Tem duas coisas que eu não gosto de assistir, mas vira e mexe eu acabo vendo,é entrevista de jogador de futebol (que é sempre igual, estamos a disposição do professor, vamos dar o melhor de si e buscar os três pontos) e entrevista de bandido quando é preso. São sempre iguais, guardadas as proporções claro.
Mas o que eu gosto mesmo é que, apesar de saber que os marginais dirão que são inocentes e não fizeram nada, eu ainda acho graça nisso. Óbvio né, é o velho ditado "rir pra não chorar". E tem também uma expressão que a minha ex-chefe Iara costumava dizer "é melhor ouvir isto do que ser surdo".
Esta página é para quem acredita que um mundo melhor é possível e que o jornalismo deve ser livre, íntegro, revolucionário, questionador e formador de opiniões, ou pelo menos fazer com que a gente pense. Segundo Millôr Fernandes "a função do Jornalista é trabalhar para ser demitido". Eu já estou no 3 a zero. "Livre pensar é só pensar" Millôr Fernandes
quinta-feira, janeiro 28, 2010
terça-feira, janeiro 26, 2010
Falcatrua da grossa
Não sei se já comentei sobre este fato por aqui. Se já falei, me desculpem, mas me indigna demais e tenho que falar, ou melhor, escrever. Tem uma expressão que diz "dar com uma mão e tirar com a outra". Não há expressão que exprima melhor como agem os políticos. Vejam bem, preste atenção, caso vocês não tenham comprado imóvel, casado ou feito algum financiamento, talvez não saibam que a sua certidão de nascimento não tem mais validade. É sim, aquele documento que teus pais fizeram quando tu vieste ao mundo não vale. Portanto, caso queiras adquirir um financiamento ou casar legalmente terá de fazer uma certidão de nascimento atualizada. Detalhe: ESTA CERTIDÃO SÓ VALE POR DOIS ANOS.
Aham! Isto mesmo, só por 2 anos. Ou seja, se daqui a pouco tu precisares da certidão pra qualquer coisa, inclusive em caso de morte, a certidão tem que ser atualizada. Mas não creia que com esta atualização se dispensa a certidão de óbito. Óbvio que não.
Porque eu digo que "deu-se com uma mão e retiraram com outra"? Simples, o registro de nascimento é gratuito. É assim, quando a gente nasceu, no meu caso lá no século passado, meu pai foi no cartório e pagou para que o cara lá colocasse meu nome, o dia e a hora em que vim ao mundo, nome dos pais, dos avós. Agora, com uma lei o presidente Lula liberou o primeiro registro.
Os cartórios, ou melhor os DONOS, não gostaram da ideia, reclamaram espernearam, mas não teve jeito. O jeito foi começar a invalidar as certidões de nascimento antigas. Ou seja, para um finaciamento via Caixa Econômica Federal o cidadão precisa tirar uma certidão atualizada. Agora eu pergunto: o que é que pode atualizar numa certidão de nascimento? Tu nasceu naquele dia, teus pais e avós são aqueles que estão lá registrados. Não tem o que mudar! claro, num caso de paternidade com testagem de dna e etc. claro, poderia mudar algo, mas sem mais nem menos...
Isto é roubo disfarçado de serviço prestado. Cobrar R$18,40 para imprimir uma nova certidão é um assalto! A certidão já estava lá no computador, prontinha, não mudou uma vírgula. É um completo absurdo, uma falcatrua da grossa. O nome dos cartórios de registros deveria mudar para Cartéis de registro, por que estão mais para a máfia do que para o trabalho sério.
Aham! Isto mesmo, só por 2 anos. Ou seja, se daqui a pouco tu precisares da certidão pra qualquer coisa, inclusive em caso de morte, a certidão tem que ser atualizada. Mas não creia que com esta atualização se dispensa a certidão de óbito. Óbvio que não.
Porque eu digo que "deu-se com uma mão e retiraram com outra"? Simples, o registro de nascimento é gratuito. É assim, quando a gente nasceu, no meu caso lá no século passado, meu pai foi no cartório e pagou para que o cara lá colocasse meu nome, o dia e a hora em que vim ao mundo, nome dos pais, dos avós. Agora, com uma lei o presidente Lula liberou o primeiro registro.
Os cartórios, ou melhor os DONOS, não gostaram da ideia, reclamaram espernearam, mas não teve jeito. O jeito foi começar a invalidar as certidões de nascimento antigas. Ou seja, para um finaciamento via Caixa Econômica Federal o cidadão precisa tirar uma certidão atualizada. Agora eu pergunto: o que é que pode atualizar numa certidão de nascimento? Tu nasceu naquele dia, teus pais e avós são aqueles que estão lá registrados. Não tem o que mudar! claro, num caso de paternidade com testagem de dna e etc. claro, poderia mudar algo, mas sem mais nem menos...
Isto é roubo disfarçado de serviço prestado. Cobrar R$18,40 para imprimir uma nova certidão é um assalto! A certidão já estava lá no computador, prontinha, não mudou uma vírgula. É um completo absurdo, uma falcatrua da grossa. O nome dos cartórios de registros deveria mudar para Cartéis de registro, por que estão mais para a máfia do que para o trabalho sério.
sexta-feira, janeiro 22, 2010
"Fora da caridade não há salvação"
O brasileiro é um povo solidário. E se observarmos os princípios da Doutrina Espírita a sua lei maior é a caridade. Diz-se, inclusive, que "fora da caridade não há salvação" e complementando esta máxima ouvi várias vezes em palestras em centros espírita que "ninguém é tão pobre que não possa ajudar a quem precisa".
Solidariedade e caridade andam juntas, são irmãs gêmeas univitelinas. Mas como todos os gêmeos tem suas diferenças. Podemos ser solidários sem praticar a caridade? Podemos fazer caridade sem termos sido tocados pela necessidade da solidariedade?
Talvez eu não esteja habilitada a dizer nada a este respeito. No entanto, posso dizer o quanto sou solidária ao sofrimento das vítimas do terremoto no Haiti e também todas as vítimas das enxurradas em Angra dos Reis, São Paulo, Santa Catarina, Agudo, Encantado, enfim... Sou solidária, me compadeço das dores e dos sofrimentos destas pessoas. Junto com outras tantas pessoas enviei doações, o pouco que podia, afinal ninguém é tão pobre que não possa ajudar outra pessoa.
Veja bem, eu doei coisas que não me fariam falta, boas para os outros,uma parte do que me sobrava.
Acho bonito as pessoas que se oferecem em trabalhos voluntários e salvam vidas. Assim como apoio que outros países ofereçam ajuda ao haitianos. Só não entendo bem como o presidente Lula pode fazer tanta boa ação se o nosso povo também está passando por problemas. Calma gente! Eu acho que tem sim que ajudar. Mas convenhamos que não é lógico mandar médico do Brasil pra lá quando a população morre nas portas dos hospitais esperando por atendimento. Não é correto enviar profissionais que possam reconstruir aquele país enquanto que por aqui as pontes caem levadas pelas águas e a coisa fica assim, por isso mesmo.
O que me parece é que o presidente entende o governo federal e os governos estaduais como coisas total e completamente separados. Olhando assim a impressão que dá é que os estados são independentes e neste caso é cada um por si. Acho que deve existir solidariedade e, até, caridade internacional, mas deve existir uma atitude real de comprometimento com as questões internas. Porque do contrário o presidente Lula vai ficar parecendo aquele marido alcolista que bate na mulher, mas que na rua é visto apenas como o bom profissional, o homem sério, o homem correto.
Solidariedade e caridade andam juntas, são irmãs gêmeas univitelinas. Mas como todos os gêmeos tem suas diferenças. Podemos ser solidários sem praticar a caridade? Podemos fazer caridade sem termos sido tocados pela necessidade da solidariedade?
Talvez eu não esteja habilitada a dizer nada a este respeito. No entanto, posso dizer o quanto sou solidária ao sofrimento das vítimas do terremoto no Haiti e também todas as vítimas das enxurradas em Angra dos Reis, São Paulo, Santa Catarina, Agudo, Encantado, enfim... Sou solidária, me compadeço das dores e dos sofrimentos destas pessoas. Junto com outras tantas pessoas enviei doações, o pouco que podia, afinal ninguém é tão pobre que não possa ajudar outra pessoa.
Veja bem, eu doei coisas que não me fariam falta, boas para os outros,uma parte do que me sobrava.
Acho bonito as pessoas que se oferecem em trabalhos voluntários e salvam vidas. Assim como apoio que outros países ofereçam ajuda ao haitianos. Só não entendo bem como o presidente Lula pode fazer tanta boa ação se o nosso povo também está passando por problemas. Calma gente! Eu acho que tem sim que ajudar. Mas convenhamos que não é lógico mandar médico do Brasil pra lá quando a população morre nas portas dos hospitais esperando por atendimento. Não é correto enviar profissionais que possam reconstruir aquele país enquanto que por aqui as pontes caem levadas pelas águas e a coisa fica assim, por isso mesmo.
O que me parece é que o presidente entende o governo federal e os governos estaduais como coisas total e completamente separados. Olhando assim a impressão que dá é que os estados são independentes e neste caso é cada um por si. Acho que deve existir solidariedade e, até, caridade internacional, mas deve existir uma atitude real de comprometimento com as questões internas. Porque do contrário o presidente Lula vai ficar parecendo aquele marido alcolista que bate na mulher, mas que na rua é visto apenas como o bom profissional, o homem sério, o homem correto.
terça-feira, janeiro 19, 2010
Carta aberta a Boris Casoy
Prezado senhor, Boris Casoy,
sei que já faz alguns dias que o senhor, muito arrogantemente ofendeu os garis dizendo que eles são a mais baixa classe de trabalhadores no Brasil. Sei também que o senhor desculpou-se. No entanto, senhor Boris gostaria de lhe contar uma história, que é muito diferente da sua que é filho de imigrantes, judeus russos. Sabemos que por aqui muitos imigrantes se deram bem, não vou cometer o mesmo erro do senhor, não se preocupe, muitos se deram bem a custa de muito trabalho e suor. Assim como outros se deram bem escravizando, vendendo escravos, colonizando.
O senhor teve uma vida muito diferente da que têm a maioria dos brasileiros, que lhe assistem no Jornal da Noite. O senhor estudou em boas escolas, adquiriu muita cultura. Mas apesar de superar uma poliomelite e o preconceito da doença não me parece ter se tornado mais humano ou humilde, pois crê que o fato de ser uma pessoa reconhecida nacionalmente o faz um ser melhor do que os garis, que limpam a sua e a minha sujeira pelas ruas das cidades.
Saiba senhor Boris, que o fato de ser um jornalista não lhe faz melhor do que ninguém. Pelo contrário, nossa profissão está mal vista por aí a fora e pessoas sensatas que conhecem a história do país e principalmente a política brasileira olham com desconfiança jornalistas "de primeira linha" como o senhor, como tantos outros, que apostam dizer a verdade e o que pensam. Mas que no fundo, bem lá no fundo, fazem o jogo dos patrões, dos que tem dinheiro ou daqueles que tem só pompa porque jogaram o dinheiro fora por não saberem o quanto custa ganhar.
A história que quero lhe contar senhor Boris é de um jovem que corria pelas ruas de uma cidade pequena juntando o lixo produzido pela população, num tempo em que a coleta era feita com carroças puxadas a burro. Esta história não é de ficção. Ao aprender a ler e fazer contas esta criança ouviu do pai que já não era mais necessário estudar. Segundo este cidadão saber ler e fazer contas eram suficientes para começar a trabalhar. Mas o senhor, seu Boris não sabe o que é isso, pois teve uma vida confortável no meio da sociedade quatrocentona.
No entanto, este lixeiro de quem lhe falo não ficou apático achando que era menos do que qualquer outra pessoa. Foi em busca do seu sonho, trabalhou muito em cada tempinho que tinha para adquirir seu pão e estudou para crescer profissionalmente. Concluiu seus estudos, fez um curso técnico em Contabilidade e passou num concurso público para trabalhar no setor financeiro da Prefeitura Municipal de Pelotas. Naquele setor pessoas que pensavam como o senhor, disseram, isto porque acreditavam, que ele não devia e não poderia assumir o cargo. Veja bem, "isto não é uma vergonha"? Um cidadão concursado não poder assumir o cargo para o qual estava habilitado pelo simples fato de estar num escalão mais baixo, por trabalhar anteriormente como lixeiro? Se não conhecesse bem esta história acharia que o senhor estava trabalhando lá naquele setor.
Mas com o apoio de pessoas decentes, éticas e corajosas ele assumiu. Não se acomodou como um funcionário público com estabilidade e um salário certo no final do mês. Pelo contrário continuou estudando, fez faculdade de Ciências Contábeis. E pagou por ela. Teve a coragem de pedir demissão do município, quando todos o que querem é a comodidade de ter um salário garantido e não ter que fazer muito esforço para isto.
Este moço que começou lixeiro, que fez muitas instalações elétricas para sustentar sua família é um profissional respeitado, dono de um escritório de contabilidade com mais de 15 anos no ramo. Foi presidente do sindicato dos contabilistas e pode entrar em qualquer lugar com a cabeça erguida porque veio de baixo sim, mas não precisou puxar o saco ou se submeter a maracutaias para chegar aonde chegou.
Este lixeiro senhor Boris Casoy é meu pai e tenho muito orgulho de ser filha de um ex-lixeiro, de alguém que lutou para se tornar um ótimo profissional, respeitado e ético. Num país onde muitos o que querem é levar vantagem histórias como estas em que as pessoas lutam e vencem com dignidade e respeito, sem dar rasteira em ninguém devem ser contadas. E vou lhe dizer mais, ao contrário da corrente que diz que no Brasil só tem safados e vigaristas, eu conheço pelo menos mais duas histórias de pessoas que vieram de baixo e venceram com honestidade.
Eu bem poderia dizer que não podemos confiar mesmo num senhor, que fez parte do CCC (Comando de Caça aos Comunistas), que uma pessoa que apoia a direita desde os tempos da ditadura não é mesmo uma pessoa confiável. Afinal, veja o senador Sarney anos e anos no "puder" mandando e desmandando, agindo como se o senado fosse a sua casa e dela ele faz o que bem quer. Mas eu não vou fazer como o senhor, não vou lhe julgar por uma opção política. Mesmo sem concordar eu a respeito. No entanto, o respeito que eu tinha pelo profissional e pela pessoa que o senhor é... bem, este respeito eu não lhe tenho mais. A meu ver o senhor não fez um comentário infeliz, mas expôs grosseiramente a sua opinião sobres os mais pobres do nosso país, só faltou fazer como o personagem Justu Veríssimo, do Chico Anísio e responder para os garis que estavam desejando um feliz ano novo que eles se explodissem.
Espero realmente não ter-lhe tomado muito, do seu precioso tempo.
Atenciosamente,
a filha de um ex-lixeiro, atividade que mudou de nome e atualmente é chamada de Gari.
Fonte: as informações biográficas do jornalista Boris Casoy foram retiradas do Wikipédia.
sei que já faz alguns dias que o senhor, muito arrogantemente ofendeu os garis dizendo que eles são a mais baixa classe de trabalhadores no Brasil. Sei também que o senhor desculpou-se. No entanto, senhor Boris gostaria de lhe contar uma história, que é muito diferente da sua que é filho de imigrantes, judeus russos. Sabemos que por aqui muitos imigrantes se deram bem, não vou cometer o mesmo erro do senhor, não se preocupe, muitos se deram bem a custa de muito trabalho e suor. Assim como outros se deram bem escravizando, vendendo escravos, colonizando.
O senhor teve uma vida muito diferente da que têm a maioria dos brasileiros, que lhe assistem no Jornal da Noite. O senhor estudou em boas escolas, adquiriu muita cultura. Mas apesar de superar uma poliomelite e o preconceito da doença não me parece ter se tornado mais humano ou humilde, pois crê que o fato de ser uma pessoa reconhecida nacionalmente o faz um ser melhor do que os garis, que limpam a sua e a minha sujeira pelas ruas das cidades.
Saiba senhor Boris, que o fato de ser um jornalista não lhe faz melhor do que ninguém. Pelo contrário, nossa profissão está mal vista por aí a fora e pessoas sensatas que conhecem a história do país e principalmente a política brasileira olham com desconfiança jornalistas "de primeira linha" como o senhor, como tantos outros, que apostam dizer a verdade e o que pensam. Mas que no fundo, bem lá no fundo, fazem o jogo dos patrões, dos que tem dinheiro ou daqueles que tem só pompa porque jogaram o dinheiro fora por não saberem o quanto custa ganhar.
A história que quero lhe contar senhor Boris é de um jovem que corria pelas ruas de uma cidade pequena juntando o lixo produzido pela população, num tempo em que a coleta era feita com carroças puxadas a burro. Esta história não é de ficção. Ao aprender a ler e fazer contas esta criança ouviu do pai que já não era mais necessário estudar. Segundo este cidadão saber ler e fazer contas eram suficientes para começar a trabalhar. Mas o senhor, seu Boris não sabe o que é isso, pois teve uma vida confortável no meio da sociedade quatrocentona.
No entanto, este lixeiro de quem lhe falo não ficou apático achando que era menos do que qualquer outra pessoa. Foi em busca do seu sonho, trabalhou muito em cada tempinho que tinha para adquirir seu pão e estudou para crescer profissionalmente. Concluiu seus estudos, fez um curso técnico em Contabilidade e passou num concurso público para trabalhar no setor financeiro da Prefeitura Municipal de Pelotas. Naquele setor pessoas que pensavam como o senhor, disseram, isto porque acreditavam, que ele não devia e não poderia assumir o cargo. Veja bem, "isto não é uma vergonha"? Um cidadão concursado não poder assumir o cargo para o qual estava habilitado pelo simples fato de estar num escalão mais baixo, por trabalhar anteriormente como lixeiro? Se não conhecesse bem esta história acharia que o senhor estava trabalhando lá naquele setor.
Mas com o apoio de pessoas decentes, éticas e corajosas ele assumiu. Não se acomodou como um funcionário público com estabilidade e um salário certo no final do mês. Pelo contrário continuou estudando, fez faculdade de Ciências Contábeis. E pagou por ela. Teve a coragem de pedir demissão do município, quando todos o que querem é a comodidade de ter um salário garantido e não ter que fazer muito esforço para isto.
Este moço que começou lixeiro, que fez muitas instalações elétricas para sustentar sua família é um profissional respeitado, dono de um escritório de contabilidade com mais de 15 anos no ramo. Foi presidente do sindicato dos contabilistas e pode entrar em qualquer lugar com a cabeça erguida porque veio de baixo sim, mas não precisou puxar o saco ou se submeter a maracutaias para chegar aonde chegou.
Este lixeiro senhor Boris Casoy é meu pai e tenho muito orgulho de ser filha de um ex-lixeiro, de alguém que lutou para se tornar um ótimo profissional, respeitado e ético. Num país onde muitos o que querem é levar vantagem histórias como estas em que as pessoas lutam e vencem com dignidade e respeito, sem dar rasteira em ninguém devem ser contadas. E vou lhe dizer mais, ao contrário da corrente que diz que no Brasil só tem safados e vigaristas, eu conheço pelo menos mais duas histórias de pessoas que vieram de baixo e venceram com honestidade.
Eu bem poderia dizer que não podemos confiar mesmo num senhor, que fez parte do CCC (Comando de Caça aos Comunistas), que uma pessoa que apoia a direita desde os tempos da ditadura não é mesmo uma pessoa confiável. Afinal, veja o senador Sarney anos e anos no "puder" mandando e desmandando, agindo como se o senado fosse a sua casa e dela ele faz o que bem quer. Mas eu não vou fazer como o senhor, não vou lhe julgar por uma opção política. Mesmo sem concordar eu a respeito. No entanto, o respeito que eu tinha pelo profissional e pela pessoa que o senhor é... bem, este respeito eu não lhe tenho mais. A meu ver o senhor não fez um comentário infeliz, mas expôs grosseiramente a sua opinião sobres os mais pobres do nosso país, só faltou fazer como o personagem Justu Veríssimo, do Chico Anísio e responder para os garis que estavam desejando um feliz ano novo que eles se explodissem.
Espero realmente não ter-lhe tomado muito, do seu precioso tempo.
Atenciosamente,
a filha de um ex-lixeiro, atividade que mudou de nome e atualmente é chamada de Gari.
Fonte: as informações biográficas do jornalista Boris Casoy foram retiradas do Wikipédia.
quinta-feira, janeiro 14, 2010
15/01 o dia que superamos
Ano passado começou meio complicado, não tão diferente deste, com catástrofes naturais e mais várias mortes por conta de acidentes de trânsito e assassinatos.
Mas em Pelotas uma outra tragédia deixou triste a cidade. O acidente com o ônibus da delegação do Esporte Clube Brasil. A galera xavante ficou arrasada por ter perdido um de seus maiores ídolos, o atacante Claudio Milar. Também foram vítimas Giovane Guimarães e Régis Gouveia.
Amanhã, dia que marca um ano deste acidente terrível a xavantada está programando uma mobilização para homenagear estes ídolos que tão prematuramente nos deixaram. Vista sua camisa rubro-negra, vista vermelho, erga sua bandeira e apoie. Seja solidário a seu clube de coração (se for o caso) ou então seja solidário a dor das famílias que perderam muito mais do que ídolos, perderam entes queridos, pais, filhos, irmãos.
"Brasil, Brasil, Brasil
As tuas cores são nosso sangue nossa raça
Brasil, Brasil, Brasil
Força e vontade cheio de graça
Brasil, Brasil, Brasil
Nós este ano, vamos vencer
Salve o Brasil
O campeão do bem-querer
Avante com todo esquadrão
Torcida do nosso campeão
Ele tem seu passado de glória
Tem o seu nome gravado na história
CORO
Lá no estrangeiro
Mostraste ser bem brasileiro
Com os louros da vitória
Trouxeste para nós mais outra glória
CORO 2X"
Compositor: José Costa
Intérprete: Os Santos
Foto: Papel de parede do site oficial do Brasil de Pelotas
Mas em Pelotas uma outra tragédia deixou triste a cidade. O acidente com o ônibus da delegação do Esporte Clube Brasil. A galera xavante ficou arrasada por ter perdido um de seus maiores ídolos, o atacante Claudio Milar. Também foram vítimas Giovane Guimarães e Régis Gouveia.
Amanhã, dia que marca um ano deste acidente terrível a xavantada está programando uma mobilização para homenagear estes ídolos que tão prematuramente nos deixaram. Vista sua camisa rubro-negra, vista vermelho, erga sua bandeira e apoie. Seja solidário a seu clube de coração (se for o caso) ou então seja solidário a dor das famílias que perderam muito mais do que ídolos, perderam entes queridos, pais, filhos, irmãos.
"Brasil, Brasil, Brasil

As tuas cores são nosso sangue nossa raça
Brasil, Brasil, Brasil
Força e vontade cheio de graça
Brasil, Brasil, Brasil
Nós este ano, vamos vencer
Salve o Brasil
O campeão do bem-querer
Avante com todo esquadrão
Torcida do nosso campeão
Ele tem seu passado de glória
Tem o seu nome gravado na história
CORO
Lá no estrangeiro
Mostraste ser bem brasileiro
Com os louros da vitória
Trouxeste para nós mais outra glória
CORO 2X"
Compositor: José Costa
Intérprete: Os Santos
Foto: Papel de parede do site oficial do Brasil de Pelotas
segunda-feira, janeiro 11, 2010
Outra profissão
Instintivamente eu escolhi o jornalismo. Primeiro porque gosto de escrever, claro que somente gostar de escrever não faz de mim uma jornalista. Mas também tenho muita indignação em mim, não gosto e não fico calada diante de injustiças. E creio que este sim seja a qualidade mais importante para quem quer ser um bom jornalista não calar-se diante das injustiças, do que esta errado. É justamente por me indignar e achar as coisas erradas que acabei não me adaptando ao mundo do jornalismo moderno, empresarial, das matérias casadas com anúncios, etc. Queria sim ter trabalhado em jornais que se faziam de notícias reais, que não tinham medo de colocar a cara e a opinião sobre os assuntos por medo de perder anunciantes. Queria ter sido uma jornalista dos tempos em que o jornalismo todo era boêmio e que as pautas se discutiam nas mesas de bar. Regadas a cerveja e outras bebidas sim, mas muito mais responsável e comprometido do que hoje.
Mesmo apaixonada pelo jornalismo fui sendo excluída deste mundo. Porque não engolu ter que fazer conchavo com políticos safados para conseguir tentar garantir a regulamentação da profissão. É por isto que eu digo, não basta ser curioso e gostar de escrever.
Eu não me adaptei ao mercado de trabalho do jornalismo, não consigo trabalhar na minha área na cidade em que nasci e me criei e também não consegui ir embora e deixar tudo que mais amo para trás. No balanço do que amo, mais fiquei com a família e os amigos.
Continuei estudando história, política e até alguma coisa de jornalismo. No entanto, preciso sobreviver e... mudei de profissão. No sábado eu colei grau em Técnico em Contabilidade, a profissão do meu pai. Durante todo o período da faculdade eu trabalhei no escritório, conheço os clientes e muitos outros colegas de profissão do meu pai, agora meus também. Na verdade, conheço muito mais profissionais da contabilidade do que conheci em 15 anos de formação em jornalismo.
Enfim, como disse o meu amigo Vaz num comentário abaixo, o bom é poder começar o ano qualquer dia. O mesmo vale para as mudanças da vida e a busca da felicidade, podemos mudar a qualquer momento, ou melhor, DEVEMOS mudar quando sentimos necessidade. então é isto, mesmo tendo mudado de profissão continuarei sendo esta imprensa nanica.
Mesmo apaixonada pelo jornalismo fui sendo excluída deste mundo. Porque não engolu ter que fazer conchavo com políticos safados para conseguir tentar garantir a regulamentação da profissão. É por isto que eu digo, não basta ser curioso e gostar de escrever.
Eu não me adaptei ao mercado de trabalho do jornalismo, não consigo trabalhar na minha área na cidade em que nasci e me criei e também não consegui ir embora e deixar tudo que mais amo para trás. No balanço do que amo, mais fiquei com a família e os amigos.
Continuei estudando história, política e até alguma coisa de jornalismo. No entanto, preciso sobreviver e... mudei de profissão. No sábado eu colei grau em Técnico em Contabilidade, a profissão do meu pai. Durante todo o período da faculdade eu trabalhei no escritório, conheço os clientes e muitos outros colegas de profissão do meu pai, agora meus também. Na verdade, conheço muito mais profissionais da contabilidade do que conheci em 15 anos de formação em jornalismo.
Enfim, como disse o meu amigo Vaz num comentário abaixo, o bom é poder começar o ano qualquer dia. O mesmo vale para as mudanças da vida e a busca da felicidade, podemos mudar a qualquer momento, ou melhor, DEVEMOS mudar quando sentimos necessidade. então é isto, mesmo tendo mudado de profissão continuarei sendo esta imprensa nanica.
quinta-feira, janeiro 07, 2010
Esse eu queria ter escrito
Não digo que é inveja, nada disso, é mais aquele "porque não pensei nisso antes?" que nos pega de vez em quando. No caso da piada do Robin Willians sobre as olimpíadas no Brasil eu gostaria de ter escrito algo assim como o que escreveu o Danilo Gentili. "Uma piada para ROBIN WILLIANS" é um texto bem interessante, inteligente e que trata de uma verdade inconveniente. Mas como ele mesmo diz é mais fácil processar, xingar e esbravejar do que tomar uma atitude. Os políticos é que comemoraram entusiasmadamente a escolha do Rio como sede da olimpíada, é que, com certeza deveriam ter sido alvo da piada. O problema é que eles são tão caras-de-pau que nem isto os faria ter vergonha, afinal as pessoas morrem esperando por uma atitude política séria deles e eles não se comovem. Jamais iriam se tocar com uma piada.
terça-feira, janeiro 05, 2010
2010
Ele chegou, como toda a criança recém nascida botando a boca no mundo. Fiquei bem triste com algumas tragédias, já anunciadas, que ocorreram em angra e São Paulo. Anunciads porque há muito sabemos que a natureza tá dando sinais de que a estamos maltratando demais. Começou em Santa Catarina, passou pelo Rio Grande do Sul, passou por São Paulo e agora isto. Muitas pessoas morreram e muitas precisam morrer até que a ficha caia e se perceba que é PRECISO fazer algo. Há muito descaso de políticos, aliás, destes eu nem vou falar agora, porque este ano tem eleições e eles farão o desfavor de se apresentarem na tevê, no rádio, na internet, pelas ruas da tua cidade aonde tu não os vê nunca, mas onde eles surgem pedindo votos e se colocando a tua disposição.
A mensagem de 2010 é semelhante a de 2009, vamos cuidar da natureza. Vamos deixar sim um mundo melhor para nossos filhos e, isto é tão importante quanto a primeira máxima, vamos deixar filhos melhores para o mundo. E quando digo filhos não é necessário que sejam aqueles paridos por ti, ou feitos por ti. Vamos ajudar a melhorar as crianças que não são filhos de sangue, vamos ajudar a melhorar a todos, inclusive nós mesmos. Vamos nos reciclar, reciclar sentimentos, colocar fora o que não serve, mas no lugar adequado. Vamos doar o que não utilizamos. Quem sabe nos melhorando conseguimos evitar que 2011 chegue do mesmo jeito que 2010?
A mensagem de 2010 é semelhante a de 2009, vamos cuidar da natureza. Vamos deixar sim um mundo melhor para nossos filhos e, isto é tão importante quanto a primeira máxima, vamos deixar filhos melhores para o mundo. E quando digo filhos não é necessário que sejam aqueles paridos por ti, ou feitos por ti. Vamos ajudar a melhorar as crianças que não são filhos de sangue, vamos ajudar a melhorar a todos, inclusive nós mesmos. Vamos nos reciclar, reciclar sentimentos, colocar fora o que não serve, mas no lugar adequado. Vamos doar o que não utilizamos. Quem sabe nos melhorando conseguimos evitar que 2011 chegue do mesmo jeito que 2010?
segunda-feira, dezembro 21, 2009
Final de ano
O final do ano é aquele período em que as pessoas correm para reformar as casa, limpar e consertar o que não deu durante todos os 300 dias anteriores. Daí fica aquela correria, todo mundo tem pressa para tudo, tipo o chapeleiro doido da história da Alice "tanto para fazer e tão pouco tempo".
Eu estou no meio desta correria, minhas ideias estão fervilhando, mas o tempo esta curto, é organização pra formatura, é natal, é ano novo. Muita coisa e o tempo escorrendo pelos dedos. Nos próximos dias estarei off, mas não se preocupem, a partir de 03 de janeiro as coisas se acalmam.
Desejo a todos os amigos um ótimo natal, cheio de muita paz, amor, saúde, luz, realizações e harmonia. Que 2010 tenha tudo isto e muito mais. Que todos recebam meu abraço apertado e um super beijo.
Eu estou no meio desta correria, minhas ideias estão fervilhando, mas o tempo esta curto, é organização pra formatura, é natal, é ano novo. Muita coisa e o tempo escorrendo pelos dedos. Nos próximos dias estarei off, mas não se preocupem, a partir de 03 de janeiro as coisas se acalmam.
Desejo a todos os amigos um ótimo natal, cheio de muita paz, amor, saúde, luz, realizações e harmonia. Que 2010 tenha tudo isto e muito mais. Que todos recebam meu abraço apertado e um super beijo.
sexta-feira, dezembro 11, 2009
Vamos salvar a TVE

Outras vezes eu já havia manifestado minha indignação com o fato da TVE RS estar, simplesmente há meses, fora do ar. Uma das razões é o sucateamento da televisão e depois o desinteresse de uma tv pública de qualidade. Apesar dos pesares em administrações anteriores, com todos os problemas, inclusive de atraso no pagamento dos servidores, a TVE nunca ficou tanto tempo fora do ar na rede aberta.
Vamos participar do manifesto, não podemos deixar a TVE RS acabar! Participe do abaixo assinado clicando aqui.
Mais informações no blog Forum TVE FM Cultura
Fonte: Forum TVE FM CULTURA
quarta-feira, dezembro 02, 2009
Dia do Samba
Dizem que: "quem não gosta de samba bom sujeito não é, é ruim da cabeça ou doente do pé". Eu não nego as origens, nem o sangue, muito menos o apelo do samba. Por isso:
fonte: youtube
fonte: youtube
terça-feira, dezembro 01, 2009
Cara de pau
Eu me impressiono com a tamanha cara de pau dos políticos brasileiros. A gente vê imagens onde eles estão recebendo bolos e bolos de dinheiro, enfiando a grana nos bolsos, nas meias, nas cuecas e sabe-se-lá-mais-onde e, ainda assim, eles dizem que "não é nada disso que estamos vendo". É muita cara dura!
O senhor José Roberto Arruda violou o painel eletrônico do senado, negou, negou, depois voltou atrás e assumiu, chorou, disse que se redimiu. Agora faz dessas.Eu não preciso ver mais nada para dizer que ele não tem condições de ser síndico de condomínio. Uma pessoa que não sabe distinguir o que é SEU e o que é dos OUTROS é mau caráter, é ladrão. E como ladrão merece é cadeia. Mas, ainda assim ele declara que se manterá no cargo até o final do mandato. O que ele merece é um mandado de prisão, sem fiança, sem direito a telefone ou visita. Pena máxima por tirar da população o pouco que tem e rechear seus bolsos, que já estão cheios.
O senhor José Roberto Arruda violou o painel eletrônico do senado, negou, negou, depois voltou atrás e assumiu, chorou, disse que se redimiu. Agora faz dessas.Eu não preciso ver mais nada para dizer que ele não tem condições de ser síndico de condomínio. Uma pessoa que não sabe distinguir o que é SEU e o que é dos OUTROS é mau caráter, é ladrão. E como ladrão merece é cadeia. Mas, ainda assim ele declara que se manterá no cargo até o final do mandato. O que ele merece é um mandado de prisão, sem fiança, sem direito a telefone ou visita. Pena máxima por tirar da população o pouco que tem e rechear seus bolsos, que já estão cheios.
segunda-feira, novembro 30, 2009
Será que existe esperança?
Rever as questões da ditadura com certeza é importante, mas também é necessário revisar as pensões milionárias que muitos anistiados estão recebendo. O correto seria que estes abrissem mão de valor tão alto. Por outro lado passar a limpo e punir os culpados por mortes e desaparecimentos é uma boa iniciativa. Ainda assim não tenho muita fé de que os culpados sejam realmente punidos.
Mesmo que a crença na justiça seja pouco, desejo que haja punição, os crimes foram desumanos. Foram mortes violentas e para agravar mais a situação privaram várias famílias de enterrar seus mortos. Muitos militantes presos depois de mortos foram jogados em vala comum, como a descoberta em São Paulo no cemitério de Perus.
Mesmo que a crença na justiça seja pouco, desejo que haja punição, os crimes foram desumanos. Foram mortes violentas e para agravar mais a situação privaram várias famílias de enterrar seus mortos. Muitos militantes presos depois de mortos foram jogados em vala comum, como a descoberta em São Paulo no cemitério de Perus.
sexta-feira, novembro 27, 2009
quinta-feira, novembro 26, 2009
Finalmente um posicionamento firme
Um dos principais problemas do Brasil, segundo sociólogos, antropólogos e estudiosos, é a má formação intelectual. Sempre dizemos que há muitos problemas na educação, saúde, segurança, aqueles cinco "esses" do FHC, que elegeram o Lula e fizeram parte do projeto de campanha de vários outros candidatos e continuarão nos planos de muitos outros na próxima eleição com certeza.
Criaram-se alguns métodos avaliativos das universidades, realizam algumas provas também no ensino fundamental e médio. Criou-se o prouni, que dá bolsas de estudos para estudantes carentes em faculdades particulares. É claro que existem alguns pré-requisitos para ser selecionado, além de uma ótima colocação no Enem. Mas, tal como o Fies e o crédito estudantil, que na época que entrei na faculdade era o que beneficiava estudantes carentes, no prouni também acontecem aqueles pequenos desvios, para dizer o mínimo. Nestes casos, acabamos vendo na faculdade gurias bem vestidas, frequentando muitas festas, dirigindo carros do ano e sendo financiadas pelo governo federal dentro da universidade particular, com recursos que deveriam beneficiar uma pessoa com baixa renda. Dou o exemplo das gurias, mas também tem muitos guris que na verdade nem estão muito interessados no estudo e tal como elas frequentam as melhores e mais caras baladas, sempre impecáveis no vestir.
No entanto, hoje li uma notícia que muito me agradou. Foi realizada uma malha fina pelo Ministério da Educação, que cruzou dados do CPF dos bolsistas com informações da Rais, do Renavam e a base de dados das universidades. A partir da investigação foram suspensas 1766 bolsas de estudo e 15 universidades foram desvinculadas do programa por fraude. Isto é muito bom! Fico realmente feliz em perceber que o MEC está tentando moralizar estas questões. É sabido que nas faculdades federais muitas vezes só conseguem a vaga pessoas com melhor poder aquisitivo, algumas porque fizeram um bom cursinho, outras porque possuem um bom nível financeiro e não precisam trabalhar podendo dedicar-se aos estudos em tempo integral, enfim, são inúmeros os motivos e não sou contra ao fato de eles ocuparem estas vagas. Sou contra, e neste caso muito contra, o fato de que pessoas que podem custear seus estudos tirem a oportunidade de outras que são realmente carentes e que muitas vezes se dedicariam com muito mais afinco a sua formação superior.
Parabenizo ao MEC pela atitude de levar a sério esta questão e espero que a operação seja, realmente, realizada anualmente.
Fonte: Jornal Diário Popular
Criaram-se alguns métodos avaliativos das universidades, realizam algumas provas também no ensino fundamental e médio. Criou-se o prouni, que dá bolsas de estudos para estudantes carentes em faculdades particulares. É claro que existem alguns pré-requisitos para ser selecionado, além de uma ótima colocação no Enem. Mas, tal como o Fies e o crédito estudantil, que na época que entrei na faculdade era o que beneficiava estudantes carentes, no prouni também acontecem aqueles pequenos desvios, para dizer o mínimo. Nestes casos, acabamos vendo na faculdade gurias bem vestidas, frequentando muitas festas, dirigindo carros do ano e sendo financiadas pelo governo federal dentro da universidade particular, com recursos que deveriam beneficiar uma pessoa com baixa renda. Dou o exemplo das gurias, mas também tem muitos guris que na verdade nem estão muito interessados no estudo e tal como elas frequentam as melhores e mais caras baladas, sempre impecáveis no vestir.
No entanto, hoje li uma notícia que muito me agradou. Foi realizada uma malha fina pelo Ministério da Educação, que cruzou dados do CPF dos bolsistas com informações da Rais, do Renavam e a base de dados das universidades. A partir da investigação foram suspensas 1766 bolsas de estudo e 15 universidades foram desvinculadas do programa por fraude. Isto é muito bom! Fico realmente feliz em perceber que o MEC está tentando moralizar estas questões. É sabido que nas faculdades federais muitas vezes só conseguem a vaga pessoas com melhor poder aquisitivo, algumas porque fizeram um bom cursinho, outras porque possuem um bom nível financeiro e não precisam trabalhar podendo dedicar-se aos estudos em tempo integral, enfim, são inúmeros os motivos e não sou contra ao fato de eles ocuparem estas vagas. Sou contra, e neste caso muito contra, o fato de que pessoas que podem custear seus estudos tirem a oportunidade de outras que são realmente carentes e que muitas vezes se dedicariam com muito mais afinco a sua formação superior.
Parabenizo ao MEC pela atitude de levar a sério esta questão e espero que a operação seja, realmente, realizada anualmente.
Fonte: Jornal Diário Popular
segunda-feira, novembro 23, 2009
Projeto de lei para punir homofobia
O site do Senado lançou no dia 19, quinta-feira, uma enquete sobre o projeto de lei contra a homofobia. Mesmo que alguns hipócritas digam que não há preconceito no Brasil a enquete mostra bem o contrário. Em resposta a pergunta: "Você é a favor da aprovação do projeto de lei (PLC 122/2006) que pune a discriminação contra homossexuais?". O não está vencendo com 51, 87% dos votos. A diferença em relação ao sim, agora não está tão grande, pois esta resposta esta com 48,13%. No entanto, de acordo com email que recebi de uma amiga o não chegou a estar com 62% dos votos.
Como disse anteriormente isto só reafirma que no Brasil existe sim preconceito, não só de cor, classe social, mas contra homossexuais. Independente da tua opção sexual vai lá e vota a favor da aprovação do projeto de lei. Por que podemos até não concordar com a opinião ou as escolhas dos outros, mas temos que respeitá-las e defender o direito que cada um tem de viver sua vida da maneira que acredita ser a melhor.
Como disse anteriormente isto só reafirma que no Brasil existe sim preconceito, não só de cor, classe social, mas contra homossexuais. Independente da tua opção sexual vai lá e vota a favor da aprovação do projeto de lei. Por que podemos até não concordar com a opinião ou as escolhas dos outros, mas temos que respeitá-las e defender o direito que cada um tem de viver sua vida da maneira que acredita ser a melhor.
sexta-feira, novembro 20, 2009
Manter a censura ao Estadão
Não sei nem que nome da a este pedido feito pelo senhor Fernando Sarney. Onde esta a liberdade de imprensa? Como diria Cazuza "Brasil mostra tua cara".
quinta-feira, novembro 19, 2009
Valores trocados
Terça -feira de noitinha uma senhora ligou para minha casa com o intuito de falar sobre a Bíblia. Pediu-me uns minutos e disse: Te direi três perguntas, tu escolhe a que queres que eu responda. Escolhi a que questionava se um dia as guerras e a fome teriam um fim. Antes de começar a me responder ela quis saber o que eu pensava a respeito e eu disse:
Parece contraditório mas quanto mais a humanidade evolui em tecnologias e conhecimento, mais ela se distancia da própria humanidade, torna-se duro, insensível a dor do outro. Pela lógica, e como estamos "evoluindo", deveríamos estar mais evoluídos espiritualmente, deveríamos combater a fome, criar meios para que a ganância e a corrupção acabassem e que as guerras e a fome fossem exterminadas.
Ela me replicou dizendo que a Bíblia garante que tanto a miséria como as guerras acabarão. E que devemos nos manter esperançosos.
Em parte eu concordei com ela, precisamos ter esperança. Mas somos diretamente responsáveis pelas coisas que ocorrem no mundo. Não podemos tirar a responsabilidade das nossas costas, temos que admitir que somos sim culpados, conscientes ou não, por fazer descaradamente algo ruim ou por nos omitirmos quando deveríamos falar. Mas somos parte, temos que mudar para que as coisas mudem. Do contrário será fácil esperar que Deus, ou Geová, ou o Universo, ou Oxalá faça tudo, mesmo que não mereçamos.
Em outros tempos acharia aquele telefonema chato, sem sentido. No entanto, gostei da palavra dela, apesar de não concordar com tudo o que ela disse. O mais importante foi que me fez refletir.
Parece contraditório mas quanto mais a humanidade evolui em tecnologias e conhecimento, mais ela se distancia da própria humanidade, torna-se duro, insensível a dor do outro. Pela lógica, e como estamos "evoluindo", deveríamos estar mais evoluídos espiritualmente, deveríamos combater a fome, criar meios para que a ganância e a corrupção acabassem e que as guerras e a fome fossem exterminadas.
Ela me replicou dizendo que a Bíblia garante que tanto a miséria como as guerras acabarão. E que devemos nos manter esperançosos.
Em parte eu concordei com ela, precisamos ter esperança. Mas somos diretamente responsáveis pelas coisas que ocorrem no mundo. Não podemos tirar a responsabilidade das nossas costas, temos que admitir que somos sim culpados, conscientes ou não, por fazer descaradamente algo ruim ou por nos omitirmos quando deveríamos falar. Mas somos parte, temos que mudar para que as coisas mudem. Do contrário será fácil esperar que Deus, ou Geová, ou o Universo, ou Oxalá faça tudo, mesmo que não mereçamos.
Em outros tempos acharia aquele telefonema chato, sem sentido. No entanto, gostei da palavra dela, apesar de não concordar com tudo o que ela disse. O mais importante foi que me fez refletir.
Arquivos encontrados
Uma descoberta interessante e importante para o país. Como uma pessoa interessada na história do Brasil não entendo como as pessoas podem colocar documentos e fotografias no lixo ou queimá-las. Estes papéis, este "lixo" conta importantes fatos da história de uma família e da própria comunidade. Leia.
quinta-feira, novembro 12, 2009
Nem Nelson Rodrigues causou tanta polêmica com vestido de noiva
Eu fico pensando o quanto um vestido rende assunto. O pior é que nem o Nelson Rodrigues com a peça "Vestido de Noiva" acho que causou tanta polêmica e discussão. É claro que a peça rende muito assunto e é de outro nível. Já o vestido da universitária Geisy Arruda...
Não queria falar sobre o assunto, porque muita gente tá falando, mas... Uma coisa que digo sem vergonha alguma, não acho o vestido que ela usava apropriado para a faculdade. Infelizmente existe sim roupa adequada para o trabalho, roupa para ir ao colégio e roupa para a balada. A desculpa dela é covincente "ia para uma festa depois da aula", no entanto, ela poderia ter usado uma outra saia sobre o vestido e tirar na hora da festa. Evitaria muita dor de cabeça.
Outra coisa que acho absurda é a reação dos colegas de universidade. Aquilo foi absurdo, para dizer o mínimo. E não se pode dizer que é coisa de homem, porque ela foi para a faculdade de ônibus, deve ter ouvido alguma piadinha, mas nada que possa ser comparado com aquilo tudo. E o que coroa o fato, a expulsão da universidade. Machismo puro! A faculdade voltou atrás, mas não anula o ato machista que aconteceu. A expulsão de Geisy é como aquela pergunta cretina que se faz quando uma mulher é estuprada: "com que roupa tu estavas?". Não importa a roupa, o que faltou foi respeito.
As mulheres deveriam ter se revoltado. Eu não acho adequado aquele o vestido para uma aula ou trabalho, mas acho ainda pior, constrangedor e absurda a atitude dos guris que promoveram o tumulto. Caso a universidade tivesse mantido a expulsão seria como punir uma vítima de estupro por ter sido estuprada. Apesar de todas as conquistas das mulheres o machismo ainda está latente no nosso país.
Não queria falar sobre o assunto, porque muita gente tá falando, mas... Uma coisa que digo sem vergonha alguma, não acho o vestido que ela usava apropriado para a faculdade. Infelizmente existe sim roupa adequada para o trabalho, roupa para ir ao colégio e roupa para a balada. A desculpa dela é covincente "ia para uma festa depois da aula", no entanto, ela poderia ter usado uma outra saia sobre o vestido e tirar na hora da festa. Evitaria muita dor de cabeça.
Outra coisa que acho absurda é a reação dos colegas de universidade. Aquilo foi absurdo, para dizer o mínimo. E não se pode dizer que é coisa de homem, porque ela foi para a faculdade de ônibus, deve ter ouvido alguma piadinha, mas nada que possa ser comparado com aquilo tudo. E o que coroa o fato, a expulsão da universidade. Machismo puro! A faculdade voltou atrás, mas não anula o ato machista que aconteceu. A expulsão de Geisy é como aquela pergunta cretina que se faz quando uma mulher é estuprada: "com que roupa tu estavas?". Não importa a roupa, o que faltou foi respeito.
As mulheres deveriam ter se revoltado. Eu não acho adequado aquele o vestido para uma aula ou trabalho, mas acho ainda pior, constrangedor e absurda a atitude dos guris que promoveram o tumulto. Caso a universidade tivesse mantido a expulsão seria como punir uma vítima de estupro por ter sido estuprada. Apesar de todas as conquistas das mulheres o machismo ainda está latente no nosso país.
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