quarta-feira, julho 30, 2008

Isso aqui ô ô...

Agora, como diria Raul, "dois problemas se misturam". O caso é que começam as olimpíadas de Pequim, na China. A galera do jornalismo, e aqueles que não são jornalistas, mas que apresentam e entrevistam só porque tem uns corpinhos esculturais e o rostinho fofo, estão afivelando as malas para a festa do esporte pela paz. Calha destacar que não é apenas questões gastronômicas e culturais que fazem da China um lugar diferente. Entre algumas questões está a invasão do Tibet, que tem seu governo exilado, entre eles o Dalai Lama. Confesso que não sei muito da história do Tibet, ou da China, além do fato de esta última ter sido comunista, ter sido liderada por Mao Tsé Tung e outras coisas como o fato de os chineses apreciaram carne de cachorro e outros animais.
Posso estar errada, mas imagino que o povo tibetano seja um povo pacífico. Mas ser pacífico não quer dizer submisso, omisso e eles portestam contra a opressão chinesa em seu território. Muitos tibetanos deixaram o país. O próprio Dalai Lama está exilado desde 1959.
Mas os problemas que se misturam é o fato de as Olimpíadas serem na China, a televisão irá dedicar 99% se sua programação a cobertura dos jogos e disputas, que ocorrerão em sua maioria na madrugada brasileira. Neste período, coisas relevantes como aprovação de alguma lei que sacaneia o povo brasileiro passará despercebida nas redações televisivas e, talvez, tenha algum espaço nos jornais e revistas. Além de deixar os cidadãos do Brasil saturados de tanta olimpíada, vai ser quase impossível que se toque no assunto subjulgo do Tibet, a menos que haja alguma manifestação durante alguma disputa, em frente as câmeras de televisão do mundo.
Assim como as notícias aqui do nosso país que chegam fragmentadas, mal elaboradas, sem crítica e quase sem crédito, as notícias de Pequim serão sobre o glamour da abertura dos jogos, da moda e dos costumes chineses. Os repórteres perseguirão os atletas brasileiros para saber qual foi a comida mais estranha que eles comeram ou ouviram falar que existe. O pior serão as repostagens da RBS que irá se ater a perseguir os atletas gaúchos durante os jogos, querendo saber se eles levaram o chimarrão na bagagem, se estão sentindo saudade do frio e do poncho e coisas do gênero. Com certeza também irão correr atrás de pessoas, ou melhor gaúchos e gaúchas, que estejam vivendo na China e tenham aproveitado algum momento para ver algum dos atletas.
Em suma, será um grande festival, tal como os chineses, com desfile de dragões de tecidos, muito coloridos, alegres e felizes. Bem no fundo escondendo aquelas questões importantes que nos atingem em cheio. Enfim, será como acontece desde a Roma antiga*, "pão e circo", neste caso mais circo do que pão.

*Pão e Circo Com o crescimento urbano vieram também os problemas sociais para Roma. A escravidão gerou muito desemprego na zona rural, pois muitos camponeses perderam seus empregos. Esta massa de desempregados migrou para as cidades romanas em busca de empregos e melhores condições de vida. Receoso de que pudesse acontecer alguma revolta de desempregados, o imperador criou a política do Pão e Circo. Esta consistia em oferecer aos romanos alimentação e diversão. Quase todos os dias ocorriam lutas de gladiadores nos estádios ( o mais famoso foi o Coliseu de Roma ), onde eram distribuídos alimentos. Desta forma, a população carente acabava esquecendo os problemas da vida, diminuindo as chances de revolta. (fonte: www.suapesquisa.com.br/imperioromano)

quinta-feira, julho 24, 2008

Oi sonhos para antes de morrer...

Fiquei chocada depois de ler meus sonhos e ver que... além de escrever, não tem mais nenhum que envolva minha vida profissional, vê se pode?!
Mas é que fiquei meio desiludida com o jornalismo depois do último jornal que trabalhei. Pra completar, não recebi. A única coisa boa foi as amizades que fiz e perduram.
Ainda assim, contudo isso, acho que o jornalismo tem uma função social que não é bem explorada pelos próprios profissionais que só querem realizar trabalhos que vão lhe dar status. E os donos das "empresas jornalísticas" investem apenas no que dá retorno $$$$$$$$$, sempre em pilas, é claro.
É por isso que, agora estou dando um tempo no trabalho como jornalista, mas quero voltar e fazer algo de bom com o que aprendi, algo que vá, no final dar um retorno pra mim, mas principalmente para as pessoas, os cidadãos comuns, sem grana, pois são estes que importam. Também acho que é importante trabalhar bem uma pauta e não simplesmente coletar uns dados quaisquer e jogar no computador e na internet. As pessoas ficam sabendo de muita coisa, mas geralmente de forma fragmentada e incompleta. A velocidade que as informações chegam nas pessoas é tão fulgaz que muitas vezes ninguém fica sabendo dos fatos e já os esqueceu. Quem sabe toda esta concorrência não sirva para que o trabalho jornalístico melhore realmente? Tomara.

terça-feira, julho 22, 2008

8 coisas para se fazer antes de bater as botas

8 coisas pra fazer antes de bater as botas, a cassuleta, ir pra cidade dos pés juntos, cantar pra subir
meme passada pela Anucha, que por sua vez pegou da urubulina (lá nO cinematographo tem link para urubulina).
Regulamento:
1) Escrever uma lista com 8 coisas que sonhamos fazer antes de morrer;
2) Convidar 8 parceiros(as) de blogs amigos para responder também;
3) Comentar no blog de quem nos convidou;
4) Comentar no blog dos nossos(as) convidados(as), para que saibam da "intimação";
5) Mencionar as regras.

1) Amar incondicionalmente, ou chegar o mais perto disso, caso não venha a ter filhos;
2) Ter uma casinha, ou apêzinho, onde possa receber pais, sobrinhos (os que tem meu sangue e aqueles que adquiri por pura afinidade e gosto por jujubas e desenhos animados), irmãos, primos, amigos, com fogão a lenha e lareira para o inverno e uma área onde possa ter umas florzinhas e estas coisas;
3) Ter aquela pessoa especial com quem eu gosto de conversar, rir, comer, beber e namorar muito, é claro; sempre perto.
4) Ter meus amigos perto; ou conseguir visitá-los com mais freqüência;
5) Contribuir de forma efetiva para que o mundo melhore, embora não saiba como fazer isso vou tentando fazer coisas pequenas, como cuidado com meio ambiente, por exemplo;
6) Escrever um livro, ou vários;
7) Ter uma biblioteca com vários clássicos, com todos os livros do Gabo e alguns livros infantis com ilustrações legais;
8) Ver todos os que eu amo felizes, nem que, como diria a Dercy, "seja na porrada".

Quem deve fazer esta meme... todos que passarem por aqui, se é que alguém passa.

segunda-feira, julho 21, 2008

"A gente vai ser feliz na porrada!"


Sei que tem quem não goste dela, por inúmeras razões. Não posso dizer que sou fã, no entanto... uma mulher que toma a vida nas suas mãos num período em que a sociedade considerava que lugar de mulher era tão somente em casa, deve ser, no mínimo admirada. Mais ainda é saber que esta mesma cidadã viveu mais de cem anos e foi feliz, nem que pra isso tivesse que sair na porrada. Devemos aprender com quem tem mais vivência e deixar esta coisa de estresse, de falta de dinheiro e de problemas para lá e dar boas gargalhadas, nem que para isso tenha que usar o palavrão ou... a porrada.

Valeu Dercy!

sexta-feira, julho 18, 2008

Testemunha ocular da história


Ontem à noite, depois de um encontro aprazível com uns amigos, chego em casa e olho pela janela e me deparo com uma cena chocante, semelhante a esta mas com chamas mais baixas.
Não sei se alguém se machucou ou se era uma casa ou um galpão. Mas fiquei muito perturbada. Peguei o telefone para chamar o Corpo de Bombeiros e nas primeiras tentativas nada de atenderem. Quando atenderam não sabia o que dizer, apenas disse: _ Moço tem um fogo, eu não sei se já avisaram, não sei o nome da rua, só sei que é perto da Juscelino.
Não tinha nem idéia do que dizer ao atendente dos bombeiros, mas por sorte já haviam chamado e as viaturas já estavam a caminho.
O saldo do incêndio, visto pela janela do meu quarto e que suponho, pois não tenho dados, foi um pouco de cinzas e um árvore bem queimada.
Espero que o saldo total seja apenas danos materiais. Pelo tipo de habitação (um casebre bem pequeno) sei que mesmo perdas materiais serão sentidas, mas é mais fácil de recuperar do que a perda de um ente querido.

quinta-feira, julho 17, 2008

Candidatos a prefeitura de Pelotas

Nem bem foram lançados os concorrentes a prefeitura de Pelotas e já ocorreu o primeiro racha.
O atual prefeito Adolfo Antonio Fetter Júnior, que concorrerá pelo PP (Partido Progressita) ao cargo, vinha numa coligação com PTB, PPS entre outros e tinha como candidato a vice de sua chapa o vereador José Sinzenando do PPS (Partido Popular Socialista). Mas a dobradinha não foi avante. Por motivos ainda não revelados, mas que devem estar sendo muito especulados, a dupla separou-se. Agora o candidato a vice da coligação "Pelotas em boas mãos" é Fabrício Tavares do PTB (Partido Trabalhista Brasileiro), ele foi secretário de habitação (ou coisa que o valha) na administração Fetter.
Não sou uma exímia conhecedora de política, embora goste muito do tema. Mas arrisco dizer que com o carisma de José Sinzenando talvez o atual e candidato a prefeito Adolfo Antonio tivesse uma vantagem maior na disputa. Já a dupla Fetter e Tavares, um não muito carismático (diante de personagens como Anselmo Rodrigues, por exemplo) e o outro desconhecido demonstra que a disputa será bem apertada e difícil para a coligação "Pelotas em boas mãos".

quarta-feira, julho 16, 2008

Armados e perigosos

Várias vezes eu falei sobre o despreparo de alguns policiais para exercer uma função de proteção. Eu realmente considero que ser policial num país cheio de impunidades como o nosso é bem complicado, mas o cotidiano não deveria brutalizar tanto que te torna insensível a ponto de matar as pessoas sem nem pensar, como se fosse uma máquina automática.
É muito difícil avaliar a situação dos policiais, sejam da PM, sejam civis, nas suas ações. É fato de que muitas das pessoas inocentes que morrem tem um perfil preconceituoso e já pré - estabelecido, como bem demonstra Caco Barcellos em Rota 66. Mas há que se considerar os baixos salários, os altos índices de criminalidade e toda a gama de problemas psicológicos que uma função como a de policial acarreta.
No entanto, a insegurança que nos cerca acaba por nos colocar em situação de reféns permanentes, pois ficamos sempre sem saber de onde vem a bala. Hoje em dia passar por uma barreira da polícia é tão perigoso quanto resistir a um assalto. E a questão é que as coisas não mudam e só tem grande repercussão ou comossão quando atingem vidas inocentes de pessoas de um padrão social mais sofisticado. Como aconteceu com o menino que foi arrastado pelo ladrões no carro da mãe, do menino João, da menina Isabella. Mas também são casos que são tão batidos num dado momento e que meses mais tarde são esquecidos, como se nada tivesse acontecido, como se ninguém tivesse morrido e o pior, esquece-se de que não houve punição para os culpados.

segunda-feira, julho 14, 2008

Yeda e sua casa

Vinícius de Moraes era "dono" de uma "casa muito engraçada", onde não tinha porta, não tinha nada. Olhando do ponto de vista infantil, através do qual eu sempre vi tão casa, me parecia algo que vai se montando na imaginação, onde tira-se o teto e pode se ver as estrelas em noites claras de lua, ou onde o chão, que não tem, pode ser substituído por nuvens de algodão.
Pelo ponto de vista de uma pessoa adulta podemos colocar esta poesia dentro da realidade de muitos brasileiros, alguns que vivem nas favelas em suas casinhas de papelão, ou aquelas outras de pau-à-pique onde o teto é de santafé (ou palha) e chão é de barro. E é tanta gente dando duro pra conseguir ter um "chão" para viver, que chega ser doído pensar nos desvarios e desbundes de casas milionárias, geralmente de dois andares pra mais, com piscina, e muita riqueza a ser esbanjada.
E mais me choca é que, depois do escândalo do Detran no Estado envolvendo pessoas do governo Yeda, a mais nova denúncia é relacionada justamente com sua casa, que pode ter sido adquirida com fundo de campanha.
Mas até aí, nos problemas com a aquisição da casa, a distância entre pobres e aqueles que estão no topo da pirâmide social é enorme. Quando o desprovido de reais, ou pila (como diria a Lulu), tem problemas referentes a sua moradia é porque não pode pagá-la, é porque é posse, porque o financiamento da Caixa não foi aprovado ou porque o terreno que comprou com tanto sacríficio não pode ser escriturado.
Já os políticos, por exemplo... tem que explicar porque compraram suas casas com dinheiro que deveria ser aplicado em outra coisa. Algumas vezes... se formos pesquisar, ficaremos sabendo que aquele dinheiro usado para reforma de algum apartamento de deputado lá em Brasília era, na verdade, para construir algumas casas populares em alguma cidade satélite. E embora isto pareça um exagero, devo lembrar que sempre em que há um escândalo envolvendo alguma quantia em dinheiro fala-se em milhões, bilhões. O que pra eles é troco é, para nós, trabalhadores, muitas vezes os pilinhas ajuntados numa vida inteira de muita ralação.
Não esqueça destas pessoas que aparecem sob acusações de denúncias, sua punição pode não vir pela Justiça dos homens. Mas terá que vir através das urnas, onde nós devemos deixar de votar neles e mostrar que sabemos sim o que queremos. E que não são eles, tampouco sua política de pão e circo. O que nos últimos anos tem sido mais circo do que pão.

sexta-feira, julho 11, 2008

Narras, Pitta e Dantas

Faz dois dias que eu penso no que vou escrever a respeito deste assunto. Mas só consigo me lembrar que lá pelos idos de 90 num programa de humor já se perguntava "onde está Naji Narras?". A corrupção é algo que atenta contra o país há muitas décadas.
E como os corruptos estão no cerne do poder vai ser difícil limpar a política. Além do que, o mal fadado jeitinho tá tão entranhado na cultura que as pessoas não conseguem conceber a vida sem ele.

quarta-feira, julho 09, 2008

Polícia que mata

Realmente sempre dizemos que: "matou? Era bandido? Já foi tarde!". Mas a questão é que a polícia nunca mata só os bandidos. Pelo contrário, muitas das pessoas mortas por balas (achadas) são inocentes. No caso do menino, João Roberto, de 3 anos morto lá no Rio de Janeiro pela polícia é mais um caso.
É chocante sim! É chocante atestar desta forma que a polícia é tão despreparada. Mas vira e mexe acontece algo que demonstra isso, no entanto as coisas continuam iguais. Não há atitude do Estado que faça parecer que a população tem prioridade.
O que me faz sentir mais pesar é que este menino praticamente morreu em vão, pois apesar de toda a comoção daqui a pouco quase ninguém lembrará do que aconteceu e pouco, ou nada, irá mudar.
Triste, mas tão comum neste nosso país. Revoltante!

terça-feira, julho 08, 2008

"Maravilhas do mundo muderno"

Uma palinha do trabalho do nosso colaborador, Sandro Andrade. Em breve alguma coisa postada por ele.

quinta-feira, julho 03, 2008

As aventuras de Benjamin - O muiraquitã


Recomendo, folclore da Amazônia fácil de se entender e com aventuras muito divertidas. A linguagem é leve e parece que é uma criança quem está contando a história.
As ilustrações também são bem legais. Não é um lançamento, pois foi lançado em 2004, mas é um livro infantil. Mas adultos que gostam de dar boas risadas devem lê-lo e comprar para a criançada, ou para a criança que existe nele.

quarta-feira, julho 02, 2008

Nunca vou entender isto

Lá nO Diafragma escrevi um texto falando sobre pais e filhos. E tem outros lá perdidos no início das postagens com comentários das gurias que, uma a uma foram deixando nosso diafragma.
Como eu não sou mãe, nunca vou poder dizer o quão difícil deve ser para uma perder seu filho. Assim como também não vou poder dizer como é não poder ter filho, pois, até que se prove o contrário eu posso tê-los, basta querer. Mas tem uma coisa que eu realmente não consigo conceber, não entra na minha mente, que é a violência contra as crianças.
A coisa tá ficando tão feia que começa a ficar difícil pensar em como será o nosso mundo daqui dez anos. Parece que a humanidade está regredindo, agindo de forma irracional e cada vez mais cruel. Não é concebível que um padrasto ou uma madrasta matem seus enteados, assim como não é possível respeitar alguém que abusa sexualmente de meninos e meninas. Só que é muito mais incompreensível entender ou se quer olhar para um pai ou uma mãe que matam seus próprios rebentos.
E pior ainda é ver uma criatura na televisão se autoanalisando psicologicamente para se defender do crime que cometeu. Como diria o Pato Donald, "ora bolas!", se a criança estava dando trabalho - e todas em algum momento dão trabalho - desse para adoção, coloca-se na porta da casa de alguém, qualquer coisa menos matar e maltratar. O mais difícil para defender a mãe que matou a filha, é saber que ela é uma enfermeira, e se chegou ao diagnóstico de esquizofrenia após o homicídio que cometeu, porque não buscou tratamento antes?
Acho que progresso e evolução só ajudaram a perceber que quanto mais progresso, mais evolução, mais o ser humano vai ficando desumano. Eu, nunca vou entender isto!

terça-feira, julho 01, 2008

Novo esporte

A nova modalidade esportiva praticada entre pais e filhos é o arremeço de criança à distância. Depois que o pai, a mãe ou a madrasta jogam a criança pela janela do apartamento, alguns negam terem feito algo de mau. O que mais me chocou foi a mãe que jogou uma menina de nove meses do sexto andar, disse ao repórter que não se arrependia e que faria tudo de novo. E pra completar defendeu-se dizendo que achava estar com "esquizofrenia", como se isto fosse ao que se pegua ao espirrar.
Caso eu fosse o bombeiro que a salvou, pois dizia que iria se jogar do mesmo lugar de onde jogou a própria filha, teria jogado ela lá de cima. E pra completar diria, "acho que tõ com esquizofrenia, devo ter pego da mãe da criança".

Tá faltando sangue no meu álcool, seu poliça!

A chamada "Lei Seca", que proíbe que motoristas com qualquer quantidade de bebida no corpo conduza um veículo, está causando muitas polêmicas. A nova lei do Código de Trânsito Brasileiro, de nº 11.705, está causando rebuliços, virando tema de crônicas - como as da Martha Medeiros - e apavorando aqueles que, no final da tarde ou mesmo no almoço tomavam um cálice de vinho para o bom funcionamento do coração. Anteriormente era permitida a ingestão de até seis decigramas de álcool, o equivalente a dois copos da boa e velha cervejinha. Agora além de ser multado em 955 pila o motorista fica sem a carteira de habilitação por 12 meses. Deve se esclarecer que ficar sem a carteira quer dizer que o cara não pode conduzir nenhum tipo de veículo, mas pode tomar o vinhozinho, bom pro coração, ou coisa mais forte.
Eu só não entendi porque tanto estresse, afinal, pelo que eu entendo sempre foi proibido beber e depois dirigir. Assim como, particularmente eu acho que é assim, quem realmente bebe e digo aqueles que enchem a cara mesmo e que não só bebem como utilizam outros tipos de drogas, irão continuar cometendo atos irresponsáveis tais como beber e dirigir, cheirar e dirigir, fazer pegas, entre outras coisas bem típicas de gente que acha que o carro é uma arma.
E na verdade é mesmo uma arma, pois sendo mal utilizado pode matar. Matar inocentes, assim como as balas perdidas da polícia e dos bandidos.
A verdadeira questão de tudo é que as leis não "pegam" por falta de fiscalização. Antes poderia ser bem diferente, mas faltava o quê? Quando é que se vê barreiras, fiscalização ou trabalho de prevenção? Geralmente quando os cofres públicos estão meio vazios e as multas fazem crescer os pilas lá dentro.
No entanto, quando tem barreira a coisa não funciona muito bem, o cara passa de moto em três pontos diferentes da cidade e nos três é parado, em compensação tem um lá cheio de quisumba que não é parado em nenhuma. O trânsito então quando tem blitz é um horror, ninguém sabe pra onde vai e olha que a nossa cidade não assim das maiores. Agora imagine isso numa cidade como Porto Alegre, São Paulo?
Além disso, a proibição de venda de bebidas em bares e restaurantes nas BR's como está? Nunca mais se falou nada, os comerciantes voltaram a vender ou mudaram o endereço só para fugir da fiscalização e a coisa continuou igual. Mas como diria o Cristovam Buarque falta é EDUCAÇÃO.
Como eu não tenho carteira de habilitação e não dirijo vou continuar nivelando meu sangue com o álcool, como sempre fiz. Só que agora bem mais atenta ao que se passa a minha volta, porque qualquer quantidade de álcool pode ser percebida pelo bafômetro, mas outras drogas, só no exame de sangue, que demora...