É estranho ir a um hospital para mim, mesmo que o motivo seja saber do nascimento de mais um membro da nossa já enorme família. Mais estranho ainda é ver em frente ao pronto socorro uma barraca de lona, tipo aquelas de guerra, com várias pessoas de máscara numa fila. A sensação é de estar num lugar que sofre ataques químicos e biológicos. Muito estranho!
E olha que ver gente de máscara não é tão estranho pra mim, pois passei um ano na Bibliotheca Pública Pelotense pesquisando e usando as tais máscaras. Agora na rua, assim, causa impacto.
Esta página é para quem acredita que um mundo melhor é possível e que o jornalismo deve ser livre, íntegro, revolucionário, questionador e formador de opiniões, ou pelo menos fazer com que a gente pense. Segundo Millôr Fernandes "a função do Jornalista é trabalhar para ser demitido". Eu já estou no 3 a zero. "Livre pensar é só pensar" Millôr Fernandes
terça-feira, agosto 11, 2009
Fica cada vez melhor
A governado Yeda Crusius, apesar de ter sido denunciada pelo ministério público não foi, não será e não se afastará do cargo. Assim como sua secretaria da transparência, que não mostrou nada, talvez porque o vidro esteja sujo, este processo talvez, olha meu otimismo, talvez também não dê em nada. Fazer o quê né? Como disse o Simon nós é que temos de fazer alguma coisa, porque eles não farão nada.
Os defensores
Eu fico pensando... ser defendido por Fernando Collor e por Renan Calheiros... humm isto não é bom sinal...
quinta-feira, agosto 06, 2009
Eu nego, a culpa não é minha, mas da mídia
É exatamente assim que o senador José Sarney do PMDB se defende das acusações de improbidade, falta de decoro parlamentar, favorecimento a terceiros e sabe-se-lá-mais -o-quê. Mas, se alguém esperava esclarecimentos...
Só faltou ele dizer que aquela ligação grampeada não tinha a voz dele, a neta não era dele e o interlocutor não era seu filho, assim como ele negou conhecer um rapaz beneficiado por ato secreto, pessoa aliás a quem Sarney apadrinhou, nos dois sentidos, no senado e no casamento.
E se alguém disser que fui eu quem escreveu estas coisas aqui, Eu nego!
Só faltou ele dizer que aquela ligação grampeada não tinha a voz dele, a neta não era dele e o interlocutor não era seu filho, assim como ele negou conhecer um rapaz beneficiado por ato secreto, pessoa aliás a quem Sarney apadrinhou, nos dois sentidos, no senado e no casamento.
E se alguém disser que fui eu quem escreveu estas coisas aqui, Eu nego!
quinta-feira, julho 30, 2009
Recesso é diferente de trégua
O senhor José Sarney não quer ser tratado como um brasileiro comum. Diz que não é um cidadão qualquer. A bancada do PMDB o defende e ameaça as bancadas dos outros partidos que destacam os problemas na presidência do senado. Apesar das ameaças o PSDB entrou com três representações contra Sarney no Conselho de Ética do Senado. Com mais duas do PSol totalizam cinco representações. O povo brasileiro, aquele comum que tem que ralar, e muito, para ganhar a vida já antecipa que isso não vai dar em nada. É triste, mas infelizmente as coisas não andam muito, sabemos dos fatos, as denúncias são feitas, mas a punição que queríamos, e que eles merecem, não acontece.
Acredito que todos os brasileiros, honestos e trabalhadores querem ver esta camarilha atrás das grades, se possível a pão e água. No entanto, eles tem imunidade parlamentar, são denunciados mas não punidos. Ao contrário de qualquer um de nós.
O que mais me deixa triste é que não temos oposição. antigamente tínhamos o PT, extremista e raivoso, que denunciava, batia boca, enfim... agora não temos mais, ficamos esperando algum que aponte o dedo, mas todos estão como gatos amarrados pela cola, ou vão para o mesmo lado ou... A trégua não deve ser dada, pelo contrário é o momento do chumbo grosso, para que, quem sabe, na próxima eleição as coisas mudem.
Acredito que todos os brasileiros, honestos e trabalhadores querem ver esta camarilha atrás das grades, se possível a pão e água. No entanto, eles tem imunidade parlamentar, são denunciados mas não punidos. Ao contrário de qualquer um de nós.
O que mais me deixa triste é que não temos oposição. antigamente tínhamos o PT, extremista e raivoso, que denunciava, batia boca, enfim... agora não temos mais, ficamos esperando algum que aponte o dedo, mas todos estão como gatos amarrados pela cola, ou vão para o mesmo lado ou... A trégua não deve ser dada, pelo contrário é o momento do chumbo grosso, para que, quem sabe, na próxima eleição as coisas mudem.
MJSD - Movimento dos jornalistas sem diploma
Como diz o bordão de uma personagem da tevê, "prefiro não comentar". Mas acho importante que a gente leia a notícia e, principalmente os comentários, que estão neste link.
terça-feira, julho 28, 2009
Sugestão de leitura
O livro é bem antiguinho, mas é de uma singeleza que faz com que tenhamos vontade de ter sido um menino levado. Meu pé de laranja lima, do José Mauro de Vasconcelos é um dos mais lindos que já li. Não tem a beleza filosófica d'O pequeno príncipe, de Antoine de Sant Exupéry. Talvez por representar uma infância possível pra mim, que vim de uma família pobre, que tenho as histórias do meu pi e da minha mãe de crescerem numa cidade muito mais verde, muito mais pacata, O meu pé de laranja lima toque tanto.
Não preciso nem dizer que leio e choro e riu muito, pelas mazelas do pobrezinho do Zezé e pelas suas diabruras também.
Não preciso nem dizer que leio e choro e riu muito, pelas mazelas do pobrezinho do Zezé e pelas suas diabruras também.
segunda-feira, julho 27, 2009
Frio
Tem caído tanta geada por aqui que estou um pouco congelada. Na verdade tô um pouco saturada de falar de coisas sempre, sempre repetidas como os acontecimentos na política estadual, os abusos e denúncias contra o presidente do senado José Sarney e deputados e senadores, enfim... parece que eu não mudo de assunto, só que na verdade os assuntos é que se repetem em ciclos saturados.
Espero que esta semana surjam assuntos interessantes.
Espero que esta semana surjam assuntos interessantes.
terça-feira, julho 21, 2009
Gripe A bombando geral
Como diz uma certa tribo jovem, a gripe A está bombando geral. As pessoas destacam o maior número de pessoas infectadas em São Paulo e o número de mortes no Rio Grande do Sul, duas coisas facilmente explicáveis. O grande número de casos em sampa por ser lá, que o pessoal que vem "do estrangeiro", aterrissa primeiro. E os casos de morte aqui no estado deve dar-se por conta das baixas temperaturas, que nos últimos anos até não tem sido assim tão baixas. Enfim, estes dois fatos são os menos preocupantes em meio a tanto alarde que se está fazendo em relação a influenza A. Já ouvi em alguns noticiários a história de que a gripe comum, ou a velha gripe, sendo que a influenza A é a nova gripe, mata muitas pessoas também.
E a minha mãe que já me disse que ninguém morre de gripe!!! Mas ela tava falando da gripe velha, não desta nova, que matou dezenas no México, na Argentina e aqui.
Vale lembrar que as medidas de prevenção são, beber bastante água, lavar as mãos sempre que tocar superfícies e espirrar, usar lenço descartável sobre a boca ao espirrar, entre outros. Em caso de dúvidas buscar informações junto aos órgãos de saúde. No Estado a Secretaria Estadual de Saúde, Anvisa e outros departamentos se mobilizaram para enfrentar a epidemia de gripe. Aqui e aqui tem algumas informações.
Vale também reler algumas matérias que passaram batido no noticiário das tevês, como esta de abril deste ano na qual a Organização Mundial da Saúde compara a influenza A com a gripe espanhola. Esta informação aqui também é interessante.
E a minha mãe que já me disse que ninguém morre de gripe!!! Mas ela tava falando da gripe velha, não desta nova, que matou dezenas no México, na Argentina e aqui.
Vale lembrar que as medidas de prevenção são, beber bastante água, lavar as mãos sempre que tocar superfícies e espirrar, usar lenço descartável sobre a boca ao espirrar, entre outros. Em caso de dúvidas buscar informações junto aos órgãos de saúde. No Estado a Secretaria Estadual de Saúde, Anvisa e outros departamentos se mobilizaram para enfrentar a epidemia de gripe. Aqui e aqui tem algumas informações.
Vale também reler algumas matérias que passaram batido no noticiário das tevês, como esta de abril deste ano na qual a Organização Mundial da Saúde compara a influenza A com a gripe espanhola. Esta informação aqui também é interessante.
Formatura de jornalismo
Na sexta-feira fui na formatura de um amigo. Ele acabou de pegar o canudo de jornalista. O pessoal falou um pouco na decisão do STF sobre desregulamentar a profissão, mas foi algo não muito raivoso. Talvez eles não achassem aquele momento apropriado para protestos inflamados. Eu entendo, só não consigo deixar de ser passional.
sexta-feira, julho 17, 2009
A Governadora
Quando vejo as entrevistas da governadora Yeda Crusius, aquelas entrevistas de verdade, em que ela não tá fazendo pose e as perguntas não foram ensaiadas, a impressão que tenho é de que ela é uma pessoa descontrolada. Tudo bem, como diz o ditado "de perto ninguém é normal" e eu também sou meio descontrolada muitas vezes. No entanto, sei que não possuo qualidades ou equilíbrio para governar um estado. Pra ser bem sincera acho que nem para sindica de condomínio.
Por outro lado a Sra. Yeda se propôs a ser uma governadora e tinha uma proposta, segundo a qual dizia que faria diferente. E tá fazendo diferente sim, tá começando a se acostumar a reprimir movimentos e manifestações. Além, é claro, de tentar tirar direitos adquiridos pelos funcionário públicos, como o plano de carreira dos professores.
Ontem pela manhã vários manifestantes realizaram um protesto em frente a casa da governadora do Rio Grande do Sul. Durante a manifestação a Yeda comunicou-se com os sindicalistas através de cartazes e chamou a Brigada Militar para a retirada das pessoas. Como era de se esperar a contenção foi truculento, alguns manifestantes foram presos e algemados.
Ninguém da imprensa deu destaque a uma coisa, que a mim saltou aos olhos, mas para outros passou desapercebido, que é o fato da manifestação ter sido em frente a CASA da governadora. Esta casa é o fato gerador de uma das denúncias de irregularidades no governo Yeda (aquela que faria diferente!). É óbvio que o comentarista e "sábio" Lasier Martins nunca daria destaque a tal fato, pois todo o comentário dele começa como se estivesse criticando a governadora e seus desmandos, no entanto o gran finale sempre é lembrando que os governos anteriores deixaram muitas dívidas, vários problemas, um estado falido. Falido, mas que a atual governadora fez questão de assumir, dizendo sempre alto e claro de que seu governo seria diferente.
Mas eu tenho que dar a mão a palmatória, não lembro de, em governos anteriores ter tido denúncia de caixa 2 e desvio de dinheiro de campanha. Pelo menos não com um dos denunciantes aparecer boiando num lago, sem que as denúncias fossem elucidadas. Realmente é um governo bem diferente.
Por outro lado a Sra. Yeda se propôs a ser uma governadora e tinha uma proposta, segundo a qual dizia que faria diferente. E tá fazendo diferente sim, tá começando a se acostumar a reprimir movimentos e manifestações. Além, é claro, de tentar tirar direitos adquiridos pelos funcionário públicos, como o plano de carreira dos professores.
Ontem pela manhã vários manifestantes realizaram um protesto em frente a casa da governadora do Rio Grande do Sul. Durante a manifestação a Yeda comunicou-se com os sindicalistas através de cartazes e chamou a Brigada Militar para a retirada das pessoas. Como era de se esperar a contenção foi truculento, alguns manifestantes foram presos e algemados.
Ninguém da imprensa deu destaque a uma coisa, que a mim saltou aos olhos, mas para outros passou desapercebido, que é o fato da manifestação ter sido em frente a CASA da governadora. Esta casa é o fato gerador de uma das denúncias de irregularidades no governo Yeda (aquela que faria diferente!). É óbvio que o comentarista e "sábio" Lasier Martins nunca daria destaque a tal fato, pois todo o comentário dele começa como se estivesse criticando a governadora e seus desmandos, no entanto o gran finale sempre é lembrando que os governos anteriores deixaram muitas dívidas, vários problemas, um estado falido. Falido, mas que a atual governadora fez questão de assumir, dizendo sempre alto e claro de que seu governo seria diferente.
Mas eu tenho que dar a mão a palmatória, não lembro de, em governos anteriores ter tido denúncia de caixa 2 e desvio de dinheiro de campanha. Pelo menos não com um dos denunciantes aparecer boiando num lago, sem que as denúncias fossem elucidadas. Realmente é um governo bem diferente.
terça-feira, julho 14, 2009
Exposição
Amanhã abre a exposição da jornalista Adriane Santi, no bistrô da Secult, casarão 2, a partir das 19h. O lançamento foi realizado na sexta-feira, com a participação de sete atores, que enfrentaram a baixa temperatura daquele dia quase sem roupas, para "vestir" o trabalho de Adriane. Leia mais sobre como foi a Marcha Coragem, força, ousadia e gentileza.
Vandalismo
Ontem ao vir para o trabalho me deparei com uma cena deprimente, várias lixeiras, flores e árvores da Praça José Bonifácio, conhecida como pracinha da Catedral estavam quebradas e jogadas ao chão. De longe vi a equipe do jornal local e algumas pessoas observando o ato de vandalismo que praticamente destruiu a praça, que recentemente foi restaurada com a ajuda da população.
O que me indigna é que estas pessoas apenas sujam e destróem um patrimônio que não é meu. Ou teu. É um patrimônio de todos. Apesar de muitas pessoas serem contra eu gosto do grafiti. Isto sim é uma obra de arte. Os caras pegam um muro, às vezes sujo, e expressam sua arte, seu talento. Tá certo que em algumas vezes o muro é de um particular não muito dado a estas manifestações artisticas. Este problema poderia ser solucinado se a prefeitura oferecesse alguns espaços como os tapumes de construções, por exemplo, para que estes artistas.
Eu nunca vou me esquecer de uma iniciativa da escola onde fiz o primário. Era uma escola municipal, de bairro e o pátio era aberto, sem portões e com muros baixos. A gurizada que morava na volta da escola, alguns mais velhos, outros que viviam na rua ou tinham famílias desestruturadas não frequentavam as aulas, mas perambulavam pelo pátio do colégio e muitas atrapalhavam as aulas.
Numa iniciativa louvável e que merece reconhecimento o professor de educação física, acho, só lembro que o nome dele é Felício, junto com a direção da escola e os pais criaram uma espécie de associação dos meninos de rua do bairro. Eles tinham um representante, ajudavam a cuidar da escola, participavam de esportes, enfim, foram envolvidos no funcionamento do colégio. Não perturbavam mais as aulas. Eu sempre lembro desta iniciativa, porque os guris deixaram de ser um estorvo e passaram a ser reconhecidos como pessoas importantes também para a escola. Eles eram tratados bem e retribuiam da mesma forma.
Como diz o Gentileza, aquele lá do Rio de Janeiro, representado na novela das Oito pelo brilhante Paulo José, "gentileza gera gentileza!".
O que me indigna é que estas pessoas apenas sujam e destróem um patrimônio que não é meu. Ou teu. É um patrimônio de todos. Apesar de muitas pessoas serem contra eu gosto do grafiti. Isto sim é uma obra de arte. Os caras pegam um muro, às vezes sujo, e expressam sua arte, seu talento. Tá certo que em algumas vezes o muro é de um particular não muito dado a estas manifestações artisticas. Este problema poderia ser solucinado se a prefeitura oferecesse alguns espaços como os tapumes de construções, por exemplo, para que estes artistas.
Eu nunca vou me esquecer de uma iniciativa da escola onde fiz o primário. Era uma escola municipal, de bairro e o pátio era aberto, sem portões e com muros baixos. A gurizada que morava na volta da escola, alguns mais velhos, outros que viviam na rua ou tinham famílias desestruturadas não frequentavam as aulas, mas perambulavam pelo pátio do colégio e muitas atrapalhavam as aulas.
Numa iniciativa louvável e que merece reconhecimento o professor de educação física, acho, só lembro que o nome dele é Felício, junto com a direção da escola e os pais criaram uma espécie de associação dos meninos de rua do bairro. Eles tinham um representante, ajudavam a cuidar da escola, participavam de esportes, enfim, foram envolvidos no funcionamento do colégio. Não perturbavam mais as aulas. Eu sempre lembro desta iniciativa, porque os guris deixaram de ser um estorvo e passaram a ser reconhecidos como pessoas importantes também para a escola. Eles eram tratados bem e retribuiam da mesma forma.
Como diz o Gentileza, aquele lá do Rio de Janeiro, representado na novela das Oito pelo brilhante Paulo José, "gentileza gera gentileza!".
sexta-feira, julho 10, 2009
Depósito de lixo
Conta a história que os primeiros habitantes do Brasil, depois dos índios e da vinda de alguns portugueses para cá, dizendo que tinham descoberto esta terra, foram bandidos e degenerados de toda a ordem. Dizem que eles vinham da Europa.
Depois veio a família real portuguesa, fugindo, e trouxeram além da corte muitos piolhos e algumas doenças.
Passados muitos e muitos anos exportadores ingleses remetem para os portos de Santos (SP) e o de Rio Grande (RS) dezenas de contêineres de lixo doméstico. Muito chique recebermos várias toneladas de lixo europeu. É impressionante como as coisas acontecem, pessoas daqui para irem para lá necessitam de papeladas, de vistos, de mil coisas. Já eles são bem recebidos sem nenhum problema e quando não podem vir fazer turismo no Brasil mandam seu lixo no lugar. Não basta todos os bandidos (pelo menos na maioria dos filmes de assalto e bandidagem) fugirem para cá, agora os restos, o que os cidadãos europeus não querem mais é mandado também é. Era realmente só o que faltava!
Depois veio a família real portuguesa, fugindo, e trouxeram além da corte muitos piolhos e algumas doenças.
Passados muitos e muitos anos exportadores ingleses remetem para os portos de Santos (SP) e o de Rio Grande (RS) dezenas de contêineres de lixo doméstico. Muito chique recebermos várias toneladas de lixo europeu. É impressionante como as coisas acontecem, pessoas daqui para irem para lá necessitam de papeladas, de vistos, de mil coisas. Já eles são bem recebidos sem nenhum problema e quando não podem vir fazer turismo no Brasil mandam seu lixo no lugar. Não basta todos os bandidos (pelo menos na maioria dos filmes de assalto e bandidagem) fugirem para cá, agora os restos, o que os cidadãos europeus não querem mais é mandado também é. Era realmente só o que faltava!
sexta-feira, julho 03, 2009
Filhas da terra
Filhas da terra, é o nome da exposição do artista plástico Madu Lopes, que acontece até o final do mês na sala Ináh Costa, na Secretária de Cultura de Pelotas. A mostra pode ser visitada de segunda a sexta-feira, das 12h30min às 18h 30min. 
A foto do quadro Tempo de borboleta, foi "surrupiado" do orkut do meu amigo Madu. Embora tenha sido uma abdução com intenção de divulgar o maravilhoso trabalho do artista, cabe aqui minhas desculpas, viu Madu?! Visitem a mostra e conheçam o trabalho dele.

A foto do quadro Tempo de borboleta, foi "surrupiado" do orkut do meu amigo Madu. Embora tenha sido uma abdução com intenção de divulgar o maravilhoso trabalho do artista, cabe aqui minhas desculpas, viu Madu?! Visitem a mostra e conheçam o trabalho dele.
quarta-feira, julho 01, 2009
Golpe militar em Honduras
Como disse no post anterior não tenho muito o que dizer sobre o Golpe militar em Honduras, primeiro porque fiquei de "boca aberta" e segundo porque estou mesmo por fora disto. Mas aqui no Dêiticos tem um artigo bem interessante de autoria do meu amado amigo Aleksander Aguillar, ele está fazendo mestrado e pesquisa a questão da anistia em El Salvador. Leia e tire suas conclusões.
segunda-feira, junho 29, 2009
Golpe em Honduras
Na verdade não sei bem o que pensar em relação a este golpe militar em Honduras. A não ser que este golpe é diferente de muitos de que se tem notícias, pois o presidente não foi morto e nem precisou fugir. O presidente deposto, Manuel Zelaya foi mantido vivo. Tá certo que retirado de casa de baixo de tiros, de pijama por homens armados e mascarados que o colocaram em um avião rumo a Costa Rica. Mas foi mantido vivo, não sofreu tortura.
Todos os presidentes internacionais que se manifestaram em relação ao caso exigem o cumprimento do mandado de Zelaya e o respeito a democracia. O presidente da Venezuela, Hugo Chavez apoia o presidente deposto de Honduras e cedeu um avião para que este participasse da reunião da cúpula da Aliança Bolivariana das Américas (Alba) e dos Sistema de Integração (Sica), na Nicarágua.
Todos os presidentes internacionais que se manifestaram em relação ao caso exigem o cumprimento do mandado de Zelaya e o respeito a democracia. O presidente da Venezuela, Hugo Chavez apoia o presidente deposto de Honduras e cedeu um avião para que este participasse da reunião da cúpula da Aliança Bolivariana das Américas (Alba) e dos Sistema de Integração (Sica), na Nicarágua.
sexta-feira, junho 26, 2009
Joaquim Rodrigues - Café Aquarius
Hoje eu vivi uma situação a qual jamais imaginei que veria. Dobrando da rua Sete de Setembro para a Quinze de Novembro me deparei com o Café Aquarius com suas cortinas pretas fechadas. Luto cerrado em homenagem a seu sócio-proprietário Joaquim Rodrigues. O sepultamento acontece hoje às 17h, no cemitério do Fragata.
Eu fiquei tão perplexa ao ver aquela esquina preta e seus habituais frequentadores do lado de fora, que não consegui nem pensar nada. Como dizem por aqui, fiquei abobada. Estou realmente triste e chocada com a notícia.
Neste espaço deixo minha homenagem ao seu Joaquim, sócio-proprietário de um dos lugares mais tradicionais de Pelotas.
Eu fiquei tão perplexa ao ver aquela esquina preta e seus habituais frequentadores do lado de fora, que não consegui nem pensar nada. Como dizem por aqui, fiquei abobada. Estou realmente triste e chocada com a notícia.
Neste espaço deixo minha homenagem ao seu Joaquim, sócio-proprietário de um dos lugares mais tradicionais de Pelotas.
Vista branco
Hoje é o dia nacional de prevenção as drogas e a violência. É sabido que o uso excessivo e a dependência de drogas e o tráfico são fatores potencializadores da violência. Potencializadores porque outros fatores contribuem para a violência, como o ócio, a falta de perspectivas na vida, a desagregação da família e por aí vai. A Prefeitura Municipal de Pelotas através do PPV (que, se não me engano quer dizer Projeto de Prevenção a Violência) promove hoje caminhada pela paz. O convite se estende a todas as pessoas, vista uma peça de roupa branca, coloque algo branco em sua janela e os comerciantes podem utilizar a cor nas suas vitrines. A concentração para a caminhada acontece às 16h no Largo Edmar Fetter, conhecido como Largo do Mercado.
Além da caminhada o PPV também promove oficinas e cursos de capacitação. As informações sobre os cursos podem ser obtidas no site da Prefeitura de Pelotas.
Além da caminhada o PPV também promove oficinas e cursos de capacitação. As informações sobre os cursos podem ser obtidas no site da Prefeitura de Pelotas.
Michael Jackson
Para mim ainda é um pouco inacreditável que o Michael Jackson tenha morrido. Não me considero uma fã ardorosa, ainda mais porque gosto muito mais das músicas antigas, do que das atuais. Assim como também prefiro a imagem antiga, do início da carreira a esta que ele apresentava nos últimos tempos, depois de tantas plásticas. Para mim o rei do pop era aquele que mexeu com o imaginário de milhares de jovens na década de 80. 
Quanto escuto dizer que o Michael morreu aos 50 anos, me parece tão surreal a idade quanto a morte. É muito estranho! No entanto, é sabido que apesar de todas as polêmicas que giravam em torno do ídolo, mesmo com sua morte o ícone viverá para sempre.
*As fotos eu peguei no google.

Quanto escuto dizer que o Michael morreu aos 50 anos, me parece tão surreal a idade quanto a morte. É muito estranho! No entanto, é sabido que apesar de todas as polêmicas que giravam em torno do ídolo, mesmo com sua morte o ícone viverá para sempre.

*As fotos eu peguei no google.
quarta-feira, junho 24, 2009
Gripe suína
Muitas pessoas devem estar apavoradas com a aproximação da influenza A, causada pelo vírus H1N1, principalmente depois do ocorrido em São Gabriel e da notificação de que Argentina e Chile tem vários casos confirmados. Aqui em Pelotas há a suspeita de um caso. Por isto nunca é demais destacar os sintomas que são: febre superior a 38ºC, tosse, dor de cabeça intensa, dores musculares e articulações, irritação nos olhos e fluxo nasal. As pessoas que apresentarem os sintomas e tiverem estado em algum dos locais com casos confirmados da doença devem entrar em contato com a Vigilância Epidemiológica pelo telefone 3284-7722 ou procurar o Centro de Especialidades, na rua Voluntários da Pátria, 1418, de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h30 min e o pronto socorro das 17h 30 min às 8h.
Para prevenção alguns cuidados podem ser seguidos, como lavar bem as mãos depois de tossir ou espirrar e depois de ter contatos com superfícies, evitar locais fechados e aglomerados, usar lenço de papel descartáveis, ter uma boa alimentação e beber bastante líquidos e praticar exercícios. Na dúvida busque orientação médica.
Para prevenção alguns cuidados podem ser seguidos, como lavar bem as mãos depois de tossir ou espirrar e depois de ter contatos com superfícies, evitar locais fechados e aglomerados, usar lenço de papel descartáveis, ter uma boa alimentação e beber bastante líquidos e praticar exercícios. Na dúvida busque orientação médica.
terça-feira, junho 23, 2009
Irã
Gente, e aquela eleição lá no Irã hein?! As manifestações, o povo morrendo...
As manifestações continuam. O que me apavora é a intolerância, a falta de diálogo, a violência em nome de Deus. E os Estados Unidos condenam os acontecimentos e segundo o presidente, Barack Obama, não iráo interferir para que não o acusem. O que será que devemos esperar??
As manifestações continuam. O que me apavora é a intolerância, a falta de diálogo, a violência em nome de Deus. E os Estados Unidos condenam os acontecimentos e segundo o presidente, Barack Obama, não iráo interferir para que não o acusem. O que será que devemos esperar??
A farra continua
Embora o senador José Sarney se diga digno e limpo, não é bem isto que provam os atos secretos assinados por ele. Agora, para demonstrar que o que ele diz não é bem assim surge a denúncia de que funcionários da Fundação José Sarney, com sede em São Luiz, no Maranhão ganharam empregos no senado. Aliados do senador Sarney dizem que os dois cidadãos são funcionários do congresso, mas voluntários na fundação. Bem, eu particularmente acho complicado prestar serviços voluntários em um estado e trabalhar em outro. Mas...
quinta-feira, junho 18, 2009
Diploma de Jornalismo não é mais obrigatório

Indignação é o mínimo que imagino devem estar sentindo todos os colegas Brasil afora. O que mais me intriga é que a obrigatoriedade surgiu no período mais duro da política brasileira, época em que o País vivia sob Ditadura Militar e acaba caindo no segundo mandato do primeiro presidente de esquerda e ex-sindicalista. O decreto-lei nº 972/69 regulamentava a profissão de jornalista e demonstrava as obrigatoriedades para exercê-la. É claro que a obrigatoriedade de um diploma de curso superior em jornalismo não é a única exigência. Mas esta lei não vale mais. Infelizmente as leis costumam sair do uso ou "não pegar" no nosso país. No caso do diploma, ou da exigência dele e da regulamentação da profissão de jornalista a lei foi derrubada pelo Superior Tribunal Federal por oito votos a um. De acordo com o relator do caso no STF, ministro Gilmar Mendes a exigência de diploma para o exercício da profissão de jornalismo é inconstitucional. O presidente do STF ainda citou vários jornalistas que atuaram sem o diploma no Brasil e em outros países, como Nelson Rodrigues e o colombiano Gabriel García Marquez. Admito que talento para a escrita nada tem a ver com o diploma de graduação, pois muitos estudiosos de literatura com PhD talvez não tenho a capacidade de criar personagens ou de contar a "vida como ela é" com 1/3 do talento de Nelson Rodrigues.
Por outro lado a boa formação não apenas técnica como cultural do jornalista é importante sim. Muito da profissão só se aprende na prática, assim como o feeling só se adquire com a vivência, mas isto ocorre em qualquer profissão. O cirurgião, com sua experiência de anos fica cada vez melhor, sua mão fica mais firme, seu olho mais treinado. No entanto, ele recebe uma formação técnica, aulas de anatomia. Desconheço um ótimo cirurgião que começou abrindo as pessoas sem saber se onde estava colocando o bisturi era o fígado ou os rins. Mas isto é uma outra discussão.
Concordo que para ser jornalista é necessário muito mais do que diploma, do que frequentar aulas ou gostar de escrever, é preciso ética, responsabilidade, interesse, cultura, conhecimento histórico, filosófico e político, entre outros. Algumas destas qualificações não se adquire na faculdade, mas a noção e o caminho para se chegar lá se aprende na graduação sim.
E apesar de desiludida com o mercado e agora com este golpe tenho orgulho da profissão que escolhi, embora não atue em nenhuma redação de grande jornal ou revista, defendo que o jornalismo seja íntegro, responsável, transparente e de qualidade.
Encerro este post pegando emprestado um parágrafo escrito pelo colega Ivan Rodrigues, editor-chefe do Jornal Diário Popular, que hoje publicou na capa um manifesto repudiando a decisão do STF. O manifesto foi assinado pelos jornalistas, diplomados, e pelos estagiários que atuam na redação do DP. Rodrigues encerra sua opinião com o seguinte parágrafo, com o qual concordo.
"Agora, discordo da decisão do STF, assim como meus colegas. O diploma é necessário sim. Nosso ofício é duro e demanda gigantesca responsabilidade. Lidar com a informação pública sem conhecimento dos efeitos que ela é capaz de causar na sociedade é temerário. Tal como a postura dos oito ministros que ontem à noite rasgaram 80 mil diplomas" (Ivan Rodrigues, Oito contra oitenta mil, Diário Popular, Capa 18/06/2009).
quarta-feira, junho 17, 2009
Crise no senado? Sim, crise de caráter
Não vou falar sobre a crise no Senado e todas as questões que a envolvem, porque estou um pouco por fora de tudo. No entanto, sei por alto que envolve nepotismo e atos secretos. O que tenho a dizer é o que muitos brasileiros já sabem, que a crise no Senado e em todas as esferas políticas é moral, é ética e é de caráter. Já ouvi várias pessoas dizendo que se o homem é sério ele não entra na política, e caso seja sério e mesmo assim entre ou ele sai desiludido ou se corrompe, pois são muitos contra um.
O presidente do Senado, José Sarney fez um discurso em que afirmou enfaticamente que a crise é do senado e não sua e destacou que não admite ser julgado por causa da nomeação de um neto ou de uma sobrinha. O ex-presidente da República ressaltou ainda que tem muitos anos na vida pública, uma vida pública e de moral ilibada, com família bem composta. Mas sua filha esteve envolvida em um caso de dinheiro para campanha um tempo atrás, aliás, pelo noticiário diz-se que a dinheirama estava sobre sua mesa. É claro que os pais não devem ser julgados pelos erros dos filhos, e vice-versa. A minha pergunta é, se ele tem tão boas intenções, se tem bom caráter, é honesto porque até agora não fez com que a politicagem diminuisse? Não lembro de grandes atos dele como político, atos que não fossem demagogos ou paternalistas. A crise é geral e temos que refletir sobre isto o quanto antes, para que na próxima eleição demonstremos o quão insatisfeitos estamos com o que nossos representantes estão fazendo. Os donos do jogo somos nós, já passou da hora de virar a mesa.
No blog do Noblat tem este texto que achei bem interessante e gostaria de compartilhar aqui.
O presidente do Senado, José Sarney fez um discurso em que afirmou enfaticamente que a crise é do senado e não sua e destacou que não admite ser julgado por causa da nomeação de um neto ou de uma sobrinha. O ex-presidente da República ressaltou ainda que tem muitos anos na vida pública, uma vida pública e de moral ilibada, com família bem composta. Mas sua filha esteve envolvida em um caso de dinheiro para campanha um tempo atrás, aliás, pelo noticiário diz-se que a dinheirama estava sobre sua mesa. É claro que os pais não devem ser julgados pelos erros dos filhos, e vice-versa. A minha pergunta é, se ele tem tão boas intenções, se tem bom caráter, é honesto porque até agora não fez com que a politicagem diminuisse? Não lembro de grandes atos dele como político, atos que não fossem demagogos ou paternalistas. A crise é geral e temos que refletir sobre isto o quanto antes, para que na próxima eleição demonstremos o quão insatisfeitos estamos com o que nossos representantes estão fazendo. Os donos do jogo somos nós, já passou da hora de virar a mesa.
No blog do Noblat tem este texto que achei bem interessante e gostaria de compartilhar aqui.
terça-feira, junho 16, 2009
Medicamentos e celebridades
Vez ou outra surgem reportagens que alertam sobre o uso excessivo de remédios sem prescrição médica. O consumo em excesso vai do "inofensivo" remedinho para dor de cabeça até os emagrecedores tarja preta que o mulheril ataca com a gana que deveria colocar na esteira, já que querem manter-se esbeltas. Segundo alguns estudos o Brasil está entre os maiores consumidores de inibidores de apetite do mundo. Basta uma rápida pesquisa no google para abrirem mil possibilidades, desde a simples pesquisa a respeito do que faz o medicamento até a compra. Algumas matérias, como esta clica aqui falam sobre os riscos de dietas rápidas e remédios utilizados sem indicação médica. Algumas notícias falam sobre pesquisas de 2004 e 2005, como neste artigo . O fato é que nesta época o Brasil estava entre os maiores consumidores e se manteve, como podemos observar nesta outra matéria, do Blog de Enrico Fonseca.
Os medicamentos são caros, remédios de uso contínuo são constantes pautas devido a sua falta nas prateleiras dos postos de saúde, no entanto o Brasil é o maior usuário de drogas para emagrecer. A sorte é que não há propaganda televisiva de todos os medicamentos, se não estaríamos perdidos. Creio que bastam os Merchandising dos shakes e algumas pílulas "naturais" que os programas de variedades apresentam.
Agora uma nova regra foi aprovada para a propaganda de medicamentos e entrou em vigor ontem. Entre as inovações está o veto de celebridades falando dos benefícios da droga para a saúde. E é tanto famoso dizendo que na hora da cólica menstrual toma tal remedinho, que quando surge aquela dorzinha de cabeça e só tomar tal que ela some! Até o Pelé, Rei do Futebol já apareceu dizendo como tem mais vigor tomando vita... e que dor não é com ele por isto que tem sempre a mão o seu D**il. Como os brasileiros também se automedicam, e medicam os outros sem o curso superior pelo simples achismo, o aval de um rei do futebol ou da namoradinha do Brasil é quase uma receita médica, afinal de contas entre uma receita ilegível e um comercial de televisão, o que você entende melhor?
Os medicamentos são caros, remédios de uso contínuo são constantes pautas devido a sua falta nas prateleiras dos postos de saúde, no entanto o Brasil é o maior usuário de drogas para emagrecer. A sorte é que não há propaganda televisiva de todos os medicamentos, se não estaríamos perdidos. Creio que bastam os Merchandising dos shakes e algumas pílulas "naturais" que os programas de variedades apresentam.
Agora uma nova regra foi aprovada para a propaganda de medicamentos e entrou em vigor ontem. Entre as inovações está o veto de celebridades falando dos benefícios da droga para a saúde. E é tanto famoso dizendo que na hora da cólica menstrual toma tal remedinho, que quando surge aquela dorzinha de cabeça e só tomar tal que ela some! Até o Pelé, Rei do Futebol já apareceu dizendo como tem mais vigor tomando vita... e que dor não é com ele por isto que tem sempre a mão o seu D**il. Como os brasileiros também se automedicam, e medicam os outros sem o curso superior pelo simples achismo, o aval de um rei do futebol ou da namoradinha do Brasil é quase uma receita médica, afinal de contas entre uma receita ilegível e um comercial de televisão, o que você entende melhor?
segunda-feira, junho 15, 2009
Observatório de imprensa
Para quem gosta de saber sobre assuntos do jornalismo esta matéria do observatório vale muito a pena. Logo abaixo segue um trechinho, mas outros tão interessantes quanto este podem ser lidos lá no site d'Observatório, clica no link. A imprensa e o governo
"O governo usa a imprensa mais do que a imprensa usa o governo. Hoje, devemos ter uns 10 000 repórteres em Washington. Há uma civilização inteira de jornalistas em Washington. Se eu dirigisse um jornal, eliminaria de 50% a 60% da sucursal de Washington e mandaria os repórteres para outros lugares do país, para Califórnia, Nebraska, Flórida. Sabe o que aconteceria? Estaríamos tirando a ênfase sobre o governo e neutralizando sua capacidade de controlar o discurso político. Em vez de ficarmos segurando o microfone para o governo falar, estaríamos trazendo notícia sobre como as decisões do governo são percebidas e como são sentidas longe de Washington. Isso é vida real. É cobrir os efeitos das medidas do governo sobre a economia, a gripe suína, seja o que for, mas longe do governo e perto da sociedade. A multidão em Washington decorre do fato de que as pessoas adoram o poder e ficaram preguiçosas. Jornalista ama o poder, ama lidar com o poder."
"O governo usa a imprensa mais do que a imprensa usa o governo. Hoje, devemos ter uns 10 000 repórteres em Washington. Há uma civilização inteira de jornalistas em Washington. Se eu dirigisse um jornal, eliminaria de 50% a 60% da sucursal de Washington e mandaria os repórteres para outros lugares do país, para Califórnia, Nebraska, Flórida. Sabe o que aconteceria? Estaríamos tirando a ênfase sobre o governo e neutralizando sua capacidade de controlar o discurso político. Em vez de ficarmos segurando o microfone para o governo falar, estaríamos trazendo notícia sobre como as decisões do governo são percebidas e como são sentidas longe de Washington. Isso é vida real. É cobrir os efeitos das medidas do governo sobre a economia, a gripe suína, seja o que for, mas longe do governo e perto da sociedade. A multidão em Washington decorre do fato de que as pessoas adoram o poder e ficaram preguiçosas. Jornalista ama o poder, ama lidar com o poder."
Amazônia
Ontem no jornal da Record, ou melhor no Domingo Espetacular, assisti a uma matéria que falava sobre os frigoríficos que contribuiam para o desmatamento da Amazônia. Por um instante fiquei meio atônita pensando em como um frigorífico poderia influenciar no desmatamento. Mas a questão é a criação de gado e a derrubada das árvores para criar espaço pros boizinho.
Além disso ainda tem a questão tratada uns dois posts abaixo, os grileiros que tomam conta da floresta.
Hoje recebi por email mais um alerta feito pela Avaaz:
Caros amigos,
O governo peruano passou uma legislação quer permitirá a exploração mineral e agrícola em larga escala na Amazônia peruana, contribuindo assim para uma rápida devastação ambiental da região.
Os grupos indígenas protestaram pacificamente por dois meses demandando o direito de opinar sobre os decretos que irão impactar dramaticamente a ecologia e os povos nativos da floresta, além de representar um desastre para o clima global. Semana passada o Presidente García reagiu: enviou forças especiais para suprimir os protestos gerando conflitos violentos e chamando os manifestantes de terroristas.
Estes grupos indígenas estão na linha de frente da para proteger o planeta. Vamos demonstrar o nosso apoio a eles, levando uma mensagem para o Presidente Alan García (que se preocupa com a sua reputação internacional) para imediatamente acabar com os choques entre policiais e indígenas e abrir um diálogo com as lideranças. Assine a petição global no link – ela será entregue em nosso nome por uma figura política Latino Americana amplamente reconhecida e respeitada:
http://www.avaaz.org/po/peru_stop_violence
Mais de 70% da Amazônia peruana está agora à disposição da indústria. Gigantes do petróleo e gás como a empresa Anglo-Francesa Perenco e as Norte Americanas Conoco Phillips e Talisman Energy, já pleitearam investimentos de bilhões na região. Está comprovado que estas grandes indústrias extrativistas não trazem nenhum desenvolvimento local aos lugares que exploram, além de ter também baixa preocupação ambiental. Por isso os povos indígenas estão exigindo seu direito legítimo como consultores para a elaboração das novas leis.
Por décadas o mundo e os povos indígenas olharam as indústrias extrativistas devastarem a maior floresta do planeta, responsável por guardar os maiores tesouros naturais da humanidade e por limpar a atmosfera do perigoso carbono que está causando o aquecimento global.
Os protestos no Peru representam o maior e mais desesperado chamado dos povos indígenas deste país – por isso temos que dar o nosso apoio internacional. Assine a petição e incentive os seus amigos e familiares a assinarem a petição. Só assim poderemos trazer justiça para os povos indígenas e continuar na luta pela preservação da Amazônia.
http://www.avaaz.org/po/peru_stop_violence
Em solidariedade,
Luis, Paula, Alice, Ricken, Graziela, Ben, Brett, Iain, Pascal, Raj, Taren e toda a equipe Avaaz.
AMAZÔNIA BRASILEIRA: esta semana enviamos um alerta pedindo para os nossos membros brasileiros ligarem para o Presidente Lula protestando a MP da Grilagem que irá privatizar 67 milhões de acres da Amazônia. A reação foi surpreendente, mais de 14.000 pessoas ligaram em dois dias! Na quarta-feira o Presidente declarou publicamente que iria vetar as provisões criticadas pela campanha. Parabéns a todos que participaram e vamos continuar na luta!
Mais informações sobre a situação no Peru:
• Peru suspende decreto que originou mobilização de indígenas:
http://oglobo.globo.com/mundo/mat/2009/06/10/peru-suspende-decreto-que-originou-mobilizacao-de-indigenas-756296945.asp
• Indígenas protestam contra repressão violenta no Peru:
http://www.estadao.com.br/noticias/internacional,indigenas-peruanos-bloqueiam-estrada-e-porto-em-ato-contra-repressao,386061,0.htm
• Indígenas do Peru seguem com protesto contra leis que tratam da Amazônia. Governo quer negociar em 15 dias:
http://oglobo.globo.com/mundo/mat/2009/06/11/indigenas-do-peru-seguem-com-protesto-contra-leis-que-tratam-da-amazonia-governo-quer-negociar-em-15-dias-756306540.asp
• Parlamento do Peru suspende leis que causaram protestos de indígenas:
http://oglobo.globo.com/mundo/mat/2009/06/11/parlamento-do-peru-suspende-leis-que-causaram-protestos-de-indigenas-756298767.asp
• Organizações de direitos humanos do Peru pedem que cessem os confrontos entre índios e policiais:
http://www.socioambiental.org/nsa/detalhe?id=2899
Além disso ainda tem a questão tratada uns dois posts abaixo, os grileiros que tomam conta da floresta.
Hoje recebi por email mais um alerta feito pela Avaaz:
Caros amigos,
O governo peruano passou uma legislação quer permitirá a exploração mineral e agrícola em larga escala na Amazônia peruana, contribuindo assim para uma rápida devastação ambiental da região.
Os grupos indígenas protestaram pacificamente por dois meses demandando o direito de opinar sobre os decretos que irão impactar dramaticamente a ecologia e os povos nativos da floresta, além de representar um desastre para o clima global. Semana passada o Presidente García reagiu: enviou forças especiais para suprimir os protestos gerando conflitos violentos e chamando os manifestantes de terroristas.
Estes grupos indígenas estão na linha de frente da para proteger o planeta. Vamos demonstrar o nosso apoio a eles, levando uma mensagem para o Presidente Alan García (que se preocupa com a sua reputação internacional) para imediatamente acabar com os choques entre policiais e indígenas e abrir um diálogo com as lideranças. Assine a petição global no link – ela será entregue em nosso nome por uma figura política Latino Americana amplamente reconhecida e respeitada:
http://www.avaaz.org/po/peru_stop_violence
Mais de 70% da Amazônia peruana está agora à disposição da indústria. Gigantes do petróleo e gás como a empresa Anglo-Francesa Perenco e as Norte Americanas Conoco Phillips e Talisman Energy, já pleitearam investimentos de bilhões na região. Está comprovado que estas grandes indústrias extrativistas não trazem nenhum desenvolvimento local aos lugares que exploram, além de ter também baixa preocupação ambiental. Por isso os povos indígenas estão exigindo seu direito legítimo como consultores para a elaboração das novas leis.
Por décadas o mundo e os povos indígenas olharam as indústrias extrativistas devastarem a maior floresta do planeta, responsável por guardar os maiores tesouros naturais da humanidade e por limpar a atmosfera do perigoso carbono que está causando o aquecimento global.
Os protestos no Peru representam o maior e mais desesperado chamado dos povos indígenas deste país – por isso temos que dar o nosso apoio internacional. Assine a petição e incentive os seus amigos e familiares a assinarem a petição. Só assim poderemos trazer justiça para os povos indígenas e continuar na luta pela preservação da Amazônia.
http://www.avaaz.org/po/peru_stop_violence
Em solidariedade,
Luis, Paula, Alice, Ricken, Graziela, Ben, Brett, Iain, Pascal, Raj, Taren e toda a equipe Avaaz.
AMAZÔNIA BRASILEIRA: esta semana enviamos um alerta pedindo para os nossos membros brasileiros ligarem para o Presidente Lula protestando a MP da Grilagem que irá privatizar 67 milhões de acres da Amazônia. A reação foi surpreendente, mais de 14.000 pessoas ligaram em dois dias! Na quarta-feira o Presidente declarou publicamente que iria vetar as provisões criticadas pela campanha. Parabéns a todos que participaram e vamos continuar na luta!
Mais informações sobre a situação no Peru:
• Peru suspende decreto que originou mobilização de indígenas:
http://oglobo.globo.com/mundo/mat/2009/06/10/peru-suspende-decreto-que-originou-mobilizacao-de-indigenas-756296945.asp
• Indígenas protestam contra repressão violenta no Peru:
http://www.estadao.com.br/noticias/internacional,indigenas-peruanos-bloqueiam-estrada-e-porto-em-ato-contra-repressao,386061,0.htm
• Indígenas do Peru seguem com protesto contra leis que tratam da Amazônia. Governo quer negociar em 15 dias:
http://oglobo.globo.com/mundo/mat/2009/06/11/indigenas-do-peru-seguem-com-protesto-contra-leis-que-tratam-da-amazonia-governo-quer-negociar-em-15-dias-756306540.asp
• Parlamento do Peru suspende leis que causaram protestos de indígenas:
http://oglobo.globo.com/mundo/mat/2009/06/11/parlamento-do-peru-suspende-leis-que-causaram-protestos-de-indigenas-756298767.asp
• Organizações de direitos humanos do Peru pedem que cessem os confrontos entre índios e policiais:
http://www.socioambiental.org/nsa/detalhe?id=2899
Resgate das vítimas do vôo da air France
A aflição continua para as famílias que esperam o reconhecimento de seus possíveis entes queridos entre os corpos resgatados do mar. Mas talvez pior do que a dúvida seja a espera pela confirmação, que enquanto não vem funciona para alguns como esperança de reencontrar seu familiar bem. Embora as chances sejam ínfimas temos que ter fé.
sexta-feira, junho 12, 2009
Sabores regionais
terça-feira, junho 09, 2009
Amazonia em risco ligue para o presidente Lula
Recebi por email e acho interessante a proposta da Avaaz.org. conheça o trabalho da organização através do site http://www.avaaz.org/.
O texto foi recebido por email. Algumas coisas já sabemos, mas não fazemos nada, agora vamos pensar e agir pela defesa da nossa Amazônia.
Caros amigos,
Quarta-feira passada o Senado brasileiro passou a Medida Provisória (MP) 458 que regulariza terras ocupadas de forma ilegal na Amazônia. Isso significa que 67 milhões de acres de terra da Amazônia que são hoje um patrimônio da União estimado em 70 bilhões de reais, serão privatizados. A maior parte destas terras irão parar nas mãos de grileiros, os grandes responsáveis por violentas disputas por terra e pelo desmatamento da Amazônia.
O governo brasilieiro está deixando entender que aqueles que ocupam a Amazônia de forma ilegal e violenta serão recompensados. A projeto de regularização da Amazônia não começou mal - a idéia era proteger pequenos agricultores que precisavam do título legal de suas terras. Porém, ele acabou sendo corrompido pelos interesses do poderoso agronegócio, que incluíram três provisões perigosas que concedem a eles a maior parte das terras beneficiada pelo programa.
Nós só temos até esta quarta-feira para pedir para o Presidente Lula vetar estes pontos da MP, garantindo assim a proteção da Amazônia. Somente uma mobilização coordenada e massiva de pessoas de todos os estados brasileiros poderá convencer o Presidente Lula a vetar os pontos perigosos da MP. Só dependemos de um pequeno esforço de cada um de nós – ligue para o gabinete do Presidente Lula agora mesmo e diga para ele:
1. Nós não queremos que grandes empresas se beneficiem da MP 458 pois são elas as responsáveis por grande parte do desmatamento e queimadas da Amazônia, e consequentemente pelas nossas emissões de carbono
2. Nós queremos que o Presidente diferencie pequenos agricultores de grandes proprietários, portanto pedimos uma mudança em três pontos da MP:
Vetar os incisos II e IV do artigo 2º que permite a “ocupação e exploração indireta”. O veto garantirá que apenas as pessoas que moram na terra tenham direito ao título legal.
Vetar artigo 7º que permite título à empresas privadas. Somente pessoas físicas devem ter o direito de regularizar suas terras.
Proibir a comercialização das terras por 10 anos após a regulamentação (ao invés de 3 anos como foi proposto) para evitar a especulação comercial das terras.
Gabinete do Presidente:
(61) 3411.1200 (61) 3411.1201
Nos próximos dois dias uma grande parte da Amazônia será privatizada, dando início a um perigoso e irreversível processo de desmatamento. Enquanto o mundo todo aumenta as suas preocupações ambientais, buscando uma economia livre de carbono e um maior respeito pelos nossos recursos naturais, nós não podemos deixar que o nosso governo venda a Amazônia. Nós só temos 2 dias! Ligue para o Gabinete do Lula hoje, depois encaminhe este email para todos os seus amigos e familiares!
Depois de ligar clique no link para registrar o seu nome, para que possamos acompanhar o número de participantes desta campanha:
http://www.avaaz.org/en/nao_privatize_a_amazonia/
Com esperança,
Alice, Graziela, Ricken, Ben, Luis, Paula, Pascal, Iain, Brett, Paul, Raluca e toda a equipe Avaaz
O texto foi recebido por email. Algumas coisas já sabemos, mas não fazemos nada, agora vamos pensar e agir pela defesa da nossa Amazônia.
Caros amigos,
Quarta-feira passada o Senado brasileiro passou a Medida Provisória (MP) 458 que regulariza terras ocupadas de forma ilegal na Amazônia. Isso significa que 67 milhões de acres de terra da Amazônia que são hoje um patrimônio da União estimado em 70 bilhões de reais, serão privatizados. A maior parte destas terras irão parar nas mãos de grileiros, os grandes responsáveis por violentas disputas por terra e pelo desmatamento da Amazônia.
O governo brasilieiro está deixando entender que aqueles que ocupam a Amazônia de forma ilegal e violenta serão recompensados. A projeto de regularização da Amazônia não começou mal - a idéia era proteger pequenos agricultores que precisavam do título legal de suas terras. Porém, ele acabou sendo corrompido pelos interesses do poderoso agronegócio, que incluíram três provisões perigosas que concedem a eles a maior parte das terras beneficiada pelo programa.
Nós só temos até esta quarta-feira para pedir para o Presidente Lula vetar estes pontos da MP, garantindo assim a proteção da Amazônia. Somente uma mobilização coordenada e massiva de pessoas de todos os estados brasileiros poderá convencer o Presidente Lula a vetar os pontos perigosos da MP. Só dependemos de um pequeno esforço de cada um de nós – ligue para o gabinete do Presidente Lula agora mesmo e diga para ele:
1. Nós não queremos que grandes empresas se beneficiem da MP 458 pois são elas as responsáveis por grande parte do desmatamento e queimadas da Amazônia, e consequentemente pelas nossas emissões de carbono
2. Nós queremos que o Presidente diferencie pequenos agricultores de grandes proprietários, portanto pedimos uma mudança em três pontos da MP:
Vetar os incisos II e IV do artigo 2º que permite a “ocupação e exploração indireta”. O veto garantirá que apenas as pessoas que moram na terra tenham direito ao título legal.
Vetar artigo 7º que permite título à empresas privadas. Somente pessoas físicas devem ter o direito de regularizar suas terras.
Proibir a comercialização das terras por 10 anos após a regulamentação (ao invés de 3 anos como foi proposto) para evitar a especulação comercial das terras.
Gabinete do Presidente:
(61) 3411.1200 (61) 3411.1201
Nos próximos dois dias uma grande parte da Amazônia será privatizada, dando início a um perigoso e irreversível processo de desmatamento. Enquanto o mundo todo aumenta as suas preocupações ambientais, buscando uma economia livre de carbono e um maior respeito pelos nossos recursos naturais, nós não podemos deixar que o nosso governo venda a Amazônia. Nós só temos 2 dias! Ligue para o Gabinete do Lula hoje, depois encaminhe este email para todos os seus amigos e familiares!
Depois de ligar clique no link para registrar o seu nome, para que possamos acompanhar o número de participantes desta campanha:
http://www.avaaz.org/en/nao_privatize_a_amazonia/
Com esperança,
Alice, Graziela, Ricken, Ben, Luis, Paula, Pascal, Iain, Brett, Paul, Raluca e toda a equipe Avaaz
sexta-feira, junho 05, 2009
Air France e legislação francesa
Lamento muito o acidente de avião da companhia Air France, como lamento todos aéreos ou terrestres. Discordo da posição da mídia de "criticar" sem falar sobre a não divulgação da lista de passageiros. Concordo com a legislação francesa que só permite a divulgação dos nomes autorizados pelas famílias e que, principalmente, contata os familiares antes de qualquer especulação dos jornalistas a respeito dos possíveis mortos. Imagine vocês uma mãe recebem pela televisão a notícia de que seu filho, sua nora e seus netinhos pequenos podem ter morrido em um acidente?
Peguemos um exemplo nosso, quando aconteceu o acidente da gol e da tam, os familiares não tinham nenhuma confirmação dos passageiros, inclusive muitos queixam-se disso, não foram bem atendidos como família das vítimas, ficaram desamparados sem saber ao certo o que havia ocorrido. Por outro lado, a imprensa tinha os nomes, divulgava fatos e explorava descaradamente a dor de quem perdeu seus entes queridos.
Deve ser isso que esta desagradando os repórteres, pois eles não tem como abusar de imagens dos mortos ainda vivos e do choro dos familiares.
Para os familiares a posição francesa, com toda certeza é a melhor, eles são bem recebidos bem, e podem acompanhar de perto as buscas caso queiram, recebem apoio psicológico e médico. Além disso, a empresa diz apenas aos familiares se seu ente estava ou não no avião. Isso se chama respeito ao próximo, ao cliente, a dor alheia. Primeiro os familiares e as vítimas, depois a imprensa, apesar da comoção internacional.
Peguemos um exemplo nosso, quando aconteceu o acidente da gol e da tam, os familiares não tinham nenhuma confirmação dos passageiros, inclusive muitos queixam-se disso, não foram bem atendidos como família das vítimas, ficaram desamparados sem saber ao certo o que havia ocorrido. Por outro lado, a imprensa tinha os nomes, divulgava fatos e explorava descaradamente a dor de quem perdeu seus entes queridos.
Deve ser isso que esta desagradando os repórteres, pois eles não tem como abusar de imagens dos mortos ainda vivos e do choro dos familiares.
Para os familiares a posição francesa, com toda certeza é a melhor, eles são bem recebidos bem, e podem acompanhar de perto as buscas caso queiram, recebem apoio psicológico e médico. Além disso, a empresa diz apenas aos familiares se seu ente estava ou não no avião. Isso se chama respeito ao próximo, ao cliente, a dor alheia. Primeiro os familiares e as vítimas, depois a imprensa, apesar da comoção internacional.
segunda-feira, junho 01, 2009
Por email
Não tem graça! Mas recebi por email um alerta sobre o uso do nosso dinheiro na graxa dos sapatos dos dignissimos deputados. O email é assinado pela advogada Maria da Gloria Bessa Haberbeck.
A GRAXA NA CÂMARA:
Os sapatos dos nossos parlamentares e respectivos asseclas devem brilhar mais
que as "barrigas inchadas e verminadas" das nossas crianças famintas. Acredite se quiser, o presidente da Câmara Federal, Deputado Arlindo
Chinaglia ( PT - SP) , quer todos os parlamentares, assessores e funcionários
da casa de sapatos reluzentes. Acaba de abrir uma licitação para contratar serviços de engraxataria no prédio,
num total de R$ 3,135 milhões por 12 meses, o que dá R$ 261 mil por mês ou
ainda, R$ 8.700 mil por dia. O valor diário equivale à alimentação de 174 famílias, pelas normas do
FOME ZERO! "A CUSTOS DA INICIATIVA PRIVADA, SÃO MAIS DE 3.500 PARES DE SAPATOS
ENGRAXADOS DIARIAMENTE.
PODE?
Por que esses caras não pagam o engraxate?
Além de pagarmos seus salários
astronômicos ainda temos que pagar para
engraxarem seus sapatos?
É pessoal, os palhaços somos nós.
Por favor, repassar esse e-mail até chegar a um deputado ou senador que seja
contra esta atitude do presidente da Câmara já é fazer alguma coisa.
A GRAXA NA CÂMARA:
Os sapatos dos nossos parlamentares e respectivos asseclas devem brilhar mais
que as "barrigas inchadas e verminadas" das nossas crianças famintas. Acredite se quiser, o presidente da Câmara Federal, Deputado Arlindo
Chinaglia ( PT - SP) , quer todos os parlamentares, assessores e funcionários
da casa de sapatos reluzentes. Acaba de abrir uma licitação para contratar serviços de engraxataria no prédio,
num total de R$ 3,135 milhões por 12 meses, o que dá R$ 261 mil por mês ou
ainda, R$ 8.700 mil por dia. O valor diário equivale à alimentação de 174 famílias, pelas normas do
FOME ZERO! "A CUSTOS DA INICIATIVA PRIVADA, SÃO MAIS DE 3.500 PARES DE SAPATOS
ENGRAXADOS DIARIAMENTE.
PODE?
Por que esses caras não pagam o engraxate?
Além de pagarmos seus salários
astronômicos ainda temos que pagar para
engraxarem seus sapatos?
É pessoal, os palhaços somos nós.
Por favor, repassar esse e-mail até chegar a um deputado ou senador que seja
contra esta atitude do presidente da Câmara já é fazer alguma coisa.
quinta-feira, maio 28, 2009
Palmatória do mundo
Muita gente que lê ou já leu as coisas que eu escrevo sabe que não concordo muito com a política e a maneira de agir internacionalmente dos Estados Unidos. O país se considera a palmatória do mundo, eles estão sempre certos e os outros errados. Vários países assinaram o tratado de Kioto, mas eles não. Eles avaliam quem está certo e quem está errado, como por exemplo, ninguém pode tortura prisioneiros (de guerra ou não), só os Estados Unidos.
Aprendi com a vida que se num grupo um acha que está certo e todos os outros discordam, quem está errado é aquele um que "se acha". Não tenho muito conhecimento histórico, mas pelo que sei o único país a utilizar efetivamente armas nucleares foi os Estados Unidos. Esqueci! Eles podem!
Depois disso foram assinados tratados, acordos de paz e a ONU "fiscaliza" como vão testes nucleares e com armas químicas e biológicas. Qualquer um que manifeste interesse em tais estudos é rechaçado. Todos com exceção do Tio Sam, é claro. Foi assim com os países que estivera em guerra a pouco tempo contra o EUA. O Iraque teve seu território invadido pelos americanos para libertar o povo de Saddam Hussein. O Irã foi praticamente excomungado quando o seu atual presidente Mahmoud Ahmadinejad anunciou que faria testes nucleares. A bola da vez agora é a Coreia do Norte, que realizou na última segunda-feira teste nuclear. A crise se instalou e a Coreia do Sul junto com os Estados Unidos está pressionando a do Norte. O mais interessante a meu ver foi a declaração da secretária de Estado norteamerica, Hillary Clinton, na qual rechaça a Coreia do Norte por suas "ameaças provocativas e beligerantes". Ela completa dizendo que o país "já fez sua escolha ao violar resoluções do Conselho de Segurança das Nações Unidas" (unidas ao Tio Sam, claro) tais como ignorar alertas internacionais e não cumprir pactos selados nas convenções multilaterais para desarmamento nuclear. Não sei não, mas eu acho que conheço um outro país que também não cumpre acordos multilaterais. Pelo que lembro não chega nem a assiná-los, mas este país sempre protege seus aliados e os fracos e oprimidos, invadindo seu país, matando os inimigos e tomando conta do território até que este esteja em condições (tipo o que acontecia na antiguidade o povo derrotado ficava sob o domínio do vencedor). Ah! Eles também fornecem armas para a defesa nacional dos aliados. E caso estes aliados venham a ser inimigos no futuro, ajudam novos aliados a derrotar os primeiros. Parece confuso não? É política, e política sempre parece confusa. Resumo da história Coreia do Norte ameaçou, suas provocações foram respondidas pela antiga inimiga Coreia do Sul e pelo aliado Estados Unidos. As tropas já foram colocadas em alerta máximo na fronteira das coreias, agora é esperar.
Aprendi com a vida que se num grupo um acha que está certo e todos os outros discordam, quem está errado é aquele um que "se acha". Não tenho muito conhecimento histórico, mas pelo que sei o único país a utilizar efetivamente armas nucleares foi os Estados Unidos. Esqueci! Eles podem!
Depois disso foram assinados tratados, acordos de paz e a ONU "fiscaliza" como vão testes nucleares e com armas químicas e biológicas. Qualquer um que manifeste interesse em tais estudos é rechaçado. Todos com exceção do Tio Sam, é claro. Foi assim com os países que estivera em guerra a pouco tempo contra o EUA. O Iraque teve seu território invadido pelos americanos para libertar o povo de Saddam Hussein. O Irã foi praticamente excomungado quando o seu atual presidente Mahmoud Ahmadinejad anunciou que faria testes nucleares. A bola da vez agora é a Coreia do Norte, que realizou na última segunda-feira teste nuclear. A crise se instalou e a Coreia do Sul junto com os Estados Unidos está pressionando a do Norte. O mais interessante a meu ver foi a declaração da secretária de Estado norteamerica, Hillary Clinton, na qual rechaça a Coreia do Norte por suas "ameaças provocativas e beligerantes". Ela completa dizendo que o país "já fez sua escolha ao violar resoluções do Conselho de Segurança das Nações Unidas" (unidas ao Tio Sam, claro) tais como ignorar alertas internacionais e não cumprir pactos selados nas convenções multilaterais para desarmamento nuclear. Não sei não, mas eu acho que conheço um outro país que também não cumpre acordos multilaterais. Pelo que lembro não chega nem a assiná-los, mas este país sempre protege seus aliados e os fracos e oprimidos, invadindo seu país, matando os inimigos e tomando conta do território até que este esteja em condições (tipo o que acontecia na antiguidade o povo derrotado ficava sob o domínio do vencedor). Ah! Eles também fornecem armas para a defesa nacional dos aliados. E caso estes aliados venham a ser inimigos no futuro, ajudam novos aliados a derrotar os primeiros. Parece confuso não? É política, e política sempre parece confusa. Resumo da história Coreia do Norte ameaçou, suas provocações foram respondidas pela antiga inimiga Coreia do Sul e pelo aliado Estados Unidos. As tropas já foram colocadas em alerta máximo na fronteira das coreias, agora é esperar.
segunda-feira, maio 25, 2009
Portas lacradas
Sexta-feira eu vi uma cena que jamais imaginei na minha vida. Há vários dias queria encontrar um amigo, o fato é que ele trabalha num bar na rua Gonçalves Chaves, próximo a Universidade Católica de Pelotas. Quem conhece a cidade sabe que naquela região se concentram a maior parte dos barzinhos que a moçada universitária frequenta (e eu continuo achando estranho escrever esta palavra sem o trema). Em várias ocasiões os moradores daquele local pediram que fechassem os bares, que retirassem os guris com o som de seus carros ligados etc. Mas nunca aconteceu coisa muito séria. A polícia ia lá, dava uma advertência e pronto.
Nesta sexta a coisa foi diferente, quando entrei na Gonçalves Chaves, esquina Tiradentes já vi alguns bares fechados, entre eles o observatório e o Luna Inti, este com uma luz interna acesa e uma folha de ofício na porta, a qual não consegui ler. Muitas pessoas estavam na rua, nas quadras seguintes, até a esquina da Dom Pedro II, mas isto é normal pensei eu. O que estava diferente eram os carros dos azuizinhos e da BM. Ao chegar no Biblioteca vi as cortinas fechadas e uma folha de ofício, onde, desta vez consegui ler, fechado pela fiscalização.
Zanzei um pouco, meio perdido, pois não sabia direito o que fazer. Então liguei pro meu amigo Julinho e e ele veio me encontrar, estava limpando o bar para ir pra casa. Ele disse que haviam fechado os bares fazia meia hora e que tinha sido por causa da documentação, alvará etc. Naquela quadra só ficaram abertos dois bares o João Gilberto e o Pub Fox.
Talvez dessa vez os vizinhos tenham conseguido dormir.
Nesta sexta a coisa foi diferente, quando entrei na Gonçalves Chaves, esquina Tiradentes já vi alguns bares fechados, entre eles o observatório e o Luna Inti, este com uma luz interna acesa e uma folha de ofício na porta, a qual não consegui ler. Muitas pessoas estavam na rua, nas quadras seguintes, até a esquina da Dom Pedro II, mas isto é normal pensei eu. O que estava diferente eram os carros dos azuizinhos e da BM. Ao chegar no Biblioteca vi as cortinas fechadas e uma folha de ofício, onde, desta vez consegui ler, fechado pela fiscalização.
Zanzei um pouco, meio perdido, pois não sabia direito o que fazer. Então liguei pro meu amigo Julinho e e ele veio me encontrar, estava limpando o bar para ir pra casa. Ele disse que haviam fechado os bares fazia meia hora e que tinha sido por causa da documentação, alvará etc. Naquela quadra só ficaram abertos dois bares o João Gilberto e o Pub Fox.
Talvez dessa vez os vizinhos tenham conseguido dormir.
sexta-feira, maio 22, 2009
"Tá lá, mais um corpo estendido no chão"
É triste, por outro lado é a coisa mais comum ultimamente. O que me choca não é que isto ocorra em cidades grandes, mas o que vêm ococrrendo em Pelotas, que era uma cidade até pouco tempo tranquila. A avaliação geral é de que o culpado de tudo isso é o "crack". Nunca me esqueço de uma aula de ética na faculdade, quando um professor disse que a terceira guerra mundial aconteceria por causa das drogas. E hoje, vendo como as coisas andam percebo que ele não está de todo errado.
Outra preocupação é o fato de não que o "crack" tomou conta sem aviso e ninguém está preparada para tal. As políticas públicas empacam em algumas questões, as famílias não sabem como agir e o tráfico cresce cada vez mais.
Este post continua...
Outra preocupação é o fato de não que o "crack" tomou conta sem aviso e ninguém está preparada para tal. As políticas públicas empacam em algumas questões, as famílias não sabem como agir e o tráfico cresce cada vez mais.
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quarta-feira, maio 20, 2009
"Cada cabeça uma sentença"
Já vou esclarecendo, antes de mais nada que não tenho carteira de motorista. Portanto, não dirijo. Duas questões são críticas no meu caso, uma que não passei nas provas práticas e outra que gosto de umas biritas e é mais seguro para mim, e para os outros, que eu ande de carona mesmo.
Mas eu acreditava, olha como sou ingênua, que quando a pessoa acumulava pontos na carteira de motorista,estes pontos eram computados em algum lugar e quando o dito cujo fosse parado numa blitz, por exemplo, ao consultar os dados do motorista o policial já saberia quantos pontos estavam acumulados etc. Por outro lado, não há nenhuma fiscalização dos tais pontos. E mesmo o motorista que já atingiu a pontuação máxima (20 pontos) pode continuar dirigindo livremente sem que ninguém o puna realmente.
Para completar os absurdos, todos sabem, alguns dias atrás o deputado Fernando Ribas Carli Filho envolveu-se em um acidente causando duas mortes. O agravante de tudo é que além do deputado estar com teor etílico no sangue, o nobre deputado estava com a carteira de habilitação cassada. No entanto, continuou dirigindo livremente e em alta velocidade, o que atestam as várias multas de trânsito em seu nome, e por este delito.
O mais revoltante é o fato de, logo após o acidente e a morte dos rapazes (estes cidadãos comuns, sem cargo público), as autoridades terem realizado exames para comprovar se havia álcool no sangue dos mortos. O exame só não foi realizado imediatamente no deputado, este sim alcoolizado, como comprova o laudo do socorrista, que lhe atendeu. O argumento para não realizar a testagem de álcool e drogas no deputado foi a necessidade de autorização. Notem, ele é um homem público, para ele as regras são outras. Os meninos que morrem em decorrência do acidente, tendo um deles sido decapitado devido a violência da batida, foram testados sem autorização alguma.
É estranho saber que na lei diz uma coisa e na prática as coisas funcionam de outro jeito. É exatamente como dizia aquele personagem da Revolução dos bichos, "todos são iguais, mas uns mais iguais que outros".
Mas eu acreditava, olha como sou ingênua, que quando a pessoa acumulava pontos na carteira de motorista,estes pontos eram computados em algum lugar e quando o dito cujo fosse parado numa blitz, por exemplo, ao consultar os dados do motorista o policial já saberia quantos pontos estavam acumulados etc. Por outro lado, não há nenhuma fiscalização dos tais pontos. E mesmo o motorista que já atingiu a pontuação máxima (20 pontos) pode continuar dirigindo livremente sem que ninguém o puna realmente.
Para completar os absurdos, todos sabem, alguns dias atrás o deputado Fernando Ribas Carli Filho envolveu-se em um acidente causando duas mortes. O agravante de tudo é que além do deputado estar com teor etílico no sangue, o nobre deputado estava com a carteira de habilitação cassada. No entanto, continuou dirigindo livremente e em alta velocidade, o que atestam as várias multas de trânsito em seu nome, e por este delito.
O mais revoltante é o fato de, logo após o acidente e a morte dos rapazes (estes cidadãos comuns, sem cargo público), as autoridades terem realizado exames para comprovar se havia álcool no sangue dos mortos. O exame só não foi realizado imediatamente no deputado, este sim alcoolizado, como comprova o laudo do socorrista, que lhe atendeu. O argumento para não realizar a testagem de álcool e drogas no deputado foi a necessidade de autorização. Notem, ele é um homem público, para ele as regras são outras. Os meninos que morrem em decorrência do acidente, tendo um deles sido decapitado devido a violência da batida, foram testados sem autorização alguma.
É estranho saber que na lei diz uma coisa e na prática as coisas funcionam de outro jeito. É exatamente como dizia aquele personagem da Revolução dos bichos, "todos são iguais, mas uns mais iguais que outros".
segunda-feira, maio 18, 2009
Não reaja, não resista
Em caso de assalto não reaja, entregue tudo sem movimentos bruscos, mantenha-se calmo. Esta é a recomendação da polícia. Mas é muitíssimo fácil ficar calmo quando temos uma arma apontada pra gente e estamos a ponto de perder o pouco dinheiro que temos.
Não reaja todo dizem, um salário do mês, ou um relógio, não são mais valiosos do que a tua vida. E não são mesmo, nada vale mais do que estar vivo, pois só este fato já te abre milhões de possibilidades.
Sabendo disso nós não reagimos, nós entregamos tudo, primeiro chamando por Deus e por um santo protetor, depois chamamos a policia, registramos o BO e vamos pra casa... sem reagir!
Não reaja! A frase é tantas vezes repetida que não reagimos mesmo. Não reagimos quando o governo descaradamente enfia a mão no nosso bolso, não reagimos quando o salário mínimo por 44horas semanais de trabalho recebe um aumento irrisório e o salário dos parlamentares, que trabalham 1/4 das horas semanais ou menos, recebe 50% de aumento sobre um salário já milionário. Não reagimos quando a polícia leva mais de uma hora para atender a nosso chamado numa situação de emergência. Nem reagimos quando as pessoas morrem esperando atendimento na fila de um hospital público. Não reagimos quando caras safados aproveitam a desgraça alheia para apropriar-se de doações. Nós não reagimos e a polícia que nos orienta a "não reação" também não reage. Ninguém reage. Será por isso que acham o brasileiro um povo pacífico?
Não reaja todo dizem, um salário do mês, ou um relógio, não são mais valiosos do que a tua vida. E não são mesmo, nada vale mais do que estar vivo, pois só este fato já te abre milhões de possibilidades.
Sabendo disso nós não reagimos, nós entregamos tudo, primeiro chamando por Deus e por um santo protetor, depois chamamos a policia, registramos o BO e vamos pra casa... sem reagir!
Não reaja! A frase é tantas vezes repetida que não reagimos mesmo. Não reagimos quando o governo descaradamente enfia a mão no nosso bolso, não reagimos quando o salário mínimo por 44horas semanais de trabalho recebe um aumento irrisório e o salário dos parlamentares, que trabalham 1/4 das horas semanais ou menos, recebe 50% de aumento sobre um salário já milionário. Não reagimos quando a polícia leva mais de uma hora para atender a nosso chamado numa situação de emergência. Nem reagimos quando as pessoas morrem esperando atendimento na fila de um hospital público. Não reagimos quando caras safados aproveitam a desgraça alheia para apropriar-se de doações. Nós não reagimos e a polícia que nos orienta a "não reação" também não reage. Ninguém reage. Será por isso que acham o brasileiro um povo pacífico?
sexta-feira, maio 15, 2009
"Ô Família do bem"
Um professor universitário foi agredido pelos irmãos do vice-governador do Amazonas, Omar Azziz. Os irmãos Amir e Mansur Aziz agrediram fisica e verbalmente professor Gilson Monteiro, que leciona jornalismo na Universidade Federal do Amazonas (Ufam), em sala de aula. O motivo que levou a agressão foi o fato de Monteiro ter falado sobre a cobertura da imprensa em relação à denúncias do envolvimento do vice-governador Omar Aziz em casos de pedofilia.
Os agressores assumiram terem se excedido e o vice-governador reprovou a atitude dos irmãos mas pretende processar o professor.
Os agressores assumiram terem se excedido e o vice-governador reprovou a atitude dos irmãos mas pretende processar o professor.
quarta-feira, maio 13, 2009
A casa e o fantasma
Geralmente para uma casa ser mal assombrada, isso nos contos de terror, o futuro fantasma deve morrer dentro da residência. Mas aqui no Rio Grande do Sul tá acontecendo um caso diferente. O ghost começou a assombrar antes mesmo de morrer. E não está assustando numa casinha qualquer, está assombrando a residência da governadora do Estado Yeda Crusius.
O fantasma, agora já felecido, Marcelo Cavalcante começou com algumas denúncias a respeito de um caixa dois na campanha da atual mandatária do Rio Grande do Sul. Mas ficou um diz-que-me-disse sem tamanho, abriram investigações e tals, nada foi apurado e o caso foi arquivado. Misteriosamente o assessor apareceu boiando no lago Paranoá em Brasília. É lá mesmo de onde o Oswaldo Montenegro queria sair de submarino. Curiosamente a primeira hipótese para o caso foi suicídio, depois cogitaram a possibilidade de alguém tê-lo matado.
Bem que esta história poderia ser exibida no "História extraordinárias", mas creio que isto não será feito, já que a rede de televisão que apresenta este programa, noticia apenas as denúncias que toda a mídia mostra, aquelas que nós estamos carecas (como o Lasier) de saber.
O Ministério Público diz que não reabrirá o caso a menos que sejam apresentadas provas contundentes. A viúva denuncia um caixa dois do caixa dois. Agora é esperar e ver no que vai dar, como será o final da história. Eu, como assisti muitos filmes de terror na vida creio que este será como a Hora do pesadelo e sexta-feira 13, o vilão sempre volta.
O fantasma, agora já felecido, Marcelo Cavalcante começou com algumas denúncias a respeito de um caixa dois na campanha da atual mandatária do Rio Grande do Sul. Mas ficou um diz-que-me-disse sem tamanho, abriram investigações e tals, nada foi apurado e o caso foi arquivado. Misteriosamente o assessor apareceu boiando no lago Paranoá em Brasília. É lá mesmo de onde o Oswaldo Montenegro queria sair de submarino. Curiosamente a primeira hipótese para o caso foi suicídio, depois cogitaram a possibilidade de alguém tê-lo matado.
Bem que esta história poderia ser exibida no "História extraordinárias", mas creio que isto não será feito, já que a rede de televisão que apresenta este programa, noticia apenas as denúncias que toda a mídia mostra, aquelas que nós estamos carecas (como o Lasier) de saber.
O Ministério Público diz que não reabrirá o caso a menos que sejam apresentadas provas contundentes. A viúva denuncia um caixa dois do caixa dois. Agora é esperar e ver no que vai dar, como será o final da história. Eu, como assisti muitos filmes de terror na vida creio que este será como a Hora do pesadelo e sexta-feira 13, o vilão sempre volta.
segunda-feira, maio 11, 2009
Violência
O programa "Repórter Record", apresentado pelo jornalista Roberto Cabrini aos domingos esta tocando pontos importantes da nossa vida. No último domingo falou sobre as crianças e adolescentes que entram para o crime. O que mais me tocou foi ver o quanto algumas destas crianças são cruéis. Sim, eu concordo que o sistema, a sociedade, o meio levam muitas pessoas a cometer crimes, ou escolhem esta vida por não acreditarem ter outra opção. Mas a crueldade no crime, nas palavras me chocou.
Porque tu até espera ao entrevistar um usuário de drogas, um traficante ou um assaltante adulto que ele tente te assustar ou se aproveite do possível receio que tu podes ter ao ficar diante dele. Agora, de uma criança, quando tu perguntas o que ele vai fazer da vida, o que ela espera, se quer sair desta vida, pelo menos eu, esperava que dissesse que sim. E para minha surpresa o que ele disse é que queria entrar 'pro "movimento", assaltar médico, criança, mulher, velho, jornalista...'.
Fiquei sem saber o que pensar. Principalmente quando a mãe de uma destas crianças disse que esperava uma vida melhor para os filhos, que um dos mais velhos já estava no crime, mas que pr'aquele, menor, ela esperava outra vida. No entanto, o guri queria mesmo era o "movimento" e ao ouvir a mãe, deu-lhe um empurrão, gritou, disse que não tinha mais entrevista. A mulher ficou sem reação, disse que não sabia mais o que fazer e que ele ameaçava matar meio mundo, inclusive ela.
Fiquei pensando se a droga torna as pessoas cruéis, se é um distúrbio de personalidade. O que pode tornar uma pessoa assim tão má, sem amor por ninguém, nem pela própria mãe?
Porque tu até espera ao entrevistar um usuário de drogas, um traficante ou um assaltante adulto que ele tente te assustar ou se aproveite do possível receio que tu podes ter ao ficar diante dele. Agora, de uma criança, quando tu perguntas o que ele vai fazer da vida, o que ela espera, se quer sair desta vida, pelo menos eu, esperava que dissesse que sim. E para minha surpresa o que ele disse é que queria entrar 'pro "movimento", assaltar médico, criança, mulher, velho, jornalista...'.
Fiquei sem saber o que pensar. Principalmente quando a mãe de uma destas crianças disse que esperava uma vida melhor para os filhos, que um dos mais velhos já estava no crime, mas que pr'aquele, menor, ela esperava outra vida. No entanto, o guri queria mesmo era o "movimento" e ao ouvir a mãe, deu-lhe um empurrão, gritou, disse que não tinha mais entrevista. A mulher ficou sem reação, disse que não sabia mais o que fazer e que ele ameaçava matar meio mundo, inclusive ela.
Fiquei pensando se a droga torna as pessoas cruéis, se é um distúrbio de personalidade. O que pode tornar uma pessoa assim tão má, sem amor por ninguém, nem pela própria mãe?
quarta-feira, maio 06, 2009
Chuva, vento... chegou o inverno
O inverno já mostrou a cara aqui na minha terra. E esta uma sensação de frio terrível, tudo culpa do vento que desmancha os penteados das senhouras, levanta a saia das moças e rouba os chapéus dos cavalheiros. Pra mim que não gosto de frio não é muito agradável, pois no inverno a coisa mais simples como ir ao banheiro é um drama. No entanto, não posso dizer que não tem sua estética e sua beleza. Quanto a estética do frio quem fala bem sobre ela é o Vitor Ramil.
Já eu fico encolhida, coberta dos pés a cabeça de roupa, deve ser por isso que não tenho grandes intenções de visitar a Europa, só de me imaginar no meio da neve me dá arrepios. Como faz parte o inverno e, ultimamente, não temos tido estações muito bem definidas o melhor é aproveitar, colocar uma roupinha mais quente, tomar um café ou um chocolate quente com os amigos e dar calor humano, que é o que aquece melhor em qualquer inverno.
Já eu fico encolhida, coberta dos pés a cabeça de roupa, deve ser por isso que não tenho grandes intenções de visitar a Europa, só de me imaginar no meio da neve me dá arrepios. Como faz parte o inverno e, ultimamente, não temos tido estações muito bem definidas o melhor é aproveitar, colocar uma roupinha mais quente, tomar um café ou um chocolate quente com os amigos e dar calor humano, que é o que aquece melhor em qualquer inverno.
terça-feira, maio 05, 2009
Revista interessante
Atualmente as duas únicas revistas que tenho lido são a TPM, que tem um link ali do lado, e a Super interessante, porque meu pai assina. Na maiorira das vezes leio a revista um pouco atrasada, mas este mês dei uma olhada por alto na revista. Das seções que mais gosto está a Ciência Maluca e a Conexões. Vale a pena pelas curiosidades, além disso alguns temas são tratados com profundidade.
A visita fica pra próxima
O presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad adiou sua visita ao Brasil. A viagem estava marcada para esta semana. O adiamento se deu ontem e o motivo dado foi a proximidade das eleições presidenciais do Irã. Estava programado encontro entre o Ahmadinejad, o presidente Lula e empresários.
Segundo alguns telejornais foram realizadas manifestações contra a visita de Ahmadinejad ao Brasil. A vinda do presidente do Irã foi adiada para depois das eleições naquele país. Vamos ver como se dará a estadia dele.
Segundo alguns telejornais foram realizadas manifestações contra a visita de Ahmadinejad ao Brasil. A vinda do presidente do Irã foi adiada para depois das eleições naquele país. Vamos ver como se dará a estadia dele.
segunda-feira, maio 04, 2009
Cinema
Fico um pouco tristinha, porque lá em Rio Grande o projeto Cine Arte sempre passa filmes ótimos, que eu adoraria ver ou rever, como o de hoje que é Ao mestre com Carinho, que adoraria rever. Aqui no IAD também tem ciclo de cinema e debates, já peguei a agenda, tem filmes legais, o problema é que tenho aula no horário do filme.
Fiquei tentada a rever Ao mestre com carinho, adoro este filme!
Fiquei tentada a rever Ao mestre com carinho, adoro este filme!
Gripe A
A influenza tipo A ou a famosa gripe suína esta na boca do povo. O pânico tomou conta da população mexicana, americana e parte da europeia. Muitas pessoas falaram do descontrole, dos descuidos e sei lá mais o que, mas apenas uma pessoa falou com a propriedade de quem sabia o que dizia, porque a gripe se espalhou tão rápido. Não, não era um epidemiologista, nem um médico renomado. Quem demonstrou em termos práticos o motivo da população ter ficado doente de forma fatal foi um vendedor de rua em entrevista a uma repórter da record. Sem rodeios o homem disse que a população adoeceu porque estava fraca e a culpa era da miséria e da pobreza do país. Sem meias palavras disse algo que talvez para muitos seja óbvio e para outros seja algo que devia ter sido jogado debaixo do tapete.
quinta-feira, abril 30, 2009
Ainda a farra
Os deputados estão sentindo-se injustiçados pela imprensa dizendo que ela só faz falar mal. Também dizem que a Câmara deveria ter um espaço para divulgar o bom trabalho que fazem, as investigações bem sucedidas, os dias de plenário cheio e de decisões importantes. Eu concordo com o Jô Soares que disse ontem em seu programa que o papel da mídia é este de denunciar, afinal de contas ninguém recebe elogios e prêmios por fazer aquilo pelo qual é pago para fazer.
É por acreditarem que merecem um direito de resposta, mesmo que para isto tenham que utilizar dinheiro público, que os deputados defendem o uso da mídia para responder as acusações da farra aérea. Como todo mundo dá a sua opinião nesta vida (mesmo quando a opinião não foi solicitada), eu vou dar a minha opinião:
Senhores deputados trabalhem pelo povo como se vocês fizessem parte deste, respeitem o lugar que ocupam lembrando que a cadeira, o posto ou o mandato não pertence a vocês, e não se ofendam quando dizemos que os políticos são uns exploradores, mas isto só se o senhor está na Câmara por apenas um mandato, pois se já passou disso e o senhor se mantém aí é porque está aí pelo senhor e não pelo povo.
É por acreditarem que merecem um direito de resposta, mesmo que para isto tenham que utilizar dinheiro público, que os deputados defendem o uso da mídia para responder as acusações da farra aérea. Como todo mundo dá a sua opinião nesta vida (mesmo quando a opinião não foi solicitada), eu vou dar a minha opinião:
Senhores deputados trabalhem pelo povo como se vocês fizessem parte deste, respeitem o lugar que ocupam lembrando que a cadeira, o posto ou o mandato não pertence a vocês, e não se ofendam quando dizemos que os políticos são uns exploradores, mas isto só se o senhor está na Câmara por apenas um mandato, pois se já passou disso e o senhor se mantém aí é porque está aí pelo senhor e não pelo povo.
quarta-feira, abril 29, 2009
Crise
A palavra da vez na boca do povão é a CRISE. O Lula disse que a crise é dos "loiros de olhos azuis", uma gafe criticada a rodo por todas as pessoas que dizem entender de economia. Eu confesso, não entendo nada, só sei que preciso trabalhar muito para poder gastar um pouquinho e que é necessário muito cuidado para não exagerar nos gastos e ficar sem nada. Aí falam que as montadoras estão demitindo, que as lojas de luxo estão em crise. Mas eu, na minha ignorância em relação a investimentos e capital e capitalismo, me pergunto, já não tem muitos carros nas ruas não? Tá certo que as pessoas precisam de emprego, oquei, caso é que não são todas as pessoas que tem grana e espaço para manter mais de um carro.
Da mesma forma móveis, equipamentos. Não seria hora de rever os conceitos? Não vejo muito sentido em fabricar, fabricar coisas e não ter o que fazer ou que fim dar as coisas velhas, por exemplo.
Somos um país pobre, terceiro mundo, as primeiras necessidades ainda são prioridade.
Da mesma forma móveis, equipamentos. Não seria hora de rever os conceitos? Não vejo muito sentido em fabricar, fabricar coisas e não ter o que fazer ou que fim dar as coisas velhas, por exemplo.
Somos um país pobre, terceiro mundo, as primeiras necessidades ainda são prioridade.
terça-feira, abril 28, 2009
Pelotas já bateu o número de homicídios do ano passado
Faz um tempo eu tenho colocado isso aqui no blog, não com intenção de assustar, mas numa constatação meio assombrada de que a cidade tá realmente ficando mais violenta. No final de semana o número de homicídios chegou a mesma marca de todo o ano passado. Suspeita-se de que o aumento deste tipo de crime na cidade seja motivado pelo consumo de "crack", droga que vicia rapidamente e que tem como uma de suas características uma potencialização da violência.
O combate a violência está na prevenção e na educação em relação as drogas. É preciso ter uma ação de combate, de recuperação e de prevenção e educação, de forma isolada nenhuma delas irá funcionar plenamente.
O combate a violência está na prevenção e na educação em relação as drogas. É preciso ter uma ação de combate, de recuperação e de prevenção e educação, de forma isolada nenhuma delas irá funcionar plenamente.
Desavisados
É impressionante como as pessoas fazem coisa sem pensar. Durante oito anos foram incutindo na cabeça dos cidadãos o perigo do terrorismo, o quanto o terror estava presente nas ruas das grandes cidades americanas. De repente, um belo dia, eles resolvem tirar fotos de alguns aviões e para isto é necessário voos rasantes por sobre edifícios e prédios. Uma cidade inteira entra em pânico por besteira. Bem que eles podiam ter dado um aviso: "não se preocupem cidadãos, não é um ataque terrorista. Deus abençõe a américa!" A sorte é que dizem que Deus proteje os distraídos, as crianças e os bêbados.
sexta-feira, abril 24, 2009
Mijou fora do penico
Imagino como deve ser difícil ser mulher de político e ouvir toda a sorte de "qualificações" que os cidadãos dão a ele. Sim porque há quem diga que tem político sério, poucos mas tem, para as esposas destes deve ser ainda mais difícil. Já aquelas, casadas com os que não tem tão bom caráter assim, (vou ser suave pra não ser processada) devem fazer como os juízes de futebol não escutam os xingamentos. Agora fico pensando na situação da Patrícia Pillar que chega ser muito mais conhecida publicamente que o marido, Ciro Gomes. Eu admiro a Patrícia, não só pelo seu trabalho como por sua força, seu exemplo na luta contra um câncer e sua atitude engajada.
Já o Ciro não o conheço bem, afinal nosso país é tão grande que parece que ele surgiu ontem na política. E isto é um problema sério que temos. Nosso Brasil é muito extenso, os estados muitos afastados, na maioria das vezes ficamos conhecendo este ou aquele quando estão concorrendo a presidência e como votar em alguém que não conhecemos? Ficamos sabendo pela mídia que tal governador fez isso, tão deputado fez aquilo, mas é tudo muito "espraiado" e por vezes demora fazer a conexão entre um fato e outro.
O caso das passagens aéreas, ao que me consta começou com o irmão do senhor Ciro Gomes, que "pagou" com dinheiro público passagens para a sogra viajar aos Estados Unidos. Agora após matéria do Correio Braziliense o senador Ciro Gomes deu uma declaração exaltada. Eu até concordo que a mídia pisa na bola muitas vezes divulgando coisas sem investigações cuidadosas, por outro lado, deputados e senadores se apropriam da coisa pública esquecendo de que nós, os eleitores, é que os colocamos lá. O senador Ciro Gomes podia ter criticado a cobertura jornalística, podia ter argumentado que o Ministério Público não divulgou as informações. Sim, podia, só não podia ter metido o "caralho" na conversa. Acabou foi mijando fora do pinico.
Já o Ciro não o conheço bem, afinal nosso país é tão grande que parece que ele surgiu ontem na política. E isto é um problema sério que temos. Nosso Brasil é muito extenso, os estados muitos afastados, na maioria das vezes ficamos conhecendo este ou aquele quando estão concorrendo a presidência e como votar em alguém que não conhecemos? Ficamos sabendo pela mídia que tal governador fez isso, tão deputado fez aquilo, mas é tudo muito "espraiado" e por vezes demora fazer a conexão entre um fato e outro.
O caso das passagens aéreas, ao que me consta começou com o irmão do senhor Ciro Gomes, que "pagou" com dinheiro público passagens para a sogra viajar aos Estados Unidos. Agora após matéria do Correio Braziliense o senador Ciro Gomes deu uma declaração exaltada. Eu até concordo que a mídia pisa na bola muitas vezes divulgando coisas sem investigações cuidadosas, por outro lado, deputados e senadores se apropriam da coisa pública esquecendo de que nós, os eleitores, é que os colocamos lá. O senador Ciro Gomes podia ter criticado a cobertura jornalística, podia ter argumentado que o Ministério Público não divulgou as informações. Sim, podia, só não podia ter metido o "caralho" na conversa. Acabou foi mijando fora do pinico.
quinta-feira, abril 23, 2009
Brasil
Ontem fiquei pensando, 22 de abril, tem alguma coisa neste dia que não tô conseguindo lembrar. Quando foi a noite lembrei de uma perguntinha bem cretina que todo mundo deve ter respondido alguma vez numa prova de história: "quando o Brasil foi descoberto?". Lembro que uma vez respondi errado, sei lá, acho que pensava que um lugar, onde já tem gente vivendo não poderia ser descoberto. Melhor seria se a pergunta fosse, "quando o Brasil foi invadido?", ou "quando o Brasil foi desapropriado?". Sei lá, mas enfim, o seu Pedro venho lá d'além mar, atracou suas caravelas em Porto Seguro, viu que por aqui "se plantando tudo dá", que os índios viviam nus e que por cá haviam muitas riquezas. Com a descoberta começou a exploração das nossas riquezas naturais, da diversidade (nesta época aindanão era chamada assim). Depois de um tempo a família real veio de mala e cuia, porque estava fugindo, continuaram explorando até voltar para sua amada terrinha. E aqui estamos nós, ainda sendo explorados, por outras "majestades", de outras formas, mas explorados.
Enfim, não considero que 22 de abril seja uma data a se comemorar, mas serve para pensarmos sobre nosso passado e o que queremos para o futuro.
Enfim, não considero que 22 de abril seja uma data a se comemorar, mas serve para pensarmos sobre nosso passado e o que queremos para o futuro.
quarta-feira, abril 22, 2009
Farra aérea
Verdade seja dita, a farra está sendo divulgada agora, mas todo mundo já sabia que rola faz tempo. É como todos os benefícios que os deputados e senadores recebem ao serem empossados no cargo, a questão é que eles não sabem o que é deles e o que é do povo. Depois de algum tempo no poder, com tanta fartura eles esquecem que não são os todo poderosos donos de tudo. É pena, porque a grande maioria da população luta muito pra ter alguma coisa de sua, ralam pra educar os filhos e mostrar o que é certo e o que é errado. Mas aí, as crianças ligam a televisão, saem na rua e vêem que tudo o que os pais ensinaram acontece de forma contrária nas esferas do poder, naquele lugar onde seus direitos deveriam ser garantidos. Como manter o discurso? Como dizer pr'um filho que roubar é errado e que tem punição, se os que mais desviam grana nunca vão para a cadeia?
Homicídios
Mais chocante do que o número de homicídios em Pelotas, já estamos no 23º, quase alcançando o número total do ano passado, é saber o que motivou os crimes. A motivação vai de disputa por namoradas, roubo, drogas e por aí vai. Alguns motivos chocam demais pela futilidade ou fraqueza do argumento. A nossa vida tem valido tão pouco ultimamente...
Piratas da Somália

Mesmo preso o pirata somali Abdi Wali Abdi Khadir Muse sorri. Talvez para ele prisão perpétua nos Estados Unidos, com um teto sob sua cabeça e comida no estômago seja melhor que a liberdade num país de terceiro mundo, que muitas vezes está em guerra, onde se vê gente morrendo a cada segundo. Ou quem sabe ele esteja sorrindo pela proeza que conseguiu fazer, raptar um navio que transportava comida do programa Mundial de Alimentos das Nações Unidas para a Somália. Sem o glamour de Hollywood, o pirata somali em nada se parece com o Jack Sparrow, de Jonny Deep, a não ser pela ousadia de se aventura pelo oceano invadindo navios americanos. Mais antiga que a pirataria é o que leva jovens somalis a enveredar por este caminho, a miséria, a doença e um governo em crise tornam algumas opções menos piores, tal como uma perpétua na terra do tio Sam. Talvez esteja escrevendo besteira, quem sabe os militares americanos são bons e os piratas somalis sejam realmente muito maus, ou quem sabe cada um tem um pouco dos dois lados, e desta vez não exista mocinho.
*Foto do Google
FMI
Vou fazer só uma pergunta, bem simples, bem direta, já não demos muita grana para o FMI, enquanto pagamos juros sobre juros da nossa dívida externa???? Se tá sobrando dinheiro no Brasil porque é que ainda temos um caos na saúde, escolas cheias de problemas, prisões superlotadas, gente morrendo de fome e morando nas ruas????
Das duas uma, ou o presidente esta morando n'outro país enquanto responde pela presidência do Brasil ou está achando que com isto vai conseguir eleger sua candidata a sucessão. Adianto que a segunda opção é a mais improvável.
Das duas uma, ou o presidente esta morando n'outro país enquanto responde pela presidência do Brasil ou está achando que com isto vai conseguir eleger sua candidata a sucessão. Adianto que a segunda opção é a mais improvável.
sexta-feira, abril 17, 2009
Falta bala, não tem fio, a corda rebenta
Conforme estudos psiquiátricos de tempos em tempos acontecem homicídios seguidos de suicídios. É um percentual pequeno. Ainda menor é o percentual de mulheres que cometem este tipo de crime. É por isso que o crime ocorrido na grande Porto Alegre chocou tanto o Estado. Mas o que me intriga de verdade é que, geralmente, quando acontece homicídios com suicídio o suicida sobrevive. Observe os crimes com este contexto. A ameaça 'primeiro te mato, depois me mato', é uma balela terrível, pois o ser humano tem uma enorme capacidade de lutar por sua sobrevivência, talvez daí a dificuldade em tirar a própria vida. Eu nunca pensei em suicídio, no entanto confesso que, analisando a mim mesma, acredito que teria mais coragem de matar alguém do que cortar propositadamente a mão, por exemplo.
E isso me intriga demais, essa coisa de matar a família por que ama demais e não quer deixá-los. Fico pensando na história do filme 'Sete vidas', do quanto o personagem do Will Smith sofreu por sentir-se culpado do acidente que causou a morte de sete pessoas, incluindo sua esposa e do peso que carregava por ter sobrevivido. Pensando nesta história tento entender como alguém conseguiu agir tão friamente, matando o marido, indo trabalhar, passando pela igreja. Para mim este crime também possui requintes de crueldade, porque a homicida ainda teve a frieza de levar a irmã e a sobrinha de seis anos para comer no McDonald's sabendo que iria matá-las em algumas horas.
As desculpas por não ter conseguido concluir o suicídio podem ser inúmeras, mas com certeza, viver com a lembranças de ter acabado com as pessoas (que diz) que mais ama é morrer estando vivo.
E isso me intriga demais, essa coisa de matar a família por que ama demais e não quer deixá-los. Fico pensando na história do filme 'Sete vidas', do quanto o personagem do Will Smith sofreu por sentir-se culpado do acidente que causou a morte de sete pessoas, incluindo sua esposa e do peso que carregava por ter sobrevivido. Pensando nesta história tento entender como alguém conseguiu agir tão friamente, matando o marido, indo trabalhar, passando pela igreja. Para mim este crime também possui requintes de crueldade, porque a homicida ainda teve a frieza de levar a irmã e a sobrinha de seis anos para comer no McDonald's sabendo que iria matá-las em algumas horas.
As desculpas por não ter conseguido concluir o suicídio podem ser inúmeras, mas com certeza, viver com a lembranças de ter acabado com as pessoas (que diz) que mais ama é morrer estando vivo.
Adendo a vida de gado
Esqueci de dizer que o "estouro" de uma multidão pode ser tão destrutivo quanto o estouro de uma boiada.
Também quero deixar claro que meu intuito não é que o transporte coletivo de massa acaba, mas ressaltar a necessidade de suas melhorias. E destacar que as pessoas também precisam se melhorar, principalmente em questões de educação, gentileza, etc.
Obrigada pelo comentário Balastraca, fique a vontade para comentar sempre.
Também quero deixar claro que meu intuito não é que o transporte coletivo de massa acaba, mas ressaltar a necessidade de suas melhorias. E destacar que as pessoas também precisam se melhorar, principalmente em questões de educação, gentileza, etc.
Obrigada pelo comentário Balastraca, fique a vontade para comentar sempre.
quinta-feira, abril 16, 2009
Vida de Gado
Tem algumas músicas que fazem uma analogia do ser humano com o gado, talvez a mais conhecida seja "admirável gado novo", do Zé Ramalho. E outra me lembra o quanto o tropeiro se irmana com o boi durante uma tropeada é o caso de "Poncho molhado", de Jose Hilário Retamozzo.
O touro é um animal que parece pacífico. Na Índia as vacas são adoradas como animais sagrados, tem direito de passagem nas ruas, ganham comida na boca (claro que isso é parte da história). Já na Espanha o touro é massacrado em arenas, lutam com homens, estes achando que estão de igual para igual com o animal, no entanto estão armados com espadas e espetos que o fazem sofrer numa dança que seduz muitos olhares.
No entanto, a visão mais comum que se tem do gado é sendo levado em comitivas para fazendas e matadouros. É aquela imagem da manada sendo conduzida sem revoltas, eles vão todos juntos sendo tocados, empurrados para o matadouro, sem pensar, sem nada, seu destino é só um. Como diz a letra de outra música "Os homens de preto", "Os homens de preto trazendo a boiada/ Vêm rindo, cantando, dando gargalhada/ o bicho coitado não pensa em nada/ Só vai pela estrada direito a charqueadas/ Deus, Deus, Deus, Deus, Deus, você fez". Deve ter sido assim que os passageiros do trem no Rio de Janeiro se sentiram, sendo empurrados, chicoteados e agredidos para entrar nos vagões e sair das portas.
O que me chocou é alguns passageiros declararem que as agressões ocorriam constantemente. Por outro lado fiquei aliviada com a declaração do responsável de que os seguranças não tinham permissão para portar armas. Ainda bem né?! Porque imaginem se no momento em que aconteceu a confusão ao invés de um chicote o cara tivesse uma arma?
Eu confesso, tenho medo de multidões. Não gosto de muita gente na minha volta e de ter a sensação de que não tenho saída, que tem tanta gente a minha volta que não tenho como me mexer. Isso me dá pânico, me dá falta de ar. E geralmente, quando estou numa situação destas, quando estamos numa situação destas somos levados pela multidão, não temos escolha de ir por aqui, de ir pra lá, pois tem tanta gente, somos tantas reses, que não há como pensar e agir individualmente. Tente fazer isso num show? Vá num show bem lotado ou num jogo de futebol e preste atenção em como acontece a entrada ao abrirem os portões. Meu medo não é apenas por que me sinto gado, mas principalmente pelo motivo de que, qualquer coisa que acontece numa situação de "gentarada" tem uma dimensão muito maior. Um professor meu disse uma vez que "se na multidão alguém disser, 'vamô invadi', não há controle e eles invadem", as pessoas se machucam, são massacradas, mas ninguém pensa. A diferença entre nós, seres humanos numa multidão e do gado numa manada é que na boiada não tem um touro que diz, 'vamô invadi negada!'.
* A foto eu peguei emprestada no Suco de Cevada.
O touro é um animal que parece pacífico. Na Índia as vacas são adoradas como animais sagrados, tem direito de passagem nas ruas, ganham comida na boca (claro que isso é parte da história). Já na Espanha o touro é massacrado em arenas, lutam com homens, estes achando que estão de igual para igual com o animal, no entanto estão armados com espadas e espetos que o fazem sofrer numa dança que seduz muitos olhares.
No entanto, a visão mais comum que se tem do gado é sendo levado em comitivas para fazendas e matadouros. É aquela imagem da manada sendo conduzida sem revoltas, eles vão todos juntos sendo tocados, empurrados para o matadouro, sem pensar, sem nada, seu destino é só um. Como diz a letra de outra música "Os homens de preto", "Os homens de preto trazendo a boiada/ Vêm rindo, cantando, dando gargalhada/ o bicho coitado não pensa em nada/ Só vai pela estrada direito a charqueadas/ Deus, Deus, Deus, Deus, Deus, você fez". Deve ter sido assim que os passageiros do trem no Rio de Janeiro se sentiram, sendo empurrados, chicoteados e agredidos para entrar nos vagões e sair das portas.

O que me chocou é alguns passageiros declararem que as agressões ocorriam constantemente. Por outro lado fiquei aliviada com a declaração do responsável de que os seguranças não tinham permissão para portar armas. Ainda bem né?! Porque imaginem se no momento em que aconteceu a confusão ao invés de um chicote o cara tivesse uma arma?
Eu confesso, tenho medo de multidões. Não gosto de muita gente na minha volta e de ter a sensação de que não tenho saída, que tem tanta gente a minha volta que não tenho como me mexer. Isso me dá pânico, me dá falta de ar. E geralmente, quando estou numa situação destas, quando estamos numa situação destas somos levados pela multidão, não temos escolha de ir por aqui, de ir pra lá, pois tem tanta gente, somos tantas reses, que não há como pensar e agir individualmente. Tente fazer isso num show? Vá num show bem lotado ou num jogo de futebol e preste atenção em como acontece a entrada ao abrirem os portões. Meu medo não é apenas por que me sinto gado, mas principalmente pelo motivo de que, qualquer coisa que acontece numa situação de "gentarada" tem uma dimensão muito maior. Um professor meu disse uma vez que "se na multidão alguém disser, 'vamô invadi', não há controle e eles invadem", as pessoas se machucam, são massacradas, mas ninguém pensa. A diferença entre nós, seres humanos numa multidão e do gado numa manada é que na boiada não tem um touro que diz, 'vamô invadi negada!'.
* A foto eu peguei emprestada no Suco de Cevada.
quarta-feira, abril 15, 2009
É, eu devo ter dormido neste dia!
Passou batido por mim uma polêmica das boas, daquelas que eu daria um dedinho para entrar e a mão inteirinha para sair. É justamente por isso que tô me manifestando agora, com vários meses de atraso até, mas com toda a indignação de que tenho direito. Inclusive, já me defendendo de futuras retaliações, reiterando mais uma vez que sou contra, totalmente contra qualquer tipo de ditadura, independente do lado que ela venha ou de quem a comande. Fardado ou não, barbudo ou não, o ditador sempre é cruel, sempre quer abafar as vozes que se exaltam para defender direitos simples e primordiais da "pessoa humana", tais como o direito de ir e vir, a livre expressão e a dignidade. A ditadura, como já disse seja ela de direita ou esquerda, sempre impõe regras para a população e principalmente impõe punições severas a quem não as cumpre. E mais grave do que isso deixa um espaço vago e uma decisão do que é certo e errado nas mãos de militares muitas vezes despreparados. Pensem comigo, um jovem militar em uma disputa amorosa com um jovem ativista político, por exemplo. O que vocês acham que vai acontecer? O jovem milico irá ser imparcial em sua análise do outro? Ele é humano, coloque-se no lugar dele e pense na tentação que ele teria de ferrar com o concorrente, ainda mais tendo a benção do Estado. Nós não somos imparciais nos nossos julgamentos, pois quando vamos emitir um juízo de valor estamos carregados de experiências anteriores, de pré-conceitos, de idéias e tudo isso influencia na nossa análise. Eu mesma neste momento estou cheia de indignação em relação ao assunto. Confesso que não li o editorial da Folha de São Paulo que classificava o regime militar no Brasil de "ditabranda", mas o repudio totalmente. Primeiro por ter estudado o período da ditadura, por ter lido vários relatos sobre a repressão e a tortura.
Aqui abaixo colocarei links de textos, que obviamente discordam da opinião da Folha em relação a "ditabranda", que diga-se de passagem não lhe atingiu tanto como atingiu jornais como o Estadão, o Opinião e tantos outros que não tinham uma relação próxima com os generais presidentes e sua ideologia.
Editor discorda da direção do jornal
A "ditabranda" e a culpa de Fidel
Direita, volver!
Os limites do ombudsman
Ato em repúdio a Folha
Folha "ditabranda" de São Paulo
O famigerado editorial da folha
Jornalismo nas americas
Aqui abaixo colocarei links de textos, que obviamente discordam da opinião da Folha em relação a "ditabranda", que diga-se de passagem não lhe atingiu tanto como atingiu jornais como o Estadão, o Opinião e tantos outros que não tinham uma relação próxima com os generais presidentes e sua ideologia.
Editor discorda da direção do jornal
A "ditabranda" e a culpa de Fidel
Direita, volver!
Os limites do ombudsman
Ato em repúdio a Folha
Folha "ditabranda" de São Paulo
O famigerado editorial da folha
Jornalismo nas americas
"Oscar da televisão??"
Sempre desconfio de pessoas que se auto premiam, daquelas que aceitam pagar os tops mais, que lhe oferecem de tempos em tempos com o argumento de: "a comunidade lhes indicou". Além de ser ridículo pagar para receber um prêmio, mais incompreensível para mim é se deixar "clicar" e sair nas páginas dos jornais recebendo a estatueta com aquele sorrisão de "olha mãe, teu filho é um sucesso".
Por outro lado a rede globo, e a RBSTV também, costumam organizar prêmios famosíssimos onde os únicos premiados são seus próprios funcionários e diretores. Depois ocupam um espaço grande da programação para mostrar a premiação. No último domingo, Páscoa, o famigerado domingão do Faustão apresentou "os melhores do ano", deixando claro que isso é na opinião do público que assiste a globo e que aceitou ter três pré-indicações. Anunciado como o "oscar da televisão brasileira", a dita premiação foi entregue a atrizes, atores, repórteres e apresentadores, todos da folha das organizações globo, é claro. Fiquei besta com tanta impáfia. A rede globo nunca foi, mas antigamente até tinha, a melhor programação e imagem da tevê. No entanto, atualmente a concorrência está muito bem equipada, com profissionais de qualidade e no jornalismo dão de mango no jornal nacional. Foi-se a época em que a melhor transmissão era a das organizações do senhor Roberto Marinho. Principalmente, porque está época era aquela em que generais residiam em Brasília e comandavam a presidência da República. Naquele tempo sim, apenas os amigos dos generalíssimos conseguiam importar equipamentos de última geração.
Não assisti a premiação, pois não assisto na rede globo nada além da sessão da tarde, os simpsons, o jornal hoje (por causa da Sandra Annenberg e do Evaristo Costa), e alguma novela que passe no vale a pena ver de novo (pois as novelas novas são uma grande bosta ultimamente). Eu até gostava do vídeo show, mas agora com esta de "entrar" ao vivo, com o Barricheli e aquela loira com nariz de fuinha não dá. Gosto do André Marques e até da Angélica, só que aqueles dois "bonitinhos" são intragáveis.
Agora se vamos falar em Oscar da televisão brasileira então devemos falar em troféu imprensa. É sim, devemos lembrar que a rede de Sílvio Santos não exclui profissionais de outras emissoras em suas indicações e nas premiações também.
Pois, e o objetivo é premiar os melhores profissionais de um determinado seguimento todos os profissionais devem ser avaliados, mesmos os funcionários da concorrência. Do contrário ficaria mais bonito dizer que é a premiação dos melhores da empresa. De uma empresa que até já foi a melhor, mas que vem perdendo espaço. Acho que nesta emissora eles esqueceram aquela frase do Sócrates, que nós nunca devíamos esquecer, "só sei, que nada sei".
Por outro lado a rede globo, e a RBSTV também, costumam organizar prêmios famosíssimos onde os únicos premiados são seus próprios funcionários e diretores. Depois ocupam um espaço grande da programação para mostrar a premiação. No último domingo, Páscoa, o famigerado domingão do Faustão apresentou "os melhores do ano", deixando claro que isso é na opinião do público que assiste a globo e que aceitou ter três pré-indicações. Anunciado como o "oscar da televisão brasileira", a dita premiação foi entregue a atrizes, atores, repórteres e apresentadores, todos da folha das organizações globo, é claro. Fiquei besta com tanta impáfia. A rede globo nunca foi, mas antigamente até tinha, a melhor programação e imagem da tevê. No entanto, atualmente a concorrência está muito bem equipada, com profissionais de qualidade e no jornalismo dão de mango no jornal nacional. Foi-se a época em que a melhor transmissão era a das organizações do senhor Roberto Marinho. Principalmente, porque está época era aquela em que generais residiam em Brasília e comandavam a presidência da República. Naquele tempo sim, apenas os amigos dos generalíssimos conseguiam importar equipamentos de última geração.
Não assisti a premiação, pois não assisto na rede globo nada além da sessão da tarde, os simpsons, o jornal hoje (por causa da Sandra Annenberg e do Evaristo Costa), e alguma novela que passe no vale a pena ver de novo (pois as novelas novas são uma grande bosta ultimamente). Eu até gostava do vídeo show, mas agora com esta de "entrar" ao vivo, com o Barricheli e aquela loira com nariz de fuinha não dá. Gosto do André Marques e até da Angélica, só que aqueles dois "bonitinhos" são intragáveis.
Agora se vamos falar em Oscar da televisão brasileira então devemos falar em troféu imprensa. É sim, devemos lembrar que a rede de Sílvio Santos não exclui profissionais de outras emissoras em suas indicações e nas premiações também.
Pois, e o objetivo é premiar os melhores profissionais de um determinado seguimento todos os profissionais devem ser avaliados, mesmos os funcionários da concorrência. Do contrário ficaria mais bonito dizer que é a premiação dos melhores da empresa. De uma empresa que até já foi a melhor, mas que vem perdendo espaço. Acho que nesta emissora eles esqueceram aquela frase do Sócrates, que nós nunca devíamos esquecer, "só sei, que nada sei".
quarta-feira, abril 08, 2009
Tenho me atrasado, mas é sem intenção
Algumas datas pra mim são importantes, aniversários, o feriado de páscoa, muito mais do que natal, 23 de abril dia do meu protetor São Jorge entre outros. Embora tenha havido uma mudança no calendário do dia do jornalista, pra mim continua sendo no dia 07 de abril, no caso ontem. Eu não esqueci, pelo contrário, apenas considerei que os posts que publiquei ontem eram mais importantes do que o simples, parabéns colegas.
Por outro lado, a nossa categoria está passando por muitas mudanças nas últimas semanas, entre elas a famosa lei de imprensa que está pra ser votada e a questão do diploma para exercer o jornalismo. São coisas a serem lembradas neste dia. Lembradas, pensadas e definidas. Não podemos deixar que os outros simplesmente decidam sem que façamos algo. Pois se for assim só nos restará dar a notícia de que não somos mais uma categoria e que as lutas de outrora para o reconhecimento da profissão e os benefícios foram em vão.
Por outro lado, a nossa categoria está passando por muitas mudanças nas últimas semanas, entre elas a famosa lei de imprensa que está pra ser votada e a questão do diploma para exercer o jornalismo. São coisas a serem lembradas neste dia. Lembradas, pensadas e definidas. Não podemos deixar que os outros simplesmente decidam sem que façamos algo. Pois se for assim só nos restará dar a notícia de que não somos mais uma categoria e que as lutas de outrora para o reconhecimento da profissão e os benefícios foram em vão.
terça-feira, abril 07, 2009
Em tempo...
Ao contrário do que possa parecer, não sou muito dada a homenagens póstumas, acho que quem vale a pena ser homenageado tem que sê-lo em vida. Mas como eu não conheço muita gente que admiro pessoalmente presto algumas homenagens aqui neste blog. Este espaço é para homenagear Marcio Moreira Alves, jornalista e ex-deputado, ele foi um dos ícones na luta contra a ditadura militar no Brasil. Marcio faleceu na sexta-feira de falência multipla dos órgãos.
Minha homenagem para o jornalista e ex-deputado Marcio Moreira Alves é como eram feitos os protestos naquela época, o hino que siginifica muito pra mim, que sempre me arrepio ao ouvi-lo.
Hino Nacional Brasileiro para um brasileiro que lutou pelo Brasil
Parte I
Ouviram do Ipiranga as margens plácidas
De um povo heróico o brado retumbante,
E o sol da liberdade, em raios fúlgidos,
Brilhou no céu da pátria nesse instante.
Se o penhor dessa igualdade
Conseguimos conquistar com braço forte,
Em teu seio, ó liberdade,
Desafia o nosso peito a própria morte!
Ó Pátria amada,
Idolatrada,
Salve! Salve!
Brasil, um sonho intenso, um raio vívido
De amor e de esperança à terra desce,
Se em teu formoso céu, risonho e límpido,
A imagem do Cruzeiro resplandece.
Gigante pela própria natureza,
És belo, és forte, impávido colosso,
E o teu futuro espelha essa grandeza.
Terra adorada,
Entre outras mil,
És tu, Brasil,
Ó Pátria amada!
Dos filhos deste solo és mãe gentil,
Pátria amada,
Brasil!
Parte II
Deitado eternamente em berço esplêndido,
Ao som do mar e à luz do céu profundo,
Fulguras, ó Brasil, florão da América,
Iluminado ao sol do Novo Mundo!
Do que a terra, mais garrida,
Teus risonhos, lindos campos têm mais flores;
"Nossos bosques têm mais vida",
"Nossa vida" no teu seio "mais amores."
Ó Pátria amada,
Idolatrada,
Salve! Salve!
Brasil, de amor eterno seja símbolo
O lábaro que ostentas estrelado,
E diga o verde-louro dessa flâmula
- "Paz no futuro e glória no passado."
Mas, se ergues da justiça a clava forte,
Verás que um filho teu não foge à luta,
Nem teme, quem te adora, a própria morte.
Terra adorada,
Entre outras mil,
És tu, Brasil,
Ó Pátria amada!
Dos filhos deste solo és mãe gentil,
Pátria amada,
Brasil!
Letra: Joaquim Osório Duque Estrada
Música: Francisco Manuel da Silva
Minha homenagem para o jornalista e ex-deputado Marcio Moreira Alves é como eram feitos os protestos naquela época, o hino que siginifica muito pra mim, que sempre me arrepio ao ouvi-lo.
Hino Nacional Brasileiro para um brasileiro que lutou pelo Brasil
Parte I
Ouviram do Ipiranga as margens plácidas
De um povo heróico o brado retumbante,
E o sol da liberdade, em raios fúlgidos,
Brilhou no céu da pátria nesse instante.
Se o penhor dessa igualdade
Conseguimos conquistar com braço forte,
Em teu seio, ó liberdade,
Desafia o nosso peito a própria morte!
Ó Pátria amada,
Idolatrada,
Salve! Salve!
Brasil, um sonho intenso, um raio vívido
De amor e de esperança à terra desce,
Se em teu formoso céu, risonho e límpido,
A imagem do Cruzeiro resplandece.
Gigante pela própria natureza,
És belo, és forte, impávido colosso,
E o teu futuro espelha essa grandeza.
Terra adorada,
Entre outras mil,
És tu, Brasil,
Ó Pátria amada!
Dos filhos deste solo és mãe gentil,
Pátria amada,
Brasil!
Parte II
Deitado eternamente em berço esplêndido,
Ao som do mar e à luz do céu profundo,
Fulguras, ó Brasil, florão da América,
Iluminado ao sol do Novo Mundo!
Do que a terra, mais garrida,
Teus risonhos, lindos campos têm mais flores;
"Nossos bosques têm mais vida",
"Nossa vida" no teu seio "mais amores."
Ó Pátria amada,
Idolatrada,
Salve! Salve!
Brasil, de amor eterno seja símbolo
O lábaro que ostentas estrelado,
E diga o verde-louro dessa flâmula
- "Paz no futuro e glória no passado."
Mas, se ergues da justiça a clava forte,
Verás que um filho teu não foge à luta,
Nem teme, quem te adora, a própria morte.
Terra adorada,
Entre outras mil,
És tu, Brasil,
Ó Pátria amada!
Dos filhos deste solo és mãe gentil,
Pátria amada,
Brasil!
Letra: Joaquim Osório Duque Estrada
Música: Francisco Manuel da Silva
Foi o Dr. Delegado Que Disse
(Bezerra da Silva - Composição: Indisponível)
Foi seu doutor delegado que disse
Ele disse assim, está piorando
Até filho de bacana, hoje em dia está roubando
E na semana passada quase perdi a patente
Só porque grampeei um rapaz boa pinta
Em Copacabana botando pra frente
Deu um flagrante perfeito mais o meu direito foi ao léu
O esperto além de ter a costa quente
Ainda era filho de um coronel
E o comissário do dia disse assim já é demais
Vou sair na capitura desse tal de satanás
O meu livro de ocorrência
A cada dia está aumentando
Eu também prendi um pastor com a Bíblia na mão
Em um supermercado roubando
Foi seu doutor delegado que disse
Ele disse assim, está piorando
Até filho de bacana, hoje em dia está roubando
E na semana passada quase perdi a patente
Só porque grampeei um rapaz boa pinta
Em Copacabana botando pra frente
Deu um flagrante perfeito mais o meu direito foi ao léu
O esperto além de ter a costa quente
Ainda era filho de um coronel
E o comissário do dia disse assim já é demais
Vou sair na capitura desse tal de satanás
O meu livro de ocorrência
A cada dia está aumentando
Eu também prendi um pastor com a Bíblia na mão
Em um supermercado roubando
segunda-feira, abril 06, 2009
Respeito é tudo!
Recebi por email este texto, que me foi enviado por um amigo. Ele disse que leu e lembrou de mim e das conversas que tínhamos. Coloco as palavras dele: "Lembrei das coisas que me dizias quando levantava meu nariz.". Ao contrário do que possa parecer ele é uma pessoa educada, querida por todos, humilde e bastante carismático.
No entanto, o que fica é a lição e como disse em resposta ao email do meu amigo, mesmo tendo aprendido sem viver na pele, vez por outra devemos lembrar que aquele que dorme no chão é igual a nós, assim como aquele que recolhe restos no lixo, como o que pede nas ruas, ou aquele que limpa a sujeira que fazemos. Não custa lembrar, o que não devemos esquecer nunca. Respeito é tudo!
TESE DE MESTRADO NA USP por um PSICÓLOGO
O HOMEM TORNA-SE TUDO OU NADA, CONFORME A EDUCAÇÃO QUE RECEBE'
'Fingi ser gari por 8 anos e vivi como um ser invisível'. Psicólogo varreu as ruas da USP para concluir sua tese de mestrado da 'invisibilidade pública'. Ele comprovou que, em geral, as pessoas enxergam apenas a função social do outro. Quem não está bem posicionado sob esse critério, vira mera sombra social. Plínio Delphino, Diário de São Paulo.
O psicólogo social Fernando Braga da Costa vestiu uniforme e trabalhou oito anos como gari, varrendo ruas da Universidade de São Paulo. Ali, constatou que, ao olhar da maioria, os trabalhadores braçais são 'seres invisíveis, sem nome'. Em sua tese de mestrado, pela USP, conseguiu comprovar a existência da 'invisibilidade pública', ou seja, uma percepção humana totalmente prejudicada e condicionada à divisão social do trabalho, onde enxerga-se somente a função e não a pessoa. Braga trabalhava apenas meio período como gari, não recebia o salário de R$ 400 como os colegas de vassoura, mas garante que teve a maior lição de sua vida: 'Descobri que um simples bom dia, que nunca recebi como gari, pode significar um sopro de vida, um sinal da própria existência', explica o pesquisador. O psicólogo sentiu na pele o que é ser tratado como um objeto e não como um ser humano. 'Professores que me abraçavam nos corredores da USP passavam por mim, não me reconheciam por causa do uniforme. Às vezes, esbarravam no meu ombro e, sem ao menos pedir desculpas, seguiam me gnorando, como se tivessem encostado-se a um poste, ou em um orelhão', diz. Apesar do castigo do sol forte, do trabalho pesado e das humilhações diárias, segundo o psicólogo, são acolhedores com quem os enxerga. E encontram no silêncio a defesa contra quem os ignora.
Diário - Como é que você teve essa idéia?
Fernando Braga da Costa - Meu orientador desde a graduação, o professor José Moura Gonçalves Filho, sugeriu aos alunos, como uma das provas de avaliação, que a gente se engajasse numa tarefa proletária. Uma forma de atividade profissional que não exigisse qualificação técnica nem acadêmica. Então, basicamente, profissões das classes pobres.
Diário - Com que objetivo?
Fernando Braga da Costa - A função do meu mestrado era compreender e analisar a condição de trabalho deles (os garis), e a maneira como eles estão inseridos na cena pública. Ou seja, estudar a condição moral e psicológica a qual eles estão sujeitos dentro da sociedade. Outro nível de investigação, que vai ser priorizado agora no doutorado, é analisar e verificar as barreiras e as aberturas que se operam no encontro do psicólogo social com os garis.
Diário - Que barreiras são essas, que aberturas são essas, e como se dá a
aproximação?
Fernando Braga da Costa - Quando você começou a trabalhar, os garis notaram que se tratava de um estudante fazendo pesquisa? Eu vesti um uniforme que era todo vermelho, boné, camisa e tal. Chegando lá eu tinha a expectativa de me apresentar como novo funcionário, recém-contratado pela USP pra varrer rua com eles. Mas os garis sacaram logo, entretanto nada me disseram. Existe uma coisa típica dos garis: são pessoas vindas do Nordeste, negros ou mulatos em geral. Eu sou branquelo, mas isso talvez não seja o diferencial, porque muitos garis ali são brancos também. Você
tem uma série de fatores que são ainda mais determinantes, como a maneira de falarmos, o modo de a gente olhar ou de posicionar o nosso corpo, a maneira como gesticulamos.. Os garis conseguem definir essa diferenças com algumas frases que são simplesmente formidáveis.
Diário - Dê um exemplo.
Fernando Braga da Costa - Nós estávamos varrendo e, em determinado momento, comecei a papear com um dos garis. De repente, ele viu um sujeito de 35 ou 40 anos de idade, subindo a rua a pé, muito bem arrumado com uma pastinha de couro na mão. O sujeito passou pela gente e não nos cumprimentou, o que é comum nessas situações. O gari, sem se referir claramente ao homem que acabara de passar, virou-se pra mim e começou a falar: 'É Fernando, quando o sujeito vem andando você logo sabe se o cabra é do dinheiro ou não. Porque peão anda macio, quase não faz barulho. Já o pessoal da outra classe você só ouve o toc-toc dos passos. E quando a gente está esperando o trem logo percebe também: o peão fica todo encolhidinho olhando pra baixo. Eles não. Ficam com olhar só por cima de toda a peãozada, segurando a pastinha na mão'.
Diário - Quanto tempo depois eles falaram sobre essa percepção de que você era diferente?
Fernando Braga da Costa - Isso não precisou nem ser comentado, porque os fatos no primeiro dia de trabalho já deixaram muito claro que eles sabiam que eu não era um gari. Fui tratado de uma forma completamente diferente Os garis são carregados na caçamba da caminhonete junto com as ferramentas. É como se eles fossem ferramentas também. Eles não deixaram eu viajar na caçamba, quiseram que eu fosse na cabine. Tive de insistir muito para poder viajar com eles na caçamba. Chegando no lugar de trabalho, continuaram me tratando diferente. As vassouras eram todas muito velhas. A única vassoura nova já estava reservada para mim. Não me deixaram usar a pá e a enxada, porque era um serviço mais pesado. Eles fizeram questão de que eu trabalhasse só com a vassoura e, mesmo assim, num lugar mais limpinho, e isso tudo foi dando a dimensão de que os garis sabiam que eu não tinha a mesma origem socioeconômica deles.
Diário - Quer dizer que eles se diminuíram com a sua presença?
Fernando Braga da Costa - Não foi uma questão de se menosprezar, mas sim de me proteger.
Diário - Eles testaram você?
Fernando Braga da Costa - No primeiro dia de trabalho paramos pro café. Eles colocaram uma garrafa térmica sobre uma plataforma de concreto. Só que não tinha caneca. Havia um clima estranho no ar, eu era um sujeito vindo de outra classe, varrendo rua com eles. Os garis mal conversavam comigo, alguns se aproximavam para ensinar o serviço. Um deles foi até o latão de lixo pegou duas latinhas de refrigerante cortou as latinhas pela metade e serviu o café ali, na latinha suja e grudenta. E como a gente estava num grupo grande, esperei que eles se servissem primeiro. Eu nunca apreciei o sabor do café. Mas, intuitivamente, senti que deveria tomá-lo, e claro, não livre de sensações ruins. Afinal, o cara tirou as latinhas de
refrigerante de dentro de uma lixeira, que tem sujeira, tem formiga, tem barata, tem de tudo. No momento em que empunhei a caneca improvisada, parece que todo mundo parou para assistir à cena, como se perguntasse: 'E aí, o jovem rico vai se sujeitar a beber nessa caneca?' E eu bebi. Imediatamente a ansiedade parece que evaporou. Eles passaram a conversar comigo, a contar piada, brincar.
Diário - O que você sentiu na pele, trabalhando como gari?
Fernando Braga da Costa - Uma vez, um dos garis me convidou pra almoçar no bandejão central. Aí eu entrei no Instituto de Psicologia para pegar dinheiro, passei pelo andar térreo, subi escada, passei pelo segundo andar, passei na biblioteca, desci a escada, passei em frente ao centro acadêmico, passei em frente a lanchonete, tinha muita gente conhecida. Eu fiz todo esse trajeto e ninguém em absoluto me viu. Eu tive uma sensação muito ruim. O meu corpo tremia como se eu não o dominasse, uma angustia, e a tampa da cabeça era como se ardesse, como se eu tivesse sido sugado. Fui almoçar, não senti o gosto da comida e voltei para o trabalho atordoado.
Diário - E depois de oito anos trabalhando como gari? Isso mudou?
Fernando Braga da Costa - Fui me habituando a isso, assim como eles vão se abituando também a situações pouco saudáveis. Então, quando eu via um professor se aproximando - professor meu - até parava de varrer, porque ele ia passar por mim, podia trocar uma idéia, mas o pessoal passava como se tivesse passando por um poste, uma árvore, um orelhão.
Diário - E quando você volta para casa, para seu mundo real?
Fernando Braga da Costa - Eu choro. É muito triste, porque, a partir do instante em que você está inserido nessa condição psicossocial, não se esquece jamais. Acredito que essa experiência me deixou curado da minha doença burguesa. Esses homens hoje são meus amigos. Conheço a família deles, freqüento a casa deles nas periferias. Mudei. Nunca deixo de cumprimentar um trabalhador. Faço questão de o trabalhador saber que eu sei que ele existe. Eles são tratados pior do que um animal doméstico, que sempre é chamado pelo nome. São tratados como se fossem uma 'COISA'.
*Ser IGNORADO é uma das piores sensações que existem na vida! Respeito: passe adiante!
No entanto, o que fica é a lição e como disse em resposta ao email do meu amigo, mesmo tendo aprendido sem viver na pele, vez por outra devemos lembrar que aquele que dorme no chão é igual a nós, assim como aquele que recolhe restos no lixo, como o que pede nas ruas, ou aquele que limpa a sujeira que fazemos. Não custa lembrar, o que não devemos esquecer nunca. Respeito é tudo!
TESE DE MESTRADO NA USP por um PSICÓLOGO
O HOMEM TORNA-SE TUDO OU NADA, CONFORME A EDUCAÇÃO QUE RECEBE'
'Fingi ser gari por 8 anos e vivi como um ser invisível'. Psicólogo varreu as ruas da USP para concluir sua tese de mestrado da 'invisibilidade pública'. Ele comprovou que, em geral, as pessoas enxergam apenas a função social do outro. Quem não está bem posicionado sob esse critério, vira mera sombra social. Plínio Delphino, Diário de São Paulo.
O psicólogo social Fernando Braga da Costa vestiu uniforme e trabalhou oito anos como gari, varrendo ruas da Universidade de São Paulo. Ali, constatou que, ao olhar da maioria, os trabalhadores braçais são 'seres invisíveis, sem nome'. Em sua tese de mestrado, pela USP, conseguiu comprovar a existência da 'invisibilidade pública', ou seja, uma percepção humana totalmente prejudicada e condicionada à divisão social do trabalho, onde enxerga-se somente a função e não a pessoa. Braga trabalhava apenas meio período como gari, não recebia o salário de R$ 400 como os colegas de vassoura, mas garante que teve a maior lição de sua vida: 'Descobri que um simples bom dia, que nunca recebi como gari, pode significar um sopro de vida, um sinal da própria existência', explica o pesquisador. O psicólogo sentiu na pele o que é ser tratado como um objeto e não como um ser humano. 'Professores que me abraçavam nos corredores da USP passavam por mim, não me reconheciam por causa do uniforme. Às vezes, esbarravam no meu ombro e, sem ao menos pedir desculpas, seguiam me gnorando, como se tivessem encostado-se a um poste, ou em um orelhão', diz. Apesar do castigo do sol forte, do trabalho pesado e das humilhações diárias, segundo o psicólogo, são acolhedores com quem os enxerga. E encontram no silêncio a defesa contra quem os ignora.
Diário - Como é que você teve essa idéia?
Fernando Braga da Costa - Meu orientador desde a graduação, o professor José Moura Gonçalves Filho, sugeriu aos alunos, como uma das provas de avaliação, que a gente se engajasse numa tarefa proletária. Uma forma de atividade profissional que não exigisse qualificação técnica nem acadêmica. Então, basicamente, profissões das classes pobres.
Diário - Com que objetivo?
Fernando Braga da Costa - A função do meu mestrado era compreender e analisar a condição de trabalho deles (os garis), e a maneira como eles estão inseridos na cena pública. Ou seja, estudar a condição moral e psicológica a qual eles estão sujeitos dentro da sociedade. Outro nível de investigação, que vai ser priorizado agora no doutorado, é analisar e verificar as barreiras e as aberturas que se operam no encontro do psicólogo social com os garis.
Diário - Que barreiras são essas, que aberturas são essas, e como se dá a
aproximação?
Fernando Braga da Costa - Quando você começou a trabalhar, os garis notaram que se tratava de um estudante fazendo pesquisa? Eu vesti um uniforme que era todo vermelho, boné, camisa e tal. Chegando lá eu tinha a expectativa de me apresentar como novo funcionário, recém-contratado pela USP pra varrer rua com eles. Mas os garis sacaram logo, entretanto nada me disseram. Existe uma coisa típica dos garis: são pessoas vindas do Nordeste, negros ou mulatos em geral. Eu sou branquelo, mas isso talvez não seja o diferencial, porque muitos garis ali são brancos também. Você
tem uma série de fatores que são ainda mais determinantes, como a maneira de falarmos, o modo de a gente olhar ou de posicionar o nosso corpo, a maneira como gesticulamos.. Os garis conseguem definir essa diferenças com algumas frases que são simplesmente formidáveis.
Diário - Dê um exemplo.
Fernando Braga da Costa - Nós estávamos varrendo e, em determinado momento, comecei a papear com um dos garis. De repente, ele viu um sujeito de 35 ou 40 anos de idade, subindo a rua a pé, muito bem arrumado com uma pastinha de couro na mão. O sujeito passou pela gente e não nos cumprimentou, o que é comum nessas situações. O gari, sem se referir claramente ao homem que acabara de passar, virou-se pra mim e começou a falar: 'É Fernando, quando o sujeito vem andando você logo sabe se o cabra é do dinheiro ou não. Porque peão anda macio, quase não faz barulho. Já o pessoal da outra classe você só ouve o toc-toc dos passos. E quando a gente está esperando o trem logo percebe também: o peão fica todo encolhidinho olhando pra baixo. Eles não. Ficam com olhar só por cima de toda a peãozada, segurando a pastinha na mão'.
Diário - Quanto tempo depois eles falaram sobre essa percepção de que você era diferente?
Fernando Braga da Costa - Isso não precisou nem ser comentado, porque os fatos no primeiro dia de trabalho já deixaram muito claro que eles sabiam que eu não era um gari. Fui tratado de uma forma completamente diferente Os garis são carregados na caçamba da caminhonete junto com as ferramentas. É como se eles fossem ferramentas também. Eles não deixaram eu viajar na caçamba, quiseram que eu fosse na cabine. Tive de insistir muito para poder viajar com eles na caçamba. Chegando no lugar de trabalho, continuaram me tratando diferente. As vassouras eram todas muito velhas. A única vassoura nova já estava reservada para mim. Não me deixaram usar a pá e a enxada, porque era um serviço mais pesado. Eles fizeram questão de que eu trabalhasse só com a vassoura e, mesmo assim, num lugar mais limpinho, e isso tudo foi dando a dimensão de que os garis sabiam que eu não tinha a mesma origem socioeconômica deles.
Diário - Quer dizer que eles se diminuíram com a sua presença?
Fernando Braga da Costa - Não foi uma questão de se menosprezar, mas sim de me proteger.
Diário - Eles testaram você?
Fernando Braga da Costa - No primeiro dia de trabalho paramos pro café. Eles colocaram uma garrafa térmica sobre uma plataforma de concreto. Só que não tinha caneca. Havia um clima estranho no ar, eu era um sujeito vindo de outra classe, varrendo rua com eles. Os garis mal conversavam comigo, alguns se aproximavam para ensinar o serviço. Um deles foi até o latão de lixo pegou duas latinhas de refrigerante cortou as latinhas pela metade e serviu o café ali, na latinha suja e grudenta. E como a gente estava num grupo grande, esperei que eles se servissem primeiro. Eu nunca apreciei o sabor do café. Mas, intuitivamente, senti que deveria tomá-lo, e claro, não livre de sensações ruins. Afinal, o cara tirou as latinhas de
refrigerante de dentro de uma lixeira, que tem sujeira, tem formiga, tem barata, tem de tudo. No momento em que empunhei a caneca improvisada, parece que todo mundo parou para assistir à cena, como se perguntasse: 'E aí, o jovem rico vai se sujeitar a beber nessa caneca?' E eu bebi. Imediatamente a ansiedade parece que evaporou. Eles passaram a conversar comigo, a contar piada, brincar.
Diário - O que você sentiu na pele, trabalhando como gari?
Fernando Braga da Costa - Uma vez, um dos garis me convidou pra almoçar no bandejão central. Aí eu entrei no Instituto de Psicologia para pegar dinheiro, passei pelo andar térreo, subi escada, passei pelo segundo andar, passei na biblioteca, desci a escada, passei em frente ao centro acadêmico, passei em frente a lanchonete, tinha muita gente conhecida. Eu fiz todo esse trajeto e ninguém em absoluto me viu. Eu tive uma sensação muito ruim. O meu corpo tremia como se eu não o dominasse, uma angustia, e a tampa da cabeça era como se ardesse, como se eu tivesse sido sugado. Fui almoçar, não senti o gosto da comida e voltei para o trabalho atordoado.
Diário - E depois de oito anos trabalhando como gari? Isso mudou?
Fernando Braga da Costa - Fui me habituando a isso, assim como eles vão se abituando também a situações pouco saudáveis. Então, quando eu via um professor se aproximando - professor meu - até parava de varrer, porque ele ia passar por mim, podia trocar uma idéia, mas o pessoal passava como se tivesse passando por um poste, uma árvore, um orelhão.
Diário - E quando você volta para casa, para seu mundo real?
Fernando Braga da Costa - Eu choro. É muito triste, porque, a partir do instante em que você está inserido nessa condição psicossocial, não se esquece jamais. Acredito que essa experiência me deixou curado da minha doença burguesa. Esses homens hoje são meus amigos. Conheço a família deles, freqüento a casa deles nas periferias. Mudei. Nunca deixo de cumprimentar um trabalhador. Faço questão de o trabalhador saber que eu sei que ele existe. Eles são tratados pior do que um animal doméstico, que sempre é chamado pelo nome. São tratados como se fossem uma 'COISA'.
*Ser IGNORADO é uma das piores sensações que existem na vida! Respeito: passe adiante!
sexta-feira, abril 03, 2009
Mais uma vez
A votação da revogação da Lei de Imprensa no STF foi adiada mais uma vez. Conforme disse em post anterior, precisamos ficar atentos. A lei é antiga, é arbitrária, é desatualizada? Sim, ela é fruto de um momento histórico de restrições, de censura. Por outro lado, assim como defende a Fenaj, é necessária a existência de uma legislação que regulamente a atuação do jornalismo. Não pelo simples fato de que alguns defendem a obrigatoriedade do diploma e outros não, mas para conter abusos.
O jornlaismo é uma profissão regulamentada por lei, e pela própria lei é feita a exigência do diploma. Não é uma questão de medo de quem atua sem diploma, tampouco é desmerecer o trabalho de bons profissionais, sérios e éticos que aprenderam na prática o jornalismo. Mas é pela defesa da profissão que em alguns lugares muitas vezes é prostituída. Sim, em vários lugares o patrão paga o quanto quer e muitos "profissionais" não tão capacitados acabam se rendendo a chantagem e aceitam submeter-se a condições ruins de trabalho e a salários inferiores ao mínimo.
Claro que irão rebater meus argumentos, no entanto eu vi isto acontecer, eu presenciei. O mercado do jornalismo é escasso, é restrito e tem muitos problemas sim, não podemos dizer o contrário. Cabe a nós profissionai defendermos nossa profissão, lutar por ela, valorizá-la.
toda a profissão regulamentada tem exigência de diploma para que a função seja exercida. É assim na medicina, na contabilidade, na economia, na engenharia, na arquitetura, enfim... ninguém vai contratar um engenheiro que não passou pelos bancos acadêmicos. Porque podem existir sim bons engenheiros vendendo cachorro quente e outros canalhas como Sérgio Naya, que utilizava material irregular e impróprio, mas na construção da tua casa, com certeza vais querer o melhor profissional. Assim como médico, dentista ou farmacêutico. Ninguém entrega a contabilidade da sua empresa, por menor que ela seja, a alguém que não seja pelo menos técnico em contabilidade. A contabilidade não só tem sindicato, como também tem conselho, que fiscalizam a atuação dos profissionais e os pune em caso de trabalhos irregulares e antiéticos.
Porque é que no jornalismo não pode existir? O conselho não restringe a ação dos profissionais, não impede que trabalhem, como alguns defendem. Mas pune, multa. E no jornalismo algumas vezes precisamos disso, porque a lei prevê liberdade de expressão e exercício do jornalismo e tem como crime a calúnia e difamação. Não podemos fechar os olhos e fazer de conta que no nosso meio não ocorra isso. E mais, assim como um mau contador pode fazer uma empresa falir, um mau jornalista pode acabar com a vida de uma pessoa. Uma informação mentirosa, não apurada pode provocar estragos irreparáveis e para isso temos um exemplo que não canso de lembrar "A escola base".
Temos que defender a profissão, querer o melhor. Não que as escolas de comunicação não estejam defasadas, não que o diploma vá fazer de um medíocre um profissional excelente. O que importa realmente é que a categoria tenha garantias e que não perca as poucas que já tem.
PS.: Algumas boas informações podem ser acessadas no Comunique-se, assim como bons debates são feitos por lá. Participem. Neste link, tem uma matéria sobre o adiamento da votação da lei de imprensa.
O jornlaismo é uma profissão regulamentada por lei, e pela própria lei é feita a exigência do diploma. Não é uma questão de medo de quem atua sem diploma, tampouco é desmerecer o trabalho de bons profissionais, sérios e éticos que aprenderam na prática o jornalismo. Mas é pela defesa da profissão que em alguns lugares muitas vezes é prostituída. Sim, em vários lugares o patrão paga o quanto quer e muitos "profissionais" não tão capacitados acabam se rendendo a chantagem e aceitam submeter-se a condições ruins de trabalho e a salários inferiores ao mínimo.
Claro que irão rebater meus argumentos, no entanto eu vi isto acontecer, eu presenciei. O mercado do jornalismo é escasso, é restrito e tem muitos problemas sim, não podemos dizer o contrário. Cabe a nós profissionai defendermos nossa profissão, lutar por ela, valorizá-la.
toda a profissão regulamentada tem exigência de diploma para que a função seja exercida. É assim na medicina, na contabilidade, na economia, na engenharia, na arquitetura, enfim... ninguém vai contratar um engenheiro que não passou pelos bancos acadêmicos. Porque podem existir sim bons engenheiros vendendo cachorro quente e outros canalhas como Sérgio Naya, que utilizava material irregular e impróprio, mas na construção da tua casa, com certeza vais querer o melhor profissional. Assim como médico, dentista ou farmacêutico. Ninguém entrega a contabilidade da sua empresa, por menor que ela seja, a alguém que não seja pelo menos técnico em contabilidade. A contabilidade não só tem sindicato, como também tem conselho, que fiscalizam a atuação dos profissionais e os pune em caso de trabalhos irregulares e antiéticos.
Porque é que no jornalismo não pode existir? O conselho não restringe a ação dos profissionais, não impede que trabalhem, como alguns defendem. Mas pune, multa. E no jornalismo algumas vezes precisamos disso, porque a lei prevê liberdade de expressão e exercício do jornalismo e tem como crime a calúnia e difamação. Não podemos fechar os olhos e fazer de conta que no nosso meio não ocorra isso. E mais, assim como um mau contador pode fazer uma empresa falir, um mau jornalista pode acabar com a vida de uma pessoa. Uma informação mentirosa, não apurada pode provocar estragos irreparáveis e para isso temos um exemplo que não canso de lembrar "A escola base".
Temos que defender a profissão, querer o melhor. Não que as escolas de comunicação não estejam defasadas, não que o diploma vá fazer de um medíocre um profissional excelente. O que importa realmente é que a categoria tenha garantias e que não perca as poucas que já tem.
PS.: Algumas boas informações podem ser acessadas no Comunique-se, assim como bons debates são feitos por lá. Participem. Neste link, tem uma matéria sobre o adiamento da votação da lei de imprensa.
quinta-feira, abril 02, 2009
A questão do dia dos bobos foi...
Ontem não deu tempo de colocar muitas coisas mais no post sobre o dia dos bobos. O que me fez escrever aquele post, foi a questão da votação da lei de imprensa e da obrigatoriedade do diploma para exercer o jornalismo.
Já falei sobre a discussão de ser ou não ser jornalista com diploma. Alguns amigos meus defendem que para ser um bom jornalista não precisa ter o canudo, porque antes disso é necessário feeling, conhecimentos gerais de cultura, política, sociologia, enfim, mil conhecimentos. Claro que saber escrever é importante, assim como é imprescíndivel uma boa imagem para a tevê e uma dicção impecável para o rádio.
Mas, por outro lado, como é feito a avaliação de um jornalista que não freqüentou a faculdade? Temos que pensar nisso.
Já falei sobre a discussão de ser ou não ser jornalista com diploma. Alguns amigos meus defendem que para ser um bom jornalista não precisa ter o canudo, porque antes disso é necessário feeling, conhecimentos gerais de cultura, política, sociologia, enfim, mil conhecimentos. Claro que saber escrever é importante, assim como é imprescíndivel uma boa imagem para a tevê e uma dicção impecável para o rádio.
Mas, por outro lado, como é feito a avaliação de um jornalista que não freqüentou a faculdade? Temos que pensar nisso.
quarta-feira, abril 01, 2009
1º Abril - dia dos bobos
Hoje é primeiro de abril, gosto da história que instituiu o dia, aquela coisa de mudar a data do início do ano e tals. A brincadeira de contar mentiras, fazer brincadeiras também é legal. No entanto, tem coisas que acontecem no dia 1º de abril que não tem a menor graça, como o golpe militar, que passou a presidência da República das mãos de um presidente eleito pelo povo para as mãos dos milicos.
Eu sei, mas não consigo esquecer que este tempo em que o Brasil ficou nas mãos dos militares aconteceram muitas coisas ruins. Por isso não podemos deixar de refletir sobre o passado.
Eu sei, mas não consigo esquecer que este tempo em que o Brasil ficou nas mãos dos militares aconteceram muitas coisas ruins. Por isso não podemos deixar de refletir sobre o passado.
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