sábado, junho 25, 2011

Descarte do acervo da Bibliotheca Pública de Pelotas ainda repercute, vejam as fotos

Olá caros colegas e amigos,
Em anexo envio as fotos do DESCARTE sem vergonha e descarado da Biblioteca Pública Pelotense.
Prestem atenção nas fotos que se seguem.
Peço a vocês, que assim como eu estão indignadíssimos com essa atitude irresponsável, repassem estas fotos para o máximo de pessoas que puderem.
Isso não pode ficar sem divulgação!
Para que possam entender melhor, aqui vão alguns esclarescimentos:
A primeira foto trata de uma das idas do caminhão a frente da biblioteca. Está cheio de caixas, mas fechadas.
A segunda e a terceira, são fotos de uma carroça carregando jornais. Veja que apenas estes são tão grandes assim, pois um jornal no passado, tinha um tamanho de 60 cm a 44 cm, ou um pouco menos, como 52X 42 e eram encadernados por semestre ou trimestre. Então, o volume deles é inconfundível.
Do que aparece nas carroças, dá para ver que os livros e jornais não estavam estragados ou em fragmentos, como foi dito pela presidente da biblioteca. Estavam inteiros e, mesmo se tivessem fungos, isso poderia ser revertido, pois fungo morre com ventilação e um ambiente de refrigeração controlado impede sua proliferação. Em último caso, o sol mata o fungo, embora tenha que ser usado com cuidado, pois também prejudica o documento.
Muitos dos jornais que aparecem são tomos do Diário Popular, reconheciveis pela encadernação, que, na biblioteca, foi utilizado há tempos para os jornais Diário Popular e Opinião Pública. Portanto, pode ser um dos dois jornais.
Na verdade, deve ser dito que havia duas coleções do Diário Popular. A primeira, foi encadernada pela propria biblioteca e vinha desde seus primeiros exemplares.
Na década de 1990, a biblioteca recebeu toda uma segunda coleção, de 1890 a 1992, que era aquela que estava na redação do proprio jornal. As duas foram misturadas, uma coleção completa ficou em uso e a outra guardada no porão. Só isso, já dava um volume muito grande de jornais.
No porão não há mais nada. Em visita recente contatou-se que não há mais um jornal lá dentro: nem Diário Popular, A Federação, Diário de Noticias, Diário Oficial, Gazeta de Porto Alegre (este um jornal que ia de 1879 a 1884 e agora só sobrou os primeiros semestres de 1879, 1882 e 1884), e vários outros jornais, especialmente de Porto Alegre. Em dezembro de 2000, a professora Beatriz Loner e Dona Sonia Garcia publicaram, na História em Revista nº 6, revista do núcleo de documentação histórica da UFPel, onde aquela trabalha (e que está online www.ufpel.tche.br/ich/ndh) uma relação com todos os jornais que haviam na biblioteca. Depois, isso foi mexido bastante, jornais subiram e desceram para o porão, pois lá em cima só ficaram os que estavam em uso. Ainda outros, para os quais não havia muito espaço também ficaram no porão.
E agora, se for feita a comparação com o que tem no CDOV da biblioteca, a diferença é gritante.
O porão era a reserva técnica e agora não tem mais nada de livros ou jornais, apenas algumas caixas já embaladas para descarte, mas muito pequenas para conterem estes grandes jornais. Isso, obvio, sem falar em outros (e muitos) livros, como também pode-se ver na pequena mostra formada pelo material desta carroça, uma de muitas que devem ter levado o material, dos caminhões para o sebo.
Enfim, sabe-se que os jornais pelo menos não foram reciclados, o que já é muito, embora estejam perdidos para a pesquisa científica, pois seu destino provavelmente será das coleções individuais, feitas para a satisfação pessoal de alguns e o lucro de outros.
Eu dei uma boa olhada nas outras salas da biblioteca e nenhuma delas contem os jornais e os livros que estavam no porão. E nem poderiam, pois seu espaço é pequeno e não caberia este material todo. Exatamente por isso é que se usava o porão. Era muita coisa.
Muito obrigada!
Abraços,
Nádia Coelho.

Recebi as fotos e o email reproduzido acima da amiga Nádia, que é pesquisadora e trabalhou durante algum tempo na Bibliotheca Pública Pelotense. O descarte de materiais importantes e raros para a história da cidade não teve muita repercussão, mas não podemos calar e deixar as coisas como se não fosse importante! A preservação da memória e a educação são parte  importante para a nossa evolução e a construção de um mundo melhor.

quarta-feira, junho 22, 2011

Comitê à Memória, à Verdade e à Justiça

Na próxima segunda-feira, 27 de junho, às 19h, será lançado o Comitê à Memória, à Verdade e à Justiça no Teatro Dante Barone — Assembleia Legislativa do RS, Praça Marechal Deodoro, 101, centro de Porto Alegre.

No lançamento, estarão presentes a ministra dos direitos humanos Maria do Rosário, o governador Tarso Genro, autoridades e representantes de movimentos sociais. A iniciativa também tem apoio da Associação dos Criminalistas do Estado do RS (Acriergs), OAB-RS, Comitê Estadual Contra a Tortura RS, União dos Estudantes – Livre RS, Movimento Fora da Ordem, DCE UFRGS e União Nacional dos Estudantes.

sexta-feira, junho 17, 2011

Copa 2014 no Brasil o que esperamos?

Várias e inúmeras são as críticas quanto ao atraso das obras dos estádios, aeroportos e outras adequações para a Copa do Mundo de Futebol no Brasil em 2014. Como somos todos "entendidos" em futebol damos pitaco em quem deve estar, treinar e jogar na seleção. Mas não somos nós que escalamos este time. Nos mobilizamos para assistir aos jogos, vibramos com os gols e comemoramos a vitória. Algumas vezes, como na última copa na África do Sul amargamos e choramos a derrota.  Nos envolvemos de corpo e alma, o país pára diante da tevê. É o momento, para não dizer o único, em que a grande massa brasileira realmente tem alegria em ser brasileiro e demonstra isto, coloca as cores do país nas roupas, enfeita as casas, o verde e amarelo vai parar nas unhas e nos cabelos, tá nas vitrines, tá no país inteiro! Chamamos a seleção de "A Pátria de chuteiras"! Cuidamos da vida dos jogadores, especulamos sobre seus casamentos, sua saúde, seus salários e se o seu trabalho está sendo bem feito. Criticamos a vera! Fazemos protesto quando algum ídolo fica fora da escalação ou a fazemos para que algum deles seja retirado da lista. Lista esta, esperada ansiosamente por alguns. Como disse, nos envolvemos de corpo e alma! Fociferamos contra cartolas do futebol, contra jogadores "mascarados", contra treinadores antipáticos (cá pra nós, estes são os meus preferidos tipo Felipão, Dunga, Falcão...)
E mais uma vez ressalto não somos nós que fazemos a escalação.
Já, quando a escalação é por nossa conta somos obrigados por um direito a ir lá fazer a escolha. Colocamos numa urna os números correspondentes àqueles para quem damos total poder sobre a nossa verdadeira Pátria, e ao sair dali muitas vezes sequer lembramos dos nomes, dos feitos, do caráter e do trabalho daquelas pessoas tão importantes naquele momento e em, no mínimo, quatro anos da nossa vida. Quando os jogadores escolhidos por nós fazem algo de errado, apenas nos damos o trabalho de reclamar em casa sozinho, não fazemos manifestações para que ele seja retirado, a menos que algum grande mídia nos diga que é por aí, não é? Não que o fato de ele dizer, indicar esteja errado, o problema está em não enxergarmos o que está por trás daquela posição daquele mídia tão poderoso. Aliás, este mídia também é escolhido por nós! Somos nós que decidimos que canal assistir, que rádio ouvir, que jornal assinar. Podemos a qualquer momento, como diria Raulzito "girar o botão"! Mas para isto precisamos ser donos da nossa vontade e ter consciência disto!
O futebol não está isento da corrupção! Sabemos casos de malas pretas e falcatruas desde sempre. Denúncias contra Ricardo Teixeira vem sendo feitas há anos. Clubes que pagam salários inimagináveis para o trabalhador comum que estão falidos, que não tem estádios, que vira e mexe precisam de uma "mãozinha" do governo para colocar em dia as finanças. Os clubes estão quebrados os dirigentes ricos.
E quem é que duvidava que a escolha do Brasil como sede da Copa de 2014 não daria pano pra manga?

Eu fui contra a candidatura e contra a escolha, porque embora o país tenha melhorado em alguns aspectos falta muita infraestrutura pra nós cidadãos brasileiros, trabalhadores que lutamos diariamente para manter o país de pé. O dinheiro que será investido na construção e reforma de estádios com certeza seriam muito bem vindo em saúde, segurança, educação, por exemplo. Óbvio que merecemos aeroportos melhores e mais capacitados, bem como a melhoria em estradas, rodoviárias, metrôs e linhas de ônibus. Merecemos e devemos ter claros que, parece que só irão acontecer (e com preços super faturados) porque haverá uma copa e os turistas virão. Olhando assim eu me sinto como uma criança que pede todo o dia pra mãe que ela faça brigadeiro, mas que a mãe só faz porque um primo distante vem visitar. Quer dizer que eu que sou de casa não preciso deste carinho?

Desde o início quando o nome do Brasil foi sorteado todos ficamos dizendo isto vai dar é muito roubo, um monte de caixas dois e obras super faturadas! Estamos carecas de saber, mas não nos envolvemos com isto, temos que trabalhar e manter o país de pé (esta é a desculpa mais comum pra nós) e eles são todos iguais, sairá um e entrará outro que irá fazer a mesma coisa. Preferimos agir assim e deixar pra lá.
A corja de safados está lá, minhas esperanças de mudança com uma mulher na presidência está agonizando, pois a cada dia me decepciono mais. Aliás, faz muito tempo que tô me decepcionando e reclamando. Para coroar (ou seria para fechar com chave de ouro?) as polêmicas, que diga-se de passagem recém estão começando, a Câmara dos Deputados (nossa seleção de pernas de pau) aprovou uma modificação "no projeto que criou o Regime Diferenciado de Contratações para obras da Copa e das Olimpíadas". A mudança é um acinte a nossa inteligência e permite que o governo federal mantenha sob "sigilo os orçamentos feitos pelos órgãos da União, pelos estados e pelos municípios para as obras".
Francamente... para uma ex-guerrilheira de esquerda nossa presidenta está cedendo muito aos sigilos pro meu gosto. Vivemos uma democracia representativa e eu QUERO SABER SIM O QUE ESTÃO FAZENDO COM O DINHEIRO DOS IMPOSTOS QUE EU PAGUEI! O dinheiro é meu, eu e os outros milhares de brasileiros que os colocamos para nos representar e pagamos seus salários, vocês TEM QUE PRESTAR CONTAS. Não aceitamos sigilo!

Imagens: Google Imagens

Sábado Resistente - Terceiro vôo da liberdade completa 41 anos - Homenagem a Eduardo Leite Bacuri

SÁBADO RESISTENTE, 18 de junho, das 14h às 17h30
Terceiro vôo da liberdade completa 41 anos


Memórias da luta e confraternização

Homenagem a Eduardo Leite Bacuri

No auge do período mais repressivo e violento da Ditadura Civil-Militar, entre setembro de 1969 e dezembro de 1970, ocorreram quatro ações de resgate que libertaram cerca de 130 presos políticos que, banidos do país por ato de exceção, puderam retornar somente a partir da promulgação da Anistia, em 1979.Essas ações, as mais emblemáticas da guerrilha urbana, visavam fundamentalmente libertar dos cárceres e das torturas centenas de combatentes que se haviam insurgido contra o golpe de Estado que tomou o poder em 1964, no Brasil, assim como denunciar, principalmente no exterior, o estado de violência e a injustiça que assolavam o País.Por esta razão, essas ações também foram conhecidas como os "Vôos da Liberdade", como na época declarou então à imprensa o eminente jurista Sobral Pinto: "Estas ações são os Habeas Corpus que o regime nos tirou".Exatamente há 41 anos, no Terceiro Vôo da Liberdade, foram libertos 40 presas e presos e políticos em troca do embaixador alemão no Brasil, Ehrenfried Von Holleben.Para homenagear tanto os que participaram desta ação como aqueles que foram libertados, o Sábado Resistente quer debater o significado histórico dessa ação, resgatar memórias e vivências. Que esse dia se converta em momento de esclarecimento histórico e confraternização. Para isso, serão ouvidos depoimentos de pessoas que participaram daquela ação de resgate, assim como os testemunhos dos que foram libertados.Para encerrar o evento, faremos uma homenagem especial a Eduardo Leite – Bacuri – um dos comandantes do Terceiro Vôo – com o lançamento do livro "Eduardo Leite”, de autoria da jornalista Vanessa Gonçalves.

PROGRAMAÇÃO

14h00: Boas vindas – Katia Felipini, coordenadora do Memorial da Resistência de São Paulo

Apresentação – Ivan Seixas, presidente do CONDEPE e do Núcleo Memória



14h30: Palestra e debatesSonia Eliane LafozJosé Gradel Teresa AngeloJesus Paredes SotoCid Queirós BenjamimDarci RodriguesDulce MaiaDomingos FerreiraCarlos Nóbrega

16h00: Apresentação do livro Eduardo Leite pela autora jornalista Vanessa Gonçalves

Tarde de autógrafos Os Sábados Resistentes, promovidos pelo Memorial da Resistência de São Paulo e pelo Núcleo de Preservação da Memória Política, são um espaço de discussão entre militantes das causas libertárias, de ontem e de hoje, pesquisadores, estudantes e todos os interessados no debate sobre as lutas contra a repressão, em especial à resistência ao regime civil-militar implantado com o golpe de Estado de 1964. Os Sábados Resistentes têm como objetivo maior o aprofundamento dos conceitos de Liberdade, Igualdade e Democracia, fundamentais ao Ser Humano.
 
Fonte: Memorial da Resistência de São Paulo
Largo General Osório, 66 – LuzAuditório Vitae – 5º andar

quarta-feira, junho 15, 2011

Marcha da Liberdade - traga sua voz


Aconte neste sábado, dia 18, a Marcha da Liberdade, com concentração às 13h em frente a Catedral Praça XV. A saída está prevista para às 14h mesmo com chuva, por tanto... seja precavido, leve o guarda-chuva, a sombrinha ou um guarda-sol, que faz o mesmo efeito. =D  
Mais informações aqui !

terça-feira, junho 14, 2011

PLC 122, kit, religiosidade e outras dúvidas

Passei bastante tempo relutando em escrever sobre o assunto da PLC 122, porque, na minha modesta opinião, não há nada de errado em garantir o direito das pessoas, principalmente se este direito diz respeito a sua vida privada, sua liberdade e seu bem estar. No entanto, vejo tanta gente equivocada em relação a esta lei, a grande maioria informada pela televisão, que tenho que  também fazer alguns questionamentos. Começando pela questão da lei em si, que defende e criminaliza SIM a homofobia, bem como o preconceito com idosos, deficientes físicos, entre outros. Até aonde eu entendi (e por favor pessoal se eu estiver errada me corrijam) este Projeto de Lei da Câmara n° 122 nada tem a ver com a união civil de homoafetivos. Embora tenha relação entre uma e outra. É muito importante o reconhecimento legal da união de gays, o que me parece que as pessoas não entendem é que, diferentemente de um casal hetero que vai morar junto e constrói uma casa, compra bens, um casal homossexual quando um deles morre não tinha os mesmos direitos que os heterossexuais. Ou seja, se uma mulher, por exemplo, vive com um cara e, por uma infelicidade, este vem a falecer ela tem direito a pensão e a parte dos bens, tal qual fosse casada no cartório. Já no caso de casais homoafetivos... não era bem assim. Mesmo comprovando a união e mesmo a colaboração igualitária ao adquirir os bens.
Já ouvi gente dizendo que é frescura tudo isto e que os gays estão abusando, querendo demais. Mas uma coisa eu percebi, é fácil defender ou atacar quando não se está na pele da vítima de preconceito. É por isto que generalizar é tão ruim. Recuso-me terminantemente a falar sobre aqueles que atacam de forma raivosa o projeto de lei e os homossexuais, tais como o deputado Bolsonaro, ou sobre suas ideias e discursos.
Basta um pouco de compaixão e empatia para perceber o quão injusto é tratar as pessoas com preconceito. E são com estes dois sentimentos que precisamos agir para defender a igualdade de todos. Antes que digam que isto é anticristão, já replico logo, Jesus veio pregar o amor, seu primeiro e maior mandamento foi "amai-vos uns aos outros como eu vos amei" ou "ame Deus sob todas as coisas e ao próximo como a ti mesmo". Por isto...
Compreendo a religiosidade como algo bom, desde que leve as pessoas a fazer o bem. Já as instituições e os fanáticos... Primeiro, as instituições, as religiões são formadas e criadas por pessoas e utilizam do seu carisma e da "palavra de Deus" para arrebanhar fiéis. Usar a fé das gentes em benefício próprio deveria estar incluso na PLC122, pois é um crime! As religiões e as diferentes igrejas e tais são criadas e mantidas pelos homens, ditos seres humanos, é comum que uma lá que outra (lembrem, generalizar não é legal!) metam os pés pelas mãos e façam tudo o que não deveriam fazer.
Quanto aos fanáticos... é difícil falar, pois é uma ideia fixa que os prejudica tanto quanto aqueles contra quem sua ira é voltada. Temos tantos exemplos do que faz o fanatismo mundo a fora que fica difícil falar qualquer coisa.
Embazada em questões religiosas, políticas e humanas tento ver as coisas de forma que tudo seja bom para todos. Não é possível que pessoas como nós, iguais, formadas da mesma matéria, mas que são únicas, como nós também somos, sejam relegados, sejam colocados a margem por nós como se fôssemos melhores (o que sabemos bem NÃO SOMOS, pois SOMOS APENAS DIFERENTES).
No entanto, apesar de compreender ou tentar, uma dúvida me deixa muito encucada que é a polêmica do Kit antihomofobia, que foi apelidado de Kit Gay. A polêmica começou sendo provocada por um servidor do Ministério da Educação que idiotamente fez uma piada sobre o beijo de duas gurias lésbicas em um dos vídeos. Depois as bancadas evangélica e conservadora (coisa que acho horrível, pois cada um destes deputados e senadores foram eleitos através de um sistema democrático representativo, no qual a maioria dos votos elege, sendo assim eles DEVERIAM ser representantes daqueles que votaram diretamente neles e dos outros que não votaram!) começaram a insuflar tanto na midia como em debates públicos em diversos lugares a discórdia e a distorção sobre o kit, a lei e tudo mais que envolvia a coisa toda. Imagens dos videos vazaram, partes, pedaços e mais uma pá de coisas fragmentadas passaram a ser mostrados em tudo que é telejornal e complementados com argumentos de um lado só. O golpe final foi a apresentação, segundo o deputado federal Jean Wylys do PSol, de um kit que não era o destinado às escolas, mas sim um preparado para grupos de profissionais do sexo atendidos pelos Programa Nacional de Redução de Danos a presidente Dilma Rousseff. Foi depois de assistir o material que ela vetou o projeto dizendo que o governo não faria propaganda de opções sexuais a quem quer que fosse.
Sei bem que as minorias tem que cavar espaços para os seus movimentos a unhas e dentes. Visto que além de marginalizados que são, muitas vezes as reivindicações são distorcidas pelas mídias país a fora tal qual a velha brincadeira infantil do telefone sem fio. Não raro as notícias vem tão distorcidas e fragmentadas que mal se sabe afinal de contas qual é a verdade ou pelo menos as versões mais próximas desta. Mas... eu cursei a faculdade de Comunicação Social, pesquiso bastante história, sociologia e política, consigo ver de outra forma a tal janela do mundo que fica localizada na sala da minha casa e de tantos outros lares país a fora. A questão é que, a grande maioria da população não tem este conhecimento que eu, e provavelmente tu que estas aqui lendo este blog, tem de obter informações através de inúmeros sites na internet, em jornais e meios alternativos. Há quem diga que um beijo lesbo na novela e a aparição de casais homossexuais na trama dos folhetins da maior emissora de televisão do país é ou foi o start para que as pessoas "decidissem" se tornar gays. Como se fosse assim, eu decido me tornar gay e pronto, viro gay, assim... É praticamente impossível pra mim conceber que as pessoas pensem assim, homossexualidade é algo biológico, já vem com a pessoa, como a cor da pele, dos cabelos e dos olhos.
Sabendo de todas as dificuldades de entrar na grande mídia, ainda assim não consigo compreender porque não foi apresentada nenhuma versão real do kit. Ok, não tiveram espaços, mas quanto blog estaria disposto a divulgar o material? Eu divulgaria, eu mostraria a meus familiares e amigos e, mesmo sem a mesma repercussão e força das redes de televisão a versão dos grupos LGBTs e o objetivo verdadeiro do kit chegaria a parte da população. Eu sei que o objetivo do kit era previnir o bulling nas escolas e que o material só seria enviado para os colégios e os professores que solicitassem e já disse isto há várias pessoas. Só que a negativa da presidenta ao material e seus argumentos calam qualquer argumentação que eu faço e eu me sinto impotente diante disto. E a minha maior dúvida quanto a tudo é exatamente esta, porque não pegaram o kit falso e o verdadeiro e não apresentaram em praça pública, nos blogs, no twitter, no facebook, no orkut? Porque não foram feitos panfletos mimiografados? Porque não foram enviados emails de corrente pra todo lado e todas as listas possíveis?
Sinceramente, eu penso, penso, penso e não entendo. Creio que se algo do tipo tivesse sido feito já teria chegado a mim, sei lá, ia aparecer. Não que eu seja grande agente popular ou midiático, não sou, mas sou cidadã e me sinto mal informada nesta questão. E penso que se desta forma o material teria chegado a mim também chegaria a outras pessoas. Eu apóio a aprovação da #PLC122, estou do lado dos ativistas. É preciso reação, pessoas seguem morrendo todo dia pela intolerância, pelo ódio, pela homofobia. Somos pessoas, viemos ao mundo para exercer o amor, tá na hora de começar!

Descarte do acervo da Bibliotheca Pública de Pelotas ainda repercute

O historiador Gunter Axt, da USP, escreveu um texto muito bom sobre o vergonhoso descarte de livros e jornais feitos pela diretoria da Bibliotheca Pública Pelotense. Ele também está apoiando a moção da ANPUH! Vamos divulgar, para evitar que isso aconteça novamente e que os responsáveis sejam punidos.
Clique aqui para ler o texto e, se ainda não assinou, assine o abaixo assinado aqui!

terça-feira, maio 31, 2011

Sábado Resistente - A Comissão da Verdade

Neste sábado, dia 04 de junho, das 14h às 17h30 tem SÁBADO RESISTENTE, no Memorial da Resistência.


A COMISSÃO DA VERDADE

A ferramenta necessária para o esclarecimento definitivo da história da ditadura militar no Brasil

As Comissões da Verdade vêm sendo amplamente utilizadas no mundo, como uma forma definitiva de esclarecer o passado histórico. A sua implementação no Brasil permitirá reinserir no debate social a questão do autoritarismo e suas nefastas consequencias, promovendo a reflexão e, principalmente, prevenindo a eventualidade de políticas que continuem a esconder a Verdade e permitindo a continuação de abusos e violações de Direitos Humanos.

Com o lançamento do 3º Programa de Direitos Humanos (PNHD-3) em dezembro de 2009, o eixo “Direito à Memória e à Verdade” tornou-se um dos eixos principais da política dos Direitos Humanos no País e o lançamento de uma “Comissão Nacional da Verdade” um de seus imperativos. A recente sentença da Corte Interamericana no caso da Guerrilha do Araguaia também obriga o Governo Brasileiro a instituir finalmente no país este instrumento de Verdade e Justiça. Desde o mês de maio de 2010, foi enviado ao Congresso Nacional o Projeto de Lei 7673, que estabelece a Comissão da Verdade. No entanto, até esta data, embora muito discutido na imprensa falada, escrita e televisada, pouco se avançou no Congresso para que este P/L fosse aprovado.

Para debater sobre os fundamentos, objetivos, parâmetros e características das Comissões da Verdade e sobre os aspectos de Justiça e Paz diretamente relacionados com a Comissão a ser instalada, uma vez o projeto aprovado, o Sábado Resistente do próximo dia 4 de junho quer dar a sua contribuição para que a mobilização social necessária em torno desse importante tema seja o resultado de um conhecimento mais aprofundado e efetivo.

Na ocasião será distribuída, de forma gratuita, a Cartilha "Comissão da Verdade – Por que, o que é e o que temos que fazer", preparada pelo Núcleo de Preservação da Memória Política.



PROGRAMAÇÃO

14h00: Boas vindas – Marcelo Araujo, diretor da Pinacoteca do Estado de São Paulo

Apresentação – Ivan Seixas, presidente do CONDEPE e do Núcleo Memória

14h30: A luta pela Anistia – Homenagem aos fundadores/lutadores do CBA-SP (Comitê Brasileiro pela Anistia)

15h00: Moderadora – Profa. Dra. Deisy Freitas Lima Ventura

Professora de Direito Internacional e Presidente da Comissão de Cooperação internacional do Instituto de Relações Internacionais da Universidade de São Paulo (IRI-USP). Doutora em Direito Internacional e Mestre em Direito Comunitário e Europeu da Universidade de Paris 1, Panthéon-Sorbonne, mestre em Integração Latino-americana da Universidade Federal de Santa Maria e graduada em Direito.



PARTICIPANTES

Prof. Dr. Paulo Abrão

Secretário Nacional de Justiça e Presidente da Comissão de Anistia. doutor em Direito pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, mestre em Direito pela Unisinos e especialista em Direitos Humanos e Processos de Democratização pela Universidade do Chile. Professor da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS) e professor convidado do Curso de Mestrado em Direito da Universidade Católica de Brasília (UCB).



Dr. Belisário dos Santos Junior

Advogado formado pela Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo, mestre em Legislação Penal Especial (pela FaDUSP) . Foi Secretario da Justiça e da Defesa da Cidadania entre 1995 e 2000. Membro da Comissão Justiça e Paz desde 1992; foi advogado de presos e perseguidos políticos durante os anos da ditadura. Membro da Comissão de Direitos Humanos do Conselho Federal da OAB e Presidente da associação de Advogados Latino Americanos pela Defesa dos Direitos Humanos



Dra. Marcie Mersky

Diretora do Centro Internacional para a Justiça de Transição – ICTJ. Nasceu nos Estados Unidos, mas viveu nos últimos 25 anos na América Latina, onde foi consultora sênior das Nações Unidas na Guatemala durante os trabalhos da Comissão da Verdade naquele país, exercendo o papel de coordenadora do relatório final. Possui mestrado pela Universidade de Harvard; atuou no grupo "Orientando as Comissões da Verdade"; e foi funcionaria das Nações Unidas na Comissão que investigou as causas do assassinato de Benazir Bhutto, no Paquistão.



Os Sábados Resistentes, promovidos pelo Núcleo de Preservação da Memória Política e pelo Memorial da Resistência de São Paulo, são um espaço de discussão entre militantes das causas libertárias, de ontem e de hoje, pesquisadores, estudantes e todos os interessados no debate sobre as lutas contra a repressão, em especial à resistência ao regime civil-militar implantado com o golpe de Estado de 1964. Os Sábados Resistentes têm como objetivo maior o aprofundamento dos conceitos de Liberdade, Igualdade e Democracia, fundamentais ao Ser Humano.

segunda-feira, maio 30, 2011

Chá Bingo SOS Animais

Dia 05 de junho, às 16h no salão de eventos do Parque do SESI (Av. Bento Gonçalves, 4825)  acontece o delicioso Chá com salgados e bolo da ONG SOS Animais de Pelotas. Também será realizado bingo. O evento conta com a participação especialíssima dos animadores do Grupo Tholl.

Os ingressos com direito a uma cartela do bingo custam R$15,00 e estão à venda na Gatos & Cia., na Santa Tecla, 632, fone 3302-7756 ou com os associados.

sexta-feira, maio 27, 2011

Abaixo assinado Moção de protesto contra o descarte de bens patrimoniais pela Biblioteca Pública Pelotense

MOÇÃO DE PROTESTO CONTRA O DESCARTE DE BENS PATRIMONIAIS PELA BIBLIOTECA PÚBLICA PELOTENSE



Há pouco mais de 15 dias, em fim de abril/início de maio, a cidade de Pelotas, que até agora tinha se caracterizado por buscar a preservação da história e da cultura foi palco de uma situação completamente absurda e injustificável: a direção de sua Biblioteca Pública, que é gerida por uma associação privada, simplesmente enviou para reciclagem, uma parte importante da história da cidade, da região e do país!

Livros, jornais, Diários Oficiais, monografias e documentos impressos (não se sabe exatamente o total do que foi descartado, nem quem definiu o que seria jogado fora), mas enfim, o suficiente para encher mais de um caminhão pequeno, foi enviado para recicladores. E só não foi parar no lixo mesmo porque, num episódio rocambolesco e pouco explicado, foi “salvo” por um dono de sebo, que imediatamente comprou o “lixo” e o pôs a venda como uma mercadoria qualquer. Ou melhor, uma mercadoria de alto valor, já que há um mercado de colecionadores sempre interessado nessas obras. Alguns desses exemplares ainda se encontram em sebos da cidade, o que pode ser verificado em fotos postadas no twitter .

Entre eles, por exemplo, uma das únicas, senão a única coleção do jornal A Federação do ano de 1904. Vários outros anos inteiros deste jornal também foram literalmente jogados fora, sob a justificativa de “estarem duplicados”. Mas a catástrofe cultural vai muito além, pois todos os jornais encadernados, que eram duplos, e que se encontravam no porão da biblioteca, como os jornais Correio Mercantil, Opinião Pública, Diário Popular, também tiveram o mesmo fim. Estes são alguns dos jornais pelotenses mais importantes do XIX e XX séculos, e ficamos agora reduzidos apenas a sua coleção em uso, e cuja digitalização tem sido protelada por interferência direta da própria diretoria. E o que se fará quando estes jornais, pelo uso, se desmancharem? Chorar, pelo visto? Muito mais que isto: privar as gerações atuais e futuras dos mecanismos sociais, no caso, a documentação escrita, que vinculam sua memória às gerações passadas.

O raciocínio simplista e redutor de que “eram duplos” e poderiam ser descartados, não convence ninguém, pois todos podem se perguntar por que não foram trocados com instituições congêneres, ou doados para outra instituição, como reza seu estatuto de 1991, que em seu artigo segundo, item b), diz que a biblioteca “poderá permutar livros e objetos com outras instituições que estejam de acordo com as suas finalidades”.Quanto a alguns estarem em mau estado, uma Biblioteca moderna certamente conhece a existência de várias técnicas de recuperação de documentos que podem ser utilizadas desde que haja o empenho de realizar os trâmites para busca de financiamento público ou privado nas diferentes fontes disponíveis.

Esta mensagem, além de denunciar este fato, pretende provocar uma decidida ação por parte não só da comunidade técnica e acadêmica interessada na preservação da história do país, mas dos próprios pelotenses, que até agora, apesar de indignados e estupefatos, estão assistindo esta situação em silêncio, um silêncio que pode passar por aprovação ou desinteresse e gerar a reincidência de atitudes como esta!

Entendendo-se que o direito à memória é um direito de todos os cidadãos e que a proteção e guarda de um bem patrimonial é dever de um Estado democrático, considera-se inadmissível que uma política arbitrária de descarte seja praticada justamente por uma instituição destinada a preservação da memória e divulgação da cultura.

Lembramos que cabe ao Estado por em prática políticas de preservação, acesso e controle sobre acervos que possam ter valor histórico e patrimonial, especialmente de caráter municipal ou privado, ou de órgãos específicos, para que se consiga atenuar a perda progressiva de documentos e objetos referentes a herança histórica e patrimonial do país.



Neste sentido os abaixo assinados, devidamente identificados, solicitam que o Ministério Público investigue este caso, apure responsabilidades e tome providências imediatas para a recuperação do material descartado pela Biblioteca Pública Pelotense

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Os signatários
 
Assine a Bibliotheca Pública Pelotense é um bem dos cidadãos pelotenses.

terça-feira, maio 24, 2011

Denúncia

Recebi por email a absurda denúncia abaixo! A fonte da denúncia é segura e de confiança. Precisamos observar e cobrar punição para os IRRESPONSÁVEIS que jogaram foram parte da história da nossa cidade.
" Jornais do século XIX viram lixo em Pelotas.

Há pouco mais de 15 dias, em fins de abril/inícios de maio, a cidade de Pelotas, que até agora tinha se caracterizado por buscar a preservação da história e da cultura da cidade e do país como um todo, foi palco de uma situação completamente absurda e injustificável: a direção de sua biblioteca pública, que é gerida por uma associação privada, simplesmente enviou para reciclagem, uma parte importante da história da cidade e da região!

Livros, jornais, diários e mais monografias e documentos impressos (não se sabe exatamente o total do que foi descartado, nem quem definiu o que seria jogado fora), mas enfim, o suficiente para encher mais de um caminhão pequeno, foi enviado para recicladores. E só não foi parar no lixo mesmo porque, num episódio rocambolesco e pouco explicado, foi “salvo” por um dono de sebo, que imediatamente o comprou e o pôs a venda como uma mercadoria qualquer. Alguns desses exemplares ainda se encontram em sebos da cidade e podem ser conferidos até pelo twitter de alguns pelotenses. Seguramente, este dono de sebo deve ter ampliado seu patrimônio em muito, devido apenas ao que, pelo alto, se soube que foi descartado.

Entre eles, por exemplo, uma das únicas, senão a única coleção do jornal A Federação do ano de 1904. Vários outros anos inteiros deste jornal também foram literalmente jogados fora, sob a justificativa de “estarem duplicados”. Mas a catástrofe cultural vai muito além, pois todos os jornais encadernados, que eram duplos, e que se encontravam no porão da biblioteca, como os jornais Correio Mercantil, Opinião Pública, Diário Popular, também tiveram o mesmo fim. Estes são alguns dos jornais pelotenses mais importantes do XIX e XX séculos, e ficamos agora reduzidos apenas a sua coleção em uso, e cuja digitalização tem sido protelada por interferência direta da própria diretoria. E o que se fará quando estes jornais, pelo uso, se desmancharem? Chorar, pelo visto.....

O raciocínio simplista e redutor de que “eram duplos” e poderiam ser descartados, não convence ninguém, pois todos podem se perguntar por que não foram trocados com instituições congêneres, ou doados para uma outra instituição do estado, como reza seu estatuto de 1991, que em seu artigo segundo, item b), diz que a biblioteca “poderá permutar livros e objetos com outras instituições que estejam de acordo com as suas finalidades”.Quanto a alguns estarem em mau estado, ora, para quem conhece, sabe que há várias técnicas de recuperação de documentos que poderiam ser tentadas, com um pouco de esforço na busca de financiamento.

Esta mensagem, além de denunciar este fato, pretende provocar alguma reação, por parte não só da comunidade técnica e acadêmica interessada na preservação da história do país, mas dos próprios pelotenses, que até agora estão assistindo esta situação estupefatos, mas em silêncio, um silêncio que pode passar por aprovação e gerar a reincidência deste tipo de atitude.

Entendendo-se que o direito à memória é um direito de todos os cidadãos e que a proteção e guarda de um bem patrimonial é dever de um Estado democrático, considera-se inadmissível que uma política arbitrária de descarte esteja sendo praticada justamente por uma instituição destinada a preservação da memória e disseminação da cultura.
Autora: Beatriz Ana Loner"

segunda-feira, maio 23, 2011

Livro sobre a história do Coojornal serlá lançado em junho

Coojornal - um Jornal de Jornalistas sob o Regime Militar' será lançado no próximo dia 9 de junho no Teatro Dante Barone da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul, às 19h. Na ocasião será apresentado o livro de 272 páginas, reunindo 33 reportagens do Coojornal, e mostrado o documentário com uma hora de duração que acompanha o livro. No dia seguinte, haverá um debate reunindo antigos integrantes da Cooperativa dos Jornalistas de Porto Alegre, como Elmar Bones, José Antônio Vieira da Cunha, Ayrton Centeno e Jorge Polydoro. De 9 a 15 de junho, estará aberta uma exposição de capas do mensário no Vestíbulo Nobre da Assembleia.


As reportagens do livro refletem o Brasil da segunda metade dos anos 1970 e a luta pela redemocratização do país. Tratam de temas como anistia, sequestro dos uruguaios, a revolução da Nicarágua, as ditaduras militares do Uruguai, Argentina e Bolívia, as greves no ABC paulista, a guerrilha do Araguaia, os cassados pelo regime militar, a prática da degola nas revoluções gaúchas e documentos secretos do Exército sobre o combate à guerrilha, além de perfis de Golbery do Couto e Silva, José Lutzenberger, Teixeirinha e Dom Vicente Scherer. Fazem parte ainda entrevistas com Chico Buarque, Elis Regina, Henfil, Hélio Silva, Caetano Veloso e Luis Fernando Verissimo como o Analista de Bagé. As reportagens são de nomes como Elmar Bones, Caco Barcelos, Licínio Azevedo, Eduardo Galeano, André Pereira, Geraldo Hasse, Luiz Cláudio C unha, Hamilton Almeida Filho, Palmério Dória, Eduardo Bueno, Juarez Fonseca, Zélia Leal, Rafael Guimaraens, Ayrton Centeno e outros, com fotos de Daniel de Andrade, Luiz Eduardo Achutti, Eduardo Tavares, Ricardo Chaves, Jacqueline Jones, Eneida Serrano, Roberto Silva e Luiz Abreu. A obra traz ainda charges, cartuns, caricaturas e textos de humor de Edgar Vasques, Fraga, Santiago, Juska, Batsow, Pedro Sosa, Ferre e muitos outros humoristas daquela geração.



'Coojornal - um Jornal de Jornalistas sob o Regime Militar' é editado pela Libretos, com patrocínio cultural da Caixa Econômica Federal e da Petrobras e apoio da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul/Drpac.
 
Texto: Sindicato dos Jornalistas do RS

domingo, maio 15, 2011

O meu socialismo!

Confesso que não estudei sobre o comunismo, nem sobre socialismo. Comecei a ler sobre anarquismo, mas não fui muito longe. Meu conhecimento sobre isto é bem empírico, como o meu feminismo, como meu cristianismo, como meu espiritismo, como meu umbandismo. Óbvio que leio a respeito de cada um dos temas, busco informações e tento racionalizar em cima das coisas que acredito. Faço isto com praticamente tudo. Meus ícones são dos mais variados tipos, lugares, religiões ou política. Por que mais do que admirar as IDEIAS eu admiro e tento seguir as ATITUDES E AÇÕES deles.
Não sou católica, mas admiro muito o trabalho de pessoas como a irmã Doroty Stein, Madre Teresa de Calcutá, São Francisco e Zilda Arns, por exemplo. Eles são a demonstração VERDADEIRA de cristianismo, pois fizeram o bem, foram caridosos em suas atitudes. Admiro Che Guevara, por ele ter tido o desprendimento de largar tudo e ter ido lutar pela América Latina por um ideal, pela igualdade para todos. Deu sua vida. Ele não queria poder, ele queria mais para todos.
Na minha ideia torta, socialismo é todo mundo ter o suficiente para viver bem. Era isto que cada uma das pessoas que falei acima, mais uma porção, como Gandhi, Jesus e tantos outros queriam e LUTARAM.
Por isto me choco quando alguém fala em nome de alguma destas pessoas tentando aniquilar os outros de forma preconceituosa e violenta. Como tentar impedir que pessoas tenham direitos civis básicos em nome de Jesus, se ele só pregou o amor, a caridade e defendeu os pobres, fracos e necessitados?
Como é possível que as pessoas se sintam agredidas quando na verdade o que se quer é prevenir e garantir que cidadãos como eu e tu, sejam protegidos e possam ser quem eles são?
Sempre ficava chocada quando alguém me dizia que no comunismo se tu tens dois copos tens que dar um pr'aquele que não tem. Mas se formos justos, verdadeiramente justos, não vamos nos importar de dividir. Ou vamos? As pessoas acumulam coisas em suas casas que não utilizam, que muitas vezes nem lembram que tem. Porque não dividir?
Meu socialismo é assim parecido com o de Gandhi, de Jesus com cada um pegando só o que precisa. E o sistema político semelhante ao Anarquismo, nada de poucos mandando e detendo o poder e muitos obedecendo. O melhor é todos realmente terem o mesmo poder e os mesmos direitos iguais!

terça-feira, maio 03, 2011

Sábado Resistente, no Memorial da Resistência

SÁBADO RESISTENTE


07 de maio de 2011, das 14h às 17h30
Fatos novos e revelações ajudam a esclarecer a verdade

O Atentado do Riocentro foi um frustrado ataque terrorista que seria perpetrado no Pavilhão Riocentro na noite de30 de abril de 1981, por ocasião da realização de um show comemorativo dodia do Trabalhador , com roteiro de Chico Buarque de Holanda e direção de Fernando Peixoto.

Um ato criminoso, que previa a explosão de bombas causando pânico e mortes entre os participantes, planejada por uma equipe do DOI-CODI, culminou com a morte do sargento Guilherme Pereira do Rosário e deixou o então capitão Wilson Dias Machado gravemente ferido.

Na ocasião, o governo culpou organizações radicais da esquerda. Mas essa versão não se sustentava diante das evidências das apurações independentes que indicaram que o atentado, considerado como ato terrorista, foi uma tentativa de setores mais radicais do próprio governo que queriam justificar uma nova onda de repressão, de modo a paralisar a lenta abertura política que estava em andamento.

Uma segunda explosão ocorreu a alguns quilômetros de distância, na miniestação elétrica responsável pelo fornecimento de energia do Riocentro. Este Sábado Resistente analisa e discute esse atentado terrorista, cometido depois da promulgação da Lei de Anistia.



PROGRAMAÇÃO

14h00: Boas vindas – Kátia Felipini (Coordenadora Memorial da Resistência)
Apresentação – Ivan Seixas (Presidente do CONDEPE e do Núcleo Memória)
14h20: Exibição de trechos de entrevistas de autoridades militares sobre o caso14h45: Palestras e debate - coordenação de Alípio Freire (jornalista e diretor do Núcleo Memória)



PARTICIPANTES

Chico Otávio
Jornalista, repórter da editoria nacional do jornal Globo desde 1997; vencedor, por cinco vezes, do Prêmio Esso, um dos quais na categoria "Reportagem", pela reabertura em 1999 das investigações sobre o atentado ao Riocentro. Professor de Jornalismo da PUC-RJ e ex-dirigente da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo.

Marlon Weichert
Procurador Regional da República, doutor em Direito do Estado e Mestre em Direito Constitucional pela PUC-SP.


Os Sábados Resistentes, promovidos pelo Núcleo de Preservação da Memória Política e pelo Memorial da Resistência de São Paulo, são um espaço de discussão entre militantes das causas libertárias, de ontem e de hoje, pesquisadores, estudantes e todos os interessados no debate sobre as lutas contra a repressão, em especial à resistência ao regime civil-militar implantado com o golpe de Estado de 1964. Os Sábados Resistentes têm como objetivo maior o aprofundamento dos conceitos de Liberdade, Igualdade e Democracia, fundamentais ao Ser Humano.
 
Fonte: Memorial da Resistência de São Paulo

Largo General Osório, 66 – Luz
Auditório Vitae – 5º andar

segunda-feira, abril 25, 2011

Encerramento da I Jornada de Estudos sobre ditaduras e direitos humanos

 Neste sábado, dia 30, ocorrerá no Arquivo Público do Estado do RS o encerramento da I Jornada de Estudos sobre ditaduras e direitos humanos. Além das apresentações dos artigos, teremos a presença de Eduardo Solari apresentando "Não dá para esquecer", às 17 horas.

quinta-feira, abril 14, 2011

Projeto Cultural - APERS I Jornada de Estudos sobre Ditaduras e Direitos Humanos:

Sábado, dia 16 de abril acontece a I Jornada de Estudos sobre Ditaduras e Direitos Humanos. Serão apresentados  trabalhos. Confira a programação:
09:00h - Ramiro José dos Reis - “O condor se alimenta de carne podre: versões diversionistas da coordenação repressiva multinacional e a farsa binacional sobre o sequestro dos uruguaios em Porto Alegre.”

09:20h - Jorge Christian Fernandez -“O vôo do Condor em Passo Fundo: o seqüestro do engenheiro argentino, setembro de 1978”

09:40h - Diego Antônio Pinheiro Soca - “O Silêncio do Condor: Os Corpos Devolvidos pelo Mar em Santa Vitória do Palmar e São José do Norte em Abril de 1978 e a Reportagem Censurada de Tito Tajes”

10:30h - Intervalo

10:50h - Miguel dos Santos - “A resistência da oposição ao Regime Stronista: da contestação política a guerrilha armada”

11:10h - Cristiane Medianeira Ávila Dias - “A Ação Popular – e a Operação Fronteira (1969-1972): Rio Grande do Sul, espaço de resistência”

11:30h - Marla Barbosa Assumpção - “Geopolítica do Anticomunismo: o Rio Grande do Sul e a diretriz das “fronteiras ideológicas”

TARDE Comunicações

13:30h - Mateus da Fonseca Capssa Lima - “A Ditadura Civil-Militar e o Controle dos Movimentos Sociais no Rio Grande do Sul”

13:50h - Ricardo Oliveira da Silva - “Uma história em dois atos: A questão agrária no governo João Goulart (1961-1964) e no governo Castelo Branco (1964-1967)”

14:10h - Fernando Kruel de Abreu - “Da confissão ao castigo: as diferentes nuanças da tortura durante a ditadura civil-militar brasileira de 1964-1985”

14:30h - Anna Cláudia Bueno Fernandes - “O ataque ao corpo Durante a Ditadura Militar Brasileira”

15:20h - Intervalo

15:40h - Fernanda de Lannoy Stürmer, Maria Lúcia Ricardo Souto e Valéria Raquel Bertotti - “Contra a censura pela Cultura!”: acervo de textos teatrais do Espaço Sonia Duro do Teatro de Arena de Porto Alegre”

16:00h - Marcos Santos Machry - “Um olhar sobre a ditadura civil-militar brasileira por meio dos livros didáticos utilizados nas escolas públicas do país”

16:20h - José Fabiano Gregory Cardozo de Aguiar - “Canção política e engajamento artístico na música popular uruguaia –1967 – 1973”

16:40h - Francisco Alcides Cougo Júnior - “Entre câmeras e juris: “Os suportes de consenso” da Ditadura Civil-Militar na televisão brasileira”

Contamos com a presença de todos!

Fonte: Projeto Cultural - APERS

ARQUIVO PÚBLICO DO ESTADO DO RS

Fone (51) 3288-9117

Rua Riachuelo, 1031, Centro, 90010-270

Porto Alegre, RS.

quarta-feira, abril 13, 2011

Militares querem proibir exibição da novela Amor e Revolução do SBT

O ator Claudio Cavalcanti denunciou a tentativa de um portal militar de proibir a exibição da novela do SBT Amor e Revolução.  Mais um absurdo destas pessoas que creêm ainda estarem no comando do nosso país. Tiago Santiago fez, e continua realizando, uma pesquisa muito séria sobre o período. Os fatos que relata na trama foram reais. Talvez tanta realidade assuste os milicos, pois há muita coisa que estava escondida sendo vislumbrada na novela, tal como o apoio dos Estados Unidos no golpe.
Muitos criticam e dizem que seria absurdo o Brasil ser um país comunista e que se os milicos não tivessem agido seriam novas Cubas ou Chinas ou Rússias. Certamente para estas mentes privilegiadas seria melhor ser colônica do "Tio Sam", sendo explorados e abusados até o último instante. Com certeza seria melhor obedecer ordens e ficar a mercê do que o presidente dos Estados Unidos a ter na presidência do NOSSO PAÍS UM PRESIDENTE LEGITIMAMENTE ELEITO PELO POVO.
Alguns capitalistas sem argumento costumam mandar a gente, que é a favor da igualdade, ir pra Cuba, ou pra China, já que gostamos tanto do comunismo. Digo a estes, se te agrada tanto o capitalismo porque não vai pros EUA? Lá não é a terra da oportunidade e da liberdade???
Não podemos calar agora. Proibir uma novela pautada em pesquisa séria é um retrocesso!!!!

"A memória histórica do país é patrimônio inalienável do povo brasileiro!"


A novela Amor e Revolução vêm rendendo na internet, apesar da audiência ainda estar aquém do esperado na TV. Desta vez, um portal militar resolveu fazer um abaixo-assinado contra a novela de Tiago Santiago, que aborda o período da ditadura militar no Brasil. Os donos do site querem que a trama seja proibida de ir ao ar no SBT. Será que nunca deixamos a ditadura? Será que esses vinte e seis anos, dito de volta à democracia, foi uma farsa e que sempre os militares ditaram os rumos do nosso País? Será que sempre eles disseram o que deve ser passado na televisão, no Brasil? O que esses militares estão tentando fazer e o que já fizeram, criando o tal abaixo-assinado, é um ato de censura e que não cabe em um país que se diz democrático. O tempo da ditadura militar já passou e já passou bem tarde e as consequências de tal período foram muitos mortos, muitas pessoas com sequelas terríveis, tanto físicas quanto mentais; e famílias que ainda choram seus parentes desaparecidos e assassinados. Nada disso é uma coisa pequena. Os militares vivem se metendo em assuntos que envolvem a ditadura militar, pois não querem que suas ações no período sejam reveladas e que fiquem impunes para sempre.

Como não pode-se abrir nem ter acesso a muitos documentos da época, façamos o que estiver ao nosso alcance para que os militares não cometam mais esse absurdo de censurar uma novela que está se mostrando imparcial e não está citando nomes de terceiros de nenhum dos lados - apenas fatos -, e ainda apresenta, no final de cada capítulo, depoimentos de ambos os lados. Chega dos militares quererem mandar, dar opinião em tudo que toque a eles! Chega do dedo militar nos programas televisivos, apontando o que deve e o que não deve ser passado na TV brasileira! Portanto, assine esse abaixo-assinado para dizer que você apoia a transmissão da novela AMOR E REVOLUÇÃO na emissora SBT.

terça-feira, abril 12, 2011

#EUSOUGAY

Sejamos Gays. Juntos.

abril 12, 2011

Adriele Camacho de Almeida, 16 anos, foi encontrada morta na pequena cidade de Itarumã, Goiás, no último dia 6. O fazendeiro Cláudio Roberto de Assis, 36 anos, e seus dois filhos, um de 17 e outro de 13 anos, estão detidos e são acusados do assassinato. Segundo o delegado, o crime é de homofobia. Adriele era namorada da filha do fazendeiro que nunca admitiu o relacionamento das duas. E ainda que essa suspeita não se prove verdade, é preciso dizer algo.
Eu conhecia Adriele Camacho de Almeida. E você conhecia também. Porque Adriele somos nós. Assim, com sua morte, morremos um pouco. A menina que aos 16 anos foi, segundo testemunhas, ameaçada de morte e assassinada por namorar uma outra menina, é aquela carta de amor que você teve vergonha de entregar, é o sorriso discreto que veio depois daquele olhar cruzado, é o telefonema que não queríamos desligar. É cada vez mais difícil acreditar, mas tudo indica que Adriele foi vítima de um crime de ódio porque, vulnerável como todos nós, estava amando.
Sem conseguir entender mais nada depois de uma semana de “Bolsonaros”, me perguntei o que era possível ser feito. O que, se Adriele e tantos outros já morreram? Sim, porque estamos falando de um país que acaba de registrar um aumento de mais de 30% em assassinatos de homossexuais, entre gays, lésbicas e travestis.
E me ocorreu que, nessa ideia de que também morremos um pouco quando os nossos se vão, todos, eu, você, pais, filhos e amigos podemos e devemos ser gays. Porque a afirmação de ser gay já deixou de ser uma questão de orientação sexual.
Ser gay é uma questão de posicionamento e atitude diante desse mundo tão miseravelmente cheio de raiva.
Ser gay é ter o seu direito negado. É ser interrompido. Quantos de nós não nos reconhecemos assim?
Quero então compartilhar essa ideia com todos.
Sejamos gays.
Independente de idade, sexo, cor, religião e, sobretudo, independente de orientação sexual, é hora de passar a seguinte mensagem pra fora da janela: #EUSOUGAY
Para que sejamos vistos e ouvidos é simples:
1) Basta que cada um de vocês, sozinhos ou acompanhados da família, namorado, namorada, marido, mulher, amigo, amiga, presidente, presidenta, tirem uma foto com um cartaz, folha, post-it, o que for mais conveniente, com a seguinte mensagem estampada: #EUSOUGAY
2) Enviar essa foto para o mail projetoeusougay@gmail.com
3) E só :-)


Todas essas imagens serão usadas em uma vídeo-montagem será divulgada pelo You Tube e, se tudo der certo, por festivais, fóruns, palestras, mesas-redondas e no monitor de várias pessoas que tomam a todos nós que amamos por seres invisíveis.
A edição desse vídeo será feita pelo Daniel Ribeiro, diretor de curtas que, além de lindos de morrer, são super premiados: Café com Leite e Eu Não Quero Voltar Sozinho.
Quanto à minha pessoa, me chamo Carol Almeida, sou jornalista e espero por um mundo melhor, sempre.
As fotos podem ser enviadas até o dia 1º de maio.
Como diria uma canção de ninar da banda Belle & Sebastian: ”Faça algo bonito enquanto você pode. Não adormeça.” Não vamos adormecer. Vamos acordar. Acordar Adriele.

http://projetoeusougay.wordpress.com/2011/04/12/sejamos-gays-juntos/