Mostrando postagens com marcador se não discutisse isso não seria eu.. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador se não discutisse isso não seria eu.. Mostrar todas as postagens

terça-feira, abril 05, 2011

Blogagem coletiva pela abertura dos arquivos da Ditadura #desarquivandoBR

Nasci em 04 de setembro de 1977. Na época a Ditadura Militar ainda era vigente, e a anistia estava recém começando a manifestar-se. Meus pais não se envolviam em política, primeiro porque em 64 minha mãe tinha apenas 10 anos, meu pai tinha 16, mas o fato real é que não sabiam do que se tratava. Ninguém tinha notícias. Eles não faziam parte de nenhum movimento social, pois tinham que trabalhar, correr atrás. A correria atrás do sustento era tanto, que pouco eles se lembram do que acontecia!
Quando entrei na escola, em 1984, não me lembro de reinvindicações políticas, pelo contrário. O fato mais marcante desta época pra mim foi a professora da primeira série falando com a diretora do colégio sobre como seriam os jogos da copa, se iríamos assistir os jogos no colégio ou seríamos dispensados para assistir aos jogos da seleção em casa? A ditadura ainda estava em andamento, embora alguns exilados tivessem sido anistiados e muitas vozes clamassem pelas eleições diretas. Mas a eleição indireta para presidente só veio a acontecer em 1985, eleição de Tancredo e Sarney, dois representantes da situação, indicados pelos militares. Situação esta que apoiou o golpe militar. O Tancredo Neves (que não chegou a assumir e que a morte causou comoção no país inteiro) era um homem muito infiltrado no governo, desde a época do Getúlio Vargas. O Sarney era da UDN, hoje é do PMDB, e mantem-se nas entranhas do governo desde que me lembro de assistir jornal, de ouvir ou assistir telejornal. Resumindo... só o golpe completou 47 anos, calcule aí a quanto tempo Sarney está por aí infectando a política!

Ter nascido justamente neste período, sem ter podido atuar politicamente, por ser uma criança, talvez tenha me feito ter muita curiosidade por esta época. O resultado foi que, para matar a curiosidade, na faculdade comecei a estudar e pesquisar sobre a época. Cada vez que estudava e descobria mais coisas a baita indignação que sentia com todas as injustiças que continuam impunes até hoje só aumentavam.

Como acreditar no futuro de um país justo se coisas tão absurdas haviam acontecido com o consentimento do Estado em nome da tão suprema Segurança Nacional? Como ter esperanças na verdade, se políticos perseguidos, depois de eleitos em altos cargos continuavam mantendo os arquivos secretos, secretos e lacrados? De onde tirar esperanças na nação se centenas de desaparecidos continuavam e continuam desaparecidos e suas famílias seguem chorando sua ausência?


A tortura foi além dos tão falados e discutidos porões da Ditadura! As famílias dos militantes políticos desaparecidos continuam sendo torturadas, pois, não sabem se podem manter sua esperança em reencontrar seus entes queridos ou se encerram seu luto, mesmo sem ter realizado a cerimônia fúnebre, sem ter encontrado os corpos dos seus amados.

Quando comecei a pesquisar meu tema do Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) escolhi a censura nos meios de comunicação para compreender quanto mal esta prática comum no período da Ditadura causou no período atual. Fui em busca de um orientador para o trabalho, o primeiro professor com quem conversei me desestimulou da pesquisa. Alegando que eu teria que brigar com muita gente e o melhor era não mexer no assunto. Seria isto já uma espécie de censura?????

Mas eu não desisti, procurei outro orientador. Não tive como entrevistar pessoas nos jornais, mas fiz uma revisão bibliográfica rica, e nestes livros e artigos que procurei jornalistas conhecidos assumiam as práticas de censura, sejam elas veladas ou instituídas pelo Estado. Colei grau muito feliz por ter conseguido saber um pouco mais sobre este período obscuro da nossa história. Mas continuei sem ter respostas para questões muito importantes, como o porquê não se abrem os arquivos? Porque os torturadores não foram punidos? Porque que com a anistia liberando das responsabilidades os torturadores os desaparecidos políticos não foram devolvidos a suas famílias? Porque não indicaram e exumaram os corpos sepultados em valas comuns em cemitérios clandestinos?
Fui pesquisar sobre a anistia, fui folhear jornais antigos na Bibliotheca Pública Pelotense para saber como tudo se deu aqui no Rio Grande do Sul, mais especificamente em Pelotas. Minha orientadora foi a mestre Beatriz Ana Lonner, que em nenhum momento me disse que tal assunto não deveria ser abordado. Ela sempre incentivou inclusive após minha defesa, quando revelei que sentiria falta, ela disse temos o mestrado. Todo o estudo que fiz e continuo fazendo sobre o período da Ditadura Militar, todo o livro que leio a respeito me instigam mais a mente, criam mais dúvidas, alertam para questões que continuam sem respostas. Cada depoimento me mostra quanta crueldade aconteceu, quanta dor foi causada, e o quanto não sabemos de nada. Sabemos só o que querem que saibamos. De 1960 a 1980 a América Latina toda passou por este massacre, cada uma com seu ditador, cada ditador mais sanguinário. Todos ainda mantêm esqueletos nos armários.

A diferença na nossa ditadura é que de tempos em tempos outro general assumia a Presidência da República. Vai ver é por isto que alguns reacionários dizem que não era ditadura, que houve democracia. Mas em verdade havia rotatividade de ditadores, mas o povo não tinha direito de opinar em nada. Quem exaltava sua voz, mesmo certo, mesmo tendo sido eleito por voto direto do povo era cassado, era preso, era expulso da sua terra, da sua casa e das suas famílias.

Continuo pesquisando, lendo, trocando informações com pessoas que, assim como eu, acham imprescindível que este período seja dissecado, que os fatos sejam esclarecidos, que os criminosos sejam responsabilizados. Não para que os que fizeram o certo recebam medalhas, não é pra isto. É para que o Brasil se torne realmente um país justo.

Para tal, é extremamente importante que museus e estudos como o Memorial da Resistência de São Paulo existam. É importante que jovens, crianças e adultos que viveram aquele período os visitem e saibam o que aconteceu e como. Caminhar naquele pátio estreito aonde os presos políticos tomavam sol faz com que a gente se transporte para o período. Senti um pouco de culpa por não ser mais ativa, por não cobrar mais. Pois no dia que visitei o Memorial, havia no saguão de entrada uma exposição fotográfica intitulada "Buena Memória". O fotógrafo Marcelo Brodsky produziu um ensaio fotográfico contando a sua história, de sua família, de seus colegas do Colegio Nacional de Buenos Aires. De uma forma muito bonita ele contou sobre a ausência, ou melhor, sobre a boa memória que guardava de seu irmão Fernando, preso e morto pela ditadura Argentina. Minha vida andou pelas mesmas ruas brasileiras aonde a Ditadura comandou o país por 21 anos. Mas em nada, absolutamente nada pode se assemelhar com a dor da ausência da qual sofre Marcelo. Nossa semelhança é ansiar pela verdade.

Caminhar pelas celas do memorial me fez ter uma vaga ideia do quão difícil devem ter sido os dias de cárcere naquele lugar. A única beleza que podemos perceber é a cela com o cravo vermelho. Sei que podem pensar como achar beleza numa cela escura, com portas pesadas e uma garrafa com um cravo de plástico? A beleza que percebi foi do amor, do idealismo, da coragem daqueles jovens que estiveram lá. A beleza está neles terem se mantido puros de espírito e coração. De terem se mantido fiéis as suas crenças, de conseguirem pensar nos que estavam nas celas ao lado mesmo tendo suas feridas para curar. Visitar as celas, ler a cronologia, assistir as imagens, ver as fotos choca e machuca. Mas nada emociona mais do que ouvir, no escuro, os relatos de quem esteve naquele cárcere. Óbvio que não foi possível conter minhas lágrimas depois de conhecer as histórias que Marcelo Brodsky contou com sua Buena Memoria. Claro que não foi possível escutar os sobreviventes daqueles porões contando o que sofreram entre aquelas paredes, a falta que fazem os que se foram como se nada daquilo fosse comigo. Porque é. Eu quero saber o que meu país fez com tantos de seus filhos em nome da sua segurança. Que segurança era esta?

É preciso desarquivar o Brasil! É importante que os crimes sejam esclarecidos e os culpados punidos. Presidenta Dilma, vamos começar o progresso e o desenvolvimento do país #desarquivandoBR.

terça-feira, janeiro 11, 2011

Na minha opinião... foi uma atuação vergonhosa

As notícias são de que Ronaldinho Gaúcho fechou contrato com o Flamengo. Após vários dias de discussão, debates e polêmicas! Respeito a liberdade dele de jogar e assinar  contrato seja com que time for, pra falar a verdade, para mim seria indiferente. Mas profissionalmente a atuação omissa de Ronaldo e a maneira como seu irmão e empresário agiram foi muito ruim para a imagem dele. Embora Assis pareça não estar nem aí e pronto.
Algumas coisas me pareceram desrespeito, como ter deixado que a diretoria do Grêmio organizasse sua recepção e na última hora, ou passado da última hora não ter aparecido.

Na minha modesta opinião a atuação foi vergonhosa.  Embora não concorde muito com o Pelé, acho que os jogadores de futebol deveriam aprender com ele e sair de campo antes de estarem numa situação difícil. São tantos escandâlos nos quais envolvem seus nomes que a situação fica ruim e seus nomes acabam sendo lembrados apenas pelas polêmicas nas quais se envolveram.
Ronaldinho devia se lembrar de que já está em fim de carreira e deixar que Assis atue desta forma em seu nome apenas queima o filme.

terça-feira, dezembro 28, 2010

Final de ano

Não sou muito chegada as festividades de final de ano. Sou um pouco tomada por uma certa melancolia, sei lá. É um período de reflexão na minha opinião, mas todo este oba-oba do comércio acaba me causando uma certa irritação. Este ano, depois destes aumentos indecentes que os deputados deram a si mesmos me decepcionei ainda mais com a política. Para completar as notícias de violência, que acontecem em toda a parte colorem os jornais de vermelho sangue. As retrospectivas de 2010 trarão coisas absurdas como a morte de várias mulheres que tiveram seus próprios maridos ou namorados como assassinos, trará deslizamentos, enxurradas, terremotos e outros desastres ambientais que causaram muitas mortes. Haverá imagens de embates políticos que quase chegaram as vias de fato. E terá a exposição do preconceito, que é combatido e está entre nós, escondido por baixo da hipocrisia talvez, mas latente. Independente da maneira como se manifesta, seja pelo gênero, cor da pele, opção sexual ou status social o fato é que, com toda a "evolução" porque a humanidade passou nos  últimos anos, esta demonstração absurda de ignorância segue. E passaram da cara de nojo ou torcer de nariz para violência gratuita e descontrolada.
Estas pessoas se consideram acima do bem e do mal e fazem de si mesmos a palmatória do mundo para "corrigir" o que consideram errado.
Apesar  de decepcionada continuarei aqui fazendo minha parte. Mantenho a esperança de que 2011 seja melhor. Que cada um de nós faça o seu melhor! Feliz ano novo para todos nós!

segunda-feira, dezembro 20, 2010

"Não perturbe!"

Acabei de cadastrar meus números de telefone no Procon/RS para não receber ligações de telemarketing. Não ia fazer isto porque compreendo que as moças e moços que trabalham nestas instituições precisam trabalhar. Mas sinceramente acho um completo desrespeito ligarem a cada uma hora para a tua casa para insistir que tu adquiras um cartão ou um serviço ao qual tu não solicitastes. Na sexta feira o Bradesco ligou, eu mesma atendi e disse que eu estava viajando e voltaria só em março. Hoje, no entanto, ligaram novamente, primeiro às 8h 30min da manhã, acordaram minha mãe. Ela disse que eu não estava, então às 9h 30min ligaram novamente. Ela repetiu que eu não estava, que se fosse oferecimento de cartão de crédito eu não queria. A moça muito bem educada disse que não era com ela que queriam falar.
Não satisfeitas em torno de 13h ligaram novamente. Então eu atendi a ligação e disse que não queria cartão e pedi que não ligassem mais. Perguntei como conseguiram meu número, ela disse que não sabia dizer.
Eu pedi novamente que não ligassem, já perdendo a pouca paciência que tenho. Argumentei que entendia que era o trabalho dela, mas era meu direito não querer mais um cartão de crédito ao qual eu nem havia solicitado. Ela ignorou meu argumento e disse que era difícil pois eu nem havia escutado a maravilhosa proposta que eles estavam me fazendo, com anuidade zero e o capeta a 4.
Com o pouco de paciência que me restava completei que já tinha um cartão de crédito há 10 anos ou mais e que não iria trocar.
_Mas senhora, não é trocar de cartão, é adquirir um serviço com anuidade zero, 50% de desconto no cinema para a senhora e seu marido (coisa que não tenho), e desconto em coisas para seu filho (o que também não tenho).
Minha resposta foi:
_Amiga, eu não quero outro cartão de crédito ou linha ou seja lá o que tu estejas oferecendo. Não tenho conta no banco Bradesco, nem gosto de tal instituição. O cartão que tenho supri inteiramente minha necessidade. Agradeço se tu não voltares a ligar.
Daí foi que veio a gota d'água! Ela me disse com estas palavras:
_Não concordo com a senhora!

A paciência que é pouca neste momento foi para o espaço e minha vontade era dizer meia dúzia de desaforos mais um milhão de palavrões. Então... respirando profundamente eu disse.
Não me importo com o que tu concordas ou não. Não tens que concordar comigo! Eu não quero o que estás me oferecendo e não quero que voltes a ligar. Oquei?
Ela me desejou boas festas e tals, com toda a vontade que possuía de me mandar pr'aquele lugar.

Como disse entendo que é o trabalho delas, mas agora elas estão faltando com o respeito. Dizem que a pessoa tem que ouvir até o fim para dizer que não quer um serviço. Eu acho que mesmo sem saber o que eles estão me oferecendo sei se quero ou não. Ou não? Acho falta de respeito ligarem nos horários mais inconvenientes, incluindo sábado de manhã. Minha mãe sabe se quero ou não um cartão e ela tem todo o direito de rejeitar este oferecimento em meu nome. Para evitar aborrecimentos deste tipo cadastrei o telefone fixo e residencial no Procon, espero que agora ninguém ligue oferecendo cartões de crédito ou coisa que o valha.

quinta-feira, dezembro 09, 2010

"O Sarney quer mais"

Ontem ao ouvir esta fala de uma repórter sobre os seis ministérios que a presidente eleita Dilma Rousseff deu ao PMDB eu pensei: óbvio que o Sarney quer mais! Mas este risco tanto o partido como a presidenta deveriam estar cientes, afinal o senador faz parte do governo há anos, de forma que acha-se dono das coisas. Pode parecer preconceito da minha parte, mas não é não. Durante minha pesquisa sobre a anistia e antes dela, quando pesquisei sobre a censura, lá estava Sarney sendo parte do governo, ora pela Arena,  ora pelo MDB. Gente, vocês tem noção de que os partidos eram completamente antagônicos né? Pois então, ele estava no governo quando a Arena era situação, depois não lembro exatamente, mas foi quase no final da ditadura militar foi pro MDB, manteve-se no governo. Acabou o regime e indicaram presidente e vice, quem estava lá???? Pois é, o presidente Tancredo Neves morreu e quem assumiu foi Sarney. Depois disso foram tantos cargos que é quase impossível pensar em Brasília sem lembrar do bigodão do Sarney. É capaz de ter gente que pense que quando fundaram Brasília ele já estava lá, coisa que eu não duvido.
Já fizeram denúncias envolvendo ele e sua família, e ele lá. Vários outros caíram, mas não ele.
E uma das coisas que me fizeram me decepcionar com o governo do presidente Lula foi justamente esta ligação com Sarney. É sabido que para fazer uma boa gestão é necessário negociar, barganhar. Faz parte da democracia. Mas negociar tudo bem, agora coligar-se considero demais, tanto para um partido quanto para o outro. Reconheço a história do PMDB, sei que foi uma sigla importante durante o período mais negro da história do país. Só não se pode esquecer que tem coisas que não podem ser admitidas.
Eu sei que o Anarquismo é algo bem utópico, no entanto para mim é a única e a melhor maneira de governar, não existir governo e todos serem governo. O que é bem difícil já que faz parte do inconsciente de muita gente o famoso "jeitinho". Como não podemos mudar, devemos então entender como funciona a democracia e como ela deveria funcionar, em verdade sabe-se que na democracia as decisões também são do povo tanto direta como indiretamente. É que os governantes esqueceram disso e só lembram na época das eleições, quando dizem que farão tudo pelo povo, depois esquecem.
Mas voltando as novos ministros da presidenta Dilma e a gula de Sarney...
Desta forma, conhecendo o histórico do senhor José Sarney e sabendo como as coisas acontecem nas negociações para cargos (com destaque redobrado pois estes cargos não são simples secretarias, mas ministérios federais e gente que terá um poder enorme nas mãos) não me admira nada, mas nadinha de que Sarney queira mais.
No lugar da presidenta Dilma eu ficaria muito ligada, afinal não é nada improvável que ele queira a cadeira dela. Eu confiaria... desconfiando, como dizem.

segunda-feira, novembro 29, 2010

Violência no Rio de Janeiro

Todos tem uma opinião a respeito do que está se passando no Rio de Janeiro, uns chamam de guerra outros de terrorismo. Alguns defendem que a polícia deve matar todos os envolvidos, outros acreditam que prender os suspeitos seja o caminho certo e por aí vai. Eu não posso dizer nada a respeito, pois nunca fui ao Rio de Janeiro, nunca estive na cidade maravilhosa, sei o que vejo na televisão e o que me contam os amigos que moram lá ou estiveram por lá. As pessoas dizem que há perigo, mas onde, hoje em dia, não há perigo?
Claro que de todas as noticias que temos tido nos últimos tempos as das últimas semanas são as mais alarmantes e preocupantes. Não quero parecer injusta ou cruel, mas me parece que a preocupação aumentou mesmo quando o crime passou a acontecer de forma pesada no asfalto, como diz o pessoal que mora nas favelas. As pessoas que vivem nos morros e passam pela dificuldade de ter como vizinhos os traficantes e vivem sob o constante medo de que um grupo rival ou milícia invada a favela e comece uma disputa entre facções, continuam sendo as mais prejudicadas. E se as coisas não tivessem acontecido desta  forma, é bem provável que continuassem tentando dominar seu medo para levar suas vidas sem que ninguém olhasse para eles.
De tudo que li e ouvi falar sobre estes tristes dias no Rio pouco se falou em soluções, em atitudes para melhorar. A única unanimidade é que faltam políticas públicas efetivas que mudem a vida destas pessoas. Eles não querem caridade, aliás, não há porque caridade, pois são cidadãos com tanto valor quanto qualquer outro no país, precisam e merecem respeito.
A pergunta que me faço é: a polícia entrou nos morros, colocou os bandidos pra correr, descobriu bocas e laboratórios de refino de droga, encontrou muita droga, prendeu, depois de tudo isto o que irá acontecer? Qual será o próximo passo para que a vida destas pessoas realmente mudem?
Eu não tenho uma opinião sobre o que acontece no Rio de Janeiro, só acho que não é uma guerra o que acontece lá. Também acho que não é terrorismo é criminalidade. Sei que acontecem tiroteios, balas perdidas e outras coisas, mas creio que o Rio não seja a cidade do crime. Espero que a partir de agora ocorram políticas públicas mais eficazes e não apenas paliativos. E creio que o começo é pela educação de qualidade para todos.

terça-feira, novembro 23, 2010

Os absurdos de um país que diz não ter preconceitos

Eu digo sim que não tenho preconceito, sem medo de estar  sendo hipócrita, até porque, já levei e levo muita pancada por conta da minha sinceridade. Quando não gosto de algo que vejo, ouço ou até mesmo penso, demonstro na face o desagrado. É ruim, é muito ruim, mas não posso ser acusada de cínica. O fato é que sou pobre, me criei numa família simples, mas de valores morais e éticos fortes. Tão fortes quanto misturados, é misturados sim, assim como 90%, ou seriam 100%, da população brasileira. Aliás, seguido digo isto não existe por aqui nem negro puro, tão pouco branco, depois que o Cabral chegou a mistura foi o que reinou, pra nossa sorte. Afinal tenho certeza de que é a mistura que faz do brasileiro um povo bonito. No entanto... infelizmente, e apesar de toda a mistura ainda tem gente que guarda preconceito pela cor da pele ou pela nacionalidade, embora jure de pés juntos que não.
É esta negação que torna o que uns dizem sinceramente uma hipocrisia total. Porque sim, eu não tenho preconceito, qualquer que seja, mas não posso garantir que aqueles que convivem comigo compartilham do mesmo pensamento. Aliás, alguns dizem claramente que tem preconceito. O que eu deveria fazer com eles? Discriminar como eles fazem? Não, eu não tenho preconceitos e muito menos a pretensão de mudá-los. Afinal... só a vida pode mudar a gente, através da gente mesmo.
Uma vez conversando com uns amigos chegamos ao assunto do preconceito. Eu defendia que embora a maioria das pessoas negassem ainda havia preconceito de cor e que este era o mais visado por causa da postura, corretissima, daqueles que denunciam o crime. Foi ai que um amigo meu trouxe um argumento que realmente não tive como refutar. Ele disse que hoje em dia existe sim inúmeros tipos de preconceitos, mas nenhum é tão forte quanto o da classe social.
Analisando a fala do senhor Luiz Carlos Prates, tão comentado nos últimos dias, tenho que dar, mais uma vez a mão a palmatória e concordar. No entanto, embora o preconceito contra os pobres seja enorme, a violência física ainda ocorre mais quanto voltada para outros tipos de preconceito.
Fico chocada com os argumentos usados pelas defesas dos agressores para tentar convencer que a violência não foi por este ou aquele motivo. É homofobia, é violência contra a mulher, é porque é pobre, é porque é nordestino, é porque é negro, ou índio, é porque é torcedor do time tal. Tá na rua, tá no jornal e com certeza saiu de dentro das casas. Porque nenhuma criança ou adolescente vai expressar tanto ódio contra uma coisa ou pessoa que mal conhece se não vê isto no cotidiano. Se não entende tal coisa como normal, ou melhor como ANORMAL.
O que é o bullying?  Nada mais do que a expressão do preconceito contra os "mais fracos". Eu sofri bullying quando criança, aliás, sofro até hoje, afinal eu não cresci muito, mas nunca fui fraca, pelo contrário, encarava os agressores. Até porque, como disse neste post aqui, tô mais pra incrível Hulk do que pra Mulher Maravilha. Concordo com a Nani People, quando ela diz que "só fazem com a gente o que deixamos que façam". É a pura verdade, mas quando a coisa passa a ser uma corrente de pensamento geral, é difícil de lutar contra sozinho.
O que mais me choca é a irracionalidade, a falta de motivos com que agem estes agressores e mais ainda com os argumentos, que me indignam absurdamente, dos pais e advogados que os defendem. Não me sai da cabeça a fala da mãe de uma daquelas criaturas que agrediram três rapazes na avenida Paulista em São Paulo com lâmpadas fluorescentes. Ela disse que eles eram "meninos de 16 anos e que estavam lá dentro chorando"! Quer dizer, temos que ter pena deles? Eles golpearam um dos rapazes no rosto, sem mais nem porquê.
Realmente eu tenho pena deles, afinal, eles não receberam noções de certo e errado, tampouco limites. E continuarão fazendo coisas erradas, pois os pais tratam o ocorrido como se não tivesse sido nada, como se fosse apenas uma brincadeira.
Uma testemunha afirma que os garotos agrediram porque o grupo era homossexual.  Mesmo sabendo que a culpa de eles serem assim vem da má criação que tiveram, eles devem responder pelo que fizeram, devem ser responsabilizados sim, menores ou não. No entanto, eu, como uma grande parte da população não crê que isto irá acontecer, afinal de contas os mocinhos são da classe média e devem, no máximo, pagar umas cestas básicas e pronto. A esperança vai se esvaindo, estou perdendo a fé, principalmente se as questões envolvem política e grana. Aí mesmo que a esperança está mortinha da silva!
Há alguns anos, antes de toda esta balburdia, ódio e violência contra homossexuais, nordestinos, pobres, negros e as ditas minorias estarem tão fortes, havia uma campanha na televisão que questionava "aonde tu guardas o teu preconceito?". Em cima deste questionamento, em 2006 escrevi um texto reflexivo a respeito do que penso sobre o preconceito.
Mesmo sem muita fé eu continuo fazendo as coisas da forma como aprendi, o que é certo é certo e o que é errado deve ser punido, pois a vida é assim, se erras ela te cobra, mais cedo ou mais tarde.

quinta-feira, novembro 18, 2010

Mobilização para aumentar os próprios salários

Os nossos parlamentares são muito intrigantes, mal acabou a campanha política e eles estão fazendo tudo aquilo que diziam combater. Entre estas coisas esta a mobilização para votar o aumento dos próprios salários, que diga-se de passagem, já é bem polpudo.
Não fique esperando que eles se mobilizem para votar o aumento do salário mínimo para Janeiro ou que votem o projeto de lei do Senador Cristóvão Buarque para que todos os políticos eleitos matriculem seus filhos em escolas públicas.
a verdade é que eles só se mobilizam para FERRAR COM O POVO! Infelizmente não acredito mais neste modelo democrático de representação. Sinto que estou virando anarquista!

quarta-feira, novembro 17, 2010

Aviso colado com "superbonder"

Cada dia que passa assistimos em telejornais, ouvimos no rádio ou lemos nos exemplares impressos ou digitais dos diários do país as mais estarrecedoras notícias de agressões, abusos e desrespeito. O primeiro e grande de que tenho lembrança foi a morte do índio Galdino Pataxó, que dormia em uma parada de ônibus em Brasília e foi queimado vivo no dia em que o Brasil comemora o dia do Índio. Vejam a ironia. Muitos anos se passaram e de lá para cá houve mendigos queimados, profissionais do sexo espancadas na rua, empregadas domésticas sendo agredidas de forma violenta, com o argumento de defesa dos agressores de que acreditavam se tratar de uma prostituta; homossexuais sendo assassinados simplesmente por terem feito uma escolha sexual diferente destas criaturas, que podem ser tudo, menos humanos.
De todas estas situações e muitas outras das quais a maioria das pessoas acaba esquecendo, após o estardalhaço do momento feito pela mídia, sabemos que a punição dos criminosos fica por isto mesmo. Mesmo sendo reconhecidos pelas vítimas, mesmo tendo agido de forma cruel, alguns crimes foram penalizados com o pagamento de cestas básicas e fim. Não houve exemplo para que coisas horríveis como esta não se repitam. Nem teve respeito pelas vítimas, que tendo sido abordadas na rua ficam com o trauma sem saber como farão para voltar as suas vidas após o episódio. Isto para as que sobreviveram, outras, como o índio Galdino não terão sequer a chance de tentar seguir adiante.
Em Ribeirão Preto um homem foi agredido e teve os lábios colados. A vítima declara não conhecer os agressores, mas isto não parece uma agressão sem razão. No site do Terra um dos comentários deu detalhes do fato ocorrido como uma possível vingança de traficantes, que acreditam que o rapaz e seu pai, um policial militar aposentado, fizeram denúncia contra eles. A agressão e os lábios selados com super cola seria um aviso para o "alcaguete".
Aonde vamos parar?

Silvio Santos quer dinheiro

Coisa inusitadas acontecem quando menos se espera. Um "rombo" financeiro em um banco na qual Sílvio Santos é o maior acionista acabaram deixando vários telespectadores preocupados com a situação de um dos maiores e mais bem sucedidos empresários brasileiros. Durante muitos anos a frase "quem quer dinheiro?" foi para diversas famílias como um hino aos domingos de noite. Há alguns dias atrás foi Sílvio quem pediu um dinheirinho para garantir seu empreendimento, como garantia deu sua rede de tevê e mais várias empresas. Resultado disso uma enxurrada de cartas de telespectadores e fãs oferecendo ajuda a Sílvio.
As ofertas vão de perguntas sobre como ajudar até o questionamento sobre de que forma ajuda mais se comprando telesena ou carnês do baú. O argumento dos que oferecem auxílio a Sílvio Santos é de que o empresário já auxiliou a muitas pessoas durante anos. Ainda existe a possibilidade de que Sílvio precise vender o SBT, mas ele diz que fará tudo que for preciso para não ter que fazê-lo, agora é esperar o desenrolar dos fatos.

terça-feira, novembro 09, 2010

Mil coisas!!!

Tantas coisas acontecendo por aí a fora e eu presa no trabalho. O que é uma coisa boa, afinal é melhor a correria do que não ter trabalho. Mas acabo tendo que deixar a escrita, que eu amo, um pouco de lado.
Vou começar falando das coisas boas que observei de passagem pelos telejornais, jornais e internet.
Primeiro quero falar do jornalista Carlos Nascimento, de quem eu  já era fã e fiquei ainda mais e que deu entrevista ontem a noite a Marília Gabriela. Gostei muito do que ele falou em relação a ex-ministra e presidenta eleita Dilma Rousseff e do comportamento da mídia pós-eleições.
Ele falou, não com estas palavras, que, ao contrário do que as pessoas possam pensar Dilma não será uma "marionete" do presidente Lula. Estas palavras são minhas, óbvio, Nascimento falou de forma muito mais elegante e polida. Concordo com ele! Realmente as pessoas estão equivocadas quando pensam que ela será "comandada" por Lula. Demonstra que não observaram a história de vida da presidente, pois as escolhas de feitas por ela demonstram claramente sua personalidade forte.
A opção pela guerrilha armada, a própria luta contra o câncer demonstram  que ela é uma mulher forte que não se deixa dominar. Por mais que não gostem "eles" terão de admitir que ela é sim uma vencedora e uma mulher de personalidade.
Outra coisa que achei importante na fala dele foi a resposta a pergunta sobre como ele via as manchetes da imprensa ainda citando as opiniões, ou melhor dando ênfase mais a opinião de Lula quanto os possíveis ministros do futuro governo Dilma.
Nascimento respondeu que o comportamento era natural, afinal desde a campanha adotaram esta linha. Também gostei do que ele falou a respeito dos recém formados no jornalismo, destacou a imaturidade e do pouco interesse dos jovens em começar de baixo, ralando, amassando barro e aprendendo a fazer jornalismo, antes de ir pra bancada apresentar telejornal.

Feira do Livro em Pelotas,
Sou suspeita em falar de feira do livro e de livros, afinal adoro ambos. Mas mesmo sendo uma apaixonada pelas visitas, pela observação dos livros sob os jacarandás e os ipês da Praça Coronel Pedro Osório, devo dizer que estou um pouco decepcionada com a feira. Não vejo grandes vantagens nos descontos que temos. No entanto, a parte cultural e as apresentações continuam com qualidade. Assisti no sábado dois shows no palco da praça de alimentação, no Largo do Mercado Público com música da melhor, EU DISSE DA MELHOR QUALIDADE. O primeiro show da noite foi com Carise Santos sambas muito gostosos de se ouvir, pena que faltou espaço para dançar. O encerramento foi com "Pelo telefone", banda muito legal  de samba e chorinho.
No domingo assisti uma emocionante apresentação de dois estudantes do Sinodal Alfredo Simon tocando violino. Maravilhosas apresentações!!!! Projetos como estes deveriam ter muito mais apoio e divulgação.

violência na escola e no trânsito
Fiquei horrorizada com as cenas de violência que que assisti no "Balanço Geral", do SBT hoje. Duas meninas simplesmente se surrando violentamente como dois estivadores.Com a diferença que os estivadores, quando lutavam nos portos, no passado, faziam com o intuito de ganhar uma graninha. As gurias, sabe-se-lá... Também apareceu um grupo de rapazes que em consequencia de uma discussão no trânsito, fez de um cruzamento um ringue.

Padre tarado?
No top five Brasil do CQC de hoje foi mostrado o padreco, em plena "fornicação" com uma funcionária da paróquia. A funcionária foi demitida e declara estar grávida do eclesiasta. As cenas que foram apresentadas foram feitas pelo marido da moça. Ela diz ter sido abusada. Eu fico pensando, sendo ela uma mulher, casada, não teria sido melhor ela ter denunciado o padre ao invés deixar a situação chegar a este ponto? E a igreja, quando chegará a conclusão de que algumas coisas precisam ser revistas?
Argumentar que os dogmas da igreja são incontestáveis é apenas negar a realidade.

Enem
Depois do problemão que ocorreu com o "vazamento" das provas no ano passado, este ano acontece a polêmica ficou em função de um erro de impressão. Existiu um erro, um erro que poderia ser evitado se houvesse um pouco mais de atenção em relação as provas, mas, por outro lado, não é algo tão grave.
Eu não vi os cartões respostas, nem as provas e não tenho nem ideia de como é uma prova do Enem, mas pesando pelo lado prático, as respostas geralmente são de múltipla escolha. Desta forma, creio que não ocorrerá nenhum erro, a menos que se haja de má fé no momento da correção.
Afinal de contas se a resposta das questões de um caderno é a letra A, o fato do título ser outro não mudará a resposta de lugar. Ou estou completamente errada?

Bem, tenho muito mais coisas sobre o que falar, pena que o tempo está curto. Em breve novo post, sobre tudo que vejo e penso no mundo. Falando em vi... visitem os blogs e sites que indico ali do lado. Tem muita coisa boa!

quarta-feira, novembro 03, 2010

"Deus castiga!"

Não se pode dizer que é providência divina, na verdade, talvez o dito que mais se adecue a estes fatos que irei relatar seja, "quem procura acha". Mas "Deus castiga" tem uma força maior, e está sempre na boca do povo quando queremos alertar alguém que está prestes a fazer algo de errado. Dois ladrões (ou seriam assaltantes?) em casos diferentes, acabaram morrendo em consequência dos seus atos ilícitos.
O primeiro caso ocorreu em Caxias do Sul o ladrão já havia preparado uma grande quantidade de produtos agrícolas, quando ficou preso numa câmara frigorífica e acabou morrendo. Haviam duas câmaras frias, uma desligada e a outra aonde estavam armazenadas maçãs e na qual foi encontrado o corpo de "Bruxo". Há suspeitas de que mais pessoas estejam envolvidas na tentativa de roubo.
O segundo caso, aconteceu em Porto Alegre na subestação da CEEE, que abastece o sambódromo. A morte foi em decorrência de uma descarga elétrica. O objetivo era roubar os fios de cobre. O ladrão foi encontrado  na manhã de hoje, por funcionários que foram fazer uma vistoria. A suspeita é de que a morte tenha ocorrido ontem a tarde, no momento em que faltou luz.
Ambos os casos acabaram tocando algumas pessoas, outras dizem, bem feito encontraram o que procuravam. O fato é que  além de arriscar-se praticando atos ilegais, os dois rapazes agiram de forma imprudente atuando em locais perigosos e, porque não dizer, fatais?
Durante o tempo que trabalhei na Coprel participava de palestras junto com um dos meus chefes, o querido Júlio Hentges. Foi durante as pesquisas para organizar as apresentações e nas próprias conversas com colegas que descobri que a maior parte dos acidentes fatais com eletricidade acontecem na "baixa tensão". Em outras palavras, a grande parte das mortes por "eletrocução" ocorrem nas redes de 220V, ou seja dentro de  casa. E porque? Porque para mexer na alta tensão os trabalhadores utilizam equipamentos de proteção, todos devidamente preparados para não passar corrente. Já em casa, não há tanto cuidado, algumas pessoas fazem reparos sem desligar a eletricidade. Entre outras coisas.
Imprudência, maldade, criminalidade... Não faz coisa errada meu filho, porque "Deus castiga" e abre teu olho, porque "quem procura... acha"!

sábado, outubro 30, 2010

Tá faltando respeito!

Pode parecer antiquado falar assim, aliás, sempre contestei minha mãe quando ela exaltava o passado dizendo no meu tempo não era assim, mãns... observando alguns acontecimentos sou obrigada a parafrasear a véia. Não concordo com a política do medo, quando as pessoas não falam pelo perigo ou a certeza das represálias. No entanto, o que vejo não tem nada de temor e passa longe, muito longe do respeito.
Quando eu era criança e chamava meu pai de TU ou discordava de alguma coisa com ele, tanto minha mãe quanto ele diziam "no meu tempo, ai de mim que falasse assim com meu pai, o respeito estava no olho!". Atualmente, assistindo as notícias ou vendo o comportamento das crianças e adolescentes nas ruas, eles dizem: "hoje, os pais ficariam vesgos, os olhos saltariam das órbitas e o filho, ainda assim não obedeceria". Ainda contesto quando ela diz que tinha que voltar a Ditadura Militar.
Concordo com ela de que não há respeito e isto não ocorre só das crianças para os mais velhos. Acontece dos adultos com os idosos, entre os adultos e os adultos no trânsito, dos jovens com os jovens nas escolas, faculdades. Os cidadãos não respeitam as autoridades legais e estas autoridades, por sua vez, não respeitam os cidadãos e não se dão ao respeito. Claro, há exceções. Poucas.
Quando acontece de uma "autoridade" cobrar uma posição decente e de respeito para com os outros, acaba virando polêmica, como aconteceu com aquela professora lá de Porto Alegre que fez o aluno limpar as paredes da sala que os PAIS haviam pintado voluntariamente.  Os pais do guri consideraram aquilo um abuso infantil. Chocaram-se, processaram a professora, mas não disseram a ele, ou em frente as câmeras de tevê, nenhuma declaração de que o filho agiu errado sim e ia ser responsabilizado pelo seu ato. Os pais desautorizaram a professora, vários outros alunos ficaram contra, mas, quem sabe o que é respeito e que a vida não dá moleza pra ninguém, apoiou a professora.
A questão não é castigar fisicamente as crianças, não é nada disso! Já falei algumas vezes sobre isto, o fato é que existe legislação que protege as crianças e os adolescentes, mas eles se sentem apenas protegidos. Eles não tem nenhuma obrigação, ou melhor, dever. Desta forma parece que suas vidas serão uma grande barbada, como costumam dizer. Os pais fazem das tripas coração para dar aos filhos tudo que não puderam ter. Acontece que a falta de limites e a superproteção acaba  gerando egoísmo.
Falta respeito sim! Falta educação. Ter preconceito com cor, gênero, tamanho é uma demonstração clara, primeiro, de ignorância e segundo de falta de respeito pelos outros. Fiquei extremamente escandalizada, triste (sei lá como descrever!) quando vi no twitter da Preta Gil o link para uma matéria falando de uma "brincadeira" muito idiota chamada "rodeio de gordas". Chamar de brincadeira, pular sobre as pessoas e agredi-las é, no mínimo absurdo!
É exatamente o argumento que os meninos de Brasília usaram para se defender quando tacaram fogo e mataram o Índio Galdino Pataxó. É muito triste! E acho triste porque na verdade aqueles caras não pagaram uma pena condizente com o crime.
O mais grave é que, de modo geral, os brasileiros não acreditam na punição, não crêem que os criminosos sejam responsabilizados, a menos, é claro, que sejam pobres. Quando presos ou incriminados os culpados não são recuperados, porque não existe forma de recuperar uma pessoa que errou trancando-a numa sela de 2x2 com mais 20, 30, 40 presos, insalubre. Estes dois exemplos são de coisas graves, que chocaram e foram debatidas por todo o país, mas que logo caíram, ou cairão no esquecimento. Por outro lado, questões diárias, como o bullying nas escolas, como as agressões verbais entre casais, a violência no trânsito, enfim, o desrespeito de coisas básicas acabam sendo tidos como coisas normais. Não é normal agredir e xingar o tempo todo. Comece a prestar mais atenção em ti mesmo, perceba se ao sair da garagem com o carro e chegar a esquina tu consegui ir sem se irritar e xingar ninguém. Observe melhor suas atitudes, respeite-se, este é o começo de tudo.

PS.: Pessoal, desculpe se viajei demais, este tema é muito instigante pra mim. Admito meus deslizes antes de mais nada. Não quero determinar nada, apenas quis refletir sobre coisas que ocorrem no dia-a-dia e nos afetam diretamente. E passam sim, passam pelas questões que os candidatos falam e falam em seus discursos, passa pela educação, pelo respeito ao próximo e por aí vai...
Comentem, mesmo que a gente discorde o comentário será publicado. Apenas não são publicados ofensas! Obrigada!

segunda-feira, outubro 25, 2010

Vladmir Herzog

Há 35 anos atrás morreu o jornalista Vladmir Herzog. Vlado, como era conhecido, foi morto após ser convocado para esclarecimentos sobre seu envolvimento com o Partido Comunista, foi torturado e morto nas dependências da DOI-CODI. Neste período o Brasil vivia dias negros. Perdoem o lugar comum, mas ainda, mesmo com muita pesquisa, ainda não consegui encontrar outra maneira de descrever o período da Ditadura Militar, que foi sangrendo aqui e em tantos outros países da América Latina.
O assassinato de Vlado (pois não há outra forma de denominar tal acontecimento) foi determinante para o fim da ditadura militar.
"Lembrar para não esquecer. Lembrar para não repetir". Creio que esta  frase representa bem a importância da apresentação da reportagem especial que será apresentada hoje, no Jornal da Cultura às 20h 50min e lembra os 35 anos da morte do jornalista Vladimir Herzog, como já dito, morto pela Ditadura.

sábado, outubro 23, 2010

Sapo vira rei vira sapo

Fiquei em dúvida se este texto tem mais a ver com este blog ou com o outro. É que neste procuro colocar apenas as coisas de opinião, meus estudos, minhas pesquisas e no outro Luna em fases  no qual conto histórias, lembranças e algumas fantasias. Resolvi contar  aqui porque talvez esta peça de teatro tenha sido muito importante para a minha formação crítica enquanto eleitora. Claro que junto a estas peças também havia os ótimos programas da TVE, que eram os educativos mais legais do planeta. Bambalalão, Pandorga, Cocoricó, e assim por diante. Ainda bem, que alguns resistiram as mudanças. Sinto pena mesmo é de não conseguir assistir a programação da teve, já que esteve fora do ar por vários meses aqui no Estado e agora, voltou, mas ainda está com o sinal muito ruim. E como eu não tenho tv a cabo nem parabólica, assim como milhares de pessoas, fico refém da programação dos canais abertos. (Na verdade não fico refém nada, porque tenho assistido muito pouca tv).

Voltando a lembrança que tive do teatro... Lembro perfeitamente da minha fascinação entrando no Teatro Sete de Abril!!! Nunca vou esquecer como fiquei impressionada com aquele lustre gigante pendurado no meio do teatro. O coração pulsava numa excitação tamanha, que mais um pouco saia aos pulos pelo chão do Sete. Fui com o colégio, o teatro estava lotado, crianças de várias escolas. Ficamos num camarote, via o lustre bem na minha frente e aquelas contas brilhantes. As cortinas vermelhas fechadas não nos deixavam antever o espetáculo, até que entra a "menina" no cenário, se não me falha a memória brincando com uma bola. Era a princesinha, a bola lhe escapa das mãos e ela vai atrás. É quando encontra o sapo.
A peça segue com muitas coisas engraçadas, como a tentativa do sapo de fazer com que a princesa o beije.

Lembro também de como fiquei revoltada com os soldados do rei obrigando uma senhora a andar descalça, porque segundo uma lei não se podia usar calçado num determinado dia. O texto da estória foi escrito por Ruth Rocha,  é uma adaptação. A peça era para as crianças mas traz uma lição muito importante a qual nunca esqueci que é a de que o poder muda as pessoas. É como aquela clássica frase do Lincoln "quase todos os homens são capazes de suportar adversidades, mas se quiser por à prova o caráter de um homem, dê-lhe poder." Abraham Lincoln. Esta é a mensagem da peça, esta é a lição que aprendi.

Olhando nossos políticos e alguns aspirantes a cargos públicos, com tanto poder e com tanta liberdade, percebo que algumas pessoas se quer  precisam chegar ao poder para mostrar o seu caráter. Ainda estamos longe de termos uma sociedade mais justa. Sinto é que aqueles medíocres, que agem como agiu o sapo não possam ser castigados como o Rei Sapo o foi. É pena!!!

segunda-feira, outubro 18, 2010

Segundo turno Independente

Gosto da discussão política que visa a melhoria do coletivo. Gosto das pessoas engajadas que fazem da sua vida a própria luta, um exemplo de como é importante que cada um faça a sua parte. Adoro gente que defende suas opiniões e mesmo que aquilo pareça demasiado utópico não deixa de defender e seguir dentro da sua ideologia com coerência.
Mas não gosto de pessoas que defendem uma ideia condenando todas as outras. Não gosto do que vejo na política brasileira. Corrupção, desrepeito com os cidadãos, desinteresse, acusações e conchavos. Não acho nada coerente combater durante anos partidos de "direita" como oposição e agora estar junto, no mesmo palanque, na mesma chapa. Sei que não se trabalha pelo coletivo sozinho, é preciso um grande grupo e vontade para fazer. O Partido dos Trabalhadores, a oposição mais raivosa que tivemos no país, aprendeu a duras penas. E tanto mudou que perdeu toda a sua característica de esquerda. Perdoem-me meus amigos partidários, mas olhando de fora é isto que eu vejo. Uma vez situação tudo mudou e as desculpas esfarrapadas tão criticadas outrora passaram a ser corriqueiras. E aquelas pessoas que eu via carregando bandeiras, participando de caminhadas e bandeiraços não estão mais no meio da multidão. Nestas eleições vi muita gente sacudindo bandeira, mas estavam recebendo para isto. Eu mesma participei muitas vezes, e não me arrependo, acreditava no que ouvia. Já hoje não é mais a mesma coisa.
Mesmo não me identificando tanto com o PT hoje em dia, ainda não estou azul. Jamais concordei com a forma um tanto quanto preconceituosa de se dirigir aos concorrentes do PSDB. O bico afiado não parece de um tucano. E a coisa é tão maluca que daqui a pouco voltarão a dizer que os comunistas comem criancinhas! (Quando sabemos que quem faz isso são aqueles caras...) A musiquinha que diz que o Serra é do bem insinua claramente que a Dilma é do? Do? Alguém??
Sinceramente? Pensei que tivéssemos passado desta fase, que tínhamos evoluído e discutiríamos ideias, ideais, propostas, projetos.
É por isto que me identifico mesmo com o PSol e com o PV. O primeiro por ser uma ala dissidente do PT, que não aceitou os conchavos e negociatas. E com o segundo pela sua coerência e linearidade. O PV sempre foi o PV, sempre foi verde, sempre defendeu as mesmas propostas, não mudou no cerne. No primeiro turno votei Marina. Por isto não gosto de ver o Serra usando o nome dela na sua propaganda política como se ela o apoiasse.
Gostei muito da declaração de independência no segundo turno. Óbvio que ela votará em alguém, ao contrário de mim que estou decidida a anular meu voto. Mas é importante deixar claro, tanto Marina, quanto o PV sua posição de neutralidade, o seu não apoio a ninguém. Embora na minha opinião o mais coerente é que quem tenha votado na Marina e no Plínio, pela característica política dos partidos, vá votar na Dilma no segundo turno. Mas o povo não é lá muito lógico. E acaba que a política fica parecida com o futebol, "uma caixinha de surpresas"!

segunda-feira, outubro 11, 2010

Analfabetismo vira polêmica, mas ninguém dá uma solução

Num país de muitos milhões de analfabetos, inclusive muitos considerados analfabetos funcionais (aqueles que sabem ler e escrever, mas não entendem e não conseguem interpretar) é polêmica eleger um deputado federal que não saiba ler e escrever. Sim, o mínimo que se espera de um legislador é que o dito cujo saiba, pelo menos, "acolherar" as letrinhas compreendendo a proposta dos colegas de Câmara. É óbvio que a questão em torno da eleição de Tiririca vai muito além do fato do comediante não saber ler.
Discordo  do voto de protesto porque acho muito importante colocar como nossos representantes pessoas que tenham comprometimento e demonstrem capacidade de redigir leis que beneficiem o povo. No entanto, considero muito mais importante que o eleito tenha bom caráter, seja honesto e trabalhador. Se ele não souber redigir uma lei ou não conseguir entendê-la pode pedir auxilio para alguém. O problema é ele entender tudo isto e usar de má fé.
Neste comparativo o palhaço Tiririca está muito a frente da maioria dos eleitos para o mesmo cargo. Mesmo que ele seja analfabeto, saí na frente tendo a ficha limpa, pois que se saiba não há contra o comediante nenhum processo crime, nem denúncias de calotes, processos trabalhistas etc. Já não se pode dizer o mesmo dos políticos profissionais que se consideraram ofendidos por ter que dividir o "picadeiro" com ele.
Acho que os deputados federais deveriam ficar ofendidos sim. Deveriam ficar tão ofendidos a ponto de renunciar seus mandatos agora, já, antes de serem empossados (alguns pela segunda ou terceira vez). Na minha opinião eles deveriam ficar envergonhados e saírem da vida pública, afinal a eleição de Tiririca demonstra claramente que o povo cansou. Cansou de ser feito de PALHAÇO por gente tão bem "educada", tão bem nascida, com tão bom nome, com grana.
A atitude dos nossos representantes contra Tiririca demonstra como eles nos vêem. Para eles somos menos, não temos o direito de estar aonde eles estão. Quando eles precisarem, bem, aí sim podemos ir até eles, ou melhor, os próprios vem até nós, nos abraçam, fazem promessas, dão tapinhas nas costas, depois disso voltam para seus "palácios" fecham as portas e nos deixam do lado de fora, como se fôssemos nós que precisassemos deles.
Tiririca foi o deputado federal mais votado. Porque não impugnaram a candidatura dele se não havia toda esta desconfiança? Porque no rastro dele, na sobra de seus votos, vieram outros. Deveriam se indignar e agir de forma real para a erradicação do analfabetismo ao invés de ficarem protestando e falando e falando... Mas é óbvio que não há interesse de erradicar este mal. Pois desta forma, o quadro político não teria sido de um palhaço analfabeto eleito, mas sim de uma limpeza total e uma corja de politiqueiros que teria sido expulsa.

terça-feira, outubro 05, 2010

Bandeiras

Gostaria apenas de fazer o registro de uma constatação que fiz nesta eleição. Não foi feita pesquisa,não há método científico nada, apenas observei que o Partido dos Trabalhadores perdeu sua força. Calma gente! Eu sei que quase elegeram em 1º turno a primeira presidenta do Brasil. Mas... Em eleições anteriores via-se pessoas que carregavam bandeiras, levavam no peito o símbolo do partido, colocavam a legenda na cabeça em bandanas e bonés. Não é mais assim. Observei atentamente e não vi aquelas pessoas, universitários, professores, gente comum que fazia sua campanha silenciosa e inundavam de vermelho as ruas da cidade.
Haviam bandeiras tremulando nas esquinas. No geral todas nas mãos de gente que estava sendo paga para estar ali. Notei uma visível queda na militância espontânea.

Discurso e prática

Há que se ter muito cuidado ao falar, escrever e, principalmente, ao criticar o cantor, apresentador e agora senador Netinho de Paula. Isto não tem nada a ver com os comentários de que ele pode ser agressivo. Mas ressalto a importância de se ter cuidado porque ele costuma se vitimizar demais. Respeito sua defesa da raça negra, assim como não serei hipócrita de dizer que não há o que defender. Há sim, tem muito o que se defender no Brasil, que embora um país mestiço tem seus preconceitos arraigados e disfarçados sim. No entanto, Netinho porta-se como se fosse realmente uma vítima, um perseguido, um coitado que faz tudo certo, mas forças externas, interesses poderosos querem o destruir. Ele é representante de um grupo social, foi escolhido e se colocou lá espontâneamente, não se pode negar. Só que não é o dono da verdade. Agredir a esposa ou repórteres é um fato, alguns estão documentados, isto demonstra uma personalidade agressiva. Ele não é uma vítima, ninguém esta inventando coisas a respeito dele. E se ele exige respeito, porque não respeitou a mulher e o jornalista que estava fazendo o trabalho dele?


Tem algumas coisas que me desagradam muito, como eleitora, em alguns discursos de esquerda. Acho patético o presidente Lula se colocar como um perseguido, não só pelas elites, como pela a direita quando ele está de mãos dadas tanto com um quanto com outro. Ele teve uma história de lutas no período da Ditadura Militar como um representante sindicalista. Outras personalidades foram muito mais perseguidas, sofreram e perderam muito mais do que ele no mesmo período. Outras pessoas foram presas, torturadas, exiladas, banidas pelas suas opiniões e pela sua luta, no entanto, não se colocam sempre no papel de pobres coitados. Eles assumem que sofreram tudo isto por defender ideias, por que queriam mudar o mundo. A própria candidata do governo a presidência é assim. Dilma tem uma postura muito clara e bem resolvida em relação ao que aconteceu no passado. Foi guerrilheira, foi, pegou em armas, sim e assumiu tudo, aguentou e aguenta o repuxo sem posar de vítima. Foram as escolhas dela e ela estava consciente do que fazia.

Acho de uma tremenda arrogância dizer que: "sou o único presidente que não tem diploma universitário e fui o que mais fez universidades". Ele está tentando ser "humilde" dizendo que não tem diploma, mas ele poderia ter. Não tem porque não quer. Teve uma juventude difícil, teve, é fato! Não pode estudar é verdade, mas quantos outros vários brasileiros tiveram uma infância dura, trabalhando e foram estudar adultos?

Existem preconceitos no Brasil, tem muita coisa para mudar eu concordo. Discordo é que tendo mudado tanto a sua postura diante das coisas, como aconteceu com o próprio presidente Lula, ainda se queira dizer que tudo é culpa das elites ou que acontecem por defesa de interesses poderosos. Ele está no poder, ele é o presidente do país. Acaso existe alguém mais poderoso que o presidente da nação?

Minha crítica é em relação a isto. Reconheço o trabalho do governo Lula, embora não concorde com alguns conchavos que aconteceram. O que critico é esta coisa de continuar se pondo como vítima, tentando passar para as pessoas mais humildes que é igual. É o mesmo que faz o Netinho. No discurso eles estão junto do povo, próximos, no mesmo nível. Mas só no discurso!

Sei que vai ter muita gente a me criticar. Apenas quero refletir o seguinte, se a esquerda mudou tanto, se aceitou se moldar e juntar com outros partidos (que outrora eram inimigos de “morte”) para governar porque não adequar também o discurso as suas atitudes? Sem essa de somos blindados e faremos do nosso jeito, somos diferentes e conseguiremos sem ninguém. Provaram que não há como governar sozinhos e defendem que as mudanças eram necessárias para a nação. Neste caso, deixem o discurso raivoso da esquerda radical e assumam um discurso compatível com as ações e coligações.

segunda-feira, outubro 04, 2010

Depois das eleições a sujeira

Cumprido o dever do voto e apurada em tempo recorde a votação, restam nas ruas a sujeira feita pelos candidatos na última tentativa de conquistar o eleitor. Entendo que a campanha é um momento de tentar tudo, é o tudo ou nada de quem busca uma vaga na Assembleia Legislativa, no Congresso Nacional, no Senado, na presidência ou no governo do estado. Mas depois de tudo fica a papelada rolando pelas ruas qual feno vagueando pelas em cidade fantasma do velho oeste.
Embora eu saiba que muitas pessoas jogam, sem culpa, o seu lixo nas ruas, não consigo conceber que todos os que passaram por cada local de votação displicentemente atiraram no chão os santinhos que não queriam receber. O mais plausível de acreditar é que este eleitor, que talvez já tenha candidato ou que não queira nem saber de mais um encarte atulhando sua bolsa, se recuse a pegar o papel oferecido. Parece mais é que os panfletistas jogam para cima os materiais de campanha para, quem sabe, pegar algum desavisado, que não sabia em quem votar.
Teria sido interessante que os candidatos dessem mais um dia de emprego aos cabos eleitorais e levassem seus exércitos para rua fazendo a limpeza das calçadas e pátios dos locais de votação. O Instituto Assis Brasil estava cercado do lixo eleitoral ainda pouco. Mesmo que a equipe de limpeza contratada pela prefeitura esteja se empenhando em executar bem sua função, o vento, característico nesta época do ano, insiste em levar para longe as caras sorridentes de quem pedia um votinho que fosse. Quem sabe os candidatos adotem esta ideia, juntar seu lixo, ou o lixo dos correligionários e até dos adversários, para realmente fazer a diferença dando em primeiro lugar uma lição de cidadania e respeito para com a cidade e os eleitores pelos quais eles juram e prometem que irão trabalhar, pensar e defender... se forem eleitos, claro!