Esta página é para quem acredita que um mundo melhor é possível e que o jornalismo deve ser livre, íntegro, revolucionário, questionador e formador de opiniões, ou pelo menos fazer com que a gente pense. Segundo Millôr Fernandes "a função do Jornalista é trabalhar para ser demitido". Eu já estou no 3 a zero. "Livre pensar é só pensar" Millôr Fernandes
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sexta-feira, outubro 31, 2014
O que espero do relatório da CNV
Faz tanto tempo que não escrevo por aqui, nossa! Mas fiquei realmente muito decepcionada com inúmeras questões, escolhas, silêncios e decisões do governo federal o qual imaginei teria outra forma de atuar, principalmente na questão referente ao desarquivamento da ditadura militar no país. Depois disso várias denúncias de corrupção, manifestantes presos de forma arbitrária,índios morrendo na defesa de suas terras e seus direitos, muitos casos de homofobia e violência contra mulher. Coisas que me fazem sentir impotente e vulnerável. Por isso dei um tempo para falar de lutas em outros termos, em batalhas que deram certo e vistas pelo lado positivo.
Mas fui convocada pela Niara a participar da X Blogagem coletiva #desarquivandoBR e não posso deixar de dizer o que espero da Comissão Nacional da Verdade. Numa das minhas primeiras participações falei sobre os desaparecidos políticos, o sofrimento das famílias e o silêncio sepulcral que envolve as questões. Volto ao ponto visto que não podemos permitir que tantas famílias sigam sem poder encerrar este capítulo de suas histórias.
O que continuo vendo como mais cruel da ditadura militar ainda é o fato de não serem abertos os arquivos dos desaparecidos. Tem a Lei da Anistia e tals, que nem vou entrar em detalhes ou mérito porque realmente é desgastante bater na mesma, incansável, tecla. No entanto, manter o assunto dos desaparecidos sob um pedra, ou melhor uma montanha não dá. O exército sabe bem onde enterrou ou desovou os cadáveres. E deve ter documentado também quem o fez, quando e as vítimas. Isto é algo que deve ou melhor, que se deve a estas famílias para que possam enterrar definitivamente seus mortos, chorar sua partida, viver o luto e acalmar seus corações sabendo o que houve com seus entes queridos. No meu entendimento não há algo mais doloroso para uma pessoa não saber se o filho, o pai, o irmão está vivo ou morto, não saber que fim levou.
Então é isto que eu espero do relatório da CNV uma proposta, um projeto, um relatório de como esta andando a questão. Desejo que a Comissão atue na busca por estas respostas pressionando e investigando os responsáveis. Sabemos que os desaparecidos só voltarão por um milagre, ainda mais da forma como a questão é conduzida. Por outro lado é muita maldade manter as famílias nesta esperança sem esperança, nesta espera por uma notícia de morte, de vida, de que fim afinal teve o corpo.
A denúncia feita pelo Ministério Público Federal contra cinco militares no caso Rubens Paiva é uma vitória certamente, mas ainda há muita coisa debaixo do tapete. O exército não pretende abrir seus arquivos, principalmente os secretos e dificulta os possíveis esclarecimentos e acesso a provas. Está como sempre confortavelmente protegido. Um dos militares envolvido nas denúncias mantinha provas e material sobre a prisão, morte e a farsa envolvendo Rubens Paiva em sua própria casa. E sempre que se fala em rever a Lei da Anistia todos vociferam que esta bem assim como está, como se pudesse realmente ser igualados aqueles que lutaram, foram presos e torturados, com aqueles que prendiam, torturavam e matavam. A Lei de Anistia protege os militares e puni aqueles que estão sendo punidos desde aquela época. Não podemos ser coniventes precisamos desarquivar o Brasil.
terça-feira, dezembro 11, 2012
sexta-feira, dezembro 07, 2012
Campanha #desarquivandoBR
Mudar a foto da gente pela foto de um desaparecido político pode não ter, de efetivo, nenhum resultado. Assim como tem quem diga que mudar o sobrenome pelo nome de tribos e comunidades indígenas também não adianta. Não muda muito mesmo, mas mostra que tu te importas. Eu não consegui mudar minha foto porque a que escolhi é pequena demais, disse o facebook. Minha escolhida é Ana Rosa Kucinski professora de química no Instituto de Química de São Paulo e tinha 32 anos quando foi presa. Três a menos que eu hoje. Desapareceu com o marido Wilson Silva.
O maior alerta, na minha opinião, é o desrespeito com as família que tiveram seus filhos, pais, mães, esposos serem levados presos e desapareceram há mais de 40 anos e até agora não tiveram o direito de dar aos seus mortos uma sepultura digna. Na desculpa de não dar lugar ao revanchismo, como dizem os militares, resta às famílias de mortos e desaparecidos políticos carregarem sua dor e seu sofrimento por mais um tempo. É muita maldade permitir que mães morram sem saber, afinal de contas o que aconteceu com seus filhos. Por que, dizem muitas mães, que "pior que saber que um filho está morto é ter um filho desaparecido e não saber como, onde ou o que lhe aconteceu".
Não abrir os arquivos e colocar um fim nesta tortura é absurdo! É a demonstração clara de que, na essência, algumas coisas não mudaram quando se trata de poder e dinheiro, mesmo depois da "redemocratização".
O maior alerta, na minha opinião, é o desrespeito com as família que tiveram seus filhos, pais, mães, esposos serem levados presos e desapareceram há mais de 40 anos e até agora não tiveram o direito de dar aos seus mortos uma sepultura digna. Na desculpa de não dar lugar ao revanchismo, como dizem os militares, resta às famílias de mortos e desaparecidos políticos carregarem sua dor e seu sofrimento por mais um tempo. É muita maldade permitir que mães morram sem saber, afinal de contas o que aconteceu com seus filhos. Por que, dizem muitas mães, que "pior que saber que um filho está morto é ter um filho desaparecido e não saber como, onde ou o que lhe aconteceu".
Não abrir os arquivos e colocar um fim nesta tortura é absurdo! É a demonstração clara de que, na essência, algumas coisas não mudaram quando se trata de poder e dinheiro, mesmo depois da "redemocratização".
quarta-feira, agosto 15, 2012
Cinema da Resistência
"O Memorial da Resistência tem procurado, por meio da sua programação, utilizar o potencial das diferentes manifestações artísticas para abordar os principais temas trabalhados pela Instituição- repressão e resistência políticas e direitos humanos.
Com o objetivo de utilizar o cinema de forma mais sistemática, o Memorial da Resistência iniciará, no segundo semestre de 2012, o projeto "Cinema da Resistência", com a exibição de 4 filmes (1 sábado por mês, de agosto a novembro, às 14 horas), sempre seguidos de debate com o diretor e/ou outro colaborador para realização do filme.
Serão conferidos certificados de hora complementar para estudantes.
Acesse nosso site para se atualizar sobre nossa programação e os links abaixo para conhecer mais sobre os próximos filmes.
Programação
25 de agosto de 2012, às 14h
Perdão, Mister Fiel (Jorge Oliveira, 2009, BRA, 95min.)
15 de setembro de 2012, às 14h
Verdades Verdaderas, la vida de Estela (Nicolás Gil Lavedra, 2011, ARG, 99min.)
13 de outubro de 2012, às 14h
Batismo de Sangue (Helvécio Ratton, 2006, BRA, 94 min.)
10 de novembro de 2012, às 14h
Cabra Cega (Toni Ventura, 2005, BRA, 105min.)"
Fonte: Memorial da Resistência
Com o objetivo de utilizar o cinema de forma mais sistemática, o Memorial da Resistência iniciará, no segundo semestre de 2012, o projeto "Cinema da Resistência", com a exibição de 4 filmes (1 sábado por mês, de agosto a novembro, às 14 horas), sempre seguidos de debate com o diretor e/ou outro colaborador para realização do filme.
Serão conferidos certificados de hora complementar para estudantes.
Acesse nosso site para se atualizar sobre nossa programação e os links abaixo para conhecer mais sobre os próximos filmes.
Programação
25 de agosto de 2012, às 14h
Perdão, Mister Fiel (Jorge Oliveira, 2009, BRA, 95min.)
15 de setembro de 2012, às 14h
Verdades Verdaderas, la vida de Estela (Nicolás Gil Lavedra, 2011, ARG, 99min.)
13 de outubro de 2012, às 14h
Batismo de Sangue (Helvécio Ratton, 2006, BRA, 94 min.)
10 de novembro de 2012, às 14h
Cabra Cega (Toni Ventura, 2005, BRA, 105min.)"
Fonte: Memorial da Resistência
quinta-feira, junho 21, 2012
Sábado Resistente
Neste dia, 30 de junho, das 14h às 17h 30min tem mais um Sábado Resistente. O encontro deste mês será dedicado aos 35 anos da prisão dos militantes da ex-Convergência Socialista, cidadãos que lutavam junto ao movimento operário pela derrubada da ditadura militar e pela legalização de um partido de trabalhadores que representasse e defendesse os interesses da classe operária.
Será debatido o legado deste movimento, assim como se obterá esclarecimentos sobre as ações que estão sendo movidas nas últimas semana pelo Ministério Público Federal para desvendar as responsabilidades pelos crimes que o Estado cometeu na região, atendendo às determinações da sentença da Corte Interamericana de Direitos Humanos.
Programação
14h: Boas vindas - Katia Felipini (Coordenadora do Memorial da Resistência de São Paulo).
Coordenação - Ivan Seixas (Presidente do Núcleo de Preservação da Memória Política)
Américo Gomes (Comissão dos presos e perseguidos políticos da ex-Convergência Socialista)
14h15min. Apresentação dos dados
14h30min - 15h 30min. Palestras
Bernardo Cerdeira
Jornalista, Editor da revista Versus, preso em 1977 e dirigente da ex-Convergência Socialista
Maria Salay
Operária Metalúrgica do ABC, dirigente das greves de 1977, militante da ex-Convergência Socialista
Álvaro Bianchi
Diretor do Arquivo Edgard Leuenroth e professor do Departamento de Ciência Política da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp)
Américo Gomes
Advogado, membro da Comissão de Presos e Perseguidos Políticos da ex-Convergência Socialista
15h 30min: Projeção de vídeo sobre a história do movimento operário no final da década de 70-80 e a ligação com a ex-Convergência Socialista
16h: Homenagem
Nahuel Moreno
Ex-dirigente da Liga Internacional dos Trabalhadores, preso com os dirigentes e militantes da ex-Convergência Socialista
16h 30min: Lançamento da revista Correio Internacional comemorativa dos 30 anos de fundação da Liga Internacional dos Trabalhadores
Fonte: Memorial da Resistência de São Paulo
Largo General Osório, 66 - Luz
Auditório Vitae - 5° andar
Será debatido o legado deste movimento, assim como se obterá esclarecimentos sobre as ações que estão sendo movidas nas últimas semana pelo Ministério Público Federal para desvendar as responsabilidades pelos crimes que o Estado cometeu na região, atendendo às determinações da sentença da Corte Interamericana de Direitos Humanos.
Programação
14h: Boas vindas - Katia Felipini (Coordenadora do Memorial da Resistência de São Paulo).
Coordenação - Ivan Seixas (Presidente do Núcleo de Preservação da Memória Política)
Américo Gomes (Comissão dos presos e perseguidos políticos da ex-Convergência Socialista)
14h15min. Apresentação dos dados
14h30min - 15h 30min. Palestras
Bernardo Cerdeira
Jornalista, Editor da revista Versus, preso em 1977 e dirigente da ex-Convergência Socialista
Maria Salay
Operária Metalúrgica do ABC, dirigente das greves de 1977, militante da ex-Convergência Socialista
Álvaro Bianchi
Diretor do Arquivo Edgard Leuenroth e professor do Departamento de Ciência Política da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp)
Américo Gomes
Advogado, membro da Comissão de Presos e Perseguidos Políticos da ex-Convergência Socialista
15h 30min: Projeção de vídeo sobre a história do movimento operário no final da década de 70-80 e a ligação com a ex-Convergência Socialista
16h: Homenagem
Nahuel Moreno
Ex-dirigente da Liga Internacional dos Trabalhadores, preso com os dirigentes e militantes da ex-Convergência Socialista
16h 30min: Lançamento da revista Correio Internacional comemorativa dos 30 anos de fundação da Liga Internacional dos Trabalhadores
Fonte: Memorial da Resistência de São Paulo
Largo General Osório, 66 - Luz
Auditório Vitae - 5° andar
quarta-feira, maio 16, 2012
Que lado prevalecerá?
Estou sempre lendo textos, pesquisas, livros e artigos sobre a Ditadura Militar, a Lei de Anistia, desaparecidos políticos e coisas afins. Quando o primeiro, dito governo de esquerda foi empossado, animei-me pensando que realmente os arquivos secretos seriam abertos e todas aquelas histórias escabrosas de tortura, desaparecimentos, cemitérios clandestinos seriam esclarecidos e os torturadores seriam levados a julgamento. Mas nada aconteceu efetivamente e, assim como várias leis e programas, o desarquivamento ficou para o próximo presidente, no caso presidenta.
Falou-se em revanchismo, em dureza e tudo mais. O bicho papão da esquerda no Brasil, depois do "Lulinha Paz e Amor" estava mansinho, mansinho. E a ex-guerrilheira, presa e torturada nos temidos e úmidos porões da ditadura militar tornou-se uma avó doce e meiga, a ponto de lançar um programa de governo com o nome de Brasil Carinhoso. Nada contra! Aliás, bem pelo contrário. As trabalhadoras brasileiras necessitam ser contempladas com os pontos destacados no programa. Dilma segue sendo uma mulher firme, mas nesta questão da ditadura militar os milicos continuam ganhando.
Foram anunciados os sete integrantes da Comissão Nacional da Verdade, mas não há representantes das famílias ou dos movimentos pelos direitos humanos. A indignação veio com a declaração do integrante da CNV, Jose Carlos Dias, que destacou que o foco será a responsabilidade dos "dois lados". É tão linda a imparcialidade não é? Irão punir mais uma vez quem esteve preso e foi julgado pelos militares? Como farão com os desaparecidos? Eles se tornarão foragidos da Justiça? Não basta a crueldade de impedir suas famílias de dar-lhes um sepultamento digno? Não basta os militares seguirem comemorando o golpe, porque foi um golpe dado num governo legalmente constituído?
Quando penso neste período e nos acontecimentos, não consigo deixar de me indignar com isto, com este absurdo que é manter secretos os acontecimentos que daria alento há centenas de famílias que não sabem se seus entes queridos estão realmente mortos. Famílias estas que não tiveram o direito de sepultar seus mortos e não se sabe se irão ver a Justiça ser feita. E com certeza, muito mais do que eu, devem ter sofrido horrores ao ler ou ouvir a declaração de José Carlos Dias.
Levarão os mortos ao banco dos réus? E os militares?
Os militares aprovaram os integrantes da Comissão Nacional da Verdade. Agora tirem suas próprias conclusões.
Falou-se em revanchismo, em dureza e tudo mais. O bicho papão da esquerda no Brasil, depois do "Lulinha Paz e Amor" estava mansinho, mansinho. E a ex-guerrilheira, presa e torturada nos temidos e úmidos porões da ditadura militar tornou-se uma avó doce e meiga, a ponto de lançar um programa de governo com o nome de Brasil Carinhoso. Nada contra! Aliás, bem pelo contrário. As trabalhadoras brasileiras necessitam ser contempladas com os pontos destacados no programa. Dilma segue sendo uma mulher firme, mas nesta questão da ditadura militar os milicos continuam ganhando.
Foram anunciados os sete integrantes da Comissão Nacional da Verdade, mas não há representantes das famílias ou dos movimentos pelos direitos humanos. A indignação veio com a declaração do integrante da CNV, Jose Carlos Dias, que destacou que o foco será a responsabilidade dos "dois lados". É tão linda a imparcialidade não é? Irão punir mais uma vez quem esteve preso e foi julgado pelos militares? Como farão com os desaparecidos? Eles se tornarão foragidos da Justiça? Não basta a crueldade de impedir suas famílias de dar-lhes um sepultamento digno? Não basta os militares seguirem comemorando o golpe, porque foi um golpe dado num governo legalmente constituído?
Quando penso neste período e nos acontecimentos, não consigo deixar de me indignar com isto, com este absurdo que é manter secretos os acontecimentos que daria alento há centenas de famílias que não sabem se seus entes queridos estão realmente mortos. Famílias estas que não tiveram o direito de sepultar seus mortos e não se sabe se irão ver a Justiça ser feita. E com certeza, muito mais do que eu, devem ter sofrido horrores ao ler ou ouvir a declaração de José Carlos Dias.
Levarão os mortos ao banco dos réus? E os militares?
Os militares aprovaram os integrantes da Comissão Nacional da Verdade. Agora tirem suas próprias conclusões.
terça-feira, abril 17, 2012
Ditadura militar (1964-1985): repressão, resistência e memória
O Prof. Dr. Carlos Fico (UFRJ) irá proferir a palestra "Ditadura militar (1964-1985): repressão, resistência e memória", no dia 28 de abril, as 10h 30min no Auditório Vitae.
Trata-se do primeiro Encontro de Aprofundamento Temático deste ano e tem o objetivo de discutir, de forma atualizada, questões que envolvem o aparato repressivo estruturado durante o regime militar para vigiar, desarticular e punir as ações da resistência política organizadas por setores da sociedade brasileira. Outro tema a ser abordado, é o tratamento dado às marcas da memória do período, incluindo, neste sentido, a implantação da Comissão Nacional da Verdade.
Carlos Fico
É mestre em História pela Universidade Federal Fluminense e doutor em História pela Universidade de São Paulo, onde também fez estágio de pós-doutoramento. Atualmente, é Professor Titular e História do Brasil da Universidade Federal do Rio de Janeiro e desenvolve pesquisas relacionadas aos seguintes temas: ditadura militar no Brasil e na Argentina, historiografia brasileira, rebeliões populares no Brasil republicano e História política dos Estados Unidos durante a Guerra Fria. Foi "Cientista do Nosso Estado" da Fundação Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (FAPERJ) entre 2003 e 2006 e recebeu o Prêmio Sergio Buarque de Holanda de Ensaio Social da Biblioteca Nacional em 2008.
Público alvo: professores, educadores, estudantes universitários (graduação e pós-graduação)
Inscrições: de 16 a 26 de abril, somente pelos telefones (11) 3324.0943 ou 0944, com Valdir ou Paulo (de segunda à sexta, das 10h às 17h 30min)
Local: Largo General Osório, 66 Luz
Entrada Franca
Haverá entrega de declarações de comparecimento aos interessados
Trata-se do primeiro Encontro de Aprofundamento Temático deste ano e tem o objetivo de discutir, de forma atualizada, questões que envolvem o aparato repressivo estruturado durante o regime militar para vigiar, desarticular e punir as ações da resistência política organizadas por setores da sociedade brasileira. Outro tema a ser abordado, é o tratamento dado às marcas da memória do período, incluindo, neste sentido, a implantação da Comissão Nacional da Verdade.
Carlos Fico
É mestre em História pela Universidade Federal Fluminense e doutor em História pela Universidade de São Paulo, onde também fez estágio de pós-doutoramento. Atualmente, é Professor Titular e História do Brasil da Universidade Federal do Rio de Janeiro e desenvolve pesquisas relacionadas aos seguintes temas: ditadura militar no Brasil e na Argentina, historiografia brasileira, rebeliões populares no Brasil republicano e História política dos Estados Unidos durante a Guerra Fria. Foi "Cientista do Nosso Estado" da Fundação Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (FAPERJ) entre 2003 e 2006 e recebeu o Prêmio Sergio Buarque de Holanda de Ensaio Social da Biblioteca Nacional em 2008.
Público alvo: professores, educadores, estudantes universitários (graduação e pós-graduação)
Inscrições: de 16 a 26 de abril, somente pelos telefones (11) 3324.0943 ou 0944, com Valdir ou Paulo (de segunda à sexta, das 10h às 17h 30min)
Local: Largo General Osório, 66 Luz
Entrada Franca
Haverá entrega de declarações de comparecimento aos interessados
domingo, abril 01, 2012
5ª Blogagem coletiva #desarquivandoBR
Outro dia assisti, na companhia do meu sobrinho, um filme dirigido pelo Clint Eastwood e protagonizado pela Angelina Jolie. Na trama do filme "A troca", Angelina tem seu único filho sequestrado e na ânsia de conseguir calar as reclamações da população (e da mãe) a polícia local a induz a receber um outro menino no lugar de seu filho desaparecido. Muitos abusos são cometido pela polícia até que um policial vai atrás de um pista e descobre um assassino em série que caça meninos na rua e os mata em seu sítio. Entre os possíveis mortos pelo serial killer está o filho de Angelina Jolie, que está perfeita no papel da mãe. Como ela não se cala e vai buscando provas de que o menino que recebeu não é seu filho acaba sendo trancada em um manicômio, sob o argumento de que não queria reassumir, segundo o investigar corrupto, seu papel materno. Ao final da película a mãe segue em busca do filho desaparecido, visto que não foi encontrado corpo, portanto, para qualquer mãe segue existindo esperança de que o filho volte.
No final do filme eu lembrei das centenas de mães brasileiras que tiveram seus filhos roubados pela ditadura militar. E dos militares, que ironicamente comemoram no dia 1° de Abril uma Revolução, que nunca passou de um golpe militar. Na primeira vez que participei da blogagem coletiva eu falei sobre este tema, e volto a ele porque de todos os arquivos escondidos da ditadura militar do Brasil o direito de não enterrar seus mortos ainda é o mais difícil no meu entendimento, aliás, é o mais cruel! É a tortura institucionalizada da ditadura que ainda acontece.
Talvez ocorra com os nossos governantes (que ainda não abriram realmente os arquivos secretos) o mesmo que acontece com meu sobrinho, que assistiu o filme "A troca" e não gostou do fato da mãe seguir em busca do filho desaparecido. Creio que não seja necessário ser pai ou mãe para se sensibilizar com a dor destes pais que perdem seus filhos. Mas há quem não tenha esta capacidade e ainda que os direitos humanos ou qualquer outra instituição internacional condene ou determine a abertura dos arquivos a dor de não saber aonde estão os restos mortais de seus entes queridos segue uma ferida aberta no peito de pais, mães, filhos, esposas. Já escutei várias mães dizendo que "ter um filho morto é uma dor inominável, mas ter um filho desaparecido deve ser muito pior, porque não se sabe como está, onde está, com quem está". E é nestas palavras que eu penso todo ano quando vejo as notícias de comemoração do golpe militar, porque foi um golpe.
É muita crueldade manter familiares há mais de 40 anos sem saber o que aconteceu com seus entes. Muitas mães já morreram, em desgosto e desespero, sem ter podido dar um enterro digno aos filhos. Sim, existem cemitérios clandestinos, de onde poderão ser retirados os restos mortais e se realizar exames de DNA para determinar de quem se trata, mas e aqueles que foram jogados ao mar?
Tão cruel quanto manter familiares sem saber, sem poder sepultar seu entes queridos é um governo, dito de esquerda se eximir diante de tudo isto de cumprir as determinações a que foram condenados a cumprir. É cruel, numa solenidade de assinatura da anunciada e festejada Comissão da Verdade, cortar o discurso da filha de um ex- deputado assassinado nos porões da ditadura.
Como isto pode acontecer no governo de uma ex-guerrilheira, de uma mulher que foi torturada e sofreu abusos? Compreendo que para governar é preciso ter jogo de cintura, realizar coligações, ceder alguns pontos. Mas atualmente o que vejo não é isto, mas uma completa mudança, parece até que nada das ideologias do passado restou. Chego a pensar que a verdadeira Dilma, a que tinha sonhos, ideologia, a que sofreu tortura sem entregar companheiros ficou perdida em algum lugar daqueles porões. Daqueles porões saiu uma Dilma modificada. E infelizmente insensível aos apelos de companheiros do passado.
Todos nós que buscamos e pedimos a abertura dos arquivos e promovemos o #desarquivandoBR esperamos que o Brasil admita o erro que foi o golpe militar, reveja a Lei de Anistia e tome o período da ditadura como lição para que não volte a acontecer. Que os passos sejam dados com vagar, mas que sejam dados e sejam firmes para a abertura verdadeira. E principalmente, que acabe definitivamente esta tortura que ainda ocorre dos familiares que não podem dar um sepultamento digno a seus mortos.
Este texto faz parte da 5ª blogagem coletiva #desarquivandoBR pela abertura dos arquivos secretos, pela efetivação e cumprimento da determinação da OEA pelo caso dos mortos na Guerrilha do Araguaia.
No final do filme eu lembrei das centenas de mães brasileiras que tiveram seus filhos roubados pela ditadura militar. E dos militares, que ironicamente comemoram no dia 1° de Abril uma Revolução, que nunca passou de um golpe militar. Na primeira vez que participei da blogagem coletiva eu falei sobre este tema, e volto a ele porque de todos os arquivos escondidos da ditadura militar do Brasil o direito de não enterrar seus mortos ainda é o mais difícil no meu entendimento, aliás, é o mais cruel! É a tortura institucionalizada da ditadura que ainda acontece.
Talvez ocorra com os nossos governantes (que ainda não abriram realmente os arquivos secretos) o mesmo que acontece com meu sobrinho, que assistiu o filme "A troca" e não gostou do fato da mãe seguir em busca do filho desaparecido. Creio que não seja necessário ser pai ou mãe para se sensibilizar com a dor destes pais que perdem seus filhos. Mas há quem não tenha esta capacidade e ainda que os direitos humanos ou qualquer outra instituição internacional condene ou determine a abertura dos arquivos a dor de não saber aonde estão os restos mortais de seus entes queridos segue uma ferida aberta no peito de pais, mães, filhos, esposas. Já escutei várias mães dizendo que "ter um filho morto é uma dor inominável, mas ter um filho desaparecido deve ser muito pior, porque não se sabe como está, onde está, com quem está". E é nestas palavras que eu penso todo ano quando vejo as notícias de comemoração do golpe militar, porque foi um golpe.
É muita crueldade manter familiares há mais de 40 anos sem saber o que aconteceu com seus entes. Muitas mães já morreram, em desgosto e desespero, sem ter podido dar um enterro digno aos filhos. Sim, existem cemitérios clandestinos, de onde poderão ser retirados os restos mortais e se realizar exames de DNA para determinar de quem se trata, mas e aqueles que foram jogados ao mar?
Tão cruel quanto manter familiares sem saber, sem poder sepultar seu entes queridos é um governo, dito de esquerda se eximir diante de tudo isto de cumprir as determinações a que foram condenados a cumprir. É cruel, numa solenidade de assinatura da anunciada e festejada Comissão da Verdade, cortar o discurso da filha de um ex- deputado assassinado nos porões da ditadura.
Como isto pode acontecer no governo de uma ex-guerrilheira, de uma mulher que foi torturada e sofreu abusos? Compreendo que para governar é preciso ter jogo de cintura, realizar coligações, ceder alguns pontos. Mas atualmente o que vejo não é isto, mas uma completa mudança, parece até que nada das ideologias do passado restou. Chego a pensar que a verdadeira Dilma, a que tinha sonhos, ideologia, a que sofreu tortura sem entregar companheiros ficou perdida em algum lugar daqueles porões. Daqueles porões saiu uma Dilma modificada. E infelizmente insensível aos apelos de companheiros do passado.
Todos nós que buscamos e pedimos a abertura dos arquivos e promovemos o #desarquivandoBR esperamos que o Brasil admita o erro que foi o golpe militar, reveja a Lei de Anistia e tome o período da ditadura como lição para que não volte a acontecer. Que os passos sejam dados com vagar, mas que sejam dados e sejam firmes para a abertura verdadeira. E principalmente, que acabe definitivamente esta tortura que ainda ocorre dos familiares que não podem dar um sepultamento digno a seus mortos.
Este texto faz parte da 5ª blogagem coletiva #desarquivandoBR pela abertura dos arquivos secretos, pela efetivação e cumprimento da determinação da OEA pelo caso dos mortos na Guerrilha do Araguaia.
quinta-feira, dezembro 15, 2011
Quarta blogagem coletiva pela revisão da lei da #Anistia
A Niara de Oliveira, do blog Pimenta com Limão convocou a quarta blogagem coletiva pela revisão da Lei da Anistia e o cumprimento integral da sentença da Corte Interamericana de Direitos Humanos do caso da Guerrilha do Araguaia. O objetivo é concentrar um esforço coletivo para forçar o governo a rever sua posição tão rígida em relação ao nosso passado recente, mas que deve ser revisto o quanto antes para que a tão sonhada e propagada democracia se construa verdadeiramente.
A campanha Cumpra-se "é um esforço cidadão de indivíduos, coletivos, entidades e movimentos sociais, para que a sentença da Corte Interamericana de Direitos Humanos seja cumprida integralmente, visando a afirmação dos direitos humanos no Brasil e o respeito à jurisprudência e à jurisdição internacional da Corte IDH expressa em nossa constituição." E a 4ª blogagem coletiva vem engrossar este coro, junto com as centenas de famílias que ainda buscam por seus familiares desaparecidos durante o regime militar.
Acreditávamos que os arquivos secretos fossem ser abertos e postos a disposição no primeiro mandato de um presidente de esquerda, mas não ocorreu. Também não aconteceu no segundo mandato. Mas ainda existia uma grande esperança de que a Lei da Anistia fosse revista e além dos arquivos secretos, que foram colocados a disposição, os outros vários catalogados como "ultra secretos" fossem retirados do "cofre" e passassem a consulta dos cidadãos, com os responsáveis pelas torturas e mortes punidos e os corpos dos mortos naquela época devolvidos a suas famílias para, enfim, terem o descanso merecido. Nada disso foi feito. Os arquivos ultra secretos foram, mais uma vez, colocados sob sigilo eterno. A revisão da Lei de Anistia não veio e nem o cumprimento da sentença dada pela Corte Interamericana de Direitos Humanos referente ao caso da guerrilha do Araguaia foi cumprida, mesmo tendo como dirigente da nação uma ex-guerrilheira, que foi presa e torturada nos porões da ditadura militar.
Lembro-me, com muita vivassidade do período em que a esquerda era temida por suas defesas apaixonadas do socialismo. Hoje em dia o que temos é um governo que se conchavou, pra mim de forma vergonhosa, com toda a sorte de políticos, com quase todos os partidos. Poucos são os partidos, realmente de oposição. E infelizmente estes são pequenos, minoria no Congresso e consequentemente com menos poderes. Quanto aos outros... pipocam denúncias de corrupção aqui e ali. A cortina de fumaça se forma,uns apontam para os outros, mas as coisas estão tão misturadas e tão pouco nítidas que mal se enxerga quem é quem.
Este ano comemoramos com, bem pouco entusiasmo, mas com um fio de esperança a criação da Comissão da Verdade, ou será da MEIA verdade, que irá investigar os crimes contra os direitos humanos cometidos no período entre 1946 e 1988. Espero que com especial atenção para o período da ditadura militar. No entanto, não foi permitido que ex-presos políticos ou familiares integrassem a dita comissão.
É estranho que a presidente Dilma Rousseff negue ser pressionada pelos militares para que deixe quietas as questões da ditadura militar, não puna os torturadores e mantenha a tão sonhada abertura, propagandeada como um portão gigante, ainda como uma pequena fresta. Parecia que tudo havia mudado realmente, até uma novela sobre os anos de chumbo esta passando na tevê aberta e ao final de cada capítulo estavam sendo exibidos os depoimentos de alguém que viveu de perto o período, mas, como muitas coisas no nosso país, as histórias gravadas para exibição foram retiradas do ar sem nenhuma explicação. O autor da novela Thiago Santiago sempre falou com entusiasmo sobre os depoimentos, no entanto, nem mesmo ele sabia o porquê da retirada das declarações.
Eram depoimentos reais, que sabia-se serem verdadeiros. O espaço também era aberto aos militares, que não quiseram participar. Talvez não quisessem "produzir provas contra si mesmos" e desta forma seguem tranquilos sob a proteção de uma lei que deveria beneficiar os que tiveram seus direitos feridos, mas que, na verdade, mantem torturadores bem guardados e intocáveis. E assim, a comissão de meia verdade irá investigar o que? Para quê servirá saber o que aconteceu e quem fez o que, se não se poderá punir? Sob que pilares construiremos a democracia? Que história iremos contar?
Vejo a não revisão da Lei da Anistia e o não cumprimento da sentença da Corte Interamericana dos Direitos Humanos como uma lacuna que não será preenchida. Nossa história será como um quebra cabeças que fora montado faltando peças.
A campanha Cumpra-se "é um esforço cidadão de indivíduos, coletivos, entidades e movimentos sociais, para que a sentença da Corte Interamericana de Direitos Humanos seja cumprida integralmente, visando a afirmação dos direitos humanos no Brasil e o respeito à jurisprudência e à jurisdição internacional da Corte IDH expressa em nossa constituição." E a 4ª blogagem coletiva vem engrossar este coro, junto com as centenas de famílias que ainda buscam por seus familiares desaparecidos durante o regime militar.
Acreditávamos que os arquivos secretos fossem ser abertos e postos a disposição no primeiro mandato de um presidente de esquerda, mas não ocorreu. Também não aconteceu no segundo mandato. Mas ainda existia uma grande esperança de que a Lei da Anistia fosse revista e além dos arquivos secretos, que foram colocados a disposição, os outros vários catalogados como "ultra secretos" fossem retirados do "cofre" e passassem a consulta dos cidadãos, com os responsáveis pelas torturas e mortes punidos e os corpos dos mortos naquela época devolvidos a suas famílias para, enfim, terem o descanso merecido. Nada disso foi feito. Os arquivos ultra secretos foram, mais uma vez, colocados sob sigilo eterno. A revisão da Lei de Anistia não veio e nem o cumprimento da sentença dada pela Corte Interamericana de Direitos Humanos referente ao caso da guerrilha do Araguaia foi cumprida, mesmo tendo como dirigente da nação uma ex-guerrilheira, que foi presa e torturada nos porões da ditadura militar.
Lembro-me, com muita vivassidade do período em que a esquerda era temida por suas defesas apaixonadas do socialismo. Hoje em dia o que temos é um governo que se conchavou, pra mim de forma vergonhosa, com toda a sorte de políticos, com quase todos os partidos. Poucos são os partidos, realmente de oposição. E infelizmente estes são pequenos, minoria no Congresso e consequentemente com menos poderes. Quanto aos outros... pipocam denúncias de corrupção aqui e ali. A cortina de fumaça se forma,uns apontam para os outros, mas as coisas estão tão misturadas e tão pouco nítidas que mal se enxerga quem é quem.
Este ano comemoramos com, bem pouco entusiasmo, mas com um fio de esperança a criação da Comissão da Verdade, ou será da MEIA verdade, que irá investigar os crimes contra os direitos humanos cometidos no período entre 1946 e 1988. Espero que com especial atenção para o período da ditadura militar. No entanto, não foi permitido que ex-presos políticos ou familiares integrassem a dita comissão.
É estranho que a presidente Dilma Rousseff negue ser pressionada pelos militares para que deixe quietas as questões da ditadura militar, não puna os torturadores e mantenha a tão sonhada abertura, propagandeada como um portão gigante, ainda como uma pequena fresta. Parecia que tudo havia mudado realmente, até uma novela sobre os anos de chumbo esta passando na tevê aberta e ao final de cada capítulo estavam sendo exibidos os depoimentos de alguém que viveu de perto o período, mas, como muitas coisas no nosso país, as histórias gravadas para exibição foram retiradas do ar sem nenhuma explicação. O autor da novela Thiago Santiago sempre falou com entusiasmo sobre os depoimentos, no entanto, nem mesmo ele sabia o porquê da retirada das declarações.
Eram depoimentos reais, que sabia-se serem verdadeiros. O espaço também era aberto aos militares, que não quiseram participar. Talvez não quisessem "produzir provas contra si mesmos" e desta forma seguem tranquilos sob a proteção de uma lei que deveria beneficiar os que tiveram seus direitos feridos, mas que, na verdade, mantem torturadores bem guardados e intocáveis. E assim, a comissão de meia verdade irá investigar o que? Para quê servirá saber o que aconteceu e quem fez o que, se não se poderá punir? Sob que pilares construiremos a democracia? Que história iremos contar?
Vejo a não revisão da Lei da Anistia e o não cumprimento da sentença da Corte Interamericana dos Direitos Humanos como uma lacuna que não será preenchida. Nossa história será como um quebra cabeças que fora montado faltando peças.
segunda-feira, outubro 17, 2011
quinta-feira, outubro 13, 2011
MEMÓRIA DA LUTA DA OPOSIÇÃO SINDICAL METALÚRGICA EM SÃO PAULO
MEMÓRIA DA LUTA DA OPOSIÇÃO SINDICAL METALÚRGICA EM SÃO PAULO
O Memorial da Resistência de São Paulo, instituição da Secretaria de Estado da Cultura, apresenta no projeto Sábado Resistente a trajetória dos trabalhadores organizados em São Paulo. À margem da história dita oficial, os fatos ligados à atividade deste grupo entre os anos 60 e 90 nunca foram suficientemente valorizados e divulgados em nossa sociedade. A atividade, que acontece em 15/10 das 14h às 17h30, culminará com a presença de dezenas de combatentes que normalmente passam como personagens anônimos da história, e a homenagem a cada um deles.
Durante a ditadura civil-militar, alguns empresários implantaram nas fábricas um sistema brutal de exploração e opressão. Centenas de trabalhadores são presos e torturados, após reivindicar melhores condições de trabalho. Enquanto isso, a Oposição Sindical Metalúrgica de São Paulo (OSM-SP), mesmo agindo na clandestinidade, atuou sempre em defesa dos direitos sociais e humanos e teve vários de seus dirigentes presos no Deops/SP e alguns de seus militantes assassinados. Durante o processo de redemocratização, a Oposição participou de oito eleições sindicais e formou uma ampla rede de relações, tornando-se a representante do movimento operário brasileiro entre os anos 1967 e 1993.
Em 2010, o Projeto lançou a campanha "Contemos nossa história" com o intuito de mobilizar os militantes da OSM-SP e sua rede política de apoio, colher depoimentos e reunir arquivos da trajetória pessoal, das iniciativas e atividades desse movimento.
O convite para o Sábado Resistente coincide com a articulação desta campanha, que promoveu reuniões regionais com os militantes para a coleta e organização de dados.
Sábado Resistente, 15 de outubro, das 14h às 17h 30min.
PROGRAMAÇÃO
14h00: Boas vindas – Katia Felipini
Coordenadora do Memorial da Resistência de São Paulo
Apresentação e Coordenação – Ivan Seixas
Diretor do Núcleo de Preservação da Memória Política
14h15: Apresentação Waldemar Rossi
Coordenador do Projeto Memória da OSM-SP
14h30: Projeção de vídeo (entrevistas Braços Cruzados - Máquinas Paradas)
14h50: Lançamento da Publicação com as biografias dos participantes da OSM-SP
15h20 às 17h: Homenagem aos metalúrgicos e lutadores da OSM-SP e aos sindicalistas combativos do período. A coordenação da homenagem será feita pelos dirigentes do Projeto Memória da OSM-SP, focalizando os grupos de lutadores referenciais: cabeças de chapa, mulheres, apoiadores, metalúrgicos, dentre outros.
Fonte e local: Memorial da Resistência de São Paulo
Largo General Osório, 66 – Luz
Auditório Vitae – 5º andar
O Memorial da Resistência de São Paulo, instituição da Secretaria de Estado da Cultura, apresenta no projeto Sábado Resistente a trajetória dos trabalhadores organizados em São Paulo. À margem da história dita oficial, os fatos ligados à atividade deste grupo entre os anos 60 e 90 nunca foram suficientemente valorizados e divulgados em nossa sociedade. A atividade, que acontece em 15/10 das 14h às 17h30, culminará com a presença de dezenas de combatentes que normalmente passam como personagens anônimos da história, e a homenagem a cada um deles.
Durante a ditadura civil-militar, alguns empresários implantaram nas fábricas um sistema brutal de exploração e opressão. Centenas de trabalhadores são presos e torturados, após reivindicar melhores condições de trabalho. Enquanto isso, a Oposição Sindical Metalúrgica de São Paulo (OSM-SP), mesmo agindo na clandestinidade, atuou sempre em defesa dos direitos sociais e humanos e teve vários de seus dirigentes presos no Deops/SP e alguns de seus militantes assassinados. Durante o processo de redemocratização, a Oposição participou de oito eleições sindicais e formou uma ampla rede de relações, tornando-se a representante do movimento operário brasileiro entre os anos 1967 e 1993.
Em 2010, o Projeto lançou a campanha "Contemos nossa história" com o intuito de mobilizar os militantes da OSM-SP e sua rede política de apoio, colher depoimentos e reunir arquivos da trajetória pessoal, das iniciativas e atividades desse movimento.
O convite para o Sábado Resistente coincide com a articulação desta campanha, que promoveu reuniões regionais com os militantes para a coleta e organização de dados.
Sábado Resistente, 15 de outubro, das 14h às 17h 30min.
PROGRAMAÇÃO
14h00: Boas vindas – Katia Felipini
Coordenadora do Memorial da Resistência de São Paulo
Apresentação e Coordenação – Ivan Seixas
Diretor do Núcleo de Preservação da Memória Política
14h15: Apresentação Waldemar Rossi
Coordenador do Projeto Memória da OSM-SP
14h30: Projeção de vídeo (entrevistas Braços Cruzados - Máquinas Paradas)
14h50: Lançamento da Publicação com as biografias dos participantes da OSM-SP
15h20 às 17h: Homenagem aos metalúrgicos e lutadores da OSM-SP e aos sindicalistas combativos do período. A coordenação da homenagem será feita pelos dirigentes do Projeto Memória da OSM-SP, focalizando os grupos de lutadores referenciais: cabeças de chapa, mulheres, apoiadores, metalúrgicos, dentre outros.
Fonte e local: Memorial da Resistência de São Paulo
Largo General Osório, 66 – Luz
Auditório Vitae – 5º andar
quarta-feira, setembro 21, 2011
Queremos uma Comissão da Verdade DE VERDADE!
Faz um tempinho que não posto nada meu por aqui. É que aconteceram alguns problemas e o tempo ficou escasso. Mas não poderia deixar de atender ao chamado da amiga Niara, para a blogagem coletiva em apoio a aprovação da #ComissãoDaVerdade no Congresso Nacional. Daqui a algumas horas a Ministra Maria do Rosário irá apresentar , junto com entidades defensoras dos Direitos Humanos, o projeto da Comissão da Verdade. A cerimônia ocorrerá às 16h.
Obtivemos muitos avanços, elegemos um sindicalista e a primeira mulher à presidência. Mulher esta que hoje fez um discurso na ONU, a primeira mulher a discursar na abertura da assembleia geral das Nações Unidas (ONU). É um grande avanço para um país emergente. Mas ainda há muitos esqueletos no armário, em covas rasas em cemitérios clandestinos e jogados no fundo do mar. Não é possível esquecer o passado e não é possível admitir que não existam explicações sobre os desaparecidos políticos.
Nossa presidente foi da luta armada, sabe das coisas que aconteceram por ter sentido na pele a dureza da Ditadura Militar. Veio a anistia, mas ainda existem famílias que não sabem dos seus entes queridos, desaparecidos naquela época.
Creio que investigar e esclarecer os atos que violaram os Direitos Humanos entre 1946 e 1988 é o mínimo que um país justo pode fazer. Ativistas, ex-presos, perseguidos políticos durante a ditadura militar e familiares criaram um manifesto para solicitar alterações ao texto do projeto. O referido manifesto alerta para a possibilidade de um engodo em relação a #ComissãoDaVerdade. Todos nós esperamos que, além de investigar, examinar e esclarecer, os atos de violação dos Direitos Humanos sejam punidos, os arquivos secretos sejam abertos, e os desaparecimentos sejam solucionados. Pois de outra forma, de que adiantaria?
Queremos uma #ComissãoDaVerdade DE VERDADE, que desarquive nosso país de vez e abra definitivamente as portas do Brasil para a Democracia que ele merece. Chega de não punir erros!
Obtivemos muitos avanços, elegemos um sindicalista e a primeira mulher à presidência. Mulher esta que hoje fez um discurso na ONU, a primeira mulher a discursar na abertura da assembleia geral das Nações Unidas (ONU). É um grande avanço para um país emergente. Mas ainda há muitos esqueletos no armário, em covas rasas em cemitérios clandestinos e jogados no fundo do mar. Não é possível esquecer o passado e não é possível admitir que não existam explicações sobre os desaparecidos políticos.
Nossa presidente foi da luta armada, sabe das coisas que aconteceram por ter sentido na pele a dureza da Ditadura Militar. Veio a anistia, mas ainda existem famílias que não sabem dos seus entes queridos, desaparecidos naquela época.
Creio que investigar e esclarecer os atos que violaram os Direitos Humanos entre 1946 e 1988 é o mínimo que um país justo pode fazer. Ativistas, ex-presos, perseguidos políticos durante a ditadura militar e familiares criaram um manifesto para solicitar alterações ao texto do projeto. O referido manifesto alerta para a possibilidade de um engodo em relação a #ComissãoDaVerdade. Todos nós esperamos que, além de investigar, examinar e esclarecer, os atos de violação dos Direitos Humanos sejam punidos, os arquivos secretos sejam abertos, e os desaparecimentos sejam solucionados. Pois de outra forma, de que adiantaria?
Queremos uma #ComissãoDaVerdade DE VERDADE, que desarquive nosso país de vez e abra definitivamente as portas do Brasil para a Democracia que ele merece. Chega de não punir erros!
quarta-feira, junho 22, 2011
Comitê à Memória, à Verdade e à Justiça
Na próxima segunda-feira, 27 de junho, às 19h, será lançado o Comitê à Memória, à Verdade e à Justiça no Teatro Dante Barone — Assembleia Legislativa do RS, Praça Marechal Deodoro, 101, centro de Porto Alegre.
No lançamento, estarão presentes a ministra dos direitos humanos Maria do Rosário, o governador Tarso Genro, autoridades e representantes de movimentos sociais. A iniciativa também tem apoio da Associação dos Criminalistas do Estado do RS (Acriergs), OAB-RS, Comitê Estadual Contra a Tortura RS, União dos Estudantes – Livre RS, Movimento Fora da Ordem, DCE UFRGS e União Nacional dos Estudantes.
No lançamento, estarão presentes a ministra dos direitos humanos Maria do Rosário, o governador Tarso Genro, autoridades e representantes de movimentos sociais. A iniciativa também tem apoio da Associação dos Criminalistas do Estado do RS (Acriergs), OAB-RS, Comitê Estadual Contra a Tortura RS, União dos Estudantes – Livre RS, Movimento Fora da Ordem, DCE UFRGS e União Nacional dos Estudantes.
sexta-feira, junho 17, 2011
Sábado Resistente - Terceiro vôo da liberdade completa 41 anos - Homenagem a Eduardo Leite Bacuri
SÁBADO RESISTENTE, 18 de junho, das 14h às 17h30
Terceiro vôo da liberdade completa 41 anos
Memórias da luta e confraternização
Homenagem a Eduardo Leite Bacuri
No auge do período mais repressivo e violento da Ditadura Civil-Militar, entre setembro de 1969 e dezembro de 1970, ocorreram quatro ações de resgate que libertaram cerca de 130 presos políticos que, banidos do país por ato de exceção, puderam retornar somente a partir da promulgação da Anistia, em 1979.Essas ações, as mais emblemáticas da guerrilha urbana, visavam fundamentalmente libertar dos cárceres e das torturas centenas de combatentes que se haviam insurgido contra o golpe de Estado que tomou o poder em 1964, no Brasil, assim como denunciar, principalmente no exterior, o estado de violência e a injustiça que assolavam o País.Por esta razão, essas ações também foram conhecidas como os "Vôos da Liberdade", como na época declarou então à imprensa o eminente jurista Sobral Pinto: "Estas ações são os Habeas Corpus que o regime nos tirou".Exatamente há 41 anos, no Terceiro Vôo da Liberdade, foram libertos 40 presas e presos e políticos em troca do embaixador alemão no Brasil, Ehrenfried Von Holleben.Para homenagear tanto os que participaram desta ação como aqueles que foram libertados, o Sábado Resistente quer debater o significado histórico dessa ação, resgatar memórias e vivências. Que esse dia se converta em momento de esclarecimento histórico e confraternização. Para isso, serão ouvidos depoimentos de pessoas que participaram daquela ação de resgate, assim como os testemunhos dos que foram libertados.Para encerrar o evento, faremos uma homenagem especial a Eduardo Leite – Bacuri – um dos comandantes do Terceiro Vôo – com o lançamento do livro "Eduardo Leite”, de autoria da jornalista Vanessa Gonçalves.
PROGRAMAÇÃO
14h00: Boas vindas – Katia Felipini, coordenadora do Memorial da Resistência de São Paulo
Apresentação – Ivan Seixas, presidente do CONDEPE e do Núcleo Memória
14h30: Palestra e debatesSonia Eliane LafozJosé Gradel Teresa AngeloJesus Paredes SotoCid Queirós BenjamimDarci RodriguesDulce MaiaDomingos FerreiraCarlos Nóbrega
16h00: Apresentação do livro Eduardo Leite pela autora jornalista Vanessa Gonçalves
Tarde de autógrafos Os Sábados Resistentes, promovidos pelo Memorial da Resistência de São Paulo e pelo Núcleo de Preservação da Memória Política, são um espaço de discussão entre militantes das causas libertárias, de ontem e de hoje, pesquisadores, estudantes e todos os interessados no debate sobre as lutas contra a repressão, em especial à resistência ao regime civil-militar implantado com o golpe de Estado de 1964. Os Sábados Resistentes têm como objetivo maior o aprofundamento dos conceitos de Liberdade, Igualdade e Democracia, fundamentais ao Ser Humano.
Fonte: Memorial da Resistência de São Paulo
Largo General Osório, 66 – LuzAuditório Vitae – 5º andar
Terceiro vôo da liberdade completa 41 anos
Memórias da luta e confraternização
Homenagem a Eduardo Leite Bacuri
No auge do período mais repressivo e violento da Ditadura Civil-Militar, entre setembro de 1969 e dezembro de 1970, ocorreram quatro ações de resgate que libertaram cerca de 130 presos políticos que, banidos do país por ato de exceção, puderam retornar somente a partir da promulgação da Anistia, em 1979.Essas ações, as mais emblemáticas da guerrilha urbana, visavam fundamentalmente libertar dos cárceres e das torturas centenas de combatentes que se haviam insurgido contra o golpe de Estado que tomou o poder em 1964, no Brasil, assim como denunciar, principalmente no exterior, o estado de violência e a injustiça que assolavam o País.Por esta razão, essas ações também foram conhecidas como os "Vôos da Liberdade", como na época declarou então à imprensa o eminente jurista Sobral Pinto: "Estas ações são os Habeas Corpus que o regime nos tirou".Exatamente há 41 anos, no Terceiro Vôo da Liberdade, foram libertos 40 presas e presos e políticos em troca do embaixador alemão no Brasil, Ehrenfried Von Holleben.Para homenagear tanto os que participaram desta ação como aqueles que foram libertados, o Sábado Resistente quer debater o significado histórico dessa ação, resgatar memórias e vivências. Que esse dia se converta em momento de esclarecimento histórico e confraternização. Para isso, serão ouvidos depoimentos de pessoas que participaram daquela ação de resgate, assim como os testemunhos dos que foram libertados.Para encerrar o evento, faremos uma homenagem especial a Eduardo Leite – Bacuri – um dos comandantes do Terceiro Vôo – com o lançamento do livro "Eduardo Leite”, de autoria da jornalista Vanessa Gonçalves.
PROGRAMAÇÃO
14h00: Boas vindas – Katia Felipini, coordenadora do Memorial da Resistência de São Paulo
Apresentação – Ivan Seixas, presidente do CONDEPE e do Núcleo Memória
14h30: Palestra e debatesSonia Eliane LafozJosé Gradel Teresa AngeloJesus Paredes SotoCid Queirós BenjamimDarci RodriguesDulce MaiaDomingos FerreiraCarlos Nóbrega
16h00: Apresentação do livro Eduardo Leite pela autora jornalista Vanessa Gonçalves
Tarde de autógrafos Os Sábados Resistentes, promovidos pelo Memorial da Resistência de São Paulo e pelo Núcleo de Preservação da Memória Política, são um espaço de discussão entre militantes das causas libertárias, de ontem e de hoje, pesquisadores, estudantes e todos os interessados no debate sobre as lutas contra a repressão, em especial à resistência ao regime civil-militar implantado com o golpe de Estado de 1964. Os Sábados Resistentes têm como objetivo maior o aprofundamento dos conceitos de Liberdade, Igualdade e Democracia, fundamentais ao Ser Humano.
Fonte: Memorial da Resistência de São Paulo
Largo General Osório, 66 – LuzAuditório Vitae – 5º andar
terça-feira, maio 31, 2011
Sábado Resistente - A Comissão da Verdade
Neste sábado, dia 04 de junho, das 14h às 17h30 tem SÁBADO RESISTENTE, no Memorial da Resistência.
A COMISSÃO DA VERDADE
A ferramenta necessária para o esclarecimento definitivo da história da ditadura militar no Brasil
As Comissões da Verdade vêm sendo amplamente utilizadas no mundo, como uma forma definitiva de esclarecer o passado histórico. A sua implementação no Brasil permitirá reinserir no debate social a questão do autoritarismo e suas nefastas consequencias, promovendo a reflexão e, principalmente, prevenindo a eventualidade de políticas que continuem a esconder a Verdade e permitindo a continuação de abusos e violações de Direitos Humanos.
Com o lançamento do 3º Programa de Direitos Humanos (PNHD-3) em dezembro de 2009, o eixo “Direito à Memória e à Verdade” tornou-se um dos eixos principais da política dos Direitos Humanos no País e o lançamento de uma “Comissão Nacional da Verdade” um de seus imperativos. A recente sentença da Corte Interamericana no caso da Guerrilha do Araguaia também obriga o Governo Brasileiro a instituir finalmente no país este instrumento de Verdade e Justiça. Desde o mês de maio de 2010, foi enviado ao Congresso Nacional o Projeto de Lei 7673, que estabelece a Comissão da Verdade. No entanto, até esta data, embora muito discutido na imprensa falada, escrita e televisada, pouco se avançou no Congresso para que este P/L fosse aprovado.
Para debater sobre os fundamentos, objetivos, parâmetros e características das Comissões da Verdade e sobre os aspectos de Justiça e Paz diretamente relacionados com a Comissão a ser instalada, uma vez o projeto aprovado, o Sábado Resistente do próximo dia 4 de junho quer dar a sua contribuição para que a mobilização social necessária em torno desse importante tema seja o resultado de um conhecimento mais aprofundado e efetivo.
Na ocasião será distribuída, de forma gratuita, a Cartilha "Comissão da Verdade – Por que, o que é e o que temos que fazer", preparada pelo Núcleo de Preservação da Memória Política.
PROGRAMAÇÃO
14h00: Boas vindas – Marcelo Araujo, diretor da Pinacoteca do Estado de São Paulo
Apresentação – Ivan Seixas, presidente do CONDEPE e do Núcleo Memória
14h30: A luta pela Anistia – Homenagem aos fundadores/lutadores do CBA-SP (Comitê Brasileiro pela Anistia)
15h00: Moderadora – Profa. Dra. Deisy Freitas Lima Ventura
Professora de Direito Internacional e Presidente da Comissão de Cooperação internacional do Instituto de Relações Internacionais da Universidade de São Paulo (IRI-USP). Doutora em Direito Internacional e Mestre em Direito Comunitário e Europeu da Universidade de Paris 1, Panthéon-Sorbonne, mestre em Integração Latino-americana da Universidade Federal de Santa Maria e graduada em Direito.
PARTICIPANTES
Prof. Dr. Paulo Abrão
Secretário Nacional de Justiça e Presidente da Comissão de Anistia. doutor em Direito pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, mestre em Direito pela Unisinos e especialista em Direitos Humanos e Processos de Democratização pela Universidade do Chile. Professor da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS) e professor convidado do Curso de Mestrado em Direito da Universidade Católica de Brasília (UCB).
Dr. Belisário dos Santos Junior
Advogado formado pela Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo, mestre em Legislação Penal Especial (pela FaDUSP) . Foi Secretario da Justiça e da Defesa da Cidadania entre 1995 e 2000. Membro da Comissão Justiça e Paz desde 1992; foi advogado de presos e perseguidos políticos durante os anos da ditadura. Membro da Comissão de Direitos Humanos do Conselho Federal da OAB e Presidente da associação de Advogados Latino Americanos pela Defesa dos Direitos Humanos
Dra. Marcie Mersky
Diretora do Centro Internacional para a Justiça de Transição – ICTJ. Nasceu nos Estados Unidos, mas viveu nos últimos 25 anos na América Latina, onde foi consultora sênior das Nações Unidas na Guatemala durante os trabalhos da Comissão da Verdade naquele país, exercendo o papel de coordenadora do relatório final. Possui mestrado pela Universidade de Harvard; atuou no grupo "Orientando as Comissões da Verdade"; e foi funcionaria das Nações Unidas na Comissão que investigou as causas do assassinato de Benazir Bhutto, no Paquistão.
Os Sábados Resistentes, promovidos pelo Núcleo de Preservação da Memória Política e pelo Memorial da Resistência de São Paulo, são um espaço de discussão entre militantes das causas libertárias, de ontem e de hoje, pesquisadores, estudantes e todos os interessados no debate sobre as lutas contra a repressão, em especial à resistência ao regime civil-militar implantado com o golpe de Estado de 1964. Os Sábados Resistentes têm como objetivo maior o aprofundamento dos conceitos de Liberdade, Igualdade e Democracia, fundamentais ao Ser Humano.
A COMISSÃO DA VERDADE
A ferramenta necessária para o esclarecimento definitivo da história da ditadura militar no Brasil
As Comissões da Verdade vêm sendo amplamente utilizadas no mundo, como uma forma definitiva de esclarecer o passado histórico. A sua implementação no Brasil permitirá reinserir no debate social a questão do autoritarismo e suas nefastas consequencias, promovendo a reflexão e, principalmente, prevenindo a eventualidade de políticas que continuem a esconder a Verdade e permitindo a continuação de abusos e violações de Direitos Humanos.
Com o lançamento do 3º Programa de Direitos Humanos (PNHD-3) em dezembro de 2009, o eixo “Direito à Memória e à Verdade” tornou-se um dos eixos principais da política dos Direitos Humanos no País e o lançamento de uma “Comissão Nacional da Verdade” um de seus imperativos. A recente sentença da Corte Interamericana no caso da Guerrilha do Araguaia também obriga o Governo Brasileiro a instituir finalmente no país este instrumento de Verdade e Justiça. Desde o mês de maio de 2010, foi enviado ao Congresso Nacional o Projeto de Lei 7673, que estabelece a Comissão da Verdade. No entanto, até esta data, embora muito discutido na imprensa falada, escrita e televisada, pouco se avançou no Congresso para que este P/L fosse aprovado.
Para debater sobre os fundamentos, objetivos, parâmetros e características das Comissões da Verdade e sobre os aspectos de Justiça e Paz diretamente relacionados com a Comissão a ser instalada, uma vez o projeto aprovado, o Sábado Resistente do próximo dia 4 de junho quer dar a sua contribuição para que a mobilização social necessária em torno desse importante tema seja o resultado de um conhecimento mais aprofundado e efetivo.
Na ocasião será distribuída, de forma gratuita, a Cartilha "Comissão da Verdade – Por que, o que é e o que temos que fazer", preparada pelo Núcleo de Preservação da Memória Política.
PROGRAMAÇÃO
14h00: Boas vindas – Marcelo Araujo, diretor da Pinacoteca do Estado de São Paulo
Apresentação – Ivan Seixas, presidente do CONDEPE e do Núcleo Memória
14h30: A luta pela Anistia – Homenagem aos fundadores/lutadores do CBA-SP (Comitê Brasileiro pela Anistia)
15h00: Moderadora – Profa. Dra. Deisy Freitas Lima Ventura
Professora de Direito Internacional e Presidente da Comissão de Cooperação internacional do Instituto de Relações Internacionais da Universidade de São Paulo (IRI-USP). Doutora em Direito Internacional e Mestre em Direito Comunitário e Europeu da Universidade de Paris 1, Panthéon-Sorbonne, mestre em Integração Latino-americana da Universidade Federal de Santa Maria e graduada em Direito.
PARTICIPANTES
Prof. Dr. Paulo Abrão
Secretário Nacional de Justiça e Presidente da Comissão de Anistia. doutor em Direito pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, mestre em Direito pela Unisinos e especialista em Direitos Humanos e Processos de Democratização pela Universidade do Chile. Professor da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS) e professor convidado do Curso de Mestrado em Direito da Universidade Católica de Brasília (UCB).
Dr. Belisário dos Santos Junior
Advogado formado pela Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo, mestre em Legislação Penal Especial (pela FaDUSP) . Foi Secretario da Justiça e da Defesa da Cidadania entre 1995 e 2000. Membro da Comissão Justiça e Paz desde 1992; foi advogado de presos e perseguidos políticos durante os anos da ditadura. Membro da Comissão de Direitos Humanos do Conselho Federal da OAB e Presidente da associação de Advogados Latino Americanos pela Defesa dos Direitos Humanos
Dra. Marcie Mersky
Diretora do Centro Internacional para a Justiça de Transição – ICTJ. Nasceu nos Estados Unidos, mas viveu nos últimos 25 anos na América Latina, onde foi consultora sênior das Nações Unidas na Guatemala durante os trabalhos da Comissão da Verdade naquele país, exercendo o papel de coordenadora do relatório final. Possui mestrado pela Universidade de Harvard; atuou no grupo "Orientando as Comissões da Verdade"; e foi funcionaria das Nações Unidas na Comissão que investigou as causas do assassinato de Benazir Bhutto, no Paquistão.
Os Sábados Resistentes, promovidos pelo Núcleo de Preservação da Memória Política e pelo Memorial da Resistência de São Paulo, são um espaço de discussão entre militantes das causas libertárias, de ontem e de hoje, pesquisadores, estudantes e todos os interessados no debate sobre as lutas contra a repressão, em especial à resistência ao regime civil-militar implantado com o golpe de Estado de 1964. Os Sábados Resistentes têm como objetivo maior o aprofundamento dos conceitos de Liberdade, Igualdade e Democracia, fundamentais ao Ser Humano.
segunda-feira, maio 23, 2011
Livro sobre a história do Coojornal serlá lançado em junho
Coojornal - um Jornal de Jornalistas sob o Regime Militar' será lançado no próximo dia 9 de junho no Teatro Dante Barone da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul, às 19h. Na ocasião será apresentado o livro de 272 páginas, reunindo 33 reportagens do Coojornal, e mostrado o documentário com uma hora de duração que acompanha o livro. No dia seguinte, haverá um debate reunindo antigos integrantes da Cooperativa dos Jornalistas de Porto Alegre, como Elmar Bones, José Antônio Vieira da Cunha, Ayrton Centeno e Jorge Polydoro. De 9 a 15 de junho, estará aberta uma exposição de capas do mensário no Vestíbulo Nobre da Assembleia. As reportagens do livro refletem o Brasil da segunda metade dos anos 1970 e a luta pela redemocratização do país. Tratam de temas como anistia, sequestro dos uruguaios, a revolução da Nicarágua, as ditaduras militares do Uruguai, Argentina e Bolívia, as greves no ABC paulista, a guerrilha do Araguaia, os cassados pelo regime militar, a prática da degola nas revoluções gaúchas e documentos secretos do Exército sobre o combate à guerrilha, além de perfis de Golbery do Couto e Silva, José Lutzenberger, Teixeirinha e Dom Vicente Scherer. Fazem parte ainda entrevistas com Chico Buarque, Elis Regina, Henfil, Hélio Silva, Caetano Veloso e Luis Fernando Verissimo como o Analista de Bagé. As reportagens são de nomes como Elmar Bones, Caco Barcelos, Licínio Azevedo, Eduardo Galeano, André Pereira, Geraldo Hasse, Luiz Cláudio C unha, Hamilton Almeida Filho, Palmério Dória, Eduardo Bueno, Juarez Fonseca, Zélia Leal, Rafael Guimaraens, Ayrton Centeno e outros, com fotos de Daniel de Andrade, Luiz Eduardo Achutti, Eduardo Tavares, Ricardo Chaves, Jacqueline Jones, Eneida Serrano, Roberto Silva e Luiz Abreu. A obra traz ainda charges, cartuns, caricaturas e textos de humor de Edgar Vasques, Fraga, Santiago, Juska, Batsow, Pedro Sosa, Ferre e muitos outros humoristas daquela geração.
'Coojornal - um Jornal de Jornalistas sob o Regime Militar' é editado pela Libretos, com patrocínio cultural da Caixa Econômica Federal e da Petrobras e apoio da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul/Drpac.
Texto: Sindicato dos Jornalistas do RS
terça-feira, maio 03, 2011
Sábado Resistente, no Memorial da Resistência
SÁBADO RESISTENTE
07 de maio de 2011, das 14h às 17h30
Fatos novos e revelações ajudam a esclarecer a verdade
O Atentado do Riocentro foi um frustrado ataque terrorista que seria perpetrado no Pavilhão Riocentro na noite de30 de abril de 1981, por ocasião da realização de um show comemorativo dodia do Trabalhador , com roteiro de Chico Buarque de Holanda e direção de Fernando Peixoto.
Um ato criminoso, que previa a explosão de bombas causando pânico e mortes entre os participantes, planejada por uma equipe do DOI-CODI, culminou com a morte do sargento Guilherme Pereira do Rosário e deixou o então capitão Wilson Dias Machado gravemente ferido.
Na ocasião, o governo culpou organizações radicais da esquerda. Mas essa versão não se sustentava diante das evidências das apurações independentes que indicaram que o atentado, considerado como ato terrorista, foi uma tentativa de setores mais radicais do próprio governo que queriam justificar uma nova onda de repressão, de modo a paralisar a lenta abertura política que estava em andamento.
Uma segunda explosão ocorreu a alguns quilômetros de distância, na miniestação elétrica responsável pelo fornecimento de energia do Riocentro. Este Sábado Resistente analisa e discute esse atentado terrorista, cometido depois da promulgação da Lei de Anistia.
PROGRAMAÇÃO
14h00: Boas vindas – Kátia Felipini (Coordenadora Memorial da Resistência)
Apresentação – Ivan Seixas (Presidente do CONDEPE e do Núcleo Memória)
14h20: Exibição de trechos de entrevistas de autoridades militares sobre o caso14h45: Palestras e debate - coordenação de Alípio Freire (jornalista e diretor do Núcleo Memória)
PARTICIPANTES
Chico Otávio
Jornalista, repórter da editoria nacional do jornal Globo desde 1997; vencedor, por cinco vezes, do Prêmio Esso, um dos quais na categoria "Reportagem", pela reabertura em 1999 das investigações sobre o atentado ao Riocentro. Professor de Jornalismo da PUC-RJ e ex-dirigente da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo.
Marlon Weichert
Procurador Regional da República, doutor em Direito do Estado e Mestre em Direito Constitucional pela PUC-SP.
Os Sábados Resistentes, promovidos pelo Núcleo de Preservação da Memória Política e pelo Memorial da Resistência de São Paulo, são um espaço de discussão entre militantes das causas libertárias, de ontem e de hoje, pesquisadores, estudantes e todos os interessados no debate sobre as lutas contra a repressão, em especial à resistência ao regime civil-militar implantado com o golpe de Estado de 1964. Os Sábados Resistentes têm como objetivo maior o aprofundamento dos conceitos de Liberdade, Igualdade e Democracia, fundamentais ao Ser Humano.
Fonte: Memorial da Resistência de São Paulo
Largo General Osório, 66 – Luz
Auditório Vitae – 5º andar
07 de maio de 2011, das 14h às 17h30
Fatos novos e revelações ajudam a esclarecer a verdade
O Atentado do Riocentro foi um frustrado ataque terrorista que seria perpetrado no Pavilhão Riocentro na noite de30 de abril de 1981, por ocasião da realização de um show comemorativo dodia do Trabalhador , com roteiro de Chico Buarque de Holanda e direção de Fernando Peixoto.
Um ato criminoso, que previa a explosão de bombas causando pânico e mortes entre os participantes, planejada por uma equipe do DOI-CODI, culminou com a morte do sargento Guilherme Pereira do Rosário e deixou o então capitão Wilson Dias Machado gravemente ferido.
Na ocasião, o governo culpou organizações radicais da esquerda. Mas essa versão não se sustentava diante das evidências das apurações independentes que indicaram que o atentado, considerado como ato terrorista, foi uma tentativa de setores mais radicais do próprio governo que queriam justificar uma nova onda de repressão, de modo a paralisar a lenta abertura política que estava em andamento.
Uma segunda explosão ocorreu a alguns quilômetros de distância, na miniestação elétrica responsável pelo fornecimento de energia do Riocentro. Este Sábado Resistente analisa e discute esse atentado terrorista, cometido depois da promulgação da Lei de Anistia.
PROGRAMAÇÃO
14h00: Boas vindas – Kátia Felipini (Coordenadora Memorial da Resistência)
Apresentação – Ivan Seixas (Presidente do CONDEPE e do Núcleo Memória)
14h20: Exibição de trechos de entrevistas de autoridades militares sobre o caso14h45: Palestras e debate - coordenação de Alípio Freire (jornalista e diretor do Núcleo Memória)
PARTICIPANTES
Chico Otávio
Jornalista, repórter da editoria nacional do jornal Globo desde 1997; vencedor, por cinco vezes, do Prêmio Esso, um dos quais na categoria "Reportagem", pela reabertura em 1999 das investigações sobre o atentado ao Riocentro. Professor de Jornalismo da PUC-RJ e ex-dirigente da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo.
Marlon Weichert
Procurador Regional da República, doutor em Direito do Estado e Mestre em Direito Constitucional pela PUC-SP.
Os Sábados Resistentes, promovidos pelo Núcleo de Preservação da Memória Política e pelo Memorial da Resistência de São Paulo, são um espaço de discussão entre militantes das causas libertárias, de ontem e de hoje, pesquisadores, estudantes e todos os interessados no debate sobre as lutas contra a repressão, em especial à resistência ao regime civil-militar implantado com o golpe de Estado de 1964. Os Sábados Resistentes têm como objetivo maior o aprofundamento dos conceitos de Liberdade, Igualdade e Democracia, fundamentais ao Ser Humano.
Fonte: Memorial da Resistência de São Paulo
Largo General Osório, 66 – Luz
Auditório Vitae – 5º andar
segunda-feira, abril 25, 2011
Encerramento da I Jornada de Estudos sobre ditaduras e direitos humanos
Neste sábado, dia 30, ocorrerá no Arquivo Público do Estado do RS o encerramento da I Jornada de Estudos sobre ditaduras e direitos humanos. Além das apresentações dos artigos, teremos a presença de Eduardo Solari apresentando "Não dá para esquecer", às 17 horas.
quinta-feira, abril 14, 2011
Projeto Cultural - APERS I Jornada de Estudos sobre Ditaduras e Direitos Humanos:
Sábado, dia 16 de abril acontece a I Jornada de Estudos sobre Ditaduras e Direitos Humanos. Serão apresentados trabalhos. Confira a programação:
09:00h - Ramiro José dos Reis - “O condor se alimenta de carne podre: versões diversionistas da coordenação repressiva multinacional e a farsa binacional sobre o sequestro dos uruguaios em Porto Alegre.”
09:20h - Jorge Christian Fernandez -“O vôo do Condor em Passo Fundo: o seqüestro do engenheiro argentino, setembro de 1978”
09:40h - Diego Antônio Pinheiro Soca - “O Silêncio do Condor: Os Corpos Devolvidos pelo Mar em Santa Vitória do Palmar e São José do Norte em Abril de 1978 e a Reportagem Censurada de Tito Tajes”
10:30h - Intervalo
10:50h - Miguel dos Santos - “A resistência da oposição ao Regime Stronista: da contestação política a guerrilha armada”
11:10h - Cristiane Medianeira Ávila Dias - “A Ação Popular – e a Operação Fronteira (1969-1972): Rio Grande do Sul, espaço de resistência”
11:30h - Marla Barbosa Assumpção - “Geopolítica do Anticomunismo: o Rio Grande do Sul e a diretriz das “fronteiras ideológicas”
TARDE Comunicações
13:30h - Mateus da Fonseca Capssa Lima - “A Ditadura Civil-Militar e o Controle dos Movimentos Sociais no Rio Grande do Sul”
13:50h - Ricardo Oliveira da Silva - “Uma história em dois atos: A questão agrária no governo João Goulart (1961-1964) e no governo Castelo Branco (1964-1967)”
14:10h - Fernando Kruel de Abreu - “Da confissão ao castigo: as diferentes nuanças da tortura durante a ditadura civil-militar brasileira de 1964-1985”
14:30h - Anna Cláudia Bueno Fernandes - “O ataque ao corpo Durante a Ditadura Militar Brasileira”
15:20h - Intervalo
15:40h - Fernanda de Lannoy Stürmer, Maria Lúcia Ricardo Souto e Valéria Raquel Bertotti - “Contra a censura pela Cultura!”: acervo de textos teatrais do Espaço Sonia Duro do Teatro de Arena de Porto Alegre”
16:00h - Marcos Santos Machry - “Um olhar sobre a ditadura civil-militar brasileira por meio dos livros didáticos utilizados nas escolas públicas do país”
16:20h - José Fabiano Gregory Cardozo de Aguiar - “Canção política e engajamento artístico na música popular uruguaia –1967 – 1973”
16:40h - Francisco Alcides Cougo Júnior - “Entre câmeras e juris: “Os suportes de consenso” da Ditadura Civil-Militar na televisão brasileira”
Contamos com a presença de todos!
Fonte: Projeto Cultural - APERS
ARQUIVO PÚBLICO DO ESTADO DO RS
Fone (51) 3288-9117
Rua Riachuelo, 1031, Centro, 90010-270
Porto Alegre, RS.
09:00h - Ramiro José dos Reis - “O condor se alimenta de carne podre: versões diversionistas da coordenação repressiva multinacional e a farsa binacional sobre o sequestro dos uruguaios em Porto Alegre.”
09:20h - Jorge Christian Fernandez -“O vôo do Condor em Passo Fundo: o seqüestro do engenheiro argentino, setembro de 1978”
09:40h - Diego Antônio Pinheiro Soca - “O Silêncio do Condor: Os Corpos Devolvidos pelo Mar em Santa Vitória do Palmar e São José do Norte em Abril de 1978 e a Reportagem Censurada de Tito Tajes”
10:30h - Intervalo
10:50h - Miguel dos Santos - “A resistência da oposição ao Regime Stronista: da contestação política a guerrilha armada”
11:10h - Cristiane Medianeira Ávila Dias - “A Ação Popular – e a Operação Fronteira (1969-1972): Rio Grande do Sul, espaço de resistência”
11:30h - Marla Barbosa Assumpção - “Geopolítica do Anticomunismo: o Rio Grande do Sul e a diretriz das “fronteiras ideológicas”
TARDE Comunicações
13:30h - Mateus da Fonseca Capssa Lima - “A Ditadura Civil-Militar e o Controle dos Movimentos Sociais no Rio Grande do Sul”
13:50h - Ricardo Oliveira da Silva - “Uma história em dois atos: A questão agrária no governo João Goulart (1961-1964) e no governo Castelo Branco (1964-1967)”
14:10h - Fernando Kruel de Abreu - “Da confissão ao castigo: as diferentes nuanças da tortura durante a ditadura civil-militar brasileira de 1964-1985”
14:30h - Anna Cláudia Bueno Fernandes - “O ataque ao corpo Durante a Ditadura Militar Brasileira”
15:20h - Intervalo
15:40h - Fernanda de Lannoy Stürmer, Maria Lúcia Ricardo Souto e Valéria Raquel Bertotti - “Contra a censura pela Cultura!”: acervo de textos teatrais do Espaço Sonia Duro do Teatro de Arena de Porto Alegre”
16:00h - Marcos Santos Machry - “Um olhar sobre a ditadura civil-militar brasileira por meio dos livros didáticos utilizados nas escolas públicas do país”
16:20h - José Fabiano Gregory Cardozo de Aguiar - “Canção política e engajamento artístico na música popular uruguaia –1967 – 1973”
16:40h - Francisco Alcides Cougo Júnior - “Entre câmeras e juris: “Os suportes de consenso” da Ditadura Civil-Militar na televisão brasileira”
Contamos com a presença de todos!
Fonte: Projeto Cultural - APERS
ARQUIVO PÚBLICO DO ESTADO DO RS
Fone (51) 3288-9117
Rua Riachuelo, 1031, Centro, 90010-270
Porto Alegre, RS.
quarta-feira, abril 13, 2011
Militares querem proibir exibição da novela Amor e Revolução do SBT
O ator Claudio Cavalcanti denunciou a tentativa de um portal militar de proibir a exibição da novela do SBT Amor e Revolução. Mais um absurdo destas pessoas que creêm ainda estarem no comando do nosso país. Tiago Santiago fez, e continua realizando, uma pesquisa muito séria sobre o período. Os fatos que relata na trama foram reais. Talvez tanta realidade assuste os milicos, pois há muita coisa que estava escondida sendo vislumbrada na novela, tal como o apoio dos Estados Unidos no golpe.
Muitos criticam e dizem que seria absurdo o Brasil ser um país comunista e que se os milicos não tivessem agido seriam novas Cubas ou Chinas ou Rússias. Certamente para estas mentes privilegiadas seria melhor ser colônica do "Tio Sam", sendo explorados e abusados até o último instante. Com certeza seria melhor obedecer ordens e ficar a mercê do que o presidente dos Estados Unidos a ter na presidência do NOSSO PAÍS UM PRESIDENTE LEGITIMAMENTE ELEITO PELO POVO.
Alguns capitalistas sem argumento costumam mandar a gente, que é a favor da igualdade, ir pra Cuba, ou pra China, já que gostamos tanto do comunismo. Digo a estes, se te agrada tanto o capitalismo porque não vai pros EUA? Lá não é a terra da oportunidade e da liberdade???
Não podemos calar agora. Proibir uma novela pautada em pesquisa séria é um retrocesso!!!!
"A memória histórica do país é patrimônio inalienável do povo brasileiro!"
A novela Amor e Revolução vêm rendendo na internet, apesar da audiência ainda estar aquém do esperado na TV. Desta vez, um portal militar resolveu fazer um abaixo-assinado contra a novela de Tiago Santiago, que aborda o período da ditadura militar no Brasil. Os donos do site querem que a trama seja proibida de ir ao ar no SBT. Será que nunca deixamos a ditadura? Será que esses vinte e seis anos, dito de volta à democracia, foi uma farsa e que sempre os militares ditaram os rumos do nosso País? Será que sempre eles disseram o que deve ser passado na televisão, no Brasil? O que esses militares estão tentando fazer e o que já fizeram, criando o tal abaixo-assinado, é um ato de censura e que não cabe em um país que se diz democrático. O tempo da ditadura militar já passou e já passou bem tarde e as consequências de tal período foram muitos mortos, muitas pessoas com sequelas terríveis, tanto físicas quanto mentais; e famílias que ainda choram seus parentes desaparecidos e assassinados. Nada disso é uma coisa pequena. Os militares vivem se metendo em assuntos que envolvem a ditadura militar, pois não querem que suas ações no período sejam reveladas e que fiquem impunes para sempre.
Como não pode-se abrir nem ter acesso a muitos documentos da época, façamos o que estiver ao nosso alcance para que os militares não cometam mais esse absurdo de censurar uma novela que está se mostrando imparcial e não está citando nomes de terceiros de nenhum dos lados - apenas fatos -, e ainda apresenta, no final de cada capítulo, depoimentos de ambos os lados. Chega dos militares quererem mandar, dar opinião em tudo que toque a eles! Chega do dedo militar nos programas televisivos, apontando o que deve e o que não deve ser passado na TV brasileira! Portanto, assine esse abaixo-assinado para dizer que você apoia a transmissão da novela AMOR E REVOLUÇÃO na emissora SBT.
Muitos criticam e dizem que seria absurdo o Brasil ser um país comunista e que se os milicos não tivessem agido seriam novas Cubas ou Chinas ou Rússias. Certamente para estas mentes privilegiadas seria melhor ser colônica do "Tio Sam", sendo explorados e abusados até o último instante. Com certeza seria melhor obedecer ordens e ficar a mercê do que o presidente dos Estados Unidos a ter na presidência do NOSSO PAÍS UM PRESIDENTE LEGITIMAMENTE ELEITO PELO POVO.
Alguns capitalistas sem argumento costumam mandar a gente, que é a favor da igualdade, ir pra Cuba, ou pra China, já que gostamos tanto do comunismo. Digo a estes, se te agrada tanto o capitalismo porque não vai pros EUA? Lá não é a terra da oportunidade e da liberdade???
Não podemos calar agora. Proibir uma novela pautada em pesquisa séria é um retrocesso!!!!
"A memória histórica do país é patrimônio inalienável do povo brasileiro!"
A novela Amor e Revolução vêm rendendo na internet, apesar da audiência ainda estar aquém do esperado na TV. Desta vez, um portal militar resolveu fazer um abaixo-assinado contra a novela de Tiago Santiago, que aborda o período da ditadura militar no Brasil. Os donos do site querem que a trama seja proibida de ir ao ar no SBT. Será que nunca deixamos a ditadura? Será que esses vinte e seis anos, dito de volta à democracia, foi uma farsa e que sempre os militares ditaram os rumos do nosso País? Será que sempre eles disseram o que deve ser passado na televisão, no Brasil? O que esses militares estão tentando fazer e o que já fizeram, criando o tal abaixo-assinado, é um ato de censura e que não cabe em um país que se diz democrático. O tempo da ditadura militar já passou e já passou bem tarde e as consequências de tal período foram muitos mortos, muitas pessoas com sequelas terríveis, tanto físicas quanto mentais; e famílias que ainda choram seus parentes desaparecidos e assassinados. Nada disso é uma coisa pequena. Os militares vivem se metendo em assuntos que envolvem a ditadura militar, pois não querem que suas ações no período sejam reveladas e que fiquem impunes para sempre.
Como não pode-se abrir nem ter acesso a muitos documentos da época, façamos o que estiver ao nosso alcance para que os militares não cometam mais esse absurdo de censurar uma novela que está se mostrando imparcial e não está citando nomes de terceiros de nenhum dos lados - apenas fatos -, e ainda apresenta, no final de cada capítulo, depoimentos de ambos os lados. Chega dos militares quererem mandar, dar opinião em tudo que toque a eles! Chega do dedo militar nos programas televisivos, apontando o que deve e o que não deve ser passado na TV brasileira! Portanto, assine esse abaixo-assinado para dizer que você apoia a transmissão da novela AMOR E REVOLUÇÃO na emissora SBT.
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