sexta-feira, julho 30, 2010

Ainda o caso do goleiro Bruno

A policia indiciou nove pessoas como suspeitos do sequestro e morte de Eliza Samúdio, entre eles o goleiro Bruno. No entanto, o advogado da quadrilha (sim, porque do jeito que são organizados e como agiram são quadrilha, se estivéssemos na Itália seria máfia) continua fazendo coisas no mínimo cruéis, pra não dizer imbecis e indignas. Primeiro ele alegou ter visto a moça fazendo compras em um shopping, isto para sustentar a seu argumento de que ela abandonou o filho. Agora ele manteve o nome de Eliza nas listas de testemunhas para o julgamento. Pelo amor de Deus!!! A mulher ia testemunhar o quê hein, me fala? Em muitos casos se chama a vítima para testemunhar eu sei, como em casos de agressão, violência sexual, assalto, tentativa de homicídio e por aí vai. Agora intimar uma pessoa para testemunhar sendo ela vítima de homicídio é a primeira vez que ouço falar!
Tá correto que ele deve atuar pelo cliente, fazer o melhor para sua defesa, mas isso já é demais! Ele é muito cruel e acha que tudo se justifica ou ele anda tomando ácido, entorpecentes pesados e até o final do casa vai colocar na lista de testemunhas gnomos, coelhinho da páscoa e papai noel!
Para completar Bruno e seus comparsas rasparam as madeixas rasparam a cabeça. Bah! O cara raspou a cabeça para evitar o DNA, mas se o juiz determinar que o exame seja feito vão colher o sangue dele. Ou eles pensaram que iam arrancar os cabelos deles? Vai ver não sabe que dá pra fazer o exame por mostras de suor, saliva e sangue...
Tem coisa que não dá para acreditar!!!

quinta-feira, julho 29, 2010

Vilões na ficção, vilões na vida real

Nas histórias em quadrinhos, desenhos animados, livros ou filmes são os vilões que acabam dando "cor" a estória. Não haveria porque o morcegão sair por aí voando com sua capa se um vilão não estivesse ameaçando a segurança da sua cidade. O objetivo do herói é impedir que os bandidos consigam roubar, obter o poder ou dominar o mundo. O vilão por outro lado quer destruir o herói, possuir tanto dinheiro quanto puder, ter poder absoluto sobre o mundo e gargalhar do alto da sua cobertura observando a cidade toda sobre seu domínio.
Eu gosto de animações e histórias de super heróis, mas meu gosto é meio peculiar. Prefiro aqueles heróis que lutam ao lado dos fracos e oprimidos, como o Zorro. Apesar de saber que Dom Diego é rico e abastado. Prefiro aqueles que não se escondem nas sombras.
Meu personagem em quadrinhos favorito é o incrível Hulk, ele é um cientista que quando fica bravo acaba colorido de verde, vira um gigante e suas roupas rasgam. Obtém uma força absurda e vários poderes quase inimagináveis. Parece meio irracional, mas não é não. Os fãs de HQ que não me execrem se falei alguma besteira, mas o meu Hulk é o da série. Adorava o pianinho do final, que segundo o Anderson era chato, mas gostava. Para mim seu nome sempre será David, Bruce é o batman.
As histórias povoam a mente das crianças, ainda hoje é assim. É claro que para alguns deve ser difícil entender porque o mocinho faz tudo certo e às vezes deixa escapar o bandido. Devem seduzi-los os vilões, poderosos, inescrupulosos e sempre ricos. Não posso fazer uma análise psicológica dos casos do coringa irlandês ou do darth vader que assalta bancos. Mas tendo sido inspirados por vilões não poderiam deixar de fazer maldades. Os defensores da palmada diriam que foi o que lhes faltou na infância. Os contrários dirão que os vilões devem ter apanhado muito e tem traumas.
A polêmica segue...
O coringa irlandês ateou fogo a sua antiga escola. Em seu julgamento argumentou que fez isso por causa dos "maus tratos" sofrido pelos alunos.

Fonte: Nerdices, Superinteressante

quarta-feira, julho 28, 2010

A polêmica da palmada

A maioria das pessoas que eu conheço dizem que são contra, que há maneiras de disciplinar diferentes, li algumas coisas que falam em tapa na cara e questionam quem irá se mobilizar pelas crianças agredidas. Os que são a favor e acham que o governo tem mais o que fazer, do que ficar querendo regular o que acontece dentro das nossas casas, falam que um tapa na bunda não mata ninguém, que levaram palmadas quando criança e isso os ajudou a aprender os limites e formar caráter.
É muita polêmica que gera o assunto e muito debate irá se desenrolar a partir dos argumentos prós e contras. É sabido que o castigo físico não é a melhor saída. Muitos de nós, criados nos anos 80 e 90, levamos umas boas palmadas para não responder para os mais velhos, para não fazer algo que era errado e até para o nosso próprio bem, como colocar pregos em tomadas ou pular de cima da casa. A maioria dos pais acredita que não é possível educar bem os filhos sem palmadas ou castigos que os privem de algumas coisas que eles gostam. Assim como eles também não concordam com o espancamento das crianças. Muitos admitem utilizarem o método para demonstrar limites e alguns até ressaltam "a vida é doída mesmo".
O projeto de lei 2.654/03 da deputada Maria do Rosário, do PT/RS é uma emenda ao ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente) e prevê punição para os pais que submeterem os filhos a qualquer tipo de castigo, mesmo o moderado. Segundo alguns especialistas a lei é absurda. De acordo com a psicóloga Maria Helena Arruda "a palmada é funcional". Ela completa que proibir os pais de dar palmadas não solucionaria o problema. “(...)Obviamente, isso não é a solução. Se isso acontecer, será preciso criar uma outra lei para evitar que os filhos batam nos pais. Sem falar na quantidade de pais limpando chão de colégio porque deram umas palmadas no filho”, analisa.
Pais e amigos meus são praticamente unânimes quando falam sobre a influência que o ECA tem na "falta de educação das crianças atualmente". A educação é uma função dos pais, é deles a obrigação de formar o caráter das crianças, de impor limites, alimentar, proteger e educar. No meu tempo de criança a obrigação do meu pai era manter a casa e a minha estudar e obedecê-lo. Com o ECA, pelo menos o que tem destaque, é que os pais tem as mesmas obrigações de antes, com o projeto de Maria do Rosário, sem poder dar uma palmada no filho e as crianças não tem dever nenhum.
Calma gente não acho que o filho abriu a boca deve levar um tapa na boca ou sei lá. Não é nada disso! Mas acho que tem muita coisa distorcida por aí. As crianças sabem de todos os direitos que tem de cor. Entendem o que é Conselho Tutelar. O pai diz não e o filho segue fazendo porque não pode ser punido. É papel dos filhos ir testando os limites dos pais. Quem teve pais rígidos sabe que um olhar valia por qualquer palavra que pudesse ser dita e o temível "em casa a gente conversa" encerrava qualquer tipo de discussão ou "diabrura" que pudéssemos fazer. Sabíamos quem eram as autoridades. Sabemos hoje e mesmo que a gente não concorde com o que as autoridades dizem... a gente respeita.
O diálogo é sempre o melhor caminho. Ele aproxima as famílias. Mas para haver diálogo tem que existir proximidade e vice-versa. Mas para que se tenha ambos é necessário estar junto dos filhos, conviver, ter horas de lazer, acompanhar na escola. Considero que o cerne da questão é que não se deve agredir ninguém. Ponto. Isto deveria ser senso comum.

As informações e opinião da psicóloga Maria Helena Arruda foram retiradas do site Jornal Opção

terça-feira, julho 27, 2010

Uma parte de nós...

Infelizmente é verdade! Quando uma mulher morre, é estuprada, espancada uma parte de nós é agredida. Meus amigos que me seguem e os outros que apenas passam por aqui para ler meus comentários leigos sabem que isto é a mais pura verdade, porque são pessoas sensíveis e humanas independente do gênero que são. Sabem também que não é feminismo isto aqui, este blog é a minha opinião, às vezes torta dos assuntos que me indignam, entristecem e revoltam. Aprendi com minha amiga Anucha que temos que ser humanistas, nada de masculino e feminino, somos bem mais que uma divisão sexual pura e simples.
Mas infelizmente há muito o que mudar. Recebi este email hoje de manhã, ao final tem a autoria. Não conheço a mulher que redigiu, mas tenho certeza que, assim como ela e eu, outras irão se identificar com o texto. Não podemos esquecer as Elizas, Mércias, Alines. Não podemos esquecer daquelas que não saberemos os nomes.

" Morremos um pouco nessa hora....


Uma mulher foi assassinada. Ela foi assassinada por alguém famoso. Ela só ficou famosa, por causa disso.
10 mulheres são assassinadas todos os dias no Brasil. No dia que Eliza foi assassinada, outras 9 também foram.
Quem as matou, ninguém sabe. Quem são elas, ninguém saberá também.
Eliza terá sua morte investigada, porque seu provável algoz é famoso, e não porque uma mulher foi assassinada.
Eliza era filha de alguém, ela era mãe de uma criança, ela era amiga, vizinha e colega de alguém.
Ela agora é uma vadia. Tem sua vida sexual devassada. Tem sua sombra revirada. Procuram algo que justifique seu assassinato. Tudo isso porque, se Eliza foi assassinada é porque ela fez algo para merecer isso.
Dizem: "Quem procura, acha."

A nossa sociedade é tão machista que acolhe bem esses crimes. As mulheres que são assassinadas são sempre vadias.
Elas buscaram de alguma forma esse destino.
Eram as amantes, ou prostitutas, garotas de programa e afins...
Os homens usam essas mulheres e descartam. Eles podem fazer isso.
Eles não serão julgados por sua vida sexual, aliás serão até bem vistos. Coisas de macho.
Os homens podem ter a vida sexual que desejarem, não serão mortos por isso, mas as mulheres, se assim fizerem, merece o castigo maior...

Quando uma mulher é assassinada, estuprada, humilhada....todas nós somos também. É o feminino que é mais uma vez ferido.
É o feminino que é mais uma vez julgado e condenado. O feminino que é destituído do seu poder.
Todas nós perdemos e somos feridas.
Tenho estado muito indignada com essa história. Ela não é uma história inédita. Nem precisamos pesquisar muito para encontrar vários casos de mulheres mortas dessa mesma forma.
Entretanto é preciso ficar indignado sempre.
Não podemos nos acostumar com isso nunca.

Na China e índia, fetos de meninas são abortados.
Em países africanos mulheres tem seus clitóris extirpados.
Mulheres são espancadas por seus pais e maridos em todas as culturas e países.
As mulheres são as primeiras a serem demitidas em tempos de crise.
Os salários das mulheres é menor que o dos homens em funções semelhantes.
Até pouco tempo, no Brasil, legalmente era aceitável um homem matar sua esposa, se sua honra tivesse sido ferida.
Mulheres estupradas são acusadas de terem provocado seus estupros ao usarem roupas que atiçaram os machos.....

Adoro ser mulher e adoraria ser mãe de uma. Entretanto, não tive filhas, só filhos.
Amo saber que meus filhos cuidam bem de suas namoradas.
Amo saber que meus filhos respeitam suas amigas, assim como me respeitam.
Nunca ouvi meus filhos falando de forma desrespeitosa de nenhuma mulher.
Acho que eu e meu marido conseguimos criar dois homens dignos que respeitam as mulheres, assim como respeitam a vida.
Acho muito improvável que um dia um filho meu seja violento com alguma mulher, assim como penso que não seriam violentos com ninguém. Fico feliz por isso.

Estou triste. Uma parte de mim é Eliza agora. Uma parte de mim é a mãe dela também.

Ludmila Rohr"

segunda-feira, julho 26, 2010

Analfabetismo

Compreendo que é importante ajudar para que as pessoas estejam atualizadas e conhecendo as novas tecnologias. Desta forma estarão preparadas para o mercado de trabalho. No entanto, é árduo o caminho para conseguir chegar ao tão sonhado posto profissional, são necessários muitos anos de estudos básicos, depois a formação técnica e a graduação, depois as especializações na área (mestrado, doutorado, PhD) e sempre é importante estar conectado com as novas tecnologias, programas de computador, estudos de línguas estrangeiras e por aí vai. São muitos anos de preparação antes e durante não é permitido parar. Não pense que depois de pegar seu canudo, certificados e louros poderá ficar tranquilo apenas trabalhando. Nada disso, dependendo a área tem a legislação que muda, tem as tecnologias, tem os avanços naturais porque vão sofrendo as profissões e o bom profissional não pode parar de estudar.
Admiro realmente algumas políticas públicas, como as que visam acabar com o analfabetismo digital e leva as periferias do país computadores e instrutores para treinarem a população carente. Bem como creio que seja necessária a política de cotas, embora discorde que o problema está apenas em disponibilizar as vagas para uma determinada etnia ou grupo social. Mas como não há solução definitiva e certeira os paliativos são imprescindíveis para sanar enquanto dá os sintomas. As tão execradas bolsas família, as cotas, etc. São criticadas, mas em falta de políticas reais que mude o cerne do problema, são necessárias sim.
Reconheço a importância, como disse, destes projetos, mas ainda assim creio ser muito pouco diante do tamanho das dificuldades. Penso ser muito importante acabar com o analfabetismo digital, "mãns" como fazer isto se no nosso país existem milhares de analfabetos funcionais e totais? Como resolver um problema que depende da solução de outro, que é mais antigo e maior? Como dar computadores para as periferias se lá falta saneamento, em algumas luz e água, noutras ruas, noutras segurança? As promessas se repetem eleição após eleição. São cinco questões básicas e indispensáveis e nas quais não há político em campanha que não fale. Por outro lado... o povo vê muito pouca melhoria e o político depois de eleito só vai lembrar na próxima campanha. Tem gente que vai dizer: "ao invés de colocá os computadô ali pruque o dotô prefeito ou presidente não coloca a escola prus mininu ou o posto de saúde pra nóis? Pruquê não faz o isgoto, fecha as valeta e melhora as rua que não dá pra gente anda quando chove?"
O povo não entende que cada investimento tem um projeto certo. Às vezes eu também não entendo. Porque é preciso fazer nem que seja uma parte, mas... se aquela depende desta como se faz? Daí a história que já conhecemos, o dinheiro fica lá nos cofres públicos guardadinho e quando menos se espera... "onde está o dinheiro? Gato comeu! O que ninguém viu? Gato fugiu!"

"Mercenários"

Não é a-toa que o filme foi gravado aqui, afinal de contas o que se mostra para o mundo é mais ou menos por aí. Por exemplo, o caso polêmico da morte de Rafael Mascarenhas, filho da atriz Cissa Guimarães. O jovem foi atropelado, o condutor do veículo foi parado por policiais que cobraram propina para liberar o carro no estado que estava com o pára brisas quebrado e mais alguns vários amassados, ao invés de ser apreendido e ir socorrer a vítima. O rapaz que estava conduzindo pagou mil reais e foi embora com o aval de dois PMs.
Quando eu digo que não confio na polícia, não estou me orgulhando do fato, mas é difícil com tantos casos de corrupção, com tanta barbaridade que a gente vê por aí. Eu sei que policiais são mal remunerados, que existe muito risco de vida e tudo mais. Mas não pode ser desculpa.
Rafael e o pai dele Roberto Bussamra devem ser indiciados por corrupção ativa. Bem como os PMs por corrupção passiva. Eu não estou careca, mas cansada mesmo de ver, ouvir e saber de crimes de corrupção, do colarinho branco e de fardas, alguns com provas, que acabam por isso mesmo, no máximo pagamento de multa e cestas básicas. Às vezes sendo abafados descaradamente pelos próprios culpados e outras vezes pelo circo do futebol ou do carnaval ou de alguma visita ilustre que faz piada das nossas questões sociais mal resolvidas.
Quando o Robin Willians fez aquela piada idiota sobre como acabamos saindo sede das Olimpíadas, todo mundo ficou muito indignado, com o fato de ele mexer com os brios do nosso povo. Aonde já se viu ficar dizendo que jogamos sujo levando prostitutas e cocaína para a disputa? Não concordo com a piada de mal gosto, assim como não costumo achar legal as de português e aquelas indigestas demonstrações de racismo mal disfarçadas em piadas de gosto duvidoso. Mas Willians podia ter pego mais pesado, falado do turismo sexual pedófilo, da miséria, dos problemas na saúde e segurança, da corrupção política e do quanto nós, cidadãos brasileiros esquecemos tudo que tá errado quando é carnaval ou copa do mundo. Não acho que ele estava certo, pelo contrário, mas sua tirada foi inteligente. E se nós fôssemos inteligentes teríamos nos indignado com a audácia do nossos governantes quererem, sem o mínimo para a população, querer sediar eventos internacionais, que requerem um alto investimento. Teríamos também cobrado atitudes políticas de verdade dos nossos representantes, para que não sejamos chacota na boca de estrangeiros. Mas como né? Para isto os nossos ilustre políticos teriam de ter vergonha na cara, precisariam se retirar da vida pública, alguns teriam de vestir um certo uniforme listrado e mudar a moradia de Brasília para algum presídio de segurança máxima. Não estou generalizando, mas a palhaçada é tão grande e os políticos sérios são tão poucos que eles acabam sendo piada no plenário da Câmara e no Senado quando defendem idéias que visam o benefício da população e não o deles próprio.
Porém, passado o mal estar que ficou entre os brasileiros e Robin Willians. Nós voltamos ao nosso pacífico modo de vida. Recebemos de braços abertos outro estrangeiro. Apesar de que já saibamos que para um bom comediante sempre é necessário a caricatura, um amigo para exaltarmos os defeitos e arrancar altas gargalhadas do público, ninguém quer ser este amigo. Não teve graça a piada de Stallone. Realmente ele não serve para comediante. A questão é que diferentemente de Willians, Stallone se utilizou da nossa hospitalidade e depois debochou disso. Ele agiu como um corruptor, como o cara que oferece a propina. Não importa se o outro aceita ou não, se há a intenção de se dar bem encima do jeitinho já é indício de que algo tá errado. Pode até ser que o Cobra ache errado o que acontece aqui, mas se beneficiou do fato sem constrangimentos.
Para completar, no fim da "piadinha" Stallone fala que se ganha "um macaco de brinde"! O que diabos isto quer dizer? É o que meu cérebro imagina ou ele realmente está preocupado com a espécie animal? Porque, convenhamos, se ela tá falando de outra coisa... não há palavras para a minha indignação com esta besta.

sexta-feira, julho 23, 2010

Caso Sathália

Há mais de um ano foi encontrada morta na praia do Totó, em Pelotas uma jovem filha de pescadores. Passado o momento de curiosidade nunca mais falaram no caso. De acordo com meu auxiliar técnico, estudante de Direito e irmão caçula é possível que não tenha sido apresentada denúncia pela promotoria por falta de provas ou de um suspeito.
Causou-me curiosidade saber o desfecho de crime tão bárbaro. E a curiosidade não é somente minha, outras pessoas me perguntaram se sabia do caso e como tinha acabado. Por isso resolvi pesquisar. Não por motivos mórbidos, mas para entender o que aconteceu, se os culpados foram punidos, se a família está bem, se houve justiça.
Para relembrar o caso Sathália clica aqui.

Certeza de impunidade??

Fonte: site Terra
Este seria o sorriso de alguém que é inocente ou que tem certeza de impunidade???
Imagino um inocente, em situação como esta, chorando, pedindo, implorando. Imagino que estaria revoltado até, ou quem sabe tão constrangido por estar passando por tal situação. Mas assim, sair de um local com as mãos algemadas, sendo acusado de um crime hediondo e com requintes de crueldade só lembro de ter visto os que estavam certos da impunidade ou os que se orgulhavam do feito. Muito triste!

quarta-feira, julho 21, 2010

Caso Aline II

Anônima (o),
acho que situações como esta realmente não podem ficar impunes. Não conhecia Aline e também não conheço o Darloni. O que cobro é a seriedade e o comprometimento da investigação, que seja séria e chegue a verdade.
Não compreendo muito bem o que leva uma mulher jovem, com uma boa vida a aceitar a humilhação e a violência doméstica. Sei que a vergonha e o sentimento de amor por aquele agressor podem ser explicados. Mas ainda assim me falta compreensão.
Desconheço a vida de ambos, vítima e suspeito. Desejo de coração que a verdade venha a tona. São muitas perguntas a serem respondidas.
Entendo que não queiras te expôr, mas creio que compreendes minha situação, pois quando publico teu comentário assumo a responsabilidade pelo que escreves. Por isto não posso deixar de questionar, há quanto tempo ela era vítima de violência doméstica e porque as pessoas que a conheciam não conseguiram fazer nada para impedir que ela chegasse neste triste fim?
Sei que não podemos tomar decisões pelos outros, mas, se é que posso te dar aconselho, vai até os investigadores e diz o que sabes. Talvez o desfecho deste crime chocante esteja nas tuas mãos minha (meu) amiga (o). Havendo provas e tendo um testemunho verdadeiro não haverá impunidade.

Caso Aline

Seguindo a lógica dos legisladores que querem responsabilizar os blogueiros pelos comentários anônimos publicados em seus blogs já destaco de antemão que assumo, embora não tenha escrito, o comentário sem assinatura no texto anterior.
Amigo anônimo, considero importante teu pedido de destaque sobre o caso da minha conterrânea Aline Specht Lima. Apesar de Pelotas ser uma cidade de porte médio e com uma população grande, sempre fico chocada com notícias de homicídios. Talvez porque tenha crescido num tempo em que os crimes mais comuns no noticiário fossem assaltos ou roubos. Morte era algo muito pesado e estava longe do meu universo.
Aline, conforme o relato publicado no jornal, foi encontrada pelo namorado, com a arma a qual ameaçava suicidar-se. Quando chegou em casa o namorado entrou em luta e acabou fazendo o disparo que matou a companheira. O irmão da vítima, que reside no mesmo prédio, ouviu os gritos do cunhado. Chegando ao apartamento deparou-se com a irmã ferida e o suspeito com a arma.
Como sabemos todos os crimes tem pelo menos duas versões a da vítima e a do assassino. Na maioria das vezes não se toma conhecimento da primeira versão a não ser pelas evidências, por algum testemunho ocular ou que o homicida assuma e confesse sua culpa contando o ocorrido, o que já é a versão dele.
No caso de Aline sua morte aconteceu com um tiro na cabeça. Parece, pela circunstância, que ela foi executada. Segundo a delegada do caso, Elisa Souza a versão do namorado não a convenceu. Eu digo que foi executada porque um tiro na nuca é o perfil dos assassinatos de queima de arquivo, de execução mesmo. Nunca ouvi falar de tentativa de suicídio com tiro na nuca. Tampouco de alguém que ameaça outra pessoa apontando um revólver para sua própria cabeça, principalmente para sua nuca.
No dia da morte o namorado, Darloni Medeiros foi preso e indiciado. Na sexta-feira, dia 16, foi liberado para responder o processo em liberdade. De acordo com o que o delegado responsável pelo caso diz há um prazo estipulado pela justiça para que o inquérito seja encerrado e questões importantes, como se houve ou não intenção de matar, devem ser investigados dentro deste prazo. Agora resta saber se com o acusado nas ruas será realmente possível responder as perguntas. Também corremos o risco de que o caso caia em esquecimento, tal como aconteceu no caso daquela moça encontrada enterrada nas areias do Laranjal. Nunca mais se ouviu falar, talvez a família ainda busque as respostas que não foram respondidas. As circunstâncias foram bem diferentes, assim como o nível social, cultural e financeiro de cada uma delas.
Mas a pergunta que não quer calar é a velha: "a justiça não devia ser igual para todos?"

fonte: Diário Popular

sexta-feira, julho 16, 2010

A família é a base

Bem que eu gostaria de estar alheia a todas estas coisas horríveis que estão acontecendo no mundo. Queria não ouvir mais notícias de mortes, violência, roubo, corrupção, fome e miséria. Mas, dizem alguns, "O MUNDO É ASSIM!" Eu acho que as pessoas são assim. Acredito que algumas coisas vem com a gente e outras são formadas a partir do nosso meio, como a família.
A ausência dos pais, família desestruturada, vida desregrada resulta em pessoas que tem dificuldade de seguir regras. Existem exceções, graças a Deus. Outro dia vi num programa de tevê a história de um guri de rua, ou melhor ex-morador. Uma mulher que dava aula nas ruas de São Paulo o ajudou, ainda na rua. Com a proximidade com ele o ajudou a matricular-se numa escola, mas eram necessários documentos, foi quando ela conheceu a mãe do menino. O cara estudou, aprendeu, num projeto a tocar instrumentos musicais e a cantar e hoje ajuda outros jovens no aprendizado de música. É um rapaz responsável que cuida da sua casa, trabalha, estuda e luta pelos seus sonhos. E viveu durante alguns anos na rua.
Outros com uma vida bem melhor saem por aí, tacando fogo em índio e mendigo, matando e torturando animais, agredindo empregadas domésticas e profissionais do sexo, violentando mulheres por que acreditam que o dinheiro e o nome são tudo e nós, pobres plebeus devemos obedecer.
Todos os casos que citei acima e os dois muito falados ultimamente, como o caso da advogada Mércia e de Eliza, tem isto em comum. Os suspeitos, ou melhor quem cometeu o crime acreditou que sairiam ilesos. Já estava muito revoltada com a história das namoradas, noivas e ex-amantes de Bruno, já que ele é casado. Para completar o irmão dele vai na televisão e diz que não acreditava que o goleiro teria feito algo contra Eliza, mas que a mulher dele, Daiane, não era lá muito flor que se cheirasse. E qual não é a minha surpresa? O rapaz é acusado de estupro.
A família é a base de tudo!

quinta-feira, julho 15, 2010

Todo mundo doido, oba!

Quando eu digo que o mundo está louco ninguém acredita, mas veja só estas notícias e tirem suas próprias conclusões.
1 - Homem sonha que está sendo traído e mata a mulher aqui. Bem que esta matéria podia ser uma piada, sei lá, algo do tipo o corno sonhador.
2 - Bêbado estava pensando em "comer" um crocodilo, mas o bichano entendeu que era literalmente. Clica
3 - O gato rouba cuecas veja
4 - Os seres humanos são muito estranhos e maltratam os animais de forma espantosa. Para completar ainda sequestram Pinguim
5 - E a que mais me impressiona, que é a de que o novo guru do mundo é um polvo. Quer dizer O Polvo Paul.

quarta-feira, julho 14, 2010

Acabou a copa e começam as eleições

Acabou a Copa da África, há alguns dias a seleção brasileira já havia sido eliminada nas quartas de finais e o povo, desiludido com a atuação estava voltando a vida normal. Mas no Brasil a vida é cíclica, ou melhor, o interesse das pessoas o é. De Janeiro a fevereiro vive-se em função do carnaval, são ensaios, preparação, desfile, apuração e consagração das campeãs. Mesmo quem não gosta de carnaval vive este período seja reclamando do quanto se gasta dinheiro numa coisa que dura tão pouco e rende menos ainda para as cidades, além da violência, ou preparando a viajem no feriado (que dizem não é feriado, mas ainda assim o país para). Neste ano chegando em Junho tínhamos a copa, o pessoal se preparou para torcer, pipoca, chimarrão, família e amigos reunidos e a dispensa do trabalho no horário do jogo. Tudo era motivo de festa.
Daqui a pouco vem as eleições. Neste período todo mundo reclama, acha chato o tempo de propaganda eleitoral gratuita, aproveita para fazer outras coisas, já que a novela começa mais tarde e o futebol também. A frase mais comum é a: "são tudo uma cambada de ladrão, ninguém vale nada". O pessoal se abstem de ver o horário eleitoral, vão votar porque é obrigatório, não escolhe o candidato porque acha que não tem o que escolher e no final acaba reclamando que os políticos são uma cambada de corruptos. Mas tem, acreditem, aqueles que são engajados, que gostam de política, fazem caminhadas, veem a propaganda, pesquisam o passado do candidato, votam porque consideram um direito e atuam como cidadãos o ano todo.
O amigo leitor deve ter observado que nos três exemplos tem aqueles que gostam e os que detestam a atividade. Em todas elas sabemos que existem pessoas que vivem cada uma das situações o ano todo, tanto o carnaval, como o futebol e a política fazem parte das suas vidas. Mas a impressão que tenho é de que isto não acontece com a maioria. Algumas vezes deixamos que a mída nos faça a cabeça, cada um puxa a brasa para o seu assado, nós achamos que isto é normal e nem pensamos mais sobre o assunto. Graças a Deus existem pessoas que pensam 'sozinhas'! São pessoas que ficaram estarrecidas em saber que um país com um enorme percentual de miséria sediou a copa do mundo, investiu em estádios, hotéis e restaurantes, que ficaram lotados no período da copa por gentes de outros lugares e agora que tudo acabou, a luz apagou, o povo volta a mesma vidinha de sempre, só que sem a festa do futebol no quintal.
A copa de 2010 acabou lá na áfrica. Era a deixa para que no Brasil as pessoas começassem a se dar conta das eleições, se o projeto ficha limpa está sendo respeitado, quem são os candidatos aos cargos políticos mais importantes do país. Mas "dois problemas se misturam a verdade do universo e a prestação que vai vencer"! Ao mesmo tempo em que os candidatos deram a largada as suas campanhas visitando diferentes estados, demonstrando "seus programas" de governo. O atual governo está vivendo a copa de 2014, que já começou, apesar de, ainda estarmos em 2010.
Os antigos problemas, as reais "verdades do universo", como saúde, segurança, educação, emprego e etc, fazem parte constante dos discursos políticos dos candidatos. São reclamações insistentes da população e promessas políticas. Mas, por outro lado, vários milhões de reais serão investidos em estádios de futebol, hotelaria para a copa de 2014. Diferentemente da África do Sul, por aqui os estádios deverão ser usados pelos clubes futebolísticos. Lá, me parece, ficaram os enormes monumentos da copa símbolo do investimento milionário em meio a pobreza dos nossos irmãos africanos.
Economistas dizem que depois da copa, ou de um evento que requer tanto investimento como ela, sempre fica um rastro de miséria, afinal, cresce o número de pessoas no país, circula grana, mas... depois de um tempo tudo volta ao normal. Os empregos são temporários, os investimentos darão retorno ou não... E aquelas coisas saúde, segurança, emprego que foram "maquiadas" para o evento voltam a aparecer de "cara lavada".

terça-feira, julho 13, 2010

Sexo, drogas e violência

Não tenho tanta experiência de vida assim, mas ainda sou de um tempo em que se respeitava os mais velhos, cedíamos lugar para eles no ônibus, não respondíamos aos professores, vizinhos ou seja lá quem fosse, desde que tivesse pelo menos 10 anos mais que a gente. Sou do tempo em que, quando éramos advertidos pelos professores em sala de aula levávamos castigo quando chegávamos em casa.
Os pedagogos, psicólogos, e entendidos no assunto vão dizer que as pessoas cresciam reprimidas e com problemas. Mas não eram como os problemas de hoje que se apresentam cada vez mais cedo e de uma forma cada vez mais violenta e absurda. A palmada e o castigo mostravam para nós, crianças, que havia um limite a ser respeitado. Que as coisas erradas que fazíamos tinham uma conseqüência que tínhamos que assumir.
Apesar de algumas coisas serem escondidas, de as famílias terem problemas jogados para debaixo do tapete, de maneira geral, nunca houve dúvida, principalmente para os pais de que: o pai era o pai, a mãe a mãe e os filhos os obedeciam até saírem de casa e serem donos dos seus narizes. Mesmo que os adultos não estivessem certos, impondo algumas coisas eles nunca deixaram de assumir a responsabilidade por nós, crianças. Eles nos obrigavam a comer as verduras, a fazer os temas, a escovar os dentes e tomar banho, a ir a escola, a estudar para as provas, a dizer aonde estávamos, conheciam nossos colegas, amigos e os pais destes. É claro que erravam. É sabido que haviam malucos e tarados que faziam mal para as crianças. Isto é uma coisa que pai ou mãe nenhuma quer para os filhos, mas também eles não podem impedir que existam, só podem tentar proteger e orientar.
Não estou dizendo que rigidez excessiva seja bom. Não! Mas algumas coisas que quando criança eu via como exagero, hoje, alguns aninhos depois vejo como proteção e cuidado. Coisas que foram de extrema importância na formação do meu caráter, da minha moral e fazem parte da minha conduta. Depois da minha geração, uma geração hoje com 30 e poucos anos o que vejo são pessoas cheias de problemas psicológicos, dificuldades de relacionamento, gente mal resolvida a beça. Também não estou dizendo que minha geração é a boa, não sou dona de verdade alguma. Pelo contrário dentro conheço muita gente da minha idade ou mais velha que não se encontrou, que tá perdida num universo paralelo que não é Matrix. Estou apenas comentando que de um período pra cá a coisa parece que foi degringolando. Talvez o fato de os pais estarem numa situação melhor de vida, os conceitos terem evoluído e os tempos mudado um pouco. Só que a geração que nasceu ali pela década de 90 ficou meio confusa. Gente! Em 90 eu era adolescente!!! E eu tinha total consciência do certo e do errado. Drogas, cigarro e álcool eram ruins. Nas festinhas da nossa turma de escola não tinha coquetel de frutas com champanhe.
A desestrutura da família, o afrouxamento na criação dos filhos, a ausência dos pais que precisam trabalhar fora, a violência generalizada, as facilidades para praticar sexo e as drogas formaram uma geração que assusta.
Sei que o texto parece de uma velha saudosista que está dramatizando as coisas de forma excessiva. Posso até estar exagerando e generalizando algumas coisas. Mas estou assustada. Nunca escutei falar tanto de mortes, ou melhor de assassinatos violentos como escuto agora. A morte virou uma banalidade! Mata-se por um cigarro!
As gurias acham que ser livre é fazer sexo cada vez mais cedo, com quem quiser, sem compromisso, sem cuidado, sem proteção.
Os estudiosos vão dizer que a questão é outra mas pra mim é a ausência da família que faz a coisa ficar assim. Os pais desta geração adolescente hoje, foram filhos de pais rígidos (para alguns tiranos) e para não incorrer no mesmo erro o que fizeram? Utilizaram uma outra metodologia para criar os filhos, menos rigidez e muito mais liberdade. No entanto, uma criança não tem condições de, sozinha, diferenciar o certo e o errado. Para completar os pais, muito ausentes atualmente, por causa do trabalho acabam tentando compensar o carinho com presentes e fazendo as vontades dos filhos. Eu não sou mãe, mas pelo que vejo dos orientadores por aí dizer não é necessário.
É óbvio que não se pode colocar as crianças numa redoma de vidro. Também não quero generalizar e dizer que todos os adolescentes são monstrinhos e fazem apenas coisas erradas. Tem gente com boa cabeça sim, tem gente inteligente com futuro brilhante pela frente. Mas não posso fazer de conta que não vejo que cada vez mais jovens as meninas iniciam a vida sexual, sem ter a menor orientação, sem saber prevenir gravidez e DST's. A gurizada cada vez mais cedo começa a beber, a fumar e a fazer uso, primeiro recreativo de substâncias tóxicas, e mais adiante estão dependentes. E sabemos que o tráfico e a necessidade de dinheiro para a droga e a própria falta dela gera violência. Não estou fazendo querendo dizer que sou a favor da palmatória, dos castigos com milho ou coisa assim. Mas acho necessário sim rever as reformas escolares, as formas de educar as crianças. Do jeito que está em pouco tempo viveremos como bárbaros novamente, num mundo aonde as leis não valem, aonde o mais forte toma na marra o que quer, as mulheres voltarão a ser objetos e seremos arrastadas pelos cabelos para dentro das casas dos homens que acham ter direito sobre nós. Cada um terá sua arma para defender seu território e as diferenças serão resolvidas em duelos nas ruas. As casas, prédios públicos, monumentos não existirão porque tudo estará depredado.
Imaginem, as pessoas eram contra o sexo, drogas e rock and roll, contra o movimento hippie que pregava a paz e o amor. O preconceito era notório em relação aos cabeludos. Na busca pela evolução será que pegamos algum caminho errado e voltamos para a barbárie?

sexta-feira, julho 09, 2010

Violência tá na moda?

Ter grana e ser famoso é sinônimo de impunidade??? Bem, não vou dar minha opinião sobre isto agora, vou ali digerir as notícias do noticiário e semana que vem digo algo. Mas este caso de estupro, que envolve o filho de um advogado e o filho de Sérgio Sirotsky, em Florianópolis, Santa Catarina me assusta. Primeiro pela idade dos acusados e segundo pela certeza de impunidade. Com certeza o mundo está louco!!!!

Questões pessoais

Fico impressionada quando para argumentar sobre o "caso do Bruno" as pessoas utilizam o fato de, ou a Eliza ser atriz pornô, ou garota de programa. Não a conhecia, não sei como as coisas eram para ela. Claro, não concordo com o fato de as mulheres se envolverem com homens endinheirados, sejam jogadores, políticos ou empresários, para garantir uma gorda pensão. No geral, quando as coisas são planejadas por interesse acabam dando errado. Talvez ela quisesse um motivo e uma pensão, ele queria se divertir. Ela perdeu a vida e deixou um filho sem mãe e com um pai acusado de homicídio. Ele quis jogar a sujeira debaixo do tapete, mas o ventilador estava ligado e espalhou mais.
As pessoas julgarem e dizerem bobagens boca afora não me choca tanto. O que realmente me impressiona é um advogado dizer que ele não é culpado, mesmo que tenha mandado matar, pois não havia dito pra que fizessem daquela forma. Fala sério!!! Quer dizer que a culpa é do assassino de aluguel que não soube seguir instruções e quebrou o contrato? Pelo amor de Deus!!!! Tem gente que não pensa.
Para aumentar a desgraça, e nesta história tenho muita dó e me compadeço é da criança, o filho de Eliza é disputado na Justiça pela avó que não criou a filha e o avô acusado de abuso de uma menina de 10 anos. Em momentos como este tenho que concordar com meus amigos Jannah e Marcelo, o mundo tá louco!!!!!

quinta-feira, julho 08, 2010

Caso Bruno...

É melhor não ter caso nenhum com o Bruno, goleiro do Flamengo. Na verdade, agora, ex-goleiro.
Toda esta situação que envolve desde o desaparecimento da ex-amante, Eliza Samúdio, até a confissão de um menor de 17 anos, primo de Bruno, é tão chocante e absurda que não consegui formular um pensamento a respeito de tudo.
Apesar de o menor ter "inocentando" o goleiro, não creio que seja possível que tanto ele quanto sua mulher, não soubessem do ocorrido com Eliza. Primeiro porque ele esteve no sítio, a viu lá e disse que "Macarrão" "desse um jeito, pois da última vez tinha dado merda"! A meu ver isto significa saber o que irá acontecer. Depois chega no sítio a mulher de Bruno, encontra a criança, pergunta sobre a mãe, eles dizem que ela foi embora e tals. E ela acredita????
Não sei o que pensar, uma coisa não bate com a outra. Agora é esperar pela Justiça.

quinta-feira, julho 01, 2010

A separação e a traição moderna

Antigamente não existia separação, o casamento era pra sempre. Uma vez recebido o sagrado sacramento do matrimônio é até que a morte os separe. Mas esta morte a que se refere o padre no momento da cerimônia é natural ou acidental. Não consta, pelo menos eu imagino que não, que um dos nubentes possa matar o outro para tornar-se viúvo e, assim, poder casar novamente ou aproveitar a viuvez de outra forma qualquer.
Pois é, também antigamente os homens traíam suas mulheres. Alguns eram "PAIS DE FAMÍLIAS" e provedores de várias casas e muitos filhos. Não era correto fazer isto, até porque, lá naquele tal sacramento, o do matrimônio, ele prometia diante do padre, de Deus e da sociedade ser fiel. Por outro lado, (como já disse não concordo com a traição, acho que se as coisas não estão boas cada um deve seguir seu caminho e buscar sua felicidade) os homens, fossem velhos ou jovens assumiam as famílias. Aqueles que eram realmente responsáveis, honestos, homens com agá maiúsculo (embora traíssem as esposas) assumiam a bronca, registravam os filhos e mantinham a "teúda e manteúda" (seja lá o que queira dizer literalmente esta expressão).
Já os passionais, aqueles que não eram bem resolvidos na vida, viam a mulher como sua propriedade faziam como fazem alguns homens hoje em dia. Mesmo que o casamento vá mal ele quer manter o laço, não o laço de amor e respeito, mas o laço apertado da dominação no pescoço da mulher, ou nos pés. Em caso de a presa escapar ele segue atrás para trazê-la de volta ou matá-la. Homens com este pensamento também usavam da força para calar amantes.
Com o mesmo pensamento de outrora, em que o macho se via dono e senhor das coisas, além de super poderoso, alguns homens, por acreditarem nisto ainda agem desta forma hoje em dia. Eles ignoram o sentimento das mulheres e as mantém junto deles mesmo contra vontade, batem e matam, com requintes de crueldade algumas vezes. Ainda que tenham um lar constituído e uma boa esposa eles buscam fora outras mulheres, sem tomar o menor cuidado com nada. Não se importam de serem vistos com as amantes, não se previnem, pois pensam que prevenção de gravidez indesejada é responsabilidade da mulher. E como são super heróis não correm o risco de se contaminarem com alguma DST e o que é pior, levar para a mulher em casa.
Mas ocorre, que ele não é o super homem e um belo dia este machão se dá conta. Ele percebe que o cinto de utilidades quebrou, havia um furo na armadura, a capa estava rasgada e a amante engravidou. Acuado por ela, que não se cuidou, aonde já viu?, ele toma uma atitude drástica e... resolve fazer com que a "namorada" interrompa a gravidez. Caso ela se negue o próximo passo é inevitável e ainda mais drástico.
Bem que Histórias (com H maiúsculo sim, pois ficarão nos anais)como estas poderiam ser o enredo de algum romance policial bem choroso, aonde a mocinha é enganada e no final o malzinho vai preso. Mas não é, são as manchetes de jornal que pipocam por todo o mundo e assustadoramente invadem o Brasil como uma avalanche. Do ano passado para cá já perdi as contas de quantas notícias como a do desaparecimento da ex-amante do goleiro Bruno ouvi falar. Não tenho ideia de quantas acabaram em morte, pra não dizer todas. Esqueci a quantidade de maridos, namorados e pseudo (aqueles que acreditam ser mais nunca foram) que queimaram, agrediram, atropelaram, balearam ou esfaquearam as companheiras. E fiz questão de não lembrar daqueles casos em que não conseguindo atingir a mãe com suas garras o animal mata os próprios filhos ou enteados.
Agradeço por termos evoluído dos tempos das cavernas. Época em que éramos arrastadas pelos cabelos caverna adentro pelos neandertals. Mas não sei... algo me diz que alguns resquícios daqueles tempos estão muito presentes, super vivos e não é na memória.
Claro que tem homens bons, que realmente evoluíram e chocam-se com estas notícias. Também tem mulheres que buscam apenas as facilidades para "crescer na vida" e pensam que a gravidez de um homem endinheirado a levará longe, bem como existem mulheres que matam homens... filhos... as esposas dos amantes, as amantes dos esposos. Parece epidemia, matar virou uma forma de resolver problemas, solucionar crises.
Matar literalmente atinge o outro. A coisa tá ficando muito assustadora porque enquanto os animais, os chamados de irracionais matam apenas para comer ou se defender, os humanos estão matando só por matar.