecido como camisinha, que também é distribuída gratuitamente nos postos de saúde, também mediante um cadastro. Além disso, é comercializada em postos de gasolina, supermercados, farmácias e o custo é baixo para adquirir três preservativos. A versão feminina da camisinha tem um custo mais elevado, mas também está a disposição da população nos postos de saúde, em menor quantidade. Ainda entre os métodos tradicionais e mais conhecidos temos diafragma e Diu. Estes apresentam uma pequena dificuldade, pois para serem utilizados é necessário o auxílio de um ginecologista, o diafragma porque deve ser feito sob medida para a usuária e o Diu porque, sendo um dispositivo intra-uterino deve e só pode ser colocado por um médico. Em caso de falha de algum destes métodos ainda há o a pílula do dia seguinte vendida nas farmácias, ma deve ser utilizada com o conhecimento do seu gineco e com cuidado devido a grande concentração de hormônios.
É por existir esta vasta quantidade de métodos preventivos que não vejo necessidade de ser legalizado o aborto, simplesmente por ser legalizado. É uma intervenção violenta para o feto e para a gestante. Respeito a posição das mulheres que apóiam a descriminalização do aborto. Embora não concorde com a utilização deste método como forma de evitar filhos. No entanto, existem casos em que o aborto é a única solução possível, como é o caso de estupro e risco d vida para a mãe.
Vocês podem perceber que discordo completamente da Igreja Católica. Primeiro por concordar com planejamento familiar é uso de anticoncepcionais e depois por crer que o aborto deve existir de forma legal em caso de estupro e risco de vida. Não é só nestas questões que discordo da Santa madre igreja, existe uma infinidade de dogmas com os quais não concordo.
O mais chocante no fato da Igreja ser contra o aborto e os métodos contraceptivos é a maneira como conduz as questões, prestando um dês-serviço em relação a estas questões principalmente em países pobres. A posição irredutível tomada pela Igreja Católica no momento do aborto preventivo feito em uma menina de nove anos, NOVE ANOS, abusada sexualmente por seu padrasto e grávida de gêmeos, é revoltante. Primeiro, por excomungar toda a equipe que prestou atendimento a garota, incluindo a sua mãe é absurdo. Mas talvez seja insignificante diante da declaração e justificativa da não excomunhão do padrasto tarado e nojento apresentada pelo bispo. Segundo por defender que uma criança que sofreu uma violência absurda (que parece estar tomando conta do mundo) como esta tenha um filho, fruto desta bestialidade. Até seria possível respeitar a posição da Igreja se junto deste posicionamento contra o aborto ela apresentasse uma solução para a mãe que temia perder sua filha, como por exemplo, o que fazer ou como criar o filho de uma criança vítima de estupro dentro de casa? Ou melhor, como uma criança deve criar outra criança que lhe foi feita à força? Assim como também deveria dar toda a assistência médica e psiquiátrica para a garota e sua família, garantindo sua vida, que estava em risco por conta de uma gravidez tão prematura.
Enquanto a população inteira do país se revolta com o abuso praticado por um homem adulto contra sua enteada uma criança de nove anos, a Igreja Católica recrimina, excomunga e trata como criminosos a vítima e seus apoiadores. Perante a diocese todos são criminosos e estão impedidos, pela excomunhão, de receber os sacramentos e participar de missas. Já o verdadeiro criminoso, diante da sociedade, da lei e até da própria Igreja Católica não foi excomungado. Este fato deveria nos fazer pensar o quanto algumas questões religiosas forçam pessoas ingênuas e crentes a submeter-se a uma situação que mais tarde pode lhes causar mal.
O aborto é sim um trauma, um trauma decorrente de outro ainda maior, que é a violência sexual contra crianças. Agora imaginemos o trauma de uma garota que gera um bebê que lhe foi feito a força. Imaginemos como pode ser a vida e o futuro de uma guriazinha depois de parir dois filhos, que não queria, para os quais não estava preparada, que lhe foram feitos à força e com certeza com violência e ameaças? Pensem como uma mulher adulta se sentiria e agiria ao ter que criar um filho gerado num estupro? Agora maximize este trauma, esta dor. Numa situação como esta a Igreja Católica deveria confortar as vítimas, assim como todas as religiões e não tornar a agressão sofrida uma dividida, um motivo para se afastar da religião. É difícil crer em alguma coisa que num momento de dificuldade só tem como consolo “são os desígnios de Deus” ou “Deus quis assim e temos que aceitar”.
Entendo que para a Igreja Católica seja difícil mudar dogmas. E compreendo também que ela não saiba ao certo como se posicionar diante de um crime, pelo qual alguns dos seus sacerdotes também estão sendo acusados (padres pedófilos).
Por outro lado me solidarizo totalmente com as vítimas de estupro, sejam elas adultos ou crianças, que precisam se submeter ao aborto. Como disse o Bispo de Olinda, que excomungou a mãe e os médicos que fizeram o aborto da menina de nove anos, não matarás é um dos dez mandamentos, e a violação destes mandamentos é pecado. No entanto, matar para não morrer não pode ser considerado assassinato, tampouco desobediência aos mandamentos. Como cristã e seguidora das palavras de Jesus Cristo, creio que este caso seria visto com maior compreensão do que a dada pelo Papa, pelos bispos ou pelos padres católicos. Afinal de contas, foi Ele quem disse que “fora da caridade não há salvação”. Solidariedade a estas crianças que sofrem abuso não seria uma forma de caridade? Porque julgar antes de colocar-se no lugar?
Não estou condenando a religião, creio que ela seja boa, pois busca levar as pessoas a Deus. O que questiono e peço é compreensão, pois não pode ser possível que Deus, o nosso pai prefira ver seus filhos passando fome e morrendo das maneiras mais vis, a permitir que eles planejem suas famílias dentro de suas posses. Lembremos que compaixão é se colocar no lugar do outro é tentar sentir a dor do outro, por isso pense, “atire a primeira pedra aquele que não possui pecados”.
Falta o mandamento não estuprarás
Sou contra o aborto como método de planejamento familiar e contraceptivo, principalmente pelo fato de existirem inúmeros métodos anticoncepcionais baratos e eficientes ao alcance da população. Para lembrar os mais conhecidos cito alguns dos mais conhecidos como: pílula anticoncepcional, com quase 100% de eficácia e é distribuída na rede do SUS, bastando para tal que a mulher faça uma consulta com ginecologista e cadastre-se no posto, passando assim a receber o medicamento. Também temos o preservativo masculino, mais conhecido como camisinha, que também é distribuída gratuitamente nos postos de saúde, também mediante um cadastro. Além disso, é comercializada em postos de gasolina, supermercados, farmácias e o custo é baixo para adquirir três preservativos. A versão feminina da camisinha tem um custo mais elevado, mas também está a disposição da população nos postos de saúde, em menor quantidade. Ainda entre os métodos tradicionais e mais conhecidos temos diafragma e Diu. Estes apresentam uma pequena dificuldade, pois para serem utilizados é necessário o auxílio de um ginecologista, o diafragma porque deve ser feito sob medida para a usuária e o Diu porque, sendo um dispositivo intra-uterino deve e só pode ser colocado por um médico. Em caso de falha de algum destes métodos ainda há o a pílula do dia seguinte vendida nas farmácias, ma deve ser utilizada com o conhecimento do seu gineco e com cuidado devido a grande concentração de hormônios.
É por existir esta vasta quantidade de métodos preventivos que não vejo necessidade de ser legalizado o aborto, simplesmente por ser legalizado. É uma intervenção violenta para o feto e para a gestante. Respeito a posição das mulheres que apóiam a descriminalização do aborto. Embora não concorde com a utilização deste método como forma de evitar filhos. No entanto, existem casos em que o aborto é a única solução possível, como é o caso de estupro e risco d vida para a mãe.
Vocês podem perceber que discordo completamente da Igreja Católica. Primeiro por concordar com planejamento familiar é uso de anticoncepcionais e depois por crer que o aborto deve existir de forma legal em caso de estupro e risco de vida. Não é só nestas questões que discordo da Santa madre igreja, existe uma infinidade de dogmas com os quais não concordo.
O mais chocante no fato da Igreja ser contra o aborto e os métodos contraceptivos é a maneira como conduz as questões, prestando um dês-serviço em relação a estas questões principalmente em países pobres. A posição irredutível tomada pela Igreja Católica no momento do aborto preventivo feito em uma menina de nove anos, NOVE ANOS, abusada sexualmente por seu padrasto e grávida de gêmeos, é revoltante. Primeiro, por excomungar toda a equipe que prestou atendimento a garota, incluindo a sua mãe é absurdo. Mas talvez seja insignificante diante da declaração e justificativa da não excomunhão do padrasto tarado e nojento apresentada pelo bispo. Segundo por defender que uma criança que sofreu uma violência absurda (que parece estar tomando conta do mundo) como esta tenha um filho, fruto desta bestialidade. Até seria possível respeitar a posição da Igreja se junto deste posicionamento contra o aborto ela apresentasse uma solução para a mãe que temia perder sua filha, como por exemplo, o que fazer ou como criar o filho de uma criança vítima de estupro dentro de casa? Ou melhor, como uma criança deve criar outra criança que lhe foi feita à força? Assim como também deveria dar toda a assistência médica e psiquiátrica para a garota e sua família, garantindo sua vida, que estava em risco por conta de uma gravidez tão prematura.
Enquanto a população inteira do país se revolta com o abuso praticado por um homem adulto contra sua enteada uma criança de nove anos, a Igreja Católica recrimina, excomunga e trata como criminosos a vítima e seus apoiadores. Perante a diocese todos são criminosos e estão impedidos, pela excomunhão, de receber os sacramentos e participar de missas. Já o verdadeiro criminoso, diante da sociedade, da lei e até da própria Igreja Católica não foi excomungado. Este fato deveria nos fazer pensar o quanto algumas questões religiosas forçam pessoas ingênuas e crentes a submeter-se a uma situação que mais tarde pode lhes causar mal.
O aborto é sim um trauma, um trauma decorrente de outro ainda maior, que é a violência sexual contra crianças. Agora imaginemos o trauma de uma garota que gera um bebê que lhe foi feito a força. Imaginemos como pode ser a vida e o futuro de uma guriazinha depois de parir dois filhos, que não queria, para os quais não estava preparada, que lhe foram feitos à força e com certeza com violência e ameaças? Pensem como uma mulher adulta se sentiria e agiria ao ter que criar um filho gerado num estupro? Agora maximize este trauma, esta dor. Numa situação como esta a Igreja Católica deveria confortar as vítimas, assim como todas as religiões e não tornar a agressão sofrida uma dividida, um motivo para se afastar da religião. É difícil crer em alguma coisa que num momento de dificuldade só tem como consolo “são os desígnios de Deus” ou “Deus quis assim e temos que aceitar”.
Entendo que para a Igreja Católica seja difícil mudar dogmas. E compreendo também que ela não saiba ao certo como se posicionar diante de um crime, pelo qual alguns dos seus sacerdotes também estão sendo acusados (padres pedófilos).
Por outro lado me solidarizo totalmente com as vítimas de estupro, sejam elas adultos ou crianças, que precisam se submeter ao aborto. Como disse o Bispo de Olinda, que excomungou a mãe e os médicos que fizeram o aborto da menina de nove anos, não matarás é um dos dez mandamentos, e a violação destes mandamentos é pecado. No entanto, matar para não morrer não pode ser considerado assassinato, tampouco desobediência aos mandamentos. Como cristã e seguidora das palavras de Jesus Cristo, creio que este caso seria visto com maior compreensão do que a dada pelo Papa, pelos bispos ou pelos padres católicos. Afinal de contas, foi Ele quem disse que “fora da caridade não há salvação”. Solidariedade a estas crianças que sofrem abuso não seria uma forma de caridade? Porque julgar antes de colocar-se no lugar?
Não estou condenando a religião, creio que ela seja boa, pois busca levar as pessoas a Deus. O que questiono e peço é compreensão, pois não pode ser possível que Deus, o nosso pai prefira ver seus filhos passando fome e morrendo das maneiras mais vis, a permitir que eles planejem suas famílias dentro de suas posses. Lembremos que compaixão é se colocar no lugar do outro é tentar sentir a dor do outro, por isso pense, “atire a primeira pedra aquele que não possui pecados”.
terça-feira, março 03, 2009
Reclamação do cidadão

Embora possa parecer que a população não tá nem aí pra administração pública, não é isso que realmente acontece. Protestos bem humorados são uma forma bem direta de mostrar que o cidadão está insatisfeito com a administração e os rumos que a cidade toma. a começar os constantes alagamentos e enchetes causados pelas chuvas que vem assolando a cidade.
O excesso de chuva tem sido um problema, mas a falta de educação das pessoas que jogam lixo em local inadequado também contribui, assim como a falta de limpeza de bueiros e bocas de lobo, de responsabilidade da prefeitura. No caso da Rua da foto, Pracinha Hortêncio Rosa, no bairro Areal, além do alagamento tem os buracos que ficaram acumulando água, juntando mosquito e causando uma série de transtornos para os moradores.
Depois da tempestade vem a sujeira

Como disse em um post anterior, depois da tempestade vem a sujeira. Esta foto é do final da rua General Argolo em Pelotas, é uma via que não tem saída e a passagem só é possível para carros até uma altura, depois só a pé, de bicicleta ou de moto. O famoso canalete da Argolo foi restaurado um tempo atrás, mas não é tão bem cuidado como deveria, os passantes jogam lixo nas ruas e dentro dele mesmo, o que vem ficar estocado na última quadra, no meio de uma pequena mata nativa localizada em ambos os lados da rua. A água que escoa do canalete deságua no canal do pepino, na Juscelino Kubsticheck. Neste pedaço de mata nativa o pessoal também costuma jogar o lixo das suas casas, garrafas pet e muitas sacolas plásticas, que em dias de vento voam pela cidade como pipas e nos dias de chuva ficam presas nas árvores e entopem canos.

Mais uma vez eu repito, falta educação e consciência ecológica das pessoas, não custa nada não jogar o lixo na rua e quem ganha somos nós, uma cidade mais limpa, mais bonita e menos enchentes.
segunda-feira, março 02, 2009
Ilhada

Na sexta-feira, após a chuva que durou quase toda a noite fiquei ilhada. A foto foi tirada às 8h30min da manhã e ainda chovia bastante. A água baixou depois de um dia inteiro e foi totalmente enxugada pelos canos de esgoto lá pelas 16h. Segundo alguns vizinhos que arriscaram sair de casa e colocar o pé na água, literalmente, na avenida Juscelino Kubsticheck de Oliveira, que passa em frente ao condomínio a enxurrada que tomou conta da rua estava na altura da cintura dos cidadãos, o canal do pepino transbordou e a enchente transtornou muitas pessoas. Depois de toda a chuvarada veio um belo sol e um calor daqueles.
quarta-feira, fevereiro 25, 2009
O carnaval e o futebol
Tem duas grandes paixões que são indiscutíveis para a maioria dos brasileiros o carnaval e o futebol. A questão é que ambos têm deixado o espetáculo de lado e dado lugar a violência. Nos campos uma das idéias é diminuir o espaço para as torcidas adversárias. No carnaval vão sendo criados bretes onde o folião é colocado para assistir aos desfiles. A questão propriamente dita da violência não é resolvida.
Ok! Sabemos que esta questão vem de muitos anos, está ligada a educação, a uma certa divisão de renda, entre outras coisas mais que sempre se fala e se critica, mas que não muda quase nada. No entanto, aprisionar as pessoas e deixar solto as gentes de conduta violenta e ligada ao crime não é a solução.
Quem sabe com o novo ano letivo começando os governos e nós passemos a dar mais valor a educação.
A mudança começa agora.
Ok! Sabemos que esta questão vem de muitos anos, está ligada a educação, a uma certa divisão de renda, entre outras coisas mais que sempre se fala e se critica, mas que não muda quase nada. No entanto, aprisionar as pessoas e deixar solto as gentes de conduta violenta e ligada ao crime não é a solução.
Quem sabe com o novo ano letivo começando os governos e nós passemos a dar mais valor a educação.
A mudança começa agora.
quinta-feira, fevereiro 19, 2009
Ausência involuntária
Eu fiquei alguns dias "fora do ar", por conta de trabalho. Quero me dedicar mais a este blog, porque gosto muito de escrever. Mas meu tempo tem sido curto e o fato de estar sem computador em casa atrapalha a coisa toda.
Enfim...
Neste período aconteceram muitos fatos pelo mundo. O que mais me chocou foi a tal brasileira agredida por neonazistas na Suiça. O fato de ela ter mentido ou não, de ter distúrbios psiquicos não foi o que mais me chocou e sim a atuação dos jornalistas tanto no Brasil quanto fora. A primeira notícia dizia que uma brasileira havia sido agredida por neonazistas e por conta disso havia perdido as filhas gêmeas. Com o passar do tempo e a moça no hospital as coisas foram mudando e a suposta vítima passou a ser tratada de forma um tanto desconfiada. Não que eu concorde com a mordaça, pelo contrário, sou totalmente contra, mas há casos, como investigações policiais, por exemplo, em que o jornalista precisa ter bom censo ao noticiar os fatos. É ridículo primeiro dizer que a mulher foi agredida e perdeu as filhas gêmeas e depois dizer que nada daquilo era verdade. Se desde o início tratassem a questão como um fato que estava sendo investigado e que havia indícios de que a coisa havia ocorrido de tal jeito, ficaria menos feio. E estes comportamentos são o que me decepcionam no jornalismo, porque no afã de dar um furo de reportagem os fatos não são bem apurados, as perguntas não são respondidas de forma adequada e o repórtar acaba supondo.
Nunca vou esquecer uma frase de um professor de redação na sala de aula ao ler uma matéria minha. Ele perguntou quem tinha me dito tal informação e eu disse que ninguém tinha dito que eu tinha concluído, suposto que era assim. Então ele me olhou e disse: "Jornalista não supõe nada, não concluí nada".
Isso sempre me serviu como base para as matérias que eu ia fazer. Quando por acaso tudo apontava para uma coisa mas não havia declaração, ligava e confirmava. Tinha receio de dar uma informação errada ou mentirosa. Também nunca quis dar uma notícia parcial e ser usada como "massa de manobra" (como dizem o ativistas políticos) por isso que invisto na malícia, porque jornalista tem que ter malícia.
A última notícia que vi a poucos minutos sobre o caso da brasileira Paulo Oliveira foi de que ela já tem um advogado, que foi noticiado que ela confessou a polícia ter mentido sobre a gravidez e as agressões. A comoção nacional se dissolveu, algumas pessoas acusam Paula de louca, outros sentem-se envergonhados pelo que uma conterrânea fez noutra terra. O fato que me intriga agora é que todos estão contra a moça, afirmando que ela mentiu. Não se cogita mais a possibilidade de agressão, pouco se diz sobre o que a polícia tem sobre o inquérito. Parece que primeiro usou-se uma parte da história, depois trabalha-se outra, mas nunca é feito um trabalho com ambas versões para que os leitores ou telespectadores possam ver os fatos e tirar suas próprias conclusões.
Enfim...
Neste período aconteceram muitos fatos pelo mundo. O que mais me chocou foi a tal brasileira agredida por neonazistas na Suiça. O fato de ela ter mentido ou não, de ter distúrbios psiquicos não foi o que mais me chocou e sim a atuação dos jornalistas tanto no Brasil quanto fora. A primeira notícia dizia que uma brasileira havia sido agredida por neonazistas e por conta disso havia perdido as filhas gêmeas. Com o passar do tempo e a moça no hospital as coisas foram mudando e a suposta vítima passou a ser tratada de forma um tanto desconfiada. Não que eu concorde com a mordaça, pelo contrário, sou totalmente contra, mas há casos, como investigações policiais, por exemplo, em que o jornalista precisa ter bom censo ao noticiar os fatos. É ridículo primeiro dizer que a mulher foi agredida e perdeu as filhas gêmeas e depois dizer que nada daquilo era verdade. Se desde o início tratassem a questão como um fato que estava sendo investigado e que havia indícios de que a coisa havia ocorrido de tal jeito, ficaria menos feio. E estes comportamentos são o que me decepcionam no jornalismo, porque no afã de dar um furo de reportagem os fatos não são bem apurados, as perguntas não são respondidas de forma adequada e o repórtar acaba supondo.
Nunca vou esquecer uma frase de um professor de redação na sala de aula ao ler uma matéria minha. Ele perguntou quem tinha me dito tal informação e eu disse que ninguém tinha dito que eu tinha concluído, suposto que era assim. Então ele me olhou e disse: "Jornalista não supõe nada, não concluí nada".
Isso sempre me serviu como base para as matérias que eu ia fazer. Quando por acaso tudo apontava para uma coisa mas não havia declaração, ligava e confirmava. Tinha receio de dar uma informação errada ou mentirosa. Também nunca quis dar uma notícia parcial e ser usada como "massa de manobra" (como dizem o ativistas políticos) por isso que invisto na malícia, porque jornalista tem que ter malícia.
A última notícia que vi a poucos minutos sobre o caso da brasileira Paulo Oliveira foi de que ela já tem um advogado, que foi noticiado que ela confessou a polícia ter mentido sobre a gravidez e as agressões. A comoção nacional se dissolveu, algumas pessoas acusam Paula de louca, outros sentem-se envergonhados pelo que uma conterrânea fez noutra terra. O fato que me intriga agora é que todos estão contra a moça, afirmando que ela mentiu. Não se cogita mais a possibilidade de agressão, pouco se diz sobre o que a polícia tem sobre o inquérito. Parece que primeiro usou-se uma parte da história, depois trabalha-se outra, mas nunca é feito um trabalho com ambas versões para que os leitores ou telespectadores possam ver os fatos e tirar suas próprias conclusões.
sexta-feira, fevereiro 06, 2009
Consciência ecológica
Tem um ditado que diz: "depois da tempestade vem a bonança". No caso de Pelotas, e imagino que nas cidades da região também atingidas pela enchente, depois das chuvas vem o lixo. Eu sou solidária com as pessoas que perderam o pouco que tinham e que perderam entes queridos, mas não posso deixar de falar o que vejo na cidade. Embora existam garis que varrem as ruas a cidade permanece suja, porque as pessoas que vivem da reciclagem muitas vezes jogam o que não precisam ou não querem na rua, os moradores de rua reviram conteiners e latas de lixo e também jogam o que não necessitam na via e o pior de todos os casos, pra mim, é que pessoas que tem casa e trabalho e muitas até uma boa formação escolar jogam seus papéis, garrafas plásticas e sacolas na rua.
Tá certo que nossa cidade é cercada de arroios e água por "todos os lados" e uma chuva como a última que tivemos, com mais de 200 milimetros é difícil de dar vazão. No entanto, se cuidássemos bem da nossa cidade, conservássemos limpa, não desmatássemos a coisa seria diferente e talvez os estragos fossem menores. Na rua por onde passo para ir para o trabalho é o encontro da canaleta da Argolo e do Pepino (um canal) depois que a chuva parou e a água baixou ficou cheia de sacolas plásticas presa no capim e nas plantas que tem em volta.
É preciso ter consciência egológica logo. As pessoas reclamam das mudanças do tempo, dos calores insuportáveis, das chuvas que arrasam lavouras ou da seca, mas continuam derrubando árvores, desbarrancando os arroios e riachos, deixando sujeira e lixo que poderiam levar pra casa ou colocar no lugar adequado. A culpa do mundo estar assim é das grandes indústrias, da poluição, dos gases tóxicos, das grandes potencias mundiais e nossa, sim nossa, que achamos que a prefeitura tem mais é que juntar o lixo que jogamos nas calçadas.
Eu não jogo lixo na rua, separa latas, vidros, plástico, papéis, tento controlar o gasto de água. Tô tentando fazer minha parte. E fico completamente indignada quando vejo gente toda posuda jogando lixo nas calçadas. Pela atitude deles eu imagino que eles devam abrir a janela das casas deles e jogar o lixo sem nem olhar onde cai. Estas atitudes devem mudar ou do contrário acabremos morrendo soterrados no lixo ou afogados n'alguma enchente com água contaminada.
Tá certo que nossa cidade é cercada de arroios e água por "todos os lados" e uma chuva como a última que tivemos, com mais de 200 milimetros é difícil de dar vazão. No entanto, se cuidássemos bem da nossa cidade, conservássemos limpa, não desmatássemos a coisa seria diferente e talvez os estragos fossem menores. Na rua por onde passo para ir para o trabalho é o encontro da canaleta da Argolo e do Pepino (um canal) depois que a chuva parou e a água baixou ficou cheia de sacolas plásticas presa no capim e nas plantas que tem em volta.
É preciso ter consciência egológica logo. As pessoas reclamam das mudanças do tempo, dos calores insuportáveis, das chuvas que arrasam lavouras ou da seca, mas continuam derrubando árvores, desbarrancando os arroios e riachos, deixando sujeira e lixo que poderiam levar pra casa ou colocar no lugar adequado. A culpa do mundo estar assim é das grandes indústrias, da poluição, dos gases tóxicos, das grandes potencias mundiais e nossa, sim nossa, que achamos que a prefeitura tem mais é que juntar o lixo que jogamos nas calçadas.
Eu não jogo lixo na rua, separa latas, vidros, plástico, papéis, tento controlar o gasto de água. Tô tentando fazer minha parte. E fico completamente indignada quando vejo gente toda posuda jogando lixo nas calçadas. Pela atitude deles eu imagino que eles devam abrir a janela das casas deles e jogar o lixo sem nem olhar onde cai. Estas atitudes devem mudar ou do contrário acabremos morrendo soterrados no lixo ou afogados n'alguma enchente com água contaminada.
quinta-feira, janeiro 29, 2009
Devolvam as 7 cordas do Milton
Não há espaço que represente mais a boemia pelotense do que o Bar e Restaurante Liberdade. Um boteco maravilhosos que encanta as pessoas que o visitam. É como entrar no túnel do tempo e ser transportada para um momento em que os baleiros giratórios encantavam meus olhos de criança. Lá temos os baleiros, conservas diversas, inclusive ovos, um garçon mau-humorado, que é ilário, cerveja gelada, boa companhia e a melhor música saí do cavaquinho do mestre Avendano junta-se aos sons que saem dos instrumentos dos seus companheiros do regional e invadem o bar completando a atmosfera.
O show não parou, mas os tons estão diferentes desde que o violão de 7 cordas de Milton foi roubado. Não foi apenas o músico que ficou sem o companheiro de décadas, nossos ouvidos também foram assaltados. Contudo Milton Sete Cordas, como é conhecido o músico, não se deu por vencido e continua nos brindando com seu talento e acompanhando o amigo Avendano, com um instrumento emprestado. Como dizem o sow não pode parar.
No entanto, saber que assaltantes, simples ladrões ou usuários de "crack", roubaram as "sete cordas" de Milton, sem saber a mágoa e o desconsolo que causaram nele e o prejuízo que estão levando a música e a boemia pelotense, só reforçam a idéia de que é preciso investir muito mais em educação. Não é justo separar desta forma dois amigos de tantos anos. Nem privar os boemios das notas e tons graves das sete cordas de Milton. Tampouco expor os cidadãos, que como ele trabalharam toda uma vida, a insegurança de um tempo onde a impunidade impera e o respeito ao outro pouco é valorizado.
O show não parou, mas os tons estão diferentes desde que o violão de 7 cordas de Milton foi roubado. Não foi apenas o músico que ficou sem o companheiro de décadas, nossos ouvidos também foram assaltados. Contudo Milton Sete Cordas, como é conhecido o músico, não se deu por vencido e continua nos brindando com seu talento e acompanhando o amigo Avendano, com um instrumento emprestado. Como dizem o sow não pode parar.
No entanto, saber que assaltantes, simples ladrões ou usuários de "crack", roubaram as "sete cordas" de Milton, sem saber a mágoa e o desconsolo que causaram nele e o prejuízo que estão levando a música e a boemia pelotense, só reforçam a idéia de que é preciso investir muito mais em educação. Não é justo separar desta forma dois amigos de tantos anos. Nem privar os boemios das notas e tons graves das sete cordas de Milton. Tampouco expor os cidadãos, que como ele trabalharam toda uma vida, a insegurança de um tempo onde a impunidade impera e o respeito ao outro pouco é valorizado.
terça-feira, janeiro 27, 2009
Vila Chocolatão e Carlos Guarnieri
Durante um tempo trabalhei no Serviço de Redução de Danos da Secretaria Municipal de Saúde de Pelotas. Durante este tempo participei de oficinas e reuniões em Porto Alegre com o pessoal que atuava em outros Reduções no estado. Foi quando conheci o Carlinhos Guarnieri, a Rose, o Charão. Guardo sua amizade no coração e uma saudade das reuniões, da troca de experiências, do aprendizado do trabalho e principalmente de vida.
Nas primeiras reuniões a questão que debatíamos era como inserir nosso público, os usuários de drogas, na rede SUS. Nosso trabalho na Secretaria de Saúde era um exemplo pois atuávamos direto dentro da instituição e nosso trânsito dentro do sistema único de saúde era mais fácil. Mas muito dos reduções do estado ainda eram vistos de forma marginalizada. Foi quando o Carlinhos contou do seu trabalho na Vila Chocolatão. Local de muita pobreza que fica bem no centro da capital. O redutor contou que não conseguia, apesar da proximidade com um posto de saúde (se não me falha a memória), encaminhar as pessoas que acessava na vila. Como não se conformou foi até o posto saber o que acontecia e lá soube que era necessário cadastrar as pessoas para que elas fossem atendidas. Mas que não havia pessoal para o serviço. Criou-se um impasse eram muitas pessoas para ir até o posto e o pessoal do posto se sentia inseguro para ir até a vila.
Só que o Carlinhos não se acomodou ou aceitou o situação, conversou com o pessoal da vila, com o "patrão", com presidente de associação e garantiu aos profissionais do posto e estagiários que não haveria problemas de eles irem cadastrar as pessoas lá no Chocolatão. Ele também ajudou a cadastrar o pessoal todo e era adorado pelas crianças. Fez muito mais que seu trabalho de redutor que era ir lá e orientar como reduzir danos causados pelo uso de drogas lícitas e ilícitas e como se prevenir das DSTs e HIV, ele inseriu dezenas de pessoas no SUS, por puro instinto, porque acreditava que podia e precisava fazer.
Para completar o Carlinhos é poeta, escreve coisas lindas e críticas também.
Lembrei do trabalho dele e da tristeza que ele deve estar junto com aquelas famílias lá da vila Chocolatão que perderam suas causas no incêndio que aconteceu ontem. Também me veio a lembrança o que aconteceu na vila dos Papeleiros numa situação semelhante algum tempo atrás. Embora algumas famílias tenham perdido o pouco que tinham, não houve feridos ou mortos.
A situação é difícil pois estas pessoas trabalham com reciclagem e os materiais reciclavéis tem um potencial inflamável o que acaba acarretando acidentes deste tipo. Não há como eles deixarem o seu trabalho. Mas as autoridades ou os bombeiros poderiam fazer uma prevenção com as pessoas que fazem este tipo de trabalho, para evitar situações de risco e acidentes como este. O fato do trabalho deles ser menos glamuroso não o torna menos importante.
Nas primeiras reuniões a questão que debatíamos era como inserir nosso público, os usuários de drogas, na rede SUS. Nosso trabalho na Secretaria de Saúde era um exemplo pois atuávamos direto dentro da instituição e nosso trânsito dentro do sistema único de saúde era mais fácil. Mas muito dos reduções do estado ainda eram vistos de forma marginalizada. Foi quando o Carlinhos contou do seu trabalho na Vila Chocolatão. Local de muita pobreza que fica bem no centro da capital. O redutor contou que não conseguia, apesar da proximidade com um posto de saúde (se não me falha a memória), encaminhar as pessoas que acessava na vila. Como não se conformou foi até o posto saber o que acontecia e lá soube que era necessário cadastrar as pessoas para que elas fossem atendidas. Mas que não havia pessoal para o serviço. Criou-se um impasse eram muitas pessoas para ir até o posto e o pessoal do posto se sentia inseguro para ir até a vila.
Só que o Carlinhos não se acomodou ou aceitou o situação, conversou com o pessoal da vila, com o "patrão", com presidente de associação e garantiu aos profissionais do posto e estagiários que não haveria problemas de eles irem cadastrar as pessoas lá no Chocolatão. Ele também ajudou a cadastrar o pessoal todo e era adorado pelas crianças. Fez muito mais que seu trabalho de redutor que era ir lá e orientar como reduzir danos causados pelo uso de drogas lícitas e ilícitas e como se prevenir das DSTs e HIV, ele inseriu dezenas de pessoas no SUS, por puro instinto, porque acreditava que podia e precisava fazer.
Para completar o Carlinhos é poeta, escreve coisas lindas e críticas também.
Lembrei do trabalho dele e da tristeza que ele deve estar junto com aquelas famílias lá da vila Chocolatão que perderam suas causas no incêndio que aconteceu ontem. Também me veio a lembrança o que aconteceu na vila dos Papeleiros numa situação semelhante algum tempo atrás. Embora algumas famílias tenham perdido o pouco que tinham, não houve feridos ou mortos.
A situação é difícil pois estas pessoas trabalham com reciclagem e os materiais reciclavéis tem um potencial inflamável o que acaba acarretando acidentes deste tipo. Não há como eles deixarem o seu trabalho. Mas as autoridades ou os bombeiros poderiam fazer uma prevenção com as pessoas que fazem este tipo de trabalho, para evitar situações de risco e acidentes como este. O fato do trabalho deles ser menos glamuroso não o torna menos importante.
sexta-feira, janeiro 23, 2009
Leite adulterado
Não é só a diferença de cultura que nos distancia da China. Tem é, claro a questão econômica e toda as suas tradições milenares, que entram na cultura do povo. Mas o que me fez pensar nestas diferenças foi a resolução tão diferente de dois crimes bem semelhantes que ocorreram aqui e lá, a adulteração do leite. Lá morreram seis crianças e deixou vários doentes. Dois dos considerados culpados pelo ato foram condenados a morte e outros a prisão perpétua. O leite chinês foi adulterado com melanina.
O leite brasileiro foi adulterado com água oxigenada e soda cáustica. Como se pode ver nesta reportagem do dia 24 de outubro do ano passado, o caso pode ter a conivência dos fiscais e para o presidente da Associação Brasileira de Produtores de Leite (Leite Brasil), Jorge Rubez os pequenos produtores podem ser o ponto onde esta adulteração acontece. No entanto, mesmo sendo um caso tão danoso a saúde e que tanta repercussão teve, as notícias que encontrei no google são todas desta do mês de outubro de 2007. E pelo menos nas que dei uma olhada não falava sobre prisão, julgamento ou pena dos responsáveis pela adulteração ou das empresas, que não eram pequenas propriedades ou micro, mas empresas de renome. Falou-se muito dos possíveis problemas que poderiam surgir com a adição de água oxigenada e de soda cáustica no leite das crianças, mas hoje em dia não aparece mais nada.
A imprensa que faz os ídolos e acaba com eles como num passe de mágica, sequer fez um contraponto com a condenação dos chineses, questionando em que pé estão as investigações ou o caso no Brasil.
A diferença entre a justiça da China e do Brasil é tão grande quando a distância que separa o nosso continente do deles.
O leite brasileiro foi adulterado com água oxigenada e soda cáustica. Como se pode ver nesta reportagem do dia 24 de outubro do ano passado, o caso pode ter a conivência dos fiscais e para o presidente da Associação Brasileira de Produtores de Leite (Leite Brasil), Jorge Rubez os pequenos produtores podem ser o ponto onde esta adulteração acontece. No entanto, mesmo sendo um caso tão danoso a saúde e que tanta repercussão teve, as notícias que encontrei no google são todas desta do mês de outubro de 2007. E pelo menos nas que dei uma olhada não falava sobre prisão, julgamento ou pena dos responsáveis pela adulteração ou das empresas, que não eram pequenas propriedades ou micro, mas empresas de renome. Falou-se muito dos possíveis problemas que poderiam surgir com a adição de água oxigenada e de soda cáustica no leite das crianças, mas hoje em dia não aparece mais nada.
A imprensa que faz os ídolos e acaba com eles como num passe de mágica, sequer fez um contraponto com a condenação dos chineses, questionando em que pé estão as investigações ou o caso no Brasil.
A diferença entre a justiça da China e do Brasil é tão grande quando a distância que separa o nosso continente do deles.
quinta-feira, janeiro 22, 2009
Barra Cine
Outro evento bem legal que está acontecendo aqui pelas bandas do sul é o Circuito de Cinema Barra Cine. Este evento ocorre bem ao sul, melhor dizendo no extremo sul do Brasil, lá na Barra do Chuí, nos dias 23 e 24, ou seja sexta e sábado, a partir das 21h, no Museu Ateliê Hamilton Coelho. O pessoal que quiser ir na sexta e ficar por lá pode acampar junto ao museu onde terá uma estrutura de camping e devem fazer as reservas pelo telefone (53) 3503 - 3053 o valor é 10 pila.
No dia 23, antes da mostra ocorrerá o lançamento do livro Maria Baderna, do escritor Roberto Jung.
Estão em cartaz os filmes:
Outubro do futuro, de Chico Maximila, Moviola Filmes - Pelotas; Não é de se jogar fora, produção experimental do curso de Cinema e Animação da UFPel e Moviola Filmes; O caramujo, de Rafael Andreazza, Chico Maximila e Rodrigo Neves, Campos Neutrais Filmes; O solitário Jorge, de Chico Maximila e Rodrigo Neves, Campos Neutrais Filmes; Estacionamento, de Cintia Langie e Daniela Pinheiro, Moviola Filmes; Documentário Pimenta Buena, direção coletiva, Moviola Filmes; Crepúsculo e Duplo, Videoarte de Kelly Xavier, Pelotas; A poesia radical da espera, de Leonardo Peixoto - vencedor do Festival GP do Minuto da UFPel em 2008; e Ocupação, documentário de Lizandro Moura, Porto Alegre.
No dia 23, antes da mostra ocorrerá o lançamento do livro Maria Baderna, do escritor Roberto Jung.
Estão em cartaz os filmes:
Outubro do futuro, de Chico Maximila, Moviola Filmes - Pelotas; Não é de se jogar fora, produção experimental do curso de Cinema e Animação da UFPel e Moviola Filmes; O caramujo, de Rafael Andreazza, Chico Maximila e Rodrigo Neves, Campos Neutrais Filmes; O solitário Jorge, de Chico Maximila e Rodrigo Neves, Campos Neutrais Filmes; Estacionamento, de Cintia Langie e Daniela Pinheiro, Moviola Filmes; Documentário Pimenta Buena, direção coletiva, Moviola Filmes; Crepúsculo e Duplo, Videoarte de Kelly Xavier, Pelotas; A poesia radical da espera, de Leonardo Peixoto - vencedor do Festival GP do Minuto da UFPel em 2008; e Ocupação, documentário de Lizandro Moura, Porto Alegre.
Arte daqui
É um projeto bem legal que está na terceira edição e é uma iniciativa da RádioCom (tem um link para o blog deles alí do lado). E hoje, às 21 h, na Casa da Música, avenida Bento Gonçalves, Shopping Lobão, acontece o lançamento do CD Arte Daqui. Terá a participação de várias bandas, instrumentistas e compositores. O melhor de tudo é que a entrada é franca.
quarta-feira, janeiro 21, 2009
7 coisas que a maioria das pessoas não sabe sobre mim
Eu gosto de memes porque é uma forma de pensar sobre mim mesma. Acabo lembrando coisas que nem lembrava e percebo outras que não fazia idéia.
1. No primário eu fui o pinheirinho numa fetinha de final de ano do colégio. Foi lindo, contava a lenda de como começou o costume de enfeitar os pinheiros no natal. A história conta que cada árvore ofereceu um presente para o menino Jesus que estava nascendo, a oliveira seu óleo para hidratar o corpo do garoto, outra serviu seu frutos como alimento, mas o pobrezinho do pinheiro não tinha nada para oferecer. Então as estrelas, vendo o sofrimento do pobrezinho desceram do céu e o enfeitaram, fazendo com que ele brilhasse muito e foi este o presente que o pinheiro deu a Jesus. Lindo não!? Eu chorei na apresentação, mas ninguém viu, porque eu estava segurando uma cartolina cortada em feitio de pinheiro, igual aqueles que a gente desenha sabe?
2. Eu queria ser bailarina, professora e escritora. De todos o único que ainda acho que tenho chnaces é ser escritora. Para bailarina, apesar de ter feito umas aulas de jazz na pré-adolescência, não fiz mais nada. Agora o que me restam são as danças de salão e outras que não necessitem ficar na ponta dos pés. Acho que não tenho talento para ser professora. E depois de ter todas estas idéias descobri que tenho muito talento para trabalhos manuais, sim trabalhos manuais, aqueles que nossas avós prendadas aprendiam para ser boas esposas.
3. As gurias de quem roubei a meme, no caso Anucha e Pinta, falaram em fardas, em ser bandeirantes e outras cositas más. Eu nunca usei farda e tenho verdadeiro pavor de uniforme. Nunca usei uniforme quando criança na escola e em apenas um dos lugares que trabalhei era exigido o uso, mas era roupa comum, calça preta e camisa cor de laranja. Além de não gostar de fardas e uniformes, não consigo, de jeito algum usar os tais terninhos e "taiers".
4. Sou batizada na igreja, na terreira e em casa. De todas estes batismos os padrinhos que mis encontro são os de casa, sendo o padrinho um tio e a madrinha a vó. Os dindos da terreira vejo com relativa periodicidade, pois sempre vou no centro espírita tomar passe e eles trabalham lá. quanto ao batismo na igreja, foi coisa da minha mãe, que teve que brigar com os padres, pois eles não queriam me batizar pelo fato de meus pais não serem casados. Quem me batizou foi o padre Scharamm, que conhecia a mãe desde novinha. E ela só fez todo este empenho porque achou que um dia eu iria querer casar e precisaria do tal sacramento. Eu até já pensei neste negócio de casar, mas com certeza não seria na igreja, a menos que o moço fosse carolíssimo. do meu lado a cerimônia de união seria ao ar livre, no meio do mato que temos lá no sítio e pensei que meu padrinho na terreira poderia dizer algumas palavras (ele fala muito bem). Ah! Estaríamos de pés descalços.
5. Minha personagem preferida na infância era a Cuca. Adorava vê-la na frente do espelho arrumando os cabelos e dizendo: "lindona! Lindona!". E minha brincadeira preferida no colégio era "mamãe tô morta". Sim, parece macabro, mas era uma espécie de "cela paralítica" e outras brincadeiras de pegar. Se escolhia uma mamãe, fazia o "enterro" dela no jardim da dona Leonídia (servente da escola) e ela começava a pegar as "filhinhas", quem fosse sendo pega ia ajudar a mamãe a pegar as irmãs. Era assim a famosa brincadeira mamãe tô morta!
6. Tenho um lado bem brega. Adoro o Abba, Elymar Santos, Bee Gees, Elvis Presley e músicas dos anos 60, 70 e 80. Tive uma época em que gostava de música sertaneja, Dominó e New Kids. Eu sei, é difícil de acreditar, mas é verdade. Fazia coleção de fotos, reportagens, pôsters e tudo mais. Não sei se vou conseguir encarar alguns amigos mais alternativos depois dessa revelação. Hoje em dia adoro samba, alguns pagodes, música sertaneja de raiz, aquelas do Almir Satter e outras mais alternativas.
7. Durmo sempre sem meias, sem sutiã e sem calcinha. Mas no inverno uso pijama. Também sempre sou acompanhada de um cachorro de pelúcia, snif,snif que chamo de Romário. É, também gosto do Romário, eu disse que era brega. E o pobrezinho do Romário sofria muito, pois meus irmãos faziam com ele o mesmo que o Cascão e o Cebolinha faziam com o Sansão, amarravam suas orelhas. Hoje quem faz isso é minha sobrinha Larissa.
Enfim, estas são as sete coisas que a maioria das pessoas não sabe sobre mim. Agora não sei se alguém vai ficar sabendo, afinal eu não sei se tem alguém me lendo por aí.
1. No primário eu fui o pinheirinho numa fetinha de final de ano do colégio. Foi lindo, contava a lenda de como começou o costume de enfeitar os pinheiros no natal. A história conta que cada árvore ofereceu um presente para o menino Jesus que estava nascendo, a oliveira seu óleo para hidratar o corpo do garoto, outra serviu seu frutos como alimento, mas o pobrezinho do pinheiro não tinha nada para oferecer. Então as estrelas, vendo o sofrimento do pobrezinho desceram do céu e o enfeitaram, fazendo com que ele brilhasse muito e foi este o presente que o pinheiro deu a Jesus. Lindo não!? Eu chorei na apresentação, mas ninguém viu, porque eu estava segurando uma cartolina cortada em feitio de pinheiro, igual aqueles que a gente desenha sabe?
2. Eu queria ser bailarina, professora e escritora. De todos o único que ainda acho que tenho chnaces é ser escritora. Para bailarina, apesar de ter feito umas aulas de jazz na pré-adolescência, não fiz mais nada. Agora o que me restam são as danças de salão e outras que não necessitem ficar na ponta dos pés. Acho que não tenho talento para ser professora. E depois de ter todas estas idéias descobri que tenho muito talento para trabalhos manuais, sim trabalhos manuais, aqueles que nossas avós prendadas aprendiam para ser boas esposas.
3. As gurias de quem roubei a meme, no caso Anucha e Pinta, falaram em fardas, em ser bandeirantes e outras cositas más. Eu nunca usei farda e tenho verdadeiro pavor de uniforme. Nunca usei uniforme quando criança na escola e em apenas um dos lugares que trabalhei era exigido o uso, mas era roupa comum, calça preta e camisa cor de laranja. Além de não gostar de fardas e uniformes, não consigo, de jeito algum usar os tais terninhos e "taiers".
4. Sou batizada na igreja, na terreira e em casa. De todas estes batismos os padrinhos que mis encontro são os de casa, sendo o padrinho um tio e a madrinha a vó. Os dindos da terreira vejo com relativa periodicidade, pois sempre vou no centro espírita tomar passe e eles trabalham lá. quanto ao batismo na igreja, foi coisa da minha mãe, que teve que brigar com os padres, pois eles não queriam me batizar pelo fato de meus pais não serem casados. Quem me batizou foi o padre Scharamm, que conhecia a mãe desde novinha. E ela só fez todo este empenho porque achou que um dia eu iria querer casar e precisaria do tal sacramento. Eu até já pensei neste negócio de casar, mas com certeza não seria na igreja, a menos que o moço fosse carolíssimo. do meu lado a cerimônia de união seria ao ar livre, no meio do mato que temos lá no sítio e pensei que meu padrinho na terreira poderia dizer algumas palavras (ele fala muito bem). Ah! Estaríamos de pés descalços.
5. Minha personagem preferida na infância era a Cuca. Adorava vê-la na frente do espelho arrumando os cabelos e dizendo: "lindona! Lindona!". E minha brincadeira preferida no colégio era "mamãe tô morta". Sim, parece macabro, mas era uma espécie de "cela paralítica" e outras brincadeiras de pegar. Se escolhia uma mamãe, fazia o "enterro" dela no jardim da dona Leonídia (servente da escola) e ela começava a pegar as "filhinhas", quem fosse sendo pega ia ajudar a mamãe a pegar as irmãs. Era assim a famosa brincadeira mamãe tô morta!
6. Tenho um lado bem brega. Adoro o Abba, Elymar Santos, Bee Gees, Elvis Presley e músicas dos anos 60, 70 e 80. Tive uma época em que gostava de música sertaneja, Dominó e New Kids. Eu sei, é difícil de acreditar, mas é verdade. Fazia coleção de fotos, reportagens, pôsters e tudo mais. Não sei se vou conseguir encarar alguns amigos mais alternativos depois dessa revelação. Hoje em dia adoro samba, alguns pagodes, música sertaneja de raiz, aquelas do Almir Satter e outras mais alternativas.
7. Durmo sempre sem meias, sem sutiã e sem calcinha. Mas no inverno uso pijama. Também sempre sou acompanhada de um cachorro de pelúcia, snif,snif que chamo de Romário. É, também gosto do Romário, eu disse que era brega. E o pobrezinho do Romário sofria muito, pois meus irmãos faziam com ele o mesmo que o Cascão e o Cebolinha faziam com o Sansão, amarravam suas orelhas. Hoje quem faz isso é minha sobrinha Larissa.
Enfim, estas são as sete coisas que a maioria das pessoas não sabe sobre mim. Agora não sei se alguém vai ficar sabendo, afinal eu não sei se tem alguém me lendo por aí.
terça-feira, janeiro 20, 2009
Posse de Obama
É hoje a posse do primeiro presidente negro dos EUA. Vamos esperar para ver o que de realmente novo com o mister Barack Hussein Obama.
segunda-feira, janeiro 19, 2009
Desrespeito, tragédias de toda ordem
Que as crianças de hoje em dia estão bem mais difíceis de lidar do que as de antigamente, isso não há dúvidas. Mas há muitos professores que eu realmente não entendo porque cargas d'água escolheram o magistério como carreira. Quando eu estava na escola o professor em sala de aula era a lei, não se respondia para ele e nossa obrigação era ficar quieto, fazer os exercícios e obedecer. Meus pais também impunham respeito e se houvesse alguma queixa dos professores é bem provável que a culpa fosse minha. Então eu ficava quieta o quanto podia, e não era muito, porque sempre falei "pelos cotovelos" ou como diz meu pai, "pelas tripas do diabo".
Os professores também eram de outra espécie. Apesar de sempre terem recebido pouco e serem desvalorizados. Mas havia amor entre alunos e professores. E mesmo quando não gostávamos deles e debochávamos dos seus achaques e manias, tinha respeito por eles serem mais velhos. Hoje não tem muito disso não, todo mundo responde pra todo mundo e o respeito foi pras cucuias. Tanto professores como alunos acabam marginalizados.
Existem relatos terríveis de professores agredidos pelos alunos em sala de aula. Aqui mesmo em Pelotas uma professora perdeu o olho separando a briga de dois alunos. E de outro lado tem os professores que acreditando que estão educando acabam humilhando e fazendo os alunos passarem por situações traumatizantes como o caso de uma sôra que para corrigir uma criança que bateu no coleguinha fez todos os outros baterem no rosto dele também. E o mais grave, que me deixou chocada, que foi o caso de um menininho que havia, segundo o bilhete da professora enfiado o dedo no ânus de um coleguinha, como castigo ela mandou que todos os amiguinhos fizessem o mesmo com o garoto, avisando a mãe do ocorrido por um bilhete.
Minha avó diz que o mundo tá perdido, que ninguém respeita ninguém e que não sabe onde vamos parar. Eu por outro lado acho que teve um momento em que perdemos alguma coisa e da rigidez extrema passou-se a uma liberalidade total.
Os professores também eram de outra espécie. Apesar de sempre terem recebido pouco e serem desvalorizados. Mas havia amor entre alunos e professores. E mesmo quando não gostávamos deles e debochávamos dos seus achaques e manias, tinha respeito por eles serem mais velhos. Hoje não tem muito disso não, todo mundo responde pra todo mundo e o respeito foi pras cucuias. Tanto professores como alunos acabam marginalizados.
Existem relatos terríveis de professores agredidos pelos alunos em sala de aula. Aqui mesmo em Pelotas uma professora perdeu o olho separando a briga de dois alunos. E de outro lado tem os professores que acreditando que estão educando acabam humilhando e fazendo os alunos passarem por situações traumatizantes como o caso de uma sôra que para corrigir uma criança que bateu no coleguinha fez todos os outros baterem no rosto dele também. E o mais grave, que me deixou chocada, que foi o caso de um menininho que havia, segundo o bilhete da professora enfiado o dedo no ânus de um coleguinha, como castigo ela mandou que todos os amiguinhos fizessem o mesmo com o garoto, avisando a mãe do ocorrido por um bilhete.
Minha avó diz que o mundo tá perdido, que ninguém respeita ninguém e que não sabe onde vamos parar. Eu por outro lado acho que teve um momento em que perdemos alguma coisa e da rigidez extrema passou-se a uma liberalidade total.
sexta-feira, janeiro 16, 2009
Tristeza para a Galera Xavante
Eu nunca fui no campo de futebol ver meu time jogar. Mas acordei várias vezes ouvindo a batucada da Garra Xavante aos domingos durante os jogos do Grêmio Esportivo Brasil, o Xavante. A torcida é marginalizada, é verdade, no entanto tem um amor incomensurável, e eu diria até inexplicável, por este time. Talvez seja explicado pela letra do hino que diz: "Brasil as tuas cores são o nosso sangue e a nossa raça" e nesta simples e poética frase demonstre o quão importante e forte são estes marginalizados, que são a base do nosso país, que participaram ativamente da construção da nossa cidade e que mesmo sem nome de família tradicional está na história. Está na história sem nome, sem rosto, como a nação xavante, que em dia de jogo não se chama Miguel, Luiz ou José, chama-se apenas Xavante.
Mas hoje a batucada da garra está soando baixo, os gritos de gol deram lugar a um choro silêncioso de tristeza pela perda de três integrantes da delegação Claudio Milar, Regis e Giovani.
O acidente ocorreu no final da noite desta quinta-feira (15/01) na BR-392. Segundo relatos o ônibus não venceu a curva e rolou por um barranco de cerca de 40 metros de altura. As perdas são irreparáveis, são sofridas, devem ser choradas e com certeza serão superadas. Ficaremos com a lembrança da alegria dos gols do Milar e a consciência de que ele foi cedo, mas tá guardado em centenas de corações para sempre.
Mas hoje a batucada da garra está soando baixo, os gritos de gol deram lugar a um choro silêncioso de tristeza pela perda de três integrantes da delegação Claudio Milar, Regis e Giovani.
O acidente ocorreu no final da noite desta quinta-feira (15/01) na BR-392. Segundo relatos o ônibus não venceu a curva e rolou por um barranco de cerca de 40 metros de altura. As perdas são irreparáveis, são sofridas, devem ser choradas e com certeza serão superadas. Ficaremos com a lembrança da alegria dos gols do Milar e a consciência de que ele foi cedo, mas tá guardado em centenas de corações para sempre.
quarta-feira, janeiro 14, 2009
A crise chegou
Eu não entendo absolutamente nada de economia, mas ao ver montadoras demitindo e outras empresas dando férias aos funcionários me parece que a crise chegou. O governo diz que não, tá se preparando para enfretar o que vem por aí, mas sei lá...
Como disse eu não entendo nada de economia.
Como disse eu não entendo nada de economia.
terça-feira, janeiro 13, 2009
Passionais
Assisti a uma entrevista uma vez, em que uma advogada falava que a maioria dos crimes passionais são cometidos pelos homens. Esta advogada chamada Luiza Nagib Eluf é autora do livro A paixão no banco dos réus, que trata de forma cronológica crimes passionais famosos no Brasil e a solução que foi dada a eles.
E o que me preocupa é o quanto tem ocorrido de crimes passionais ultimamente. Não sei se sempre foi nesta base, mas o fato de ver estampado nos jornais e alardeado pela televisão me deixa chocada.
É amor demais? É amor de menos? Não dá pra saber, apenas se percebe a perturbação e o sentimento de posse sobre a outra pessoa, geralmente mulher. Mesmo com a nova legislação, a Maria da Penha, os crimes tem ocorrido de forma brutal. Há poucos dias uma guria de 23 anos foi assassinada pelo ex-namorado na academia de ginástica onde trabalhava. Mesmo após ter registrado dois boletins de ocorrência por ameaça e ter entrado com uma representação contra o ex-namorado ela não foi protegida. É claro que eu entendo que a lei tem um tramite legal, mas via de regra, e isto é uma observação informal sem base, quando os homens ameaçam suas ex-mulheres, ou namoradas estas acabam como suas vítimas.
A minha dificuldade em avaliar o que leva estes homens a cometerem os crimes é a mesma que, muitas vezes, não deixa entender porque as mulheres não denunciam a violência e os abusos. Porque entendo o amor como algo suave, sereno, maduro, como uma troca. Enquanto que a paixão é arrebatadora, é exuberante e descontrolada, chegando a ser considerada por alguns estudiosos como uma doença, um vício. Não tenho base científica, ou psicológica, para dizer isto, mas o que sei é que matar e manter alguém cativo não é amor. Tá mais próximo da definição de paixão, que dizem (e está em alguns dicionários) ser um amor ardente que afeta a razão. Seria muita insensibilidade não considerar a dor que estes homens sentem, no entanto considerar que isto que eles sentem é dor pelo amor também não está correto, tampouco lhes dá direito de matar.
O reflexo mais importante e mais assustador é de que talvez a gente não esteja preparado para amar. Não temos estrutura para nos doar, temos medo, insegurança e sofremos tantas cobranças que vamos perdendo coisas importantes pelo caminho. Talvez tenha chegado a hora de parar de olhar para nós como potencias, como profissionais, como adultos promissores. Para enxergar dentro de nós as pessoas, a humanidade.
E o que me preocupa é o quanto tem ocorrido de crimes passionais ultimamente. Não sei se sempre foi nesta base, mas o fato de ver estampado nos jornais e alardeado pela televisão me deixa chocada.
É amor demais? É amor de menos? Não dá pra saber, apenas se percebe a perturbação e o sentimento de posse sobre a outra pessoa, geralmente mulher. Mesmo com a nova legislação, a Maria da Penha, os crimes tem ocorrido de forma brutal. Há poucos dias uma guria de 23 anos foi assassinada pelo ex-namorado na academia de ginástica onde trabalhava. Mesmo após ter registrado dois boletins de ocorrência por ameaça e ter entrado com uma representação contra o ex-namorado ela não foi protegida. É claro que eu entendo que a lei tem um tramite legal, mas via de regra, e isto é uma observação informal sem base, quando os homens ameaçam suas ex-mulheres, ou namoradas estas acabam como suas vítimas.
A minha dificuldade em avaliar o que leva estes homens a cometerem os crimes é a mesma que, muitas vezes, não deixa entender porque as mulheres não denunciam a violência e os abusos. Porque entendo o amor como algo suave, sereno, maduro, como uma troca. Enquanto que a paixão é arrebatadora, é exuberante e descontrolada, chegando a ser considerada por alguns estudiosos como uma doença, um vício. Não tenho base científica, ou psicológica, para dizer isto, mas o que sei é que matar e manter alguém cativo não é amor. Tá mais próximo da definição de paixão, que dizem (e está em alguns dicionários) ser um amor ardente que afeta a razão. Seria muita insensibilidade não considerar a dor que estes homens sentem, no entanto considerar que isto que eles sentem é dor pelo amor também não está correto, tampouco lhes dá direito de matar.
O reflexo mais importante e mais assustador é de que talvez a gente não esteja preparado para amar. Não temos estrutura para nos doar, temos medo, insegurança e sofremos tantas cobranças que vamos perdendo coisas importantes pelo caminho. Talvez tenha chegado a hora de parar de olhar para nós como potencias, como profissionais, como adultos promissores. Para enxergar dentro de nós as pessoas, a humanidade.
terça-feira, janeiro 06, 2009
Litera-meme
Bem, eu gosto de memes porque nos faz pensar em coisas nossas, reflexões e às vezes em bobagens. E falar e pensar bobagens também é bom. E esta é legal porque é de literatura. E eu adoro!
1 - livro/autor (a) que marcou a infância:
Devo confessar que os livros que li quando criança foram poucos. Entre eles estão os contos de fadas dos irmãos Grimm e os maravilhosos livros do Ziraldo. Comecei com o menino maluquinho, e todos aqueles que falam das partes do corpo, dos pés, dos joelhos, enfim. Eu só não lembro os nomes. Também lia bastante gibis, tipo turma da Mônica e Luluzinha.
2 - livro/autor da adolescência:
O pequeno príncipe de Antoine de Saint-Exupéry e Meu pé de laranja lima de José Mauro de Vasconcelos. Amei ambos! Depois li vários daqueles obrigatórios dos quais gostei de Dom Casmurro, do Machado de Assis, Helena, do mesmo autor. Neste caso, acaba que o Machado de Assis torna-se o autor da minha adolescência, mas os livros que me marcaram mesmo são os dois primeiros.
3 - Autor que mais admira
Esta é meio óbvia pra quem me conhece pois eu amo de paixão as histórias do Gabriel García Marquez e venho lendo tudo que acho dele, além de comprá-los também. Também adoro Nelson Rodrigues, Erico Veríssimo, Mario Quintana, Cortázar e Isabel Allende. Hummm... na verdade literatura latino-americana em geral.
4 - Autor contemporâneo
Puxa neste eu tô meio por fora, mas vejamos... gosto do Carpinejar. Li um livro emprestado pela Anucha, chamado o Anatomista, de Frederico Andahazi e gostei bastante. Eu gosto de ler, se a leitura é envolvente eu devoro o livro.
5 - Leu e não gostou
Vou deixar claro que, de forma geral acabo os livros que começo, mesmo passando anos. Mas ultimamente tenho me dado ao luxo de não terminar leituras de que não gosto, a menos que sejam obrigatórias, claro. Neste caso tem um livro que comprei bem baratinho numa feira do livro chamado A Seta do tempo, comecei e não consegui terminar. Também ganhei um de presente de um ex-chefe, não lembro nem o nome. Mas o que me deixou meio triste foi não ter conseguido ler A Erva do Diabo, do Carlos Castaneda. Este foi bem recomendado pela minha amiga Jacque, mas achei muito chato e pouco atrativo. Li mais ou menos um terço do livro, mas não deu. Ia lendo na esperança de que algo revelador viesse em seguida, no entanto nada. Parei de ler. Quem sabe eu tento novamente numa outra ocasião.
6- Lê e relê
O pequeno príncipe, estou relendo agora. Todos os do Gabo, Memórias do Cárcere, com exceção dos que não gostei todos os que estão na minha estante.
7 - Manias
Bem, adoro livro novo. Não dobro das página que nem revista e me dá uma dor quando vejo alguém fazendo isso com um livro. Não risco, a não ser que sejam os de estudo. Organizo em ordem alfabética. Já separei por estilo, mas são bem poucos, então em ordem alfabética funciona melhor. Só empresto pra Anucha e pra Camila. Tenho sim ciúme dos meus livros. E quando empresto pra colegas de aula ou outras pessoas além das gurias anoto o nome numa agenda pra não esquecer. Acho que é isso!
Se não quiser colocar no blog pelo menos pensa nos livros que te marcaram, é um ótimo exercício.
1 - livro/autor (a) que marcou a infância:
Devo confessar que os livros que li quando criança foram poucos. Entre eles estão os contos de fadas dos irmãos Grimm e os maravilhosos livros do Ziraldo. Comecei com o menino maluquinho, e todos aqueles que falam das partes do corpo, dos pés, dos joelhos, enfim. Eu só não lembro os nomes. Também lia bastante gibis, tipo turma da Mônica e Luluzinha.
2 - livro/autor da adolescência:
O pequeno príncipe de Antoine de Saint-Exupéry e Meu pé de laranja lima de José Mauro de Vasconcelos. Amei ambos! Depois li vários daqueles obrigatórios dos quais gostei de Dom Casmurro, do Machado de Assis, Helena, do mesmo autor. Neste caso, acaba que o Machado de Assis torna-se o autor da minha adolescência, mas os livros que me marcaram mesmo são os dois primeiros.
3 - Autor que mais admira
Esta é meio óbvia pra quem me conhece pois eu amo de paixão as histórias do Gabriel García Marquez e venho lendo tudo que acho dele, além de comprá-los também. Também adoro Nelson Rodrigues, Erico Veríssimo, Mario Quintana, Cortázar e Isabel Allende. Hummm... na verdade literatura latino-americana em geral.
4 - Autor contemporâneo
Puxa neste eu tô meio por fora, mas vejamos... gosto do Carpinejar. Li um livro emprestado pela Anucha, chamado o Anatomista, de Frederico Andahazi e gostei bastante. Eu gosto de ler, se a leitura é envolvente eu devoro o livro.
5 - Leu e não gostou
Vou deixar claro que, de forma geral acabo os livros que começo, mesmo passando anos. Mas ultimamente tenho me dado ao luxo de não terminar leituras de que não gosto, a menos que sejam obrigatórias, claro. Neste caso tem um livro que comprei bem baratinho numa feira do livro chamado A Seta do tempo, comecei e não consegui terminar. Também ganhei um de presente de um ex-chefe, não lembro nem o nome. Mas o que me deixou meio triste foi não ter conseguido ler A Erva do Diabo, do Carlos Castaneda. Este foi bem recomendado pela minha amiga Jacque, mas achei muito chato e pouco atrativo. Li mais ou menos um terço do livro, mas não deu. Ia lendo na esperança de que algo revelador viesse em seguida, no entanto nada. Parei de ler. Quem sabe eu tento novamente numa outra ocasião.
6- Lê e relê
O pequeno príncipe, estou relendo agora. Todos os do Gabo, Memórias do Cárcere, com exceção dos que não gostei todos os que estão na minha estante.
7 - Manias
Bem, adoro livro novo. Não dobro das página que nem revista e me dá uma dor quando vejo alguém fazendo isso com um livro. Não risco, a não ser que sejam os de estudo. Organizo em ordem alfabética. Já separei por estilo, mas são bem poucos, então em ordem alfabética funciona melhor. Só empresto pra Anucha e pra Camila. Tenho sim ciúme dos meus livros. E quando empresto pra colegas de aula ou outras pessoas além das gurias anoto o nome numa agenda pra não esquecer. Acho que é isso!
Se não quiser colocar no blog pelo menos pensa nos livros que te marcaram, é um ótimo exercício.
O ano não começou
Regra geral no Brasil o ano só começa depois do carnaval, junto com o período letivo e outras cositas más. È claro que quem trabalha já está ou ainda está no batente, fazendo a roda girar, mas a verdade é que tudo gira mais lento, devagar, se arrastando para se impulsionar mesmo lá em março.
Eu tô voltando ao trabalho, a caixa de emails está cheia sendo atualizada devagar e sempre como diz o ditado. Durante os dias de férias entre o natal e ontem tomei muito pouco conhecimento das coisas do mundo. Me isolei num ambiente de natureza, ar puro e pouco movimento. Não assisti ou li jornal, na verdade vi duas retrospectivas na televisão a da Record e do SBT. Mas reservei meu tempo a ler, dormir, comer, beber e tomar banho de arroio e de sol com meus sobrinhos. Mas durante este tempo pensei muito na vida e no que quero para o ano que inicia.
E numa escapadela vi algumas notícias que me deixaram meio tristes, como o grande número de acidentes nas estradas e a nova chuva e alagamentos em Santa Catarina, desta vez em outro lado do estado, mas causando tanto estrago quando a anterior. Também fiquei um pouco chocada com algumas notícias que vi sobre a posse de prefeitos que tiveram de arrombar as portas das prefeituras para poder assumir seus cargos. Mas a que me deixou mais chocada foi a daquela cidade onde forma destruídos a prefeitura, o cartório eleitoral e praticamente toda a cidade. Nesta parece-me que o prefeito havia sido cassado e estava sendo empossado o segundo colocado. Em outra, no estado do Maranhão, os servidores públicos também causaram danos ao patrimônio da cidade em protesto pelo não pagamento dos salários.
Além disso, tiveram vários conflitos no Oriente Médio. Vamos voltando pouco a pouco as nossas funções, sempre desejando paz neste ano que começa.
Eu tô voltando ao trabalho, a caixa de emails está cheia sendo atualizada devagar e sempre como diz o ditado. Durante os dias de férias entre o natal e ontem tomei muito pouco conhecimento das coisas do mundo. Me isolei num ambiente de natureza, ar puro e pouco movimento. Não assisti ou li jornal, na verdade vi duas retrospectivas na televisão a da Record e do SBT. Mas reservei meu tempo a ler, dormir, comer, beber e tomar banho de arroio e de sol com meus sobrinhos. Mas durante este tempo pensei muito na vida e no que quero para o ano que inicia.
E numa escapadela vi algumas notícias que me deixaram meio tristes, como o grande número de acidentes nas estradas e a nova chuva e alagamentos em Santa Catarina, desta vez em outro lado do estado, mas causando tanto estrago quando a anterior. Também fiquei um pouco chocada com algumas notícias que vi sobre a posse de prefeitos que tiveram de arrombar as portas das prefeituras para poder assumir seus cargos. Mas a que me deixou mais chocada foi a daquela cidade onde forma destruídos a prefeitura, o cartório eleitoral e praticamente toda a cidade. Nesta parece-me que o prefeito havia sido cassado e estava sendo empossado o segundo colocado. Em outra, no estado do Maranhão, os servidores públicos também causaram danos ao patrimônio da cidade em protesto pelo não pagamento dos salários.
Além disso, tiveram vários conflitos no Oriente Médio. Vamos voltando pouco a pouco as nossas funções, sempre desejando paz neste ano que começa.
segunda-feira, dezembro 22, 2008
Balanço do ano
Acho que a notícia mais badalada deste ano, falando internacionalmente, foi a eleição de Barack Obama. Tenho minhas ressalvas quanto aos americanos por questões históricas, pelo fato de eles financiarem guerras, enfim... e a eleição de um homem negro é um feito histórico. Por que ao mesmo tempo que lutamos contra o racismo, no mundo, digamos assim, ele ainda vive, ocorre. Sinal de que precisamos continuar lutando, não só contra o preconceito, mas contra qualquer tipo de preconceito. O melhor de tudo mesmo pra mim é a saída de Bush da Casa Branca.
No Brasil para mim a cousa ainda está confusa. Não sei se o saldo foi positivo ou não. Politicamente falando tivemos várias decepções, casos sérios de corrupção e algumas prisões. Ah! Continua tendo casos de dólares nas cuecas, ou seriam casos de cuecas milionárias. Também teve homicídios chocantes e a trágica enchente e desabamento de morros em Santa Catarina. Deste último caso ficou o saldo da solidariedade, embora tenham sido descobertas fraudes e desvio de dinheiro de campanhas para os desabrigados.
Eu nem sei mais o que dizer, porque bem que eu queria ter muitas coisas boas pra falar, dizer que o ano foi maravilhoso, não teve corrupção, os indices de analfabetismo diminuiram, a pobreza deu lugar para a boa qualidade de vida e a igualdade social, os corruptos foram presos e as guerras pelo tráfico deram lugar a paz, o número de vítimas de balas perdidas e do trânsito caíu, as empresas e as pessoas estão agindo mais em prol do meio ambiente, entre outras notícias que gostaria de saber, de ler, de escrever. Infelizmente ainda não foi dessa vez, quem sabe no próximo ano? Vamos fazendo nossa parte, assim como na fábula do colibri. Aos olhos de alguns pode ser pouco, mas se cada um fizer o seu pouco...
Fico torcendo para que 2009 seja cheio de luz e paz para todos nós.
No Brasil para mim a cousa ainda está confusa. Não sei se o saldo foi positivo ou não. Politicamente falando tivemos várias decepções, casos sérios de corrupção e algumas prisões. Ah! Continua tendo casos de dólares nas cuecas, ou seriam casos de cuecas milionárias. Também teve homicídios chocantes e a trágica enchente e desabamento de morros em Santa Catarina. Deste último caso ficou o saldo da solidariedade, embora tenham sido descobertas fraudes e desvio de dinheiro de campanhas para os desabrigados.
Eu nem sei mais o que dizer, porque bem que eu queria ter muitas coisas boas pra falar, dizer que o ano foi maravilhoso, não teve corrupção, os indices de analfabetismo diminuiram, a pobreza deu lugar para a boa qualidade de vida e a igualdade social, os corruptos foram presos e as guerras pelo tráfico deram lugar a paz, o número de vítimas de balas perdidas e do trânsito caíu, as empresas e as pessoas estão agindo mais em prol do meio ambiente, entre outras notícias que gostaria de saber, de ler, de escrever. Infelizmente ainda não foi dessa vez, quem sabe no próximo ano? Vamos fazendo nossa parte, assim como na fábula do colibri. Aos olhos de alguns pode ser pouco, mas se cada um fizer o seu pouco...
Fico torcendo para que 2009 seja cheio de luz e paz para todos nós.
quarta-feira, dezembro 17, 2008
O beijo de Bush
Um beijo de despedida nem sempre é doce, principalmente quando a despedida é conturbada e a relação foi ainda mais conturbada. É o caso da bitoca de Bush no Iraque. Acabou tendo que mostrar agilidade ao desviar-se de dois sapatos número 42. E disse não sentir-se ofendido ao ser chamado de cachorro.
Embora ele não tenha se ofendido o ato em si, demonstra o desagrado de parte do povo com a política dos Estados Unidos para com o Iraque. O insulto do jornalista Muntadhar al-Zeidi pode ser considerado um problema diplomático. Só não entendo porque a invasão do Golfo, do Iraque, do Afeganistão pelos Estados Unidos não é.
Agora o reporter está preso, alguns dizem que ele está com o braço e algumas costelas quebradas. Mas talvez isso seja só especulação, afinal os militares americanos são muito bons, não torturam prisioneiros dentro das dependências do exército e nem batem neles, pelo contrário os tratam muito bem. Ah! Perdoem-me, o jornalista está sob investigação do exército iraquiano. Bem, sendo assim a coisa muda de figura, como sabemos lá é muito problemático, tanto que os Estados Unidos mandaram tropas para "libertar o povo" e punir o ditador.
Ironias à parte, acho que temos que respeitar os visitantes, é o que manda a boa educação. Agora o visitante também tem que se dar o respeito e respeitar seus anfitriões. Onde já se viu ir até o país invadido por suas tropas e ficar de gracinhas frente as câmeras de televisão? Além do quê, beijo não é uma boa referência e até em dicionários de sonhos tem a interpretação da traição, pelo beijo de Judas em Jesus, talvez. E também tem o beijo da máfia, que pelo que sei é o sinal de que o "vivente" está prestes a virar "morrente". Ou como diria um parente meu "deu pra bolinha dele".
Embora ele não tenha se ofendido o ato em si, demonstra o desagrado de parte do povo com a política dos Estados Unidos para com o Iraque. O insulto do jornalista Muntadhar al-Zeidi pode ser considerado um problema diplomático. Só não entendo porque a invasão do Golfo, do Iraque, do Afeganistão pelos Estados Unidos não é.
Agora o reporter está preso, alguns dizem que ele está com o braço e algumas costelas quebradas. Mas talvez isso seja só especulação, afinal os militares americanos são muito bons, não torturam prisioneiros dentro das dependências do exército e nem batem neles, pelo contrário os tratam muito bem. Ah! Perdoem-me, o jornalista está sob investigação do exército iraquiano. Bem, sendo assim a coisa muda de figura, como sabemos lá é muito problemático, tanto que os Estados Unidos mandaram tropas para "libertar o povo" e punir o ditador.
Ironias à parte, acho que temos que respeitar os visitantes, é o que manda a boa educação. Agora o visitante também tem que se dar o respeito e respeitar seus anfitriões. Onde já se viu ir até o país invadido por suas tropas e ficar de gracinhas frente as câmeras de televisão? Além do quê, beijo não é uma boa referência e até em dicionários de sonhos tem a interpretação da traição, pelo beijo de Judas em Jesus, talvez. E também tem o beijo da máfia, que pelo que sei é o sinal de que o "vivente" está prestes a virar "morrente". Ou como diria um parente meu "deu pra bolinha dele".
sexta-feira, dezembro 12, 2008
Cafajestada
Primeiro o ex-marido de Suzana Vieira bateu numa profissional do sexo, quebrou o quarto de um motel e não quis pagar. Por isso foi preso. A Suzana o perdoou. A imprensa caiu em cima dizendo que ela não devia ter desculpado o que ele fez. Depois ele arrumou uma amante de vinte e poucos anos. Muito mais jovem que a esposa. A amante foi quem contou tudo a "matriz", que pediu a separação. Ele bateu na amante, que depois de voltar para a casa dos pais o perdoou. Foi morar com a nova mulher e acabou morrendo depois de uma noitada cheia de cocaína e bebidas.
Marcelo Silva ficou famoso apesar dos escândalos. Pelo histórico escolar, além das notas, percebe-se o comportamento rebelde e agressivo. O que veio confirmar-se com as agressões e conflitos em que se envolveu. Foi expulso da polícia. A mãe mostra-se triste. Mas em torno dela gira a polêmica sobre como a namorada devia proceder no caso de ele ter problemas com drogas. A demora no socorro dificultou o salvamento.
Marcelo não soube lidar com a fama que veio com o casamento com uma "estrela" e seu envolvimento com drogas era bem complicado, como se pôde ver. A mãe chora a morte do filho e deve se perguntar o que fez de errado.
Assim como Ana Maria Braga depois deve estar se perguntando porque não ficou calada ao invés de ter dito tantas coisas dele e para ele em seu programa. Depois de saber da morte disse que estava rezando por ele. Ah! O arrependimento de não ter se contido! Talvez ele devesse ter ouvido isso de alguém. Talvez alguém devesse ter falado a ele que o que ele fez não estava correto e ele estava se comportanto como um cafajeste. Mas não em cadeia nacional. Porque ninguém é o dono da verdade.
Ele devia ter ouvido isso da mãe, de um irmão, de um amigo. A mãe diz que vai processá-la pelas ofensas que acabaram levando o filho a uma depressão e depois a morte.
Marcelo Silva ficou famoso apesar dos escândalos. Pelo histórico escolar, além das notas, percebe-se o comportamento rebelde e agressivo. O que veio confirmar-se com as agressões e conflitos em que se envolveu. Foi expulso da polícia. A mãe mostra-se triste. Mas em torno dela gira a polêmica sobre como a namorada devia proceder no caso de ele ter problemas com drogas. A demora no socorro dificultou o salvamento.
Marcelo não soube lidar com a fama que veio com o casamento com uma "estrela" e seu envolvimento com drogas era bem complicado, como se pôde ver. A mãe chora a morte do filho e deve se perguntar o que fez de errado.
Assim como Ana Maria Braga depois deve estar se perguntando porque não ficou calada ao invés de ter dito tantas coisas dele e para ele em seu programa. Depois de saber da morte disse que estava rezando por ele. Ah! O arrependimento de não ter se contido! Talvez ele devesse ter ouvido isso de alguém. Talvez alguém devesse ter falado a ele que o que ele fez não estava correto e ele estava se comportanto como um cafajeste. Mas não em cadeia nacional. Porque ninguém é o dono da verdade.
Ele devia ter ouvido isso da mãe, de um irmão, de um amigo. A mãe diz que vai processá-la pelas ofensas que acabaram levando o filho a uma depressão e depois a morte.
quinta-feira, dezembro 11, 2008
Prêmio Esso de Jornalismo
O 53º Prêmio Esso de jornalismo teve como vencedora a repórter Elvira Lobato. A noite de premiação foi na terça-feira, dia 9, e entregou o prêmio a repórter da Folha de São Paulo pela série de reportagens "Universal chega aos 30 anos com império empresarial". A Jornalista sofreu vários processos por causa deste trabalho e disse ter recebido o prêmio como um desagravo.
Mas o que achei mais interessante foi o prêmio de distinção para melhor contribuição à imprensa, que foi dado ao projeto Diário em Braille, do jornal Diário de Pernambuco, que publica alguns exemplares de suas edições em braille e doa a instituições de apoio a deficientes visuais.
Não pela contribuição exclusiva à imprensa, mas pela contribuição na vida destes deficientes visuais. O jornalismo deve ter alguma contribuição social além de enriquecer o donos das empresas jornalísticas. Projetos como este demonstram que, talvez, nem tudo esteja perdido. Veja os outros vencedores aqui na coluna Jornalistas & Cia, do jornalista Eduardo Ribeiro.
Mas o que achei mais interessante foi o prêmio de distinção para melhor contribuição à imprensa, que foi dado ao projeto Diário em Braille, do jornal Diário de Pernambuco, que publica alguns exemplares de suas edições em braille e doa a instituições de apoio a deficientes visuais.
Não pela contribuição exclusiva à imprensa, mas pela contribuição na vida destes deficientes visuais. O jornalismo deve ter alguma contribuição social além de enriquecer o donos das empresas jornalísticas. Projetos como este demonstram que, talvez, nem tudo esteja perdido. Veja os outros vencedores aqui na coluna Jornalistas & Cia, do jornalista Eduardo Ribeiro.
quarta-feira, dezembro 10, 2008
Atendimento ao consumidor
Uma nova lei obriga as empresas a atenderem os consumidores com atendentes em seu SAC ao invés das insuportáveis gravações que dizem os números que devem ser teclados de acordo com o serviço que se pretende. A lei tem um bom objetivo. Mas ser atendido por máquinas é tão bizarro quanto ouvir um "alô, pois não em que posso servir" das atendentes de telemarketing que também parecem máquinas, pois apenas repetem inúmeras vezes a mesma lenga-lenga. Elas não tem poder de resolver nada, não há autonomia delas.
Mas nós vivemos num país em que o dia do consumidor é dividido com o dia do palhaço, enfim... qualquer semelhança entre um e outro é mera coincidência.
Enquanto o governo quer punir as empresas que não prestam um bom serviço de atendimento ao consumidor, ele próprio peca no mesmo caso. As linhas de 0800 do governo são um caos, sempre ocupadas, dificuldade em atendimento, entre outros inúmeros problemas. A vantagem é que ainda não se paga a ligação, coisa que acontece em algumas empresas, como alguns bancos privados, onde a linha de atendimento ao cliente é um 0300 ou 0400.
Mas nós vivemos num país em que o dia do consumidor é dividido com o dia do palhaço, enfim... qualquer semelhança entre um e outro é mera coincidência.
Enquanto o governo quer punir as empresas que não prestam um bom serviço de atendimento ao consumidor, ele próprio peca no mesmo caso. As linhas de 0800 do governo são um caos, sempre ocupadas, dificuldade em atendimento, entre outros inúmeros problemas. A vantagem é que ainda não se paga a ligação, coisa que acontece em algumas empresas, como alguns bancos privados, onde a linha de atendimento ao cliente é um 0300 ou 0400.
Filantropia um tanto nojenta
Concordo que é por uma boa causa, mas não deixa de ser meio nojento pagar para ter em casa um chiclete mastigado por Cauã Reymond. Eu não pagaria nem um centavo, mesmo existindo por trás uma causa nobre. Justamente porque tem também a causa capitalista da empresa de gomas de mascar, que utiliza o leilão para divulgar a maior duração do sabor do produto.
Foi gravado um vídeo com o ator mascando o chiclete por 15 minutos e pode ser assistido no Youtube, claro.
O "souvenir" foi arrematado por R$ 350,00 e beneficiará a ONG Dentista do Bem. Estranho isso, pois os dentistas que consultava quando criança sempre diziam pra não mascar chicletes. Se bem que Trident não tem açúcar.
A causa é nobre, mas chiclete mascado não dá. Como disse o Wilker, na pele de Roque Santeiro, ao Toninho Jiló que queria vender relíquias de Roque Santeiro ao próprio Roque sem saber, "se fosse a cueca eu comprava".
Foi gravado um vídeo com o ator mascando o chiclete por 15 minutos e pode ser assistido no Youtube, claro.
O "souvenir" foi arrematado por R$ 350,00 e beneficiará a ONG Dentista do Bem. Estranho isso, pois os dentistas que consultava quando criança sempre diziam pra não mascar chicletes. Se bem que Trident não tem açúcar.
A causa é nobre, mas chiclete mascado não dá. Como disse o Wilker, na pele de Roque Santeiro, ao Toninho Jiló que queria vender relíquias de Roque Santeiro ao próprio Roque sem saber, "se fosse a cueca eu comprava".
segunda-feira, dezembro 01, 2008
Farra de policiais
Eu não tenho lido muito jornal, na verdade quando trabalhava no jornal lia menos ainda. Estava cheia de coisas para ler e estudar, e ainda estou, mas procurando um assunto no jornal me deparei com várias fotos de policiais e moças com o rosto quadriculado e a chamada, "Farra de policiais". Fui obrigada a ler a matéria. Os vizinhos da casa onde ocorria a farra haviam feito uma queixa e os brigadianos foram chamados para solicitar que fosse baixado o som da festa.
Ao invés de diminuir o barulho os policiais entraram para curtir a festinha, pois segundo está na matéria um deles era conhecido da aniversariante. As meninas tiraram várias fotos com a boina de serviço do brigada e com as algemas. Os policiais foram flagrados, ou como diriam em revistas de fofocas, clicados com uma garrafa de cerveja e bebendo, além de posar para fotos com as moçoilas. Isto tudo em pleno horário de serviço.
Não existe mais aqueles policiais como os dos filmes que dizem, "não posso beber estou de serviço!". É claro que as fotinhos foram para o orkut das meninas e o vídeo para o Youtube.
Ao invés de diminuir o barulho os policiais entraram para curtir a festinha, pois segundo está na matéria um deles era conhecido da aniversariante. As meninas tiraram várias fotos com a boina de serviço do brigada e com as algemas. Os policiais foram flagrados, ou como diriam em revistas de fofocas, clicados com uma garrafa de cerveja e bebendo, além de posar para fotos com as moçoilas. Isto tudo em pleno horário de serviço.
Não existe mais aqueles policiais como os dos filmes que dizem, "não posso beber estou de serviço!". É claro que as fotinhos foram para o orkut das meninas e o vídeo para o Youtube.
Anônimo
Recebi por email um texto emocionante. Não se tratava de uma corrente, tão pouco de uma daquelas mensagens em ppt, cheia de fotinhos bonitinhas, que eu adoro e compartilho apenas com os amigos, que sei também gostam deste tipo de mensagem. Quem me passou foi minha cunhada Suéllen, que nunca me escreve. O texto não tem assinatura, portanto não sei quem o escreveu, mas, mesmo assim, deixo claro que não sou eu a autora. É uma leitura um pouco longa, e talvez alguns não gostem do tom espiritualista que há nela. No entanto, ainda que não acreditemos em nada o ocorrido em Santa Catarina é uma lição. Uma lição de que devemos preservar a natureza, de que devemos ser solidários com os outros, enfim, inúmeras são as lições, resta a cada um de nós avaliarmos por nós mesmos e tirar as que nos servem.
O sol brilhou!
Hoje 27 de novembro de 2008 o sol saiu e conseguimos voltar a trabalhar.
A despeito de brincadeiras e comentários espirituosos normais sobre
esta "folga forçada" a verdade é que nunca me senti tão feliz de voltar
ao trabalho. Não somente pelo trabalho, pela instituição e pela própria
tranqüilidade de ter aonde ganhar o pão, mas também por ser um sinal de que
a vida está voltando ao normal aqui na nossa Itajaí.
As fotos que circulam na internet e os telejornais já nos dão as imagens
claras de tudo que aconteceu então não vou me estender narrando e
descrevendo as cenas vistas nestes dias. Todos vocês já sabem de cor. Eu
quero mesmo é falar sobre lições aprendidas.
Por mais que teorias e leituras mil nos falem sobre isso ainda é
surpreendente presenciar como uma tragédia desse porte pode fazer aflorar no
ser humano os sentimentos mais nobres e os seus instintos mais primitivos.
As cenas e situações vividas neste final de semana prolongado em Itajaí nos
fizeram chorar de alegria, raiva, tristeza e impotência. Fizeram-nos perder
a fé no ser humano num segundo, para recuperar-la no seguinte. Fez-nos ver
que sempre alguém se aproveitará da desgraça alheia, mas que também é mais
fácil começar de novo quando todos se dão as mãos.
Que aquela entidade superior que cada um acredita (Deus, Alá, Buda, GADU
etc.) e da forma que cada um a concebe tenha piedade daqueles:
- Que se aproveitaram a situação para fazer saques em Supermercados, levando
principalmente bebidas e cigarros
- Que saquearam uma farmácia levando medicamentos controlados, equipamentos
e cofres e destruindo os produtos de primeira necessidade que ficaram assim
como a estrutura física da mesma.
- Que pediam 5 reais por um litro de água mineral.
- Que chegaram a pedir 150 reais por um botijão de gás.
- Que foram pedir donativos de água e alimentos nas áreas secas pra vender
nas áreas alagadas.
- Que foram comer e pegar roupas nos centros de triagem mesmo não tendo suas
casas atingidas.
- Que esperaram as pessoas saírem das suas casas para roubarem o que
restava.
- Que fizeram pessoas dormir em telhados e lajes com frio e fome para não
ter suas casas saqueadas.
- Que não sentiram preocupação por ninguém, algo está errado em seu coração.
- Que simplesmente fizeram de conta que nada acontecia, por estarem em
áreas secas.
Da mesma forma, que essa mesma entidade superior abençoe:
- Aqueles que atenderam ao chamado das rádios e se apresentaram no domingo
no quartel dos bombeiros para ajudar de qualquer forma.
- Os bombeiros que tiveram paciência com a gente no quartel para nos
instruir e nos orientar nas atividades que devíamos desenvolver.
- A turma das lanchas, os donos das lanchinhas de pescarias de fim de semana
que rapidamente trouxeram seus barquinhos nas suas carretas e fizeram tanta
diferença.
- À equipe da lancha, gente sensacional que parecia que nos conhecíamos de
toda uma vida.
- Aos soldados do exército do Paraná e do Rio Grande do Sul..
- Aos bravos gaúchos, tantas vezes vitimas de nossas brincadeiras que
trouxeram caminhões e caminhões de mantimentos.
- Aos cadetes da Academia da Polícia Militar que ainda em formação se
portaram com veteranos.
- Aos Bombeiros e Policias locais que resgataram, cuidaram , orientaram e
auxiliaram de todas as formas, muitas vezes com as suas próprias casas
embaixo das águas.
- Aos Médicos Voluntários.
- Às enfermeiras Voluntárias.
- Aos bombeiros do Paraná que trabalharam ombro a ombro com os nossos.
- Aos Helicópteros da Aeronáutica e Exercito que fizeram os resgates nos
locais de difícil acesso.
- Aos incansáveis do SAMU e das ambulâncias em geral, que não tiveram
tempo nem pra respirar.
- Ao pessoal do Helicóptero da Polícia Militar de São Paulo, que mostrou que
longo é o braço da solidariedade.
- Ao pessoal das rádios que manteve a população informada e manteve a
esperança de quem estava isolado em casa.
- Aos estudantes que emprestaram seus físicos para carregar e descarregar
caminhões nos centros de triagem.
- Às pessoas que cozinharam para milhares de estranhos.
- Ao empresário que não se identificou e entregou mais de mil marmitex no
centro de triagem.
- A todos que doaram nem que seja uma peça de roupa.
- A todos que serviram nem que seja um copo de água a quem precisou.
- A todos que oraram por todos.
- Ao Brasil todo, que chorou nossos mortos e nossas perdas.
- Aos novos amigos que fiz no centro de triagem, na segunda-feira.
- A todos aqueles que me ligaram preocupados com a gente.
- A todos aqueles que ainda se preocupam por alguém.
- A todos aqueles que fizeram algo, mas eu não soube ou esqueci.
Há alguns anos, numa grande enchente na Argentina um anônimo escreveu isto:
COMEÇAR DE NOVO
Eu tinha medo da escuridão
Até que as noites se fizeram longas e sem luz
Eu não resistia ao frio facilmente
Até passar a noite molhado numa laje
Eu tinha medo dos mortos
Até ter que dormir num cemitério
Eu tinha rejeição por quem era de Buenos Aires
Até que me deram abrigo e alimento
Eu tinha aversão a Judeus
Até darem remédios aos meus filhos
Eu adorava exibir a minha nova jaqueta
Até dar ela a um garoto com hipotermia
Eu escolhia cuidadosamente a minha comida
Até que tive fome
Eu desconfiava da pele escura
Até que um braço forte me tirou da água
Eu achava que tinha visto muita coisa
Até ver meu povo perambulando sem rumo pelas ruas
Eu não gostava do cachorro do meu vizinho
Até naquela noite eu o ouvir ganir até se afogar
Eu não lembrava os idosos
Até participar dos resgates
Eu não sabia cozinhar
Até ter na minha frente uma panela com arroz e crianças com fome
Eu achava que a minha casa era mais importante que as outras
Até ver todas cobertas pelas águas
Eu tinha orgulho do meu nome e sobrenome
Até a gente se tornar todos seres anônimos
Eu não ouvia rádio
Até ser ela que manteve a minha energia
Eu criticava a bagunça dos estudantes
Até que eles, às centenas, me estenderam suas mãos solidárias
Eu tinha segurança absoluta de como seriam meus próximos anos
Agora nem tanto
Eu vivia numa comunidade com uma classe política
Mas agora espero que a correnteza tenha levado embora
Eu não lembrava o nome de todos os estados
Agora guardo cada um no coração
Eu não tinha boa memória
Talvez por isso eu não lembre de todo mundo
Mas terei mesmo assim o que me resta de vida para agradecer a todos
Eu não te conhecia
Agora você é meu irmão
Tínhamos um rio
Agora somos parte dele
É de manhã, já saiu o sol e não faz tanto frio
Graças a Deus
Vamos começar de novo.
(Anônimo)
É hora de recomeçar, e talvez seja hora de recomeçar não só materialmente.
Talvez seja uma boa oportunidade de renascer, de se reinventar e de
crescer como ser humano.
Pelo menos é a minha hora, acredito.
Que Deus abençoe a todos. (autor desconhecido, pelo menos de mim)
O sol brilhou!
Hoje 27 de novembro de 2008 o sol saiu e conseguimos voltar a trabalhar.
A despeito de brincadeiras e comentários espirituosos normais sobre
esta "folga forçada" a verdade é que nunca me senti tão feliz de voltar
ao trabalho. Não somente pelo trabalho, pela instituição e pela própria
tranqüilidade de ter aonde ganhar o pão, mas também por ser um sinal de que
a vida está voltando ao normal aqui na nossa Itajaí.
As fotos que circulam na internet e os telejornais já nos dão as imagens
claras de tudo que aconteceu então não vou me estender narrando e
descrevendo as cenas vistas nestes dias. Todos vocês já sabem de cor. Eu
quero mesmo é falar sobre lições aprendidas.
Por mais que teorias e leituras mil nos falem sobre isso ainda é
surpreendente presenciar como uma tragédia desse porte pode fazer aflorar no
ser humano os sentimentos mais nobres e os seus instintos mais primitivos.
As cenas e situações vividas neste final de semana prolongado em Itajaí nos
fizeram chorar de alegria, raiva, tristeza e impotência. Fizeram-nos perder
a fé no ser humano num segundo, para recuperar-la no seguinte. Fez-nos ver
que sempre alguém se aproveitará da desgraça alheia, mas que também é mais
fácil começar de novo quando todos se dão as mãos.
Que aquela entidade superior que cada um acredita (Deus, Alá, Buda, GADU
etc.) e da forma que cada um a concebe tenha piedade daqueles:
- Que se aproveitaram a situação para fazer saques em Supermercados, levando
principalmente bebidas e cigarros
- Que saquearam uma farmácia levando medicamentos controlados, equipamentos
e cofres e destruindo os produtos de primeira necessidade que ficaram assim
como a estrutura física da mesma.
- Que pediam 5 reais por um litro de água mineral.
- Que chegaram a pedir 150 reais por um botijão de gás.
- Que foram pedir donativos de água e alimentos nas áreas secas pra vender
nas áreas alagadas.
- Que foram comer e pegar roupas nos centros de triagem mesmo não tendo suas
casas atingidas.
- Que esperaram as pessoas saírem das suas casas para roubarem o que
restava.
- Que fizeram pessoas dormir em telhados e lajes com frio e fome para não
ter suas casas saqueadas.
- Que não sentiram preocupação por ninguém, algo está errado em seu coração.
- Que simplesmente fizeram de conta que nada acontecia, por estarem em
áreas secas.
Da mesma forma, que essa mesma entidade superior abençoe:
- Aqueles que atenderam ao chamado das rádios e se apresentaram no domingo
no quartel dos bombeiros para ajudar de qualquer forma.
- Os bombeiros que tiveram paciência com a gente no quartel para nos
instruir e nos orientar nas atividades que devíamos desenvolver.
- A turma das lanchas, os donos das lanchinhas de pescarias de fim de semana
que rapidamente trouxeram seus barquinhos nas suas carretas e fizeram tanta
diferença.
- À equipe da lancha, gente sensacional que parecia que nos conhecíamos de
toda uma vida.
- Aos soldados do exército do Paraná e do Rio Grande do Sul..
- Aos bravos gaúchos, tantas vezes vitimas de nossas brincadeiras que
trouxeram caminhões e caminhões de mantimentos.
- Aos cadetes da Academia da Polícia Militar que ainda em formação se
portaram com veteranos.
- Aos Bombeiros e Policias locais que resgataram, cuidaram , orientaram e
auxiliaram de todas as formas, muitas vezes com as suas próprias casas
embaixo das águas.
- Aos Médicos Voluntários.
- Às enfermeiras Voluntárias.
- Aos bombeiros do Paraná que trabalharam ombro a ombro com os nossos.
- Aos Helicópteros da Aeronáutica e Exercito que fizeram os resgates nos
locais de difícil acesso.
- Aos incansáveis do SAMU e das ambulâncias em geral, que não tiveram
tempo nem pra respirar.
- Ao pessoal do Helicóptero da Polícia Militar de São Paulo, que mostrou que
longo é o braço da solidariedade.
- Ao pessoal das rádios que manteve a população informada e manteve a
esperança de quem estava isolado em casa.
- Aos estudantes que emprestaram seus físicos para carregar e descarregar
caminhões nos centros de triagem.
- Às pessoas que cozinharam para milhares de estranhos.
- Ao empresário que não se identificou e entregou mais de mil marmitex no
centro de triagem.
- A todos que doaram nem que seja uma peça de roupa.
- A todos que serviram nem que seja um copo de água a quem precisou.
- A todos que oraram por todos.
- Ao Brasil todo, que chorou nossos mortos e nossas perdas.
- Aos novos amigos que fiz no centro de triagem, na segunda-feira.
- A todos aqueles que me ligaram preocupados com a gente.
- A todos aqueles que ainda se preocupam por alguém.
- A todos aqueles que fizeram algo, mas eu não soube ou esqueci.
Há alguns anos, numa grande enchente na Argentina um anônimo escreveu isto:
COMEÇAR DE NOVO
Eu tinha medo da escuridão
Até que as noites se fizeram longas e sem luz
Eu não resistia ao frio facilmente
Até passar a noite molhado numa laje
Eu tinha medo dos mortos
Até ter que dormir num cemitério
Eu tinha rejeição por quem era de Buenos Aires
Até que me deram abrigo e alimento
Eu tinha aversão a Judeus
Até darem remédios aos meus filhos
Eu adorava exibir a minha nova jaqueta
Até dar ela a um garoto com hipotermia
Eu escolhia cuidadosamente a minha comida
Até que tive fome
Eu desconfiava da pele escura
Até que um braço forte me tirou da água
Eu achava que tinha visto muita coisa
Até ver meu povo perambulando sem rumo pelas ruas
Eu não gostava do cachorro do meu vizinho
Até naquela noite eu o ouvir ganir até se afogar
Eu não lembrava os idosos
Até participar dos resgates
Eu não sabia cozinhar
Até ter na minha frente uma panela com arroz e crianças com fome
Eu achava que a minha casa era mais importante que as outras
Até ver todas cobertas pelas águas
Eu tinha orgulho do meu nome e sobrenome
Até a gente se tornar todos seres anônimos
Eu não ouvia rádio
Até ser ela que manteve a minha energia
Eu criticava a bagunça dos estudantes
Até que eles, às centenas, me estenderam suas mãos solidárias
Eu tinha segurança absoluta de como seriam meus próximos anos
Agora nem tanto
Eu vivia numa comunidade com uma classe política
Mas agora espero que a correnteza tenha levado embora
Eu não lembrava o nome de todos os estados
Agora guardo cada um no coração
Eu não tinha boa memória
Talvez por isso eu não lembre de todo mundo
Mas terei mesmo assim o que me resta de vida para agradecer a todos
Eu não te conhecia
Agora você é meu irmão
Tínhamos um rio
Agora somos parte dele
É de manhã, já saiu o sol e não faz tanto frio
Graças a Deus
Vamos começar de novo.
(Anônimo)
É hora de recomeçar, e talvez seja hora de recomeçar não só materialmente.
Talvez seja uma boa oportunidade de renascer, de se reinventar e de
crescer como ser humano.
Pelo menos é a minha hora, acredito.
Que Deus abençoe a todos. (autor desconhecido, pelo menos de mim)
Descaso da população
Após os acontecimentos trágicos em Santa Catarina, que contabilizam mais de cem mortos, vários desaparecidos e centenas de desabrigados, cabe falarmos em cuidados com o meio ambiente. Falar e agir muito mais do que ocorre hoje. É sabido que o desmatamento, as queimadas e o lixo que se acumula nas grandes cidades são causas de desastres ambientais. Aqui em Pelotas não temos morros para desabar, mas temos muitas águas que podem subir e invadir casas. Já aconteceu antes. As enchentes podem ocorrer, como foi o caso em anos anteriores pela falta de vazão da água ou por uma bomba queimada. E, pode também ir a acontecer por conta das incontáveis garrafas jogadas no esgoto, dos sacos e sacolas plásticas que "inundam" e imundicíam os canais que cercam a cidade.
Não há desculpas para o descaso e o relaxo da população em jogar o lixo em locais inadequados. Não aceito desculpa alguma porque acontece recolhimento de lixo na cidade. É uma questão de educação, de preocupação com um lugar que é nosso. Além disso, em caso de desastre ecológico ou enchente sabemos bem quem são os prejudicados.
Vamos abrir os olhos!
Não há desculpas para o descaso e o relaxo da população em jogar o lixo em locais inadequados. Não aceito desculpa alguma porque acontece recolhimento de lixo na cidade. É uma questão de educação, de preocupação com um lugar que é nosso. Além disso, em caso de desastre ecológico ou enchente sabemos bem quem são os prejudicados.
Vamos abrir os olhos!
Abuso
A muito que vem se debatendo a posição da televisão frente a situações de extrema polêmica. É claro que isto não fica só na televisão, isso vale para a imprensa de modo geral. As questões éticas por vezes passam longe das redações dos jornais, que preferem divulgar uma notícia superficial e mal apurada a perder o furo de reportagem para algum concorrente. É nesse afã que muitas informações erradas são passadas pelo público, pois ainda vale aquele dito popular de que "quem conta um conto, aumenta um ponto". Foi assim no caso da Escola Base lá em São Paulo e é assim em qualquer crime que esteja sendo investigado ou que tenha acontecido. A imprensa tá lá mostrando minuto a minuto todos os acontecimentos do fato e dando munição ao criminoso para se safar. Um dos casos mais recentes foi o seqüestro em Santo André, onde o criminoso deu várias entrevistas a emissoras de rádio e televisão durante o tempo em que mantinha suas vítimas em cárcere.
Esta não é a função do jornalista. Nunca foi e aproveitar-se de uma situação extrema para vender jornal e aumentar audiência também é um crime. Eu sou jornalista, cursei quatro anos de faculdade e trabalhei em jornal. Digo abertamente que me decepcionei com a maneira que o jornalismo é encarado hoje em dia. Não existe mais uma função social, pois o sensacionalismo tomou conta de tudo, são raros os noticiários que buscam apresentar uma informação bem trabalhada, investigada de forma verdadeira objetivando da elucidação dos fatos. Quando acontece uma tragédia, seja lá de que magnitude, apenas aquilo é noticiado, e as imagens são as mesmas em todas as emissoras, o enfoque informativo é o mesmo e as entrevistas não passam de um cutucão na ferida abertas das vítimas que não sabem o que dizer, porque a dor é imensa. Mas o repórter tá lá enfiando o microfone na cara das pessoas, sem pensar em nem por um momento na fragilidade daquela criatura que pode ter perdido tudo ou que ainda não tomou conhecimento do tamanho do problema que está enfrentando.
Tenho consciência de que o jornalismo que gostaria de fazer não é prática em jornal algum. Minha maneira de ver as coisas e de querer passá-las é romântica, ocupa espaço e pode não fazer com que os jornais sejam comprados. Até porque esta maneira de trabalhar a informação requer tempo para ouvir todos os lados do mesmo fato, precisa de interesse pelas coisas que envolvem aquele acontecimento e muitas vezes pesquisa para uma comparação e o jornal tem que ser fechado hoje, o site tem que ser atualizado agora, a notícia tem que ir ao ar daqui a meia hora.
No entanto, mesmo trabalhando na correria, fazendo entrevistas pelo telefone e escrevendo dez matérias por edição de jornal dá para atuar de forma coerente e ética no jornalismo, basta querer. Basta que se tenha ética na vida.
Dos livros que li na faculdade o que considero como mais importante na minha formação é A Regra do jogo, do jornalista Cláudio Abramo. Naquelas páginas está demonstrada que não existe a ética do jornalista, mas a ética do marceneiro. É como ter caráter. Caráter todos tem, o que difere é que uns são mau caráter e outros são bons. Abramo diz em seu livro que é uma ética apenas que existe, não dá para eu pensar e agir com uma ética na minha vida profissional e na minha vida familiar e social de outra. Ou sou ética nas duas ou em nenhuma.
Porque comecei a falar sobre tudo isto, depois de ler a notícia de que o Ministério Público pede uma indenização de R$1,5 milhão a RedeTV, através de ação civil pública pela entrevista divulgada no programa da apresentadora Sônia Abraão, A Tarde é sua. Foram exibidas duas entrevistas com Lindenberg e a ex-0namorada Eloá. A primeira entrevista foi ao vivo, durante o cárcere e a segunda foi gravada. O MP considera que a atitude atrapalhou a ação policial. O que é criticado por muitas pessoas pois o que se percebeu foi que o bandido monitorava a atuação da polícia pelas notícias da tevê.
Esta não é a função do jornalista. Nunca foi e aproveitar-se de uma situação extrema para vender jornal e aumentar audiência também é um crime. Eu sou jornalista, cursei quatro anos de faculdade e trabalhei em jornal. Digo abertamente que me decepcionei com a maneira que o jornalismo é encarado hoje em dia. Não existe mais uma função social, pois o sensacionalismo tomou conta de tudo, são raros os noticiários que buscam apresentar uma informação bem trabalhada, investigada de forma verdadeira objetivando da elucidação dos fatos. Quando acontece uma tragédia, seja lá de que magnitude, apenas aquilo é noticiado, e as imagens são as mesmas em todas as emissoras, o enfoque informativo é o mesmo e as entrevistas não passam de um cutucão na ferida abertas das vítimas que não sabem o que dizer, porque a dor é imensa. Mas o repórter tá lá enfiando o microfone na cara das pessoas, sem pensar em nem por um momento na fragilidade daquela criatura que pode ter perdido tudo ou que ainda não tomou conhecimento do tamanho do problema que está enfrentando.
Tenho consciência de que o jornalismo que gostaria de fazer não é prática em jornal algum. Minha maneira de ver as coisas e de querer passá-las é romântica, ocupa espaço e pode não fazer com que os jornais sejam comprados. Até porque esta maneira de trabalhar a informação requer tempo para ouvir todos os lados do mesmo fato, precisa de interesse pelas coisas que envolvem aquele acontecimento e muitas vezes pesquisa para uma comparação e o jornal tem que ser fechado hoje, o site tem que ser atualizado agora, a notícia tem que ir ao ar daqui a meia hora.
No entanto, mesmo trabalhando na correria, fazendo entrevistas pelo telefone e escrevendo dez matérias por edição de jornal dá para atuar de forma coerente e ética no jornalismo, basta querer. Basta que se tenha ética na vida.
Dos livros que li na faculdade o que considero como mais importante na minha formação é A Regra do jogo, do jornalista Cláudio Abramo. Naquelas páginas está demonstrada que não existe a ética do jornalista, mas a ética do marceneiro. É como ter caráter. Caráter todos tem, o que difere é que uns são mau caráter e outros são bons. Abramo diz em seu livro que é uma ética apenas que existe, não dá para eu pensar e agir com uma ética na minha vida profissional e na minha vida familiar e social de outra. Ou sou ética nas duas ou em nenhuma.
Porque comecei a falar sobre tudo isto, depois de ler a notícia de que o Ministério Público pede uma indenização de R$1,5 milhão a RedeTV, através de ação civil pública pela entrevista divulgada no programa da apresentadora Sônia Abraão, A Tarde é sua. Foram exibidas duas entrevistas com Lindenberg e a ex-0namorada Eloá. A primeira entrevista foi ao vivo, durante o cárcere e a segunda foi gravada. O MP considera que a atitude atrapalhou a ação policial. O que é criticado por muitas pessoas pois o que se percebeu foi que o bandido monitorava a atuação da polícia pelas notícias da tevê.
Dia Mundial de Luta contra a Aids
Dia 1º de Dezembro é dedicado ao combate a Aids, uma doença infecto-contagiosa que ainda atinge muitas pessoas no nosso País. Embora sem cura o HIV, vírus da imunodeficiência adquirida, hoje as pesquisas permitem que o portador do vírus e mesmo o doente tenham uma melhor qualidade de vida. Mas prevenir ainda é tudo!
Comecei minha vida sexual num tempo em que a mais cruel doença venérea matava muitas pessoas e assustava o mundo. Um mundo cheio de preconceitos, que demorou muitos anos até perceber que esta doença não é um castigo contra homossexuais ou pessoas que optam pelo sexo livre e são taxadas de promiscuas. O HIV pode atingir qualquer pessoa, em qualquer idade.
Eu gostei muito da iniciativa do Ministério da Saúde de focar o pessoal que tá na casa dos enta. A propaganda da campanha é original e engraçada, coisa que fala direto ao pessoal interessado.
Vamos nos prevenir, para que um dia esta data seja do dia livre do HIV-Aids. E vamos deixar o preconceito de lado.
Comecei minha vida sexual num tempo em que a mais cruel doença venérea matava muitas pessoas e assustava o mundo. Um mundo cheio de preconceitos, que demorou muitos anos até perceber que esta doença não é um castigo contra homossexuais ou pessoas que optam pelo sexo livre e são taxadas de promiscuas. O HIV pode atingir qualquer pessoa, em qualquer idade.
Eu gostei muito da iniciativa do Ministério da Saúde de focar o pessoal que tá na casa dos enta. A propaganda da campanha é original e engraçada, coisa que fala direto ao pessoal interessado.
Vamos nos prevenir, para que um dia esta data seja do dia livre do HIV-Aids. E vamos deixar o preconceito de lado.
Vento
Na minha cidade faz dois meses, ou mais, de vento incessante. Voa tudo pela rua de sacolas plásticas a sacos e papéis jogados pelo chão. Outro dia quase cai observando uma pomba que tentava inutilmente voar contra o vento. Ao contrário da música do Caetano, para ela não teve sentido de liberdade mas de superação. Mas o vento foi mais forte e ela mudou a direção de seu vôo.
Hoje eu lembrei que minha mãe sempre dizia quando ficávamos em casa quando ela precisava sair fazer alguma coisa fora. Quando tinha vento e o tempo estava feio para chuva que nós não saíssemos pra o pátio, pois o vento poderia fazer voar as telhas e uma dela cair na nossas cabeças. E foi justo no momento em que pensei no que ela me dizia que quase fui acertada na cabeça por um pedaço de reboco que caiu do prédio do ICH. Sorte que essa passou de raspão.
Este período de vendaval, que sempre ocorre em Pelotas nessa época, é péssimo pois a poeira toma conta das casas. Bom mesmo só para secar as roupas, isto quando elas não se desprendem dos varais e saem planando pelo ar parando sabem lá Deus onde.
Enquanto o vento não dá trégua segue descabelando as pessoas, levantando as saias das moças, derrubando galhos, empinando pipas. Soprando forte e nos lembrando de que ele está lá e que se muitas das coisas não são mais como antigamente a culpa é nossa.
Hoje eu lembrei que minha mãe sempre dizia quando ficávamos em casa quando ela precisava sair fazer alguma coisa fora. Quando tinha vento e o tempo estava feio para chuva que nós não saíssemos pra o pátio, pois o vento poderia fazer voar as telhas e uma dela cair na nossas cabeças. E foi justo no momento em que pensei no que ela me dizia que quase fui acertada na cabeça por um pedaço de reboco que caiu do prédio do ICH. Sorte que essa passou de raspão.
Este período de vendaval, que sempre ocorre em Pelotas nessa época, é péssimo pois a poeira toma conta das casas. Bom mesmo só para secar as roupas, isto quando elas não se desprendem dos varais e saem planando pelo ar parando sabem lá Deus onde.
Enquanto o vento não dá trégua segue descabelando as pessoas, levantando as saias das moças, derrubando galhos, empinando pipas. Soprando forte e nos lembrando de que ele está lá e que se muitas das coisas não são mais como antigamente a culpa é nossa.
sexta-feira, novembro 28, 2008
Santa Catarina
Meu sonho é passar a velhice numa praia de Santa Catarina, numa casinha pequena, com um cachorro no pátio, fogão a lenha e lareira para o inverno. Confesso que não tenho feito muita coisa em prol deste sonho, mas, por enquanto tenho outras coisas para conquistar, superar, concluir.
É por isso que fiquei triste com o que aconteceu lá. Sou solidária as pessoas que perderam tudo, e também estive com o coração nas mãos por causa de familiares e amigos que moram por lá. Graças a Deus estão todos bem.
Mas mesmo com o alívio de saber que estão todos bem, fica o alerta para a fúria da natureza. É claro que não é uma resposta imediata, foram vários anos de desmatamento nas encostas dos morros, até que a chuva incessante acabou por levá-los abaixo. As vezes fico pensando se ainda tem tempo de salvar mesmo o planeta. Mas temos que tentar. Afinal como diz o dito popular, "se vamos morrer, vamos morrer tentando!"
É por isso que fiquei triste com o que aconteceu lá. Sou solidária as pessoas que perderam tudo, e também estive com o coração nas mãos por causa de familiares e amigos que moram por lá. Graças a Deus estão todos bem.
Mas mesmo com o alívio de saber que estão todos bem, fica o alerta para a fúria da natureza. É claro que não é uma resposta imediata, foram vários anos de desmatamento nas encostas dos morros, até que a chuva incessante acabou por levá-los abaixo. As vezes fico pensando se ainda tem tempo de salvar mesmo o planeta. Mas temos que tentar. Afinal como diz o dito popular, "se vamos morrer, vamos morrer tentando!"
Ônibus
Estamos todos muito contentes aqui em Pelotas com a possibilidade de aumentar a tarifa de ônibus. É ótimo acabar o ano com mais um ônus, e olha que o "novo" prefeito nem assumiu ainda.
Não bastasse isto os professores estaduais estão em greve. Uma greve justa até, mas que atrapalha os alunos. A governadora não sei dá alguma importância para isso, pois não aceita negociar. O bom é que primeiro ela cortou os dias de greve de todos os professores, inclusive dos não grevistas, depois fará uma folha complementar. Êta jeitinho novo de governar! Novíssimo!
Não bastasse isto os professores estaduais estão em greve. Uma greve justa até, mas que atrapalha os alunos. A governadora não sei dá alguma importância para isso, pois não aceita negociar. O bom é que primeiro ela cortou os dias de greve de todos os professores, inclusive dos não grevistas, depois fará uma folha complementar. Êta jeitinho novo de governar! Novíssimo!
segunda-feira, novembro 24, 2008
Colóquio de literatura
Vai acontecer nos dias 26, 27 e 28 de novembro, no CEFET, nos períodos da tarde e noite o I Colóquio Efemérides Literárias: Machado de Assis: Guimarães Rosa: Osman Lins. As inscrições estão abertas para comunicações até hoje, dia 24, com resumo. E para participar até o dia 26, quarta-feira, nos valores de 10 pila para estudantes e 20 pila para profissionais. Além de mesas redondas e sessões de comunicações tem palestras com Luís Augusto Fischer, Aldyr Garcia Schlee e o encerramento será com a palestrante professora Dra. Ermelinda Ferreira. Mais informações clic aqui
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