Faz muito tempo que não escrevo aqui. Por causa do tempo e das decepções políticas que tive. Decepcionei-me com a ex-presidenta que achei que iria abrir os arquivos da ditadura, acreditei que seria jogada luz sob este período, tive esperanças que fossem punidos os torturadores, que a comissão da verdade seria um marco para que tudo fosse colocado em pratos limpos, mas enfim... Também me decepcionei bastante com o partido dos trabalhadores, apesar de nunca ter sido filiada, votei algumas vezes na esperança de que fossem realmente fazer a diferença na nossa política.
Nada disso aconteceu e pra maior decepção um dos mais conhecidos torturadores do país foi homenageado durante o ato de votação de impeachment da Dilma pelo, agora presidente, Jair Bolsonaro e seus filhos, inclusive com uso de camisetas. Neste espaço modesto sempre falei sobre política, história, feminismo, racismo e outras coisas mais. A gente está sempre aprendendo, a gente não tem compromisso com o erro então muda e se transforma, graças a Deus.
O que é, deve-se dizer, o petê fez a diferença em várias políticas sociais e para as minorias, permitiram que fossem realizadas investigações de corrupção sem interferências, tanto é que vários membros do partido foram presos e depois da saída da presidenta as coisas parece que ficaram paradas.
Nosso atual presidente não tem traquejo social, político ou diplomático. Ele se colocou durante a campanha como uma opção "contra tudo isso daí", que entenderam seus eleitores ser a corrupção, o toma-lá-dá-cá e o jeitinho. Mas, aos 20 poucos dias de mandato surgem denúncias (algumas já do tempo da eleição) de empregados fantasmas no gabinete, transações bancárias suspeitas sendo investigadas pelo Coaf em relação a assessores, aos filhos e até a primeira dama, leis que tornavam os atos do governo transparentes e públicos modificados. Para completar o banco central quer mudar regras de monitoramento de transações bancárias de parentes de políticos restringindo valores a serem informados ao Coaf. Parecem suspeitas estas ações não é? Visto que o objetivo é acabar com a corrupção o melhor seria tornar as coisas ainda mais transparentes, acho eu. Inclusive uma das denúncias contra o filho do presidente se deu através do livre acesso as informações, o que passa a ser restringido com a nova lei.
Tenho amigos e parentes que votaram no Bolsonaro, mas não foi a maioria. Desde as últimas eleições venho observando que não é a maioria dos eleitores que vem elegendo os presidentes. Muitas pessoas estão sim insatisfeitas e decidiram não votar em ninguém! Isso não é de agora! Mas as investigações no período da Dilma aconteceram. O Lula foi preso e outros correligionários, outros foram delatados por investigados, como o Temer, mas ninguém mais foi preso. Agora o Sérgio Moro, tido como paladino da justiça contra corrupção é ministro e nada mais aconteceu. Ou melhor, aconteceu o que relatei acima e parece que pra ele faz todo o sentido não mostrar pro Coaf como estão as movimentações financeiras dos parentes dos políticos, afinal de contas, geralmente né, lembremos da família Cunha.
Nosso atual presidente está desgastado? Sim, está e muito. Compreendo que isso ocorre devido as novas atribuições, viagens e também a debilidade física causada pelo atendado. Correm boatos de que Jair já estava doente e a situação do atentado veio para lhe proporcionar tratar-se sem que precisasse revelar a situação de saúde. São boatos! Pode ser teoria da conspiração? Pode também, ultimamente eu não duvido de nada e duvido de tudo e procuro lá no site dos boatos pra ver se é real ou fake. Digo pra vocês, estou estarrecida com tanta mentira!
Tenho uma esperança mínima de que as coisas irão melhorar no Brasil? Tenho, é uma esperança muito fraca e raquítica, que se sustenta porque creio que a mudança virá através do povo mesmo. Os políticos não farão essa mudança. É triste, mas é verdade, infelizmente. Aqueles que atuam bravamente para diminuir as diferenças sociais vão sendo jogados pra fora da política, seja com ameaças, ou com as vias de fato como aconteceu com Marielle. E isso é assustador! Uma pessoa ter que renunciar ao mandato para o qual foi eleito democraticamente por medo de perder a vida é muito triste. E o presidente e seus filhos comemorar isso em rede social demonstra, mais uma vez o total despreparo e desrespeito que eles tem pelos seus eleitores e seus colegas de legislativo.
Não é uma questão de torcer contra ou a favor. Não é um time de futebol, não é uma disputa esportiva. São vidas que estão sendo perdidas porque se validam no discurso grosseiro e preconceituoso do chefe da nação, que deveria apaziguar e atuar pelo bem e proteção dos "mais fracos"! Sigo otimista e com esperança por causa das pessoas que me cercam e lutam pela justiça social neste país seja através de mandatos ou organizações e mobilizações. Seguimos!
Quanto as reclamações feitas às críticas que o jornalismo está fazendo ao novo presidente alerto, é assim mesmo. A imprensa vai ficar em cima, vai apontar, noticiar, investigar, averiguar tudo e com detalhes. Falar bem e fazer propaganda do governo é papel da assessoria de imprensa, não dos jornais!
Esta página é para quem acredita que um mundo melhor é possível e que o jornalismo deve ser livre, íntegro, revolucionário, questionador e formador de opiniões, ou pelo menos fazer com que a gente pense. Segundo Millôr Fernandes "a função do Jornalista é trabalhar para ser demitido". Eu já estou no 3 a zero. "Livre pensar é só pensar" Millôr Fernandes
Mostrando postagens com marcador #CadêADemocracia?. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador #CadêADemocracia?. Mostrar todas as postagens
quinta-feira, janeiro 24, 2019
sexta-feira, junho 21, 2013
Massa de manobra
Lembro de forma clara a primeira vez que escutei a expressão "massa de manobra" foi depois de uma manifestação em frente a UPES (União Pelotense dos Estudantes Secundaristas) na época presidida pelo Flávio Souza (PMDB). Quem bradava que a Upes estava usando os estudantes como massa de manobra era o Gerônimo (não sei seu sobrenome, apenas que era estudante do Ginásio do Areal) que junto com outros estudantes havia organizado a manifestação contra aumento de passagens de ônibus, por meio passe para estudantes, mais atuação da Upes junto aos estudantes, pois segundo corria a boca pequena o presidente do órgão estudantil havia se conchavado com a prefeitura e ficado ao lado dos empresários do transporte e consequentemente contra os estudantes e o povo. Embora eu não soubesse o que significava a expressão "massa de manobra" compreendi no contexto geral do que veio após a manifestação.
Eu estava lá, não havia acontecido briga ou qualquer ato de vandalismo, mas no dia seguinte seguiam boatos de que os estudantes haviam quebrado portas e invadido a Upes e quebrado móveis. Na verdade fomos até a sede da união e o presidente não nos recebeu, gritamos, nos manifestamos e fomos embora. O tal quebra-quebra, se houve, não foi promovido pelos estudantes e nunca teve um esclarecimento.
Depois disso fui atrás de saber o que tratava ser a tal "massa de manobra". Não havia google na época, nem internet. Tínhamos que descobrir na biblioteca, conversando com professores ou o pessoal do grêmio. Lá fui eu atrás de saber. Não lembro quem me explicou, mas em nenhum momento me senti parte da massa manobrável. Todo o tempo pensava no meu motivo para estar naquela mobilização, no motivo justo e claro. Eu não estava lá para apoiar possíveis conchavos Upes/prefeitura/empresário de ônibus. Estava lá justamente pelo contrário. Imaginem se hoje ainda estão abertas as feridas causadas pela ditadura, imaginem como não estava a cabeça dos estudantes pouco depois da abertura, antes do Collor?
Não participei do movimento "cara pintada"! Para alguns amigos que me tem como politizada isto será motivo de espanto, pr'aqueles que acham que eu tenho um pé no sistema reacionário uma confirmação, talvez. Não que eu aceite, concordo ou simpatizasse com o colorido, pelo contrário. Aliás, não consigo compreender como ele conseguiu um cargo de deputado apesar de tudo. O que pra mim é um indício de que outras formas de punir políticos devem ser pensadas. Mesmo sem participar ativamente, indo pras ruas vestindo preto (e isto sim foi bonito, porque foi como na música do Raul, "Como que se fosse combinado...") o pessoal estava lá e eu, trabalhando como office estava na fila do banco pagando contas. Senti-me participando, mesmo sem estar gritando ou marchando nas ruas. Não tinha a consciência política que tenho hoje, mas graças a minha ótima memória em relação a estas coisas que vi e vivi que formei minhas opiniões.
Tenho um sentimento dúbio em relação aos "caras pintadas" um é em torno da crítica que se faz a manipulação da Rede Globo que levou o povo para as ruas pedindo o impeachment do presidente, uma palavra aliás que quase ninguém tinha ouvido falar. E o orgulho que se tem de ter tirado o cara de lá mostrando que o povo tem poder. Fico dividida pensando sobre isto. E penso ainda mais quando as pessoas começam a questionar os rumos das atuais manifestações no Brasil.
Óbvio que percebo as pessoas que querem aproveitar-se do momento para incutir velhos preconceitos na pauta do Movimento Passe Livre. Não sou ingênua a ponto de acreditar que não há impostores infiltrados no movimento legítimo. Mas creio (e talvez, para alguns, eu esteja sendo muito otimista) que assim como eu e tantas outras pessoas quem participa das marchas sabem exatamente O PORQUÊ estão na rua. Concordo que seja o momento de reunir o povo e unificar a pauta, esclarecer, especificar, para deixar ainda mais claro as coisas e destacar quem está destoando nesta manifestação.
Para mim, só o estranhamento que as pessoas estão tendo durante as mobilizações e estão relatando nas redes sociais já me parecem uma clara evidência de que o povo nas ruas não está inconsciente para servir de massa de manobra e os oportunistas estão sendo percebidos na multidão. A luta segue!
Eu estava lá, não havia acontecido briga ou qualquer ato de vandalismo, mas no dia seguinte seguiam boatos de que os estudantes haviam quebrado portas e invadido a Upes e quebrado móveis. Na verdade fomos até a sede da união e o presidente não nos recebeu, gritamos, nos manifestamos e fomos embora. O tal quebra-quebra, se houve, não foi promovido pelos estudantes e nunca teve um esclarecimento.
Depois disso fui atrás de saber o que tratava ser a tal "massa de manobra". Não havia google na época, nem internet. Tínhamos que descobrir na biblioteca, conversando com professores ou o pessoal do grêmio. Lá fui eu atrás de saber. Não lembro quem me explicou, mas em nenhum momento me senti parte da massa manobrável. Todo o tempo pensava no meu motivo para estar naquela mobilização, no motivo justo e claro. Eu não estava lá para apoiar possíveis conchavos Upes/prefeitura/empresário de ônibus. Estava lá justamente pelo contrário. Imaginem se hoje ainda estão abertas as feridas causadas pela ditadura, imaginem como não estava a cabeça dos estudantes pouco depois da abertura, antes do Collor?
Não participei do movimento "cara pintada"! Para alguns amigos que me tem como politizada isto será motivo de espanto, pr'aqueles que acham que eu tenho um pé no sistema reacionário uma confirmação, talvez. Não que eu aceite, concordo ou simpatizasse com o colorido, pelo contrário. Aliás, não consigo compreender como ele conseguiu um cargo de deputado apesar de tudo. O que pra mim é um indício de que outras formas de punir políticos devem ser pensadas. Mesmo sem participar ativamente, indo pras ruas vestindo preto (e isto sim foi bonito, porque foi como na música do Raul, "Como que se fosse combinado...") o pessoal estava lá e eu, trabalhando como office estava na fila do banco pagando contas. Senti-me participando, mesmo sem estar gritando ou marchando nas ruas. Não tinha a consciência política que tenho hoje, mas graças a minha ótima memória em relação a estas coisas que vi e vivi que formei minhas opiniões.
Tenho um sentimento dúbio em relação aos "caras pintadas" um é em torno da crítica que se faz a manipulação da Rede Globo que levou o povo para as ruas pedindo o impeachment do presidente, uma palavra aliás que quase ninguém tinha ouvido falar. E o orgulho que se tem de ter tirado o cara de lá mostrando que o povo tem poder. Fico dividida pensando sobre isto. E penso ainda mais quando as pessoas começam a questionar os rumos das atuais manifestações no Brasil.
Óbvio que percebo as pessoas que querem aproveitar-se do momento para incutir velhos preconceitos na pauta do Movimento Passe Livre. Não sou ingênua a ponto de acreditar que não há impostores infiltrados no movimento legítimo. Mas creio (e talvez, para alguns, eu esteja sendo muito otimista) que assim como eu e tantas outras pessoas quem participa das marchas sabem exatamente O PORQUÊ estão na rua. Concordo que seja o momento de reunir o povo e unificar a pauta, esclarecer, especificar, para deixar ainda mais claro as coisas e destacar quem está destoando nesta manifestação.
Para mim, só o estranhamento que as pessoas estão tendo durante as mobilizações e estão relatando nas redes sociais já me parecem uma clara evidência de que o povo nas ruas não está inconsciente para servir de massa de manobra e os oportunistas estão sendo percebidos na multidão. A luta segue!
quinta-feira, junho 20, 2013
O livre pensar e a prática cotidiana
Quando a gente estuda sociologia e política percebe que alguns dos grandes pensadores não eram, efetivamente, pessoas trabalhadoras do povo. Eles tinham alguma forma de se sustentar que não era o trabalho cotidiano do operariado. Eles não precisavam pensar em como pagar o que comer, onde dormir ou coisa semelhante e isto lhes dava tempo para pensar nas necessidade de um bem maior que englobava outras pessoas em situações de miséria. Não me joguem pedras, não estou dizendo que eles eram vagabundos, ou vândalos. Tiveram e tem uma utilidade muito grande intelectualmente. Acontece que na prática do dia-a-dia não é muito fácil, aliás não é nada fácil, trabalhar, estudar, cuidar e sustentar família e buscar formas de melhorar seus conhecimentos culturais. E ainda pensar, buscar alternativas para formar a sua própria opinião. O que não quer dizer, que um profissional do trabalho pesado não tenha capacidade de ter suas próprias opiniões.
Vejam bem, tanto o intelectual que leva sua vida em meio as pesquisas teóricas de como mudar o mundo, quanto o trabalhador cotidiano que vive o mundo são importantes e subestimar qualquer um dos dois é arrogância ou burrice. Na minha opinião adequar os discursos com a prática é importante.
A facilitadora do meu estudo de doutrina espírita sempre diz, "temos 24 horas, 8 horas pra trabalhar, 8 horas pra dormir e o que fazemos das outras 8h?" Eu ainda busco a resposta. Penso que temos os momentos de lazer, o tempo de deslocamento pro trabalho, o tempo que temos de reservar para a família e o tempo pra revisar os estudos. Chego a conclusão que temos de nos organizar melhor. No meio desta turbulência, já que o trabalho ocupa maior parte do dia, a rotina é uma ameaça constante. E pesada. E pode causar alienação. Mas não vamos generalizar.
Eu entendo quando as pessoas que trabalham pesado dizem que não estão muito a par do que tá acontecendo, que acham absurdo o quanto as coisas estão tendo os preços reajustados e o salário não dá até o fim do mês. Mas eles não podem discutir ou ir a uma manifestação porque eles tem que chegar em casa e ver os temas dos filhos, limpar a casa, lavar roupa, ou talvez estejam no trabalho, sabe? A pessoa talvez não tenha o tempo que eu tenho pra acessar redes sociais e outras formas de informação, então ela utiliza a televisão ou o rádio que estão ligados enquanto ela tá arrumando a cama ou preparando o almoço. É uma forma prática pra ela ficar sabendo do que tá acontecendo no mundo, sem parar o que tem que fazer todo santo dia. Provavelmente esta pessoa tá cuidando da sua casa e da sua família naquelas 8 horas restantes.
Não desmereço a luta dos intelectuais, mas não posso concordar com alguns que agem como se todos fossem ingênuos que não sabem distinguir as coisas. Aliás, alguns destes levam uma vida meio burguesa no meu ver, tem carro, filho em escola particular, viajam em todas as férias e coisas assim. Não que eu ache errado tudo isto, pelo contrário, desejo que todos os cidadão tivessem o mesmo. Mas ainda não é assim que funciona. As coisas melhoraram um pouco, mas ainda não está a maravilha que alguns apregoam. E justamente por o país ser muito grande os investimentos tem que ser muito grandes.
Eu me considero uma privilegiada porque não precisei parar de estudar para trabalhar e ajudar a sustentar a casa, o que aconteceu com meus pais. Estudei na escola pública e só cursei uma graduação superior em faculdade particular porque era noturno e eu podia trabalhar de dia. E trabalhei durante os cinco anos que cursei a faculdade. Quando precisava de médicos ia ao INAMPS. Meu meio mudou um pouco, já não moro mais na periferia, li alguns livros, conheci pessoas, mas minha raiz continua lá. Sigo convivendo com pessoas que precisam acordar de madrugada para tirar fichinha no posto de saúde, ou ficam horas no saguão do PS para receber atendimento. Assim como também convivo com pessoas que recebem bolsa família e graças a isto tem o que comer. E outras que jogam todo o bolsa família no bingo clandestino.
Meus sobrinhos estudam em escolas públicas. Quando a coisa é mais urgente pagamos uma consulta particular. Mas no geral, consultam no posto. Pelo o fato de estar perto destas escolas, dos professores e da periferia sei que ainda tem muita coisa pra se fazer.
Concordo que muitas coisas foram feitas e repito, muito mais tem que ser feito. Questionar projetos de lei, atitudes, votações, posições do governo municipal, estadual e federal faz parte da democracia, ou me enganei? Discordar de determinadas coisas não me torna uma alienada direitista. Não quer dizer que quero derrubar a presidente por impeachment ou que nego tudo que de bom melhorou. Tampouco quer dizer que cai na conversa dos "direitosos". Acho sim que os governantes devem ajustar seus discursos as suas atitudes. E lamento se isto parece reacionário. Sou contra qualquer tipo de ditadura, seja de direita, seja de esquerda. E desculpa se pra alguém isto parecer que estou em cima do muro. Não estou. Estou do lado e estou na rua pelo direito de concordar ou discordar sem ser subestimada.
Vejam bem, tanto o intelectual que leva sua vida em meio as pesquisas teóricas de como mudar o mundo, quanto o trabalhador cotidiano que vive o mundo são importantes e subestimar qualquer um dos dois é arrogância ou burrice. Na minha opinião adequar os discursos com a prática é importante.
A facilitadora do meu estudo de doutrina espírita sempre diz, "temos 24 horas, 8 horas pra trabalhar, 8 horas pra dormir e o que fazemos das outras 8h?" Eu ainda busco a resposta. Penso que temos os momentos de lazer, o tempo de deslocamento pro trabalho, o tempo que temos de reservar para a família e o tempo pra revisar os estudos. Chego a conclusão que temos de nos organizar melhor. No meio desta turbulência, já que o trabalho ocupa maior parte do dia, a rotina é uma ameaça constante. E pesada. E pode causar alienação. Mas não vamos generalizar.
Eu entendo quando as pessoas que trabalham pesado dizem que não estão muito a par do que tá acontecendo, que acham absurdo o quanto as coisas estão tendo os preços reajustados e o salário não dá até o fim do mês. Mas eles não podem discutir ou ir a uma manifestação porque eles tem que chegar em casa e ver os temas dos filhos, limpar a casa, lavar roupa, ou talvez estejam no trabalho, sabe? A pessoa talvez não tenha o tempo que eu tenho pra acessar redes sociais e outras formas de informação, então ela utiliza a televisão ou o rádio que estão ligados enquanto ela tá arrumando a cama ou preparando o almoço. É uma forma prática pra ela ficar sabendo do que tá acontecendo no mundo, sem parar o que tem que fazer todo santo dia. Provavelmente esta pessoa tá cuidando da sua casa e da sua família naquelas 8 horas restantes.
Não desmereço a luta dos intelectuais, mas não posso concordar com alguns que agem como se todos fossem ingênuos que não sabem distinguir as coisas. Aliás, alguns destes levam uma vida meio burguesa no meu ver, tem carro, filho em escola particular, viajam em todas as férias e coisas assim. Não que eu ache errado tudo isto, pelo contrário, desejo que todos os cidadão tivessem o mesmo. Mas ainda não é assim que funciona. As coisas melhoraram um pouco, mas ainda não está a maravilha que alguns apregoam. E justamente por o país ser muito grande os investimentos tem que ser muito grandes.
Eu me considero uma privilegiada porque não precisei parar de estudar para trabalhar e ajudar a sustentar a casa, o que aconteceu com meus pais. Estudei na escola pública e só cursei uma graduação superior em faculdade particular porque era noturno e eu podia trabalhar de dia. E trabalhei durante os cinco anos que cursei a faculdade. Quando precisava de médicos ia ao INAMPS. Meu meio mudou um pouco, já não moro mais na periferia, li alguns livros, conheci pessoas, mas minha raiz continua lá. Sigo convivendo com pessoas que precisam acordar de madrugada para tirar fichinha no posto de saúde, ou ficam horas no saguão do PS para receber atendimento. Assim como também convivo com pessoas que recebem bolsa família e graças a isto tem o que comer. E outras que jogam todo o bolsa família no bingo clandestino.
Meus sobrinhos estudam em escolas públicas. Quando a coisa é mais urgente pagamos uma consulta particular. Mas no geral, consultam no posto. Pelo o fato de estar perto destas escolas, dos professores e da periferia sei que ainda tem muita coisa pra se fazer.
Concordo que muitas coisas foram feitas e repito, muito mais tem que ser feito. Questionar projetos de lei, atitudes, votações, posições do governo municipal, estadual e federal faz parte da democracia, ou me enganei? Discordar de determinadas coisas não me torna uma alienada direitista. Não quer dizer que quero derrubar a presidente por impeachment ou que nego tudo que de bom melhorou. Tampouco quer dizer que cai na conversa dos "direitosos". Acho sim que os governantes devem ajustar seus discursos as suas atitudes. E lamento se isto parece reacionário. Sou contra qualquer tipo de ditadura, seja de direita, seja de esquerda. E desculpa se pra alguém isto parecer que estou em cima do muro. Não estou. Estou do lado e estou na rua pelo direito de concordar ou discordar sem ser subestimada.
domingo, abril 01, 2012
5ª Blogagem coletiva #desarquivandoBR
Outro dia assisti, na companhia do meu sobrinho, um filme dirigido pelo Clint Eastwood e protagonizado pela Angelina Jolie. Na trama do filme "A troca", Angelina tem seu único filho sequestrado e na ânsia de conseguir calar as reclamações da população (e da mãe) a polícia local a induz a receber um outro menino no lugar de seu filho desaparecido. Muitos abusos são cometido pela polícia até que um policial vai atrás de um pista e descobre um assassino em série que caça meninos na rua e os mata em seu sítio. Entre os possíveis mortos pelo serial killer está o filho de Angelina Jolie, que está perfeita no papel da mãe. Como ela não se cala e vai buscando provas de que o menino que recebeu não é seu filho acaba sendo trancada em um manicômio, sob o argumento de que não queria reassumir, segundo o investigar corrupto, seu papel materno. Ao final da película a mãe segue em busca do filho desaparecido, visto que não foi encontrado corpo, portanto, para qualquer mãe segue existindo esperança de que o filho volte.
No final do filme eu lembrei das centenas de mães brasileiras que tiveram seus filhos roubados pela ditadura militar. E dos militares, que ironicamente comemoram no dia 1° de Abril uma Revolução, que nunca passou de um golpe militar. Na primeira vez que participei da blogagem coletiva eu falei sobre este tema, e volto a ele porque de todos os arquivos escondidos da ditadura militar do Brasil o direito de não enterrar seus mortos ainda é o mais difícil no meu entendimento, aliás, é o mais cruel! É a tortura institucionalizada da ditadura que ainda acontece.
Talvez ocorra com os nossos governantes (que ainda não abriram realmente os arquivos secretos) o mesmo que acontece com meu sobrinho, que assistiu o filme "A troca" e não gostou do fato da mãe seguir em busca do filho desaparecido. Creio que não seja necessário ser pai ou mãe para se sensibilizar com a dor destes pais que perdem seus filhos. Mas há quem não tenha esta capacidade e ainda que os direitos humanos ou qualquer outra instituição internacional condene ou determine a abertura dos arquivos a dor de não saber aonde estão os restos mortais de seus entes queridos segue uma ferida aberta no peito de pais, mães, filhos, esposas. Já escutei várias mães dizendo que "ter um filho morto é uma dor inominável, mas ter um filho desaparecido deve ser muito pior, porque não se sabe como está, onde está, com quem está". E é nestas palavras que eu penso todo ano quando vejo as notícias de comemoração do golpe militar, porque foi um golpe.
É muita crueldade manter familiares há mais de 40 anos sem saber o que aconteceu com seus entes. Muitas mães já morreram, em desgosto e desespero, sem ter podido dar um enterro digno aos filhos. Sim, existem cemitérios clandestinos, de onde poderão ser retirados os restos mortais e se realizar exames de DNA para determinar de quem se trata, mas e aqueles que foram jogados ao mar?
Tão cruel quanto manter familiares sem saber, sem poder sepultar seu entes queridos é um governo, dito de esquerda se eximir diante de tudo isto de cumprir as determinações a que foram condenados a cumprir. É cruel, numa solenidade de assinatura da anunciada e festejada Comissão da Verdade, cortar o discurso da filha de um ex- deputado assassinado nos porões da ditadura.
Como isto pode acontecer no governo de uma ex-guerrilheira, de uma mulher que foi torturada e sofreu abusos? Compreendo que para governar é preciso ter jogo de cintura, realizar coligações, ceder alguns pontos. Mas atualmente o que vejo não é isto, mas uma completa mudança, parece até que nada das ideologias do passado restou. Chego a pensar que a verdadeira Dilma, a que tinha sonhos, ideologia, a que sofreu tortura sem entregar companheiros ficou perdida em algum lugar daqueles porões. Daqueles porões saiu uma Dilma modificada. E infelizmente insensível aos apelos de companheiros do passado.
Todos nós que buscamos e pedimos a abertura dos arquivos e promovemos o #desarquivandoBR esperamos que o Brasil admita o erro que foi o golpe militar, reveja a Lei de Anistia e tome o período da ditadura como lição para que não volte a acontecer. Que os passos sejam dados com vagar, mas que sejam dados e sejam firmes para a abertura verdadeira. E principalmente, que acabe definitivamente esta tortura que ainda ocorre dos familiares que não podem dar um sepultamento digno a seus mortos.
Este texto faz parte da 5ª blogagem coletiva #desarquivandoBR pela abertura dos arquivos secretos, pela efetivação e cumprimento da determinação da OEA pelo caso dos mortos na Guerrilha do Araguaia.
No final do filme eu lembrei das centenas de mães brasileiras que tiveram seus filhos roubados pela ditadura militar. E dos militares, que ironicamente comemoram no dia 1° de Abril uma Revolução, que nunca passou de um golpe militar. Na primeira vez que participei da blogagem coletiva eu falei sobre este tema, e volto a ele porque de todos os arquivos escondidos da ditadura militar do Brasil o direito de não enterrar seus mortos ainda é o mais difícil no meu entendimento, aliás, é o mais cruel! É a tortura institucionalizada da ditadura que ainda acontece.
Talvez ocorra com os nossos governantes (que ainda não abriram realmente os arquivos secretos) o mesmo que acontece com meu sobrinho, que assistiu o filme "A troca" e não gostou do fato da mãe seguir em busca do filho desaparecido. Creio que não seja necessário ser pai ou mãe para se sensibilizar com a dor destes pais que perdem seus filhos. Mas há quem não tenha esta capacidade e ainda que os direitos humanos ou qualquer outra instituição internacional condene ou determine a abertura dos arquivos a dor de não saber aonde estão os restos mortais de seus entes queridos segue uma ferida aberta no peito de pais, mães, filhos, esposas. Já escutei várias mães dizendo que "ter um filho morto é uma dor inominável, mas ter um filho desaparecido deve ser muito pior, porque não se sabe como está, onde está, com quem está". E é nestas palavras que eu penso todo ano quando vejo as notícias de comemoração do golpe militar, porque foi um golpe.
É muita crueldade manter familiares há mais de 40 anos sem saber o que aconteceu com seus entes. Muitas mães já morreram, em desgosto e desespero, sem ter podido dar um enterro digno aos filhos. Sim, existem cemitérios clandestinos, de onde poderão ser retirados os restos mortais e se realizar exames de DNA para determinar de quem se trata, mas e aqueles que foram jogados ao mar?
Tão cruel quanto manter familiares sem saber, sem poder sepultar seu entes queridos é um governo, dito de esquerda se eximir diante de tudo isto de cumprir as determinações a que foram condenados a cumprir. É cruel, numa solenidade de assinatura da anunciada e festejada Comissão da Verdade, cortar o discurso da filha de um ex- deputado assassinado nos porões da ditadura.
Como isto pode acontecer no governo de uma ex-guerrilheira, de uma mulher que foi torturada e sofreu abusos? Compreendo que para governar é preciso ter jogo de cintura, realizar coligações, ceder alguns pontos. Mas atualmente o que vejo não é isto, mas uma completa mudança, parece até que nada das ideologias do passado restou. Chego a pensar que a verdadeira Dilma, a que tinha sonhos, ideologia, a que sofreu tortura sem entregar companheiros ficou perdida em algum lugar daqueles porões. Daqueles porões saiu uma Dilma modificada. E infelizmente insensível aos apelos de companheiros do passado.
Todos nós que buscamos e pedimos a abertura dos arquivos e promovemos o #desarquivandoBR esperamos que o Brasil admita o erro que foi o golpe militar, reveja a Lei de Anistia e tome o período da ditadura como lição para que não volte a acontecer. Que os passos sejam dados com vagar, mas que sejam dados e sejam firmes para a abertura verdadeira. E principalmente, que acabe definitivamente esta tortura que ainda ocorre dos familiares que não podem dar um sepultamento digno a seus mortos.
Este texto faz parte da 5ª blogagem coletiva #desarquivandoBR pela abertura dos arquivos secretos, pela efetivação e cumprimento da determinação da OEA pelo caso dos mortos na Guerrilha do Araguaia.
sexta-feira, fevereiro 10, 2012
Em quê democracia vivemos?
Isto não é um ataque! Mas eu queria realmente compreender o que passa na cabeça daqueles homens e mulheres que estão dirigindo o nosso país e as nossas cidades. Tanto tempo e tanto sangue foi derramado para que chegássemos a liberdade de escolha, de expressão em nosso país e algumas coisas parecem retrocederem sob um escudo muito frágil e mal posto. Tão frágil e mentiroso quanto a desculpa da "Segurança Nacional" que protegia as ações duvidosas e inescrupulosas da ditadura militar. Sob argumentos como perseguição e falta de respeito os defensores do governo acusam qualquer um que levante uma crítica ao governo de serem da direita, de esquerda que a direita gosta e por aí vai. A defesa não se faz a partir de coerência ideológica e não passa pela defesa de ideais. Pelo contrário vai de forma raivosa de encontro ao crítico como um opositor infame de um partido. Partido este que vem renegando toda a sua história de luta junto aos trabalhadores do Brasil.
Não me venham dizer que isto é o que a mídia me faz crer e que tudo não passa de um engodo para me confundir. Quem se confundiu foram os políticos que fazem parte do partido dos trabalhadores, das bases aliadas e das não tão aliadas assim. Antigamente qual fosse o partido no comando do governo sempre havia um dedo em riste apontando coisas erradas, atitudes suspeitas e falhas em governos, licitações e outras coisas. Mas agora? Coligaram-se com os piores inimigos políticos com a desculpa de garantir a governabilidade. A sacanagem é tão grande e tão confusa que estão cada qual mais dentro do bolso do outro, com os rabos presos de forma que no máximo se tira um ministro e se coloca outro, do mesmo partido, da base aliada no lugar. Não, não estou dizendo que são todos iguais, que ninguém presta ou que não existem políticas realmente importantes que sim foram feitas e tratadas com a verdadeira seriedade que mereciam.
O que mais me incomoda é que as possibilidades de debate sobre os assuntos importantes vão se extinguindo cada dia mais e mais para evitar de magoar "os aliados". Questões como a descriminalização do aborto, pisos salariais para categorias como os professores, os policiais e outras vão sendo deixadas a margem, como se marginais fossem estes profissionais. Questões antes defendidas com unhas, dentes e bandeiras em punho como as causas indígenas, reforma agrária, o Estado Laico e dos direitos humanos vão sendo paulatinamente deixadas de lado ou sendo abafadas por defesas estarrecedoras e estapafúrdias (como as feitas por Bolsonaro). E quando alguém do governo se manifesta de forma contrária a alguma crença da base, o ofendido faz uso da tribuna da Câmara para vociferar e jogar em cara o apoio dado em momentos difíceis, como se este apoio não estivesse sendo garantido por algum acordo, por troca de cargo ou seja o que for. É muito absurdo junto acontecendo no nosso país. E cada vez mais eu me decepciono com o tão sonhado governo de esquerda.
Outra atitude antidemocrática que me estarreceu foi a tentativa do prefeito de Rio Grande, Fábio Branco de tentar processar pessoas que fazem parte de comunidades que criticam seu governo em redes sociais. Aonde já se viu isto!? Não podemos mais dizer que uma determinada atitude de um governante vai contra as promessas feitas por ele em campanha????????? Temos que calar e ficar quietinhos diante de toda e qualquer atitude com a qual não concordamos sob ameaça de sermos processados pelos políticos??????
Eles enrolam licitações e votações, eles desrespeitam a Constituição e ignoram que fomos NÓS quem os colocou no cargo, eles fazem e desfazem com o NOSSO DINHEIRO e não podemos dizer nada????????? Eles lutaram, e muitos enchem a boca para dizer isto, contra a ditadura militar para virarem tiranos?????
Digo e repito ESTE ANO É ANO DE ELEIÇÃO E A DECISÃO ESTÁ NAS NOSSAS MÃOS! Não votem no menos pior, não vote em quem está no cargo a mais de dois mandatos. Escolha, observe e investigue. Porque, depois que eles estão lá parece que a bunda deles se funde com a cadeira e não há jeito de arrancá-los. A mudança deve começar nos nossos municípios e se estender até o senado e a câmara. A limpeza precisa ser feita e o momento de começar é agora! E digo mais, eu preferia quando o PT era tido e visto pela oposição como um partido ameaçador, como o "bicho papão" de antigamente. Hoje ele flerta, namora e casa com os mais improváveis opositores. E disto eu tenho até vergonha!
Não me venham dizer que isto é o que a mídia me faz crer e que tudo não passa de um engodo para me confundir. Quem se confundiu foram os políticos que fazem parte do partido dos trabalhadores, das bases aliadas e das não tão aliadas assim. Antigamente qual fosse o partido no comando do governo sempre havia um dedo em riste apontando coisas erradas, atitudes suspeitas e falhas em governos, licitações e outras coisas. Mas agora? Coligaram-se com os piores inimigos políticos com a desculpa de garantir a governabilidade. A sacanagem é tão grande e tão confusa que estão cada qual mais dentro do bolso do outro, com os rabos presos de forma que no máximo se tira um ministro e se coloca outro, do mesmo partido, da base aliada no lugar. Não, não estou dizendo que são todos iguais, que ninguém presta ou que não existem políticas realmente importantes que sim foram feitas e tratadas com a verdadeira seriedade que mereciam.
O que mais me incomoda é que as possibilidades de debate sobre os assuntos importantes vão se extinguindo cada dia mais e mais para evitar de magoar "os aliados". Questões como a descriminalização do aborto, pisos salariais para categorias como os professores, os policiais e outras vão sendo deixadas a margem, como se marginais fossem estes profissionais. Questões antes defendidas com unhas, dentes e bandeiras em punho como as causas indígenas, reforma agrária, o Estado Laico e dos direitos humanos vão sendo paulatinamente deixadas de lado ou sendo abafadas por defesas estarrecedoras e estapafúrdias (como as feitas por Bolsonaro). E quando alguém do governo se manifesta de forma contrária a alguma crença da base, o ofendido faz uso da tribuna da Câmara para vociferar e jogar em cara o apoio dado em momentos difíceis, como se este apoio não estivesse sendo garantido por algum acordo, por troca de cargo ou seja o que for. É muito absurdo junto acontecendo no nosso país. E cada vez mais eu me decepciono com o tão sonhado governo de esquerda.
Outra atitude antidemocrática que me estarreceu foi a tentativa do prefeito de Rio Grande, Fábio Branco de tentar processar pessoas que fazem parte de comunidades que criticam seu governo em redes sociais. Aonde já se viu isto!? Não podemos mais dizer que uma determinada atitude de um governante vai contra as promessas feitas por ele em campanha????????? Temos que calar e ficar quietinhos diante de toda e qualquer atitude com a qual não concordamos sob ameaça de sermos processados pelos políticos??????
Eles enrolam licitações e votações, eles desrespeitam a Constituição e ignoram que fomos NÓS quem os colocou no cargo, eles fazem e desfazem com o NOSSO DINHEIRO e não podemos dizer nada????????? Eles lutaram, e muitos enchem a boca para dizer isto, contra a ditadura militar para virarem tiranos?????
Digo e repito ESTE ANO É ANO DE ELEIÇÃO E A DECISÃO ESTÁ NAS NOSSAS MÃOS! Não votem no menos pior, não vote em quem está no cargo a mais de dois mandatos. Escolha, observe e investigue. Porque, depois que eles estão lá parece que a bunda deles se funde com a cadeira e não há jeito de arrancá-los. A mudança deve começar nos nossos municípios e se estender até o senado e a câmara. A limpeza precisa ser feita e o momento de começar é agora! E digo mais, eu preferia quando o PT era tido e visto pela oposição como um partido ameaçador, como o "bicho papão" de antigamente. Hoje ele flerta, namora e casa com os mais improváveis opositores. E disto eu tenho até vergonha!
Assinar:
Postagens (Atom)