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quinta-feira, junho 06, 2013

Tantas coisas...

Faz bastante tempo que não escrevo aqui no imprensa, mas tem acontecido tanta coisa que me deixa triste que nem tenho vontade. Não que me falta indignação, não falta, mas penso que apenas externar minha opinião sem muita ação tem pouca valia. Começo comentando o caso dos protestos contra os cortes de árvores em Porto Alegre. Admiro muito a luta daquele povo, ainda que a mídia em geral tenha tratado a causa deles como uma coisa sem muita importância, caricaturando as pessoas que encabeçaram o movimento e dando uma enfase para os fatos como se a coisa toda não passasse de tempestade em copo d'água.
Em nenhum momento estes veículos questionaram os reais motivos de tamanho ataque da serra elétrica por conta do senhor prefeito Fortunatti. Cortar árvores para dar lugar a estacionamentos não me parece muito ecológico. Mas afinal de contas o que há por trás de tudo isto? O que sei, talvez equivocadamente, é que tais "obras" tem objetivo de preparar a capital para a famosa Copa das Confederações. Campeonato este que está custando muito caro para os cofres públicos e para os quais os governantes fazem vista grossa.

E assim, as verdadeiras necessidades de uma cidade vão sendo distorcidas. Os valores morais e éticos dão lugar aos valores materiais, quase esvaindo a esperança daquelas pessoas batalhadoras. Mas não conseguem aniquilar nossa fé não. Porque eu ainda creio que há mais bem do que mal.

Para completar tem as questões polêmicas sobre o tal do estatuto do nascituro, tem a violência contra mulher que tem sido manchete dia sim, dia não nos noticiários (e ainda tem gente que diz que não existe mais machismo) e tem a a verdadeira guerra que se declarou contra os povos indígenas. Tem a religião envolvendo-se diretamente nas proposições legais, e desta forma interferindo em políticas de prevenção de doenças.
A primeira vista parece que estamos de volta a um tempo funesto. Tempo em que índios não tinham alma, portanto sem direitos. Mulheres eram uma propriedade valiosa entre tantas posses de seus senhores. Nem vou tocar nas questões religiosas tão em voga ultimamente, mas gostaria que refletissem a respeito disto.

Parece tão distante não é mesmo? Mas os índios estão sendo mortos hoje enquanto lutam para garantir a sua terra, seu direito de seguir sendo índio. Não é a questão de super proteger um silvícola, que sem alma, sem cultura, sem conhecimento (como previa a legislação) não pode responder por si. Assim como nós, nas cidades evoluímos eles também e temos de adequar a legislação. Mas, como? Se defender alguns pontos de vista referente a igualdade entre os povos e as pessoas é visto como um golpe comunista, e de comunistas da mais vil espécie, aqueles que comem criancinhas.
Posso estar falando besteira é verdade, mas é assim que eu tenho percebido as coisas. Muita intolerância.

Fonte: Imagens do google

quarta-feira, abril 24, 2013

Justiça e Direitos Humanos

Não sou uma conhecedora das questões do direito. Como outras pessoas compartilho a ideia de que, de nada adianta ter leis e sanções se não houver fiscalização e aplicação das mesmas. Mas a necessidade das leis existe pois não temos a evolução moral que as tornariam supérfluas. Geralmente quando acontece algum caso que comove uma cidade, ou até o país, todos querem a aplicação imediata da lei, a pena, a condenação e o cárcere para o culpado o quanto antes. Estes casos que comovem o mundo são sempre bem repercutidos e tem como vítimas uma pessoa inocente, muita das vezes bonita, jovem e de classe média. Talvez, infelizmente tenhamos nos habituado a aceitar de forma melhor as mortes nas periferias. Afinal são séculos e séculos aonde os mais pobres morrem de doença e morte matada, desde as mais remotas épocas da antiguidade, não só aqui nas senzalas do nosso querido Brasil, mas mundo afora.
Estas mortes prematuras são fruto da violência desenfreada, da miséria, da gritante diferença entre ricos e pobres, da banalização e da ideia de quê "não dá nada matar". E quando acontece queremos Justiça, clamamos por ela e nos indignamos de como as pessoas podem agir assim contra seu semelhante. Muitos começam a falar que a humanidade não tem jeito, que o mundo esta perdido e por aí. Outros reclamam que só quem tem proteção é o bandido, que depois de agir de forma vil é protegido pelos direitos humanos. Apoio totalmente a indignação, assim como apoio que a legislação criminal deve ser mudada. Mas o que a vítima de violência necessita é de JUSTIÇA. É a lei que deve ser aplicada no seu rigor, direitos humanos são pra casos de violação de direitos... humanos, cárcere, escravidão, tortura. É pra quando o Estado, ou os dirigentes, ou pessoas com muito poder atuam contra os direitos constitucionais das pessoas. Pra estes casos clama-se aos direitos humanos. "Ah! Mas os bandidos tem!". Tem, como todos nós temos. Pois os bandidos quando encarcerados em presídios estão sob guarda do Estado.
O caso do massacre do Carandirú tem sido notícia ultimamente, por conta do julgamento dos responsáveis pelas mortes no presídio. Passaram-se 21 anos, alguns dos acusados já morreram e as penas, que passam de cem anos de reclusão, sabemos não chegarão a ser cumpridas, visto que com um terço delas já se pode sair em liberdade.
A mim também parece que não há justiça, que os culpados não pagam sua dívida, são depositados nos presídios feito porcos nas encerras, num sistema prisional que não recupera ninguém. Não é hipocrisia, a  indignação fazem parte do meu ser e fico muitíssimo revoltada com casos de violência, pedofilia, exploração de menores, tráfico e coisas do tipo. Mas não creio que diminuir a maior idade penal vá resolver a situação da violência. Serão apenas mais homens e mulheres com menos idade dentro de um presídio. Antes de diminuir a maior idade penal seria necessário modificar a legislação e a forma de "tentar" recuperar pessoas que cometeram crimes. Já diz um ditado popular que "mente vazia é oficina do capeta". Seguindo esta linha o mais importante em primeiro momento seria colocar o estudo e o trabalho como meio de recuperação desde as "fases" e aplicando-se também aos presídios. A reclusão por si só é uma forma de punição, mas não faz  com que a maioria dos culpados pensem ou corrijam seus crimes.  Ficar anos preso sem ter nenhum aprendizado real, além das maldades ou da própria criminalidade que se propaga muitas vezes nestes espaços de reclusão, não devolverá para a sociedade alguém ressocializado. Pode devolver alguém que "pagou" sua dívida, mas não alguém "recuperado".
É sabido, embora pouquíssimo trabalhado, que a mudança real para a criminalidade passa pela  verdadeira melhoria na educação, saúde, remuneração trabalhista e segurança. Também é preciso responsabilizar e punir políticos corruptos e assemelhados. Mas a questão é complexa visto que quem poderia atuar para esta mudança é justamente aquele que desvia dinheiro de causas sociais. A impunidade dos grandes corruptos faz com que a maioria das pessoas deixe de acreditar na justiça. Sei que existem pessoas do bem (muito mais do que aquelas do mal) que atuam de forma independente em projetos sociais na busca de amenizar os problemas que acabam na violência. Devemos dar voz a estes cidadãos. Como dizia Gandhi "seja a mudança que você quer ver no mundo".

Fotos google imagens.

terça-feira, abril 05, 2011

Mulher corajosa fala sobre Al Jazeera

Recebi este vídeo por email hoje. Não consigui deixar de compartilhá-lo, pois não é todo o dia que sabemos de uma mulher que expõe tão claramente suas ideias nos países muçulmanos. Esta não só fala como critica os atentados a bomba, os protestos com mortes, com argumentos irrefutáveis.