quarta-feira, abril 08, 2009

Tenho me atrasado, mas é sem intenção

Algumas datas pra mim são importantes, aniversários, o feriado de páscoa, muito mais do que natal, 23 de abril dia do meu protetor São Jorge entre outros. Embora tenha havido uma mudança no calendário do dia do jornalista, pra mim continua sendo no dia 07 de abril, no caso ontem. Eu não esqueci, pelo contrário, apenas considerei que os posts que publiquei ontem eram mais importantes do que o simples, parabéns colegas.
Por outro lado, a nossa categoria está passando por muitas mudanças nas últimas semanas, entre elas a famosa lei de imprensa que está pra ser votada e a questão do diploma para exercer o jornalismo. São coisas a serem lembradas neste dia. Lembradas, pensadas e definidas. Não podemos deixar que os outros simplesmente decidam sem que façamos algo. Pois se for assim só nos restará dar a notícia de que não somos mais uma categoria e que as lutas de outrora para o reconhecimento da profissão e os benefícios foram em vão.

terça-feira, abril 07, 2009

Em tempo...

Ao contrário do que possa parecer, não sou muito dada a homenagens póstumas, acho que quem vale a pena ser homenageado tem que sê-lo em vida. Mas como eu não conheço muita gente que admiro pessoalmente presto algumas homenagens aqui neste blog. Este espaço é para homenagear Marcio Moreira Alves, jornalista e ex-deputado, ele foi um dos ícones na luta contra a ditadura militar no Brasil. Marcio faleceu na sexta-feira de falência multipla dos órgãos.
Minha homenagem para o jornalista e ex-deputado Marcio Moreira Alves é como eram feitos os protestos naquela época, o hino que siginifica muito pra mim, que sempre me arrepio ao ouvi-lo.
Hino Nacional Brasileiro para um brasileiro que lutou pelo Brasil
Parte I

Ouviram do Ipiranga as margens plácidas
De um povo heróico o brado retumbante,
E o sol da liberdade, em raios fúlgidos,
Brilhou no céu da pátria nesse instante.
Se o penhor dessa igualdade
Conseguimos conquistar com braço forte,
Em teu seio, ó liberdade,
Desafia o nosso peito a própria morte!
Ó Pátria amada,
Idolatrada,
Salve! Salve!
Brasil, um sonho intenso, um raio vívido
De amor e de esperança à terra desce,
Se em teu formoso céu, risonho e límpido,
A imagem do Cruzeiro resplandece.
Gigante pela própria natureza,
És belo, és forte, impávido colosso,
E o teu futuro espelha essa grandeza.
Terra adorada,
Entre outras mil,
És tu, Brasil,
Ó Pátria amada!
Dos filhos deste solo és mãe gentil,
Pátria amada,
Brasil!

Parte II

Deitado eternamente em berço esplêndido,
Ao som do mar e à luz do céu profundo,
Fulguras, ó Brasil, florão da América,
Iluminado ao sol do Novo Mundo!
Do que a terra, mais garrida,
Teus risonhos, lindos campos têm mais flores;
"Nossos bosques têm mais vida",
"Nossa vida" no teu seio "mais amores."
Ó Pátria amada,
Idolatrada,
Salve! Salve!
Brasil, de amor eterno seja símbolo
O lábaro que ostentas estrelado,
E diga o verde-louro dessa flâmula
- "Paz no futuro e glória no passado."

Mas, se ergues da justiça a clava forte,
Verás que um filho teu não foge à luta,
Nem teme, quem te adora, a própria morte.
Terra adorada,
Entre outras mil,
És tu, Brasil,
Ó Pátria amada!
Dos filhos deste solo és mãe gentil,
Pátria amada,
Brasil!

Letra: Joaquim Osório Duque Estrada
Música: Francisco Manuel da Silva

Foi o Dr. Delegado Que Disse

(Bezerra da Silva - Composição: Indisponível)

Foi seu doutor delegado que disse
Ele disse assim, está piorando
Até filho de bacana, hoje em dia está roubando

E na semana passada quase perdi a patente
Só porque grampeei um rapaz boa pinta
Em Copacabana botando pra frente
Deu um flagrante perfeito mais o meu direito foi ao léu
O esperto além de ter a costa quente
Ainda era filho de um coronel

E o comissário do dia disse assim já é demais
Vou sair na capitura desse tal de satanás
O meu livro de ocorrência
A cada dia está aumentando
Eu também prendi um pastor com a Bíblia na mão
Em um supermercado roubando

segunda-feira, abril 06, 2009

Respeito é tudo!

Recebi por email este texto, que me foi enviado por um amigo. Ele disse que leu e lembrou de mim e das conversas que tínhamos. Coloco as palavras dele: "Lembrei das coisas que me dizias quando levantava meu nariz.". Ao contrário do que possa parecer ele é uma pessoa educada, querida por todos, humilde e bastante carismático.
No entanto, o que fica é a lição e como disse em resposta ao email do meu amigo, mesmo tendo aprendido sem viver na pele, vez por outra devemos lembrar que aquele que dorme no chão é igual a nós, assim como aquele que recolhe restos no lixo, como o que pede nas ruas, ou aquele que limpa a sujeira que fazemos. Não custa lembrar, o que não devemos esquecer nunca. Respeito é tudo!




TESE DE MESTRADO NA USP por um PSICÓLOGO

O HOMEM TORNA-SE TUDO OU NADA, CONFORME A EDUCAÇÃO QUE RECEBE'

'Fingi ser gari por 8 anos e vivi como um ser invisível'. Psicólogo varreu as ruas da USP para concluir sua tese de mestrado da 'invisibilidade pública'. Ele comprovou que, em geral, as pessoas enxergam apenas a função social do outro. Quem não está bem posicionado sob esse critério, vira mera sombra social. Plínio Delphino, Diário de São Paulo.
O psicólogo social Fernando Braga da Costa vestiu uniforme e trabalhou oito anos como gari, varrendo ruas da Universidade de São Paulo. Ali, constatou que, ao olhar da maioria, os trabalhadores braçais são 'seres invisíveis, sem nome'. Em sua tese de mestrado, pela USP, conseguiu comprovar a existência da 'invisibilidade pública', ou seja, uma percepção humana totalmente prejudicada e condicionada à divisão social do trabalho, onde enxerga-se somente a função e não a pessoa. Braga trabalhava apenas meio período como gari, não recebia o salário de R$ 400 como os colegas de vassoura, mas garante que teve a maior lição de sua vida: 'Descobri que um simples bom dia, que nunca recebi como gari, pode significar um sopro de vida, um sinal da própria existência', explica o pesquisador. O psicólogo sentiu na pele o que é ser tratado como um objeto e não como um ser humano. 'Professores que me abraçavam nos corredores da USP passavam por mim, não me reconheciam por causa do uniforme. Às vezes, esbarravam no meu ombro e, sem ao menos pedir desculpas, seguiam me gnorando, como se tivessem encostado-se a um poste, ou em um orelhão', diz. Apesar do castigo do sol forte, do trabalho pesado e das humilhações diárias, segundo o psicólogo, são acolhedores com quem os enxerga. E encontram no silêncio a defesa contra quem os ignora.

Diário - Como é que você teve essa idéia?

Fernando Braga da Costa - Meu orientador desde a graduação, o professor José Moura Gonçalves Filho, sugeriu aos alunos, como uma das provas de avaliação, que a gente se engajasse numa tarefa proletária. Uma forma de atividade profissional que não exigisse qualificação técnica nem acadêmica. Então, basicamente, profissões das classes pobres.

Diário - Com que objetivo?
Fernando Braga da Costa - A função do meu mestrado era compreender e analisar a condição de trabalho deles (os garis), e a maneira como eles estão inseridos na cena pública. Ou seja, estudar a condição moral e psicológica a qual eles estão sujeitos dentro da sociedade. Outro nível de investigação, que vai ser priorizado agora no doutorado, é analisar e verificar as barreiras e as aberturas que se operam no encontro do psicólogo social com os garis.


Diário - Que barreiras são essas, que aberturas são essas, e como se dá a

aproximação?

Fernando Braga da Costa - Quando você começou a trabalhar, os garis notaram que se tratava de um estudante fazendo pesquisa? Eu vesti um uniforme que era todo vermelho, boné, camisa e tal. Chegando lá eu tinha a expectativa de me apresentar como novo funcionário, recém-contratado pela USP pra varrer rua com eles. Mas os garis sacaram logo, entretanto nada me disseram. Existe uma coisa típica dos garis: são pessoas vindas do Nordeste, negros ou mulatos em geral. Eu sou branquelo, mas isso talvez não seja o diferencial, porque muitos garis ali são brancos também. Você
tem uma série de fatores que são ainda mais determinantes, como a maneira de falarmos, o modo de a gente olhar ou de posicionar o nosso corpo, a maneira como gesticulamos.. Os garis conseguem definir essa diferenças com algumas frases que são simplesmente formidáveis.


Diário - Dê um exemplo.

Fernando Braga da Costa - Nós estávamos varrendo e, em determinado momento, comecei a papear com um dos garis. De repente, ele viu um sujeito de 35 ou 40 anos de idade, subindo a rua a pé, muito bem arrumado com uma pastinha de couro na mão. O sujeito passou pela gente e não nos cumprimentou, o que é comum nessas situações. O gari, sem se referir claramente ao homem que acabara de passar, virou-se pra mim e começou a falar: 'É Fernando, quando o sujeito vem andando você logo sabe se o cabra é do dinheiro ou não. Porque peão anda macio, quase não faz barulho. Já o pessoal da outra classe você só ouve o toc-toc dos passos. E quando a gente está esperando o trem logo percebe também: o peão fica todo encolhidinho olhando pra baixo. Eles não. Ficam com olhar só por cima de toda a peãozada, segurando a pastinha na mão'.

Diário - Quanto tempo depois eles falaram sobre essa percepção de que você era diferente?

Fernando Braga da Costa - Isso não precisou nem ser comentado, porque os fatos no primeiro dia de trabalho já deixaram muito claro que eles sabiam que eu não era um gari. Fui tratado de uma forma completamente diferente Os garis são carregados na caçamba da caminhonete junto com as ferramentas. É como se eles fossem ferramentas também. Eles não deixaram eu viajar na caçamba, quiseram que eu fosse na cabine. Tive de insistir muito para poder viajar com eles na caçamba. Chegando no lugar de trabalho, continuaram me tratando diferente. As vassouras eram todas muito velhas. A única vassoura nova já estava reservada para mim. Não me deixaram usar a pá e a enxada, porque era um serviço mais pesado. Eles fizeram questão de que eu trabalhasse só com a vassoura e, mesmo assim, num lugar mais limpinho, e isso tudo foi dando a dimensão de que os garis sabiam que eu não tinha a mesma origem socioeconômica deles.


Diário - Quer dizer que eles se diminuíram com a sua presença?
Fernando Braga da Costa - Não foi uma questão de se menosprezar, mas sim de me proteger.

Diário - Eles testaram você?
Fernando Braga da Costa - No primeiro dia de trabalho paramos pro café. Eles colocaram uma garrafa térmica sobre uma plataforma de concreto. Só que não tinha caneca. Havia um clima estranho no ar, eu era um sujeito vindo de outra classe, varrendo rua com eles. Os garis mal conversavam comigo, alguns se aproximavam para ensinar o serviço. Um deles foi até o latão de lixo pegou duas latinhas de refrigerante cortou as latinhas pela metade e serviu o café ali, na latinha suja e grudenta. E como a gente estava num grupo grande, esperei que eles se servissem primeiro. Eu nunca apreciei o sabor do café. Mas, intuitivamente, senti que deveria tomá-lo, e claro, não livre de sensações ruins. Afinal, o cara tirou as latinhas de
refrigerante de dentro de uma lixeira, que tem sujeira, tem formiga, tem barata, tem de tudo. No momento em que empunhei a caneca improvisada, parece que todo mundo parou para assistir à cena, como se perguntasse: 'E aí, o jovem rico vai se sujeitar a beber nessa caneca?' E eu bebi. Imediatamente a ansiedade parece que evaporou. Eles passaram a conversar comigo, a contar piada, brincar.


Diário - O que você sentiu na pele, trabalhando como gari?

Fernando Braga da Costa - Uma vez, um dos garis me convidou pra almoçar no bandejão central. Aí eu entrei no Instituto de Psicologia para pegar dinheiro, passei pelo andar térreo, subi escada, passei pelo segundo andar, passei na biblioteca, desci a escada, passei em frente ao centro acadêmico, passei em frente a lanchonete, tinha muita gente conhecida. Eu fiz todo esse trajeto e ninguém em absoluto me viu. Eu tive uma sensação muito ruim. O meu corpo tremia como se eu não o dominasse, uma angustia, e a tampa da cabeça era como se ardesse, como se eu tivesse sido sugado. Fui almoçar, não senti o gosto da comida e voltei para o trabalho atordoado.

Diário - E depois de oito anos trabalhando como gari? Isso mudou?

Fernando Braga da Costa - Fui me habituando a isso, assim como eles vão se abituando também a situações pouco saudáveis. Então, quando eu via um professor se aproximando - professor meu - até parava de varrer, porque ele ia passar por mim, podia trocar uma idéia, mas o pessoal passava como se tivesse passando por um poste, uma árvore, um orelhão.

Diário - E quando você volta para casa, para seu mundo real?

Fernando Braga da Costa - Eu choro. É muito triste, porque, a partir do instante em que você está inserido nessa condição psicossocial, não se esquece jamais. Acredito que essa experiência me deixou curado da minha doença burguesa. Esses homens hoje são meus amigos. Conheço a família deles, freqüento a casa deles nas periferias. Mudei. Nunca deixo de cumprimentar um trabalhador. Faço questão de o trabalhador saber que eu sei que ele existe. Eles são tratados pior do que um animal doméstico, que sempre é chamado pelo nome. São tratados como se fossem uma 'COISA'.


*Ser IGNORADO é uma das piores sensações que existem na vida! Respeito: passe adiante!

sexta-feira, abril 03, 2009

Mais uma vez

A votação da revogação da Lei de Imprensa no STF foi adiada mais uma vez. Conforme disse em post anterior, precisamos ficar atentos. A lei é antiga, é arbitrária, é desatualizada? Sim, ela é fruto de um momento histórico de restrições, de censura. Por outro lado, assim como defende a Fenaj, é necessária a existência de uma legislação que regulamente a atuação do jornalismo. Não pelo simples fato de que alguns defendem a obrigatoriedade do diploma e outros não, mas para conter abusos.
O jornlaismo é uma profissão regulamentada por lei, e pela própria lei é feita a exigência do diploma. Não é uma questão de medo de quem atua sem diploma, tampouco é desmerecer o trabalho de bons profissionais, sérios e éticos que aprenderam na prática o jornalismo. Mas é pela defesa da profissão que em alguns lugares muitas vezes é prostituída. Sim, em vários lugares o patrão paga o quanto quer e muitos "profissionais" não tão capacitados acabam se rendendo a chantagem e aceitam submeter-se a condições ruins de trabalho e a salários inferiores ao mínimo.
Claro que irão rebater meus argumentos, no entanto eu vi isto acontecer, eu presenciei. O mercado do jornalismo é escasso, é restrito e tem muitos problemas sim, não podemos dizer o contrário. Cabe a nós profissionai defendermos nossa profissão, lutar por ela, valorizá-la.
toda a profissão regulamentada tem exigência de diploma para que a função seja exercida. É assim na medicina, na contabilidade, na economia, na engenharia, na arquitetura, enfim... ninguém vai contratar um engenheiro que não passou pelos bancos acadêmicos. Porque podem existir sim bons engenheiros vendendo cachorro quente e outros canalhas como Sérgio Naya, que utilizava material irregular e impróprio, mas na construção da tua casa, com certeza vais querer o melhor profissional. Assim como médico, dentista ou farmacêutico. Ninguém entrega a contabilidade da sua empresa, por menor que ela seja, a alguém que não seja pelo menos técnico em contabilidade. A contabilidade não só tem sindicato, como também tem conselho, que fiscalizam a atuação dos profissionais e os pune em caso de trabalhos irregulares e antiéticos.
Porque é que no jornalismo não pode existir? O conselho não restringe a ação dos profissionais, não impede que trabalhem, como alguns defendem. Mas pune, multa. E no jornalismo algumas vezes precisamos disso, porque a lei prevê liberdade de expressão e exercício do jornalismo e tem como crime a calúnia e difamação. Não podemos fechar os olhos e fazer de conta que no nosso meio não ocorra isso. E mais, assim como um mau contador pode fazer uma empresa falir, um mau jornalista pode acabar com a vida de uma pessoa. Uma informação mentirosa, não apurada pode provocar estragos irreparáveis e para isso temos um exemplo que não canso de lembrar "A escola base".
Temos que defender a profissão, querer o melhor. Não que as escolas de comunicação não estejam defasadas, não que o diploma vá fazer de um medíocre um profissional excelente. O que importa realmente é que a categoria tenha garantias e que não perca as poucas que já tem.

PS.: Algumas boas informações podem ser acessadas no Comunique-se, assim como bons debates são feitos por lá. Participem. Neste link, tem uma matéria sobre o adiamento da votação da lei de imprensa.

quinta-feira, abril 02, 2009

A questão do dia dos bobos foi...

Ontem não deu tempo de colocar muitas coisas mais no post sobre o dia dos bobos. O que me fez escrever aquele post, foi a questão da votação da lei de imprensa e da obrigatoriedade do diploma para exercer o jornalismo.
Já falei sobre a discussão de ser ou não ser jornalista com diploma. Alguns amigos meus defendem que para ser um bom jornalista não precisa ter o canudo, porque antes disso é necessário feeling, conhecimentos gerais de cultura, política, sociologia, enfim, mil conhecimentos. Claro que saber escrever é importante, assim como é imprescíndivel uma boa imagem para a tevê e uma dicção impecável para o rádio.
Mas, por outro lado, como é feito a avaliação de um jornalista que não freqüentou a faculdade? Temos que pensar nisso.

quarta-feira, abril 01, 2009

1º Abril - dia dos bobos

Hoje é primeiro de abril, gosto da história que instituiu o dia, aquela coisa de mudar a data do início do ano e tals. A brincadeira de contar mentiras, fazer brincadeiras também é legal. No entanto, tem coisas que acontecem no dia 1º de abril que não tem a menor graça, como o golpe militar, que passou a presidência da República das mãos de um presidente eleito pelo povo para as mãos dos milicos.
Eu sei, mas não consigo esquecer que este tempo em que o Brasil ficou nas mãos dos militares aconteceram muitas coisas ruins. Por isso não podemos deixar de refletir sobre o passado.

segunda-feira, março 30, 2009

Briga de marido e mulher

Tem aquele ditado que diz que: "em briga de marido e mulher, não se mete a colher". É verdade que em alguns casos meter a colher significa sair com a colher quebrada. É o que ocorria no namoro do Dado Dolabella e da Luana Piovani. Gênios difíceis, muito ciúme, várias brigas. As revistas de fofoca estavam sempre estampando alguma manchete relacionada a eles. Até acontecer o fato mais grave e ela apresentar uma queixa contra o bonitinho. Ele passou algumas horas preso por descumprir uma ordem judicial e assim a coisa vai. Não que eu ache que ele está certo, na verdade não sei se ele está certo ou não, nem o conheço, nem sua vida, nem carreira. O que sei é que, pelas notícias da mídia, a Luana é bem complicada. E até agressiva, pois bateu num fotógrafo. Sabe-se de vários barracos envolvendo a atriz. Assim como muitas histórias envolvendo o Dado e seu lado rebelde.
Como avaliar uma situação onde ambos são impulsivos e pasionais? Parada dura para o juiz ou juíza que for julgar o caso. Teremos que usar de bom senso para não cometer nenhuma injustiça

sexta-feira, março 27, 2009

Fuel Psy Thematic


Neste final de semana está programada uma divulgação do que deve rolar na Fuel Psy Thematic. Agende-se a ação ocorrerá na Dom Joaquim, pós 14h. Para a galera que quer garantir seu ingresso para Fuel Psy Thematic uma boa notícia, os ingressos já estão à venda no Posto Modelo da Bento Gonçalves. O melhor é que os convites antecipados estão custando apenas R$ 12,00.
A Fuel Psy Thematic acontece no dia 25 de abril, pós 22h59min, no Centro de Eventos de Pelotas. Serão cinco DJ´s para animar a galera até o sol raiar.
No domingo a animação continua com mini campeonato de som, que está com as inscrições abertas no site www.mircamp.com.br. A disputa será dividida em quatro categorias, trio, spl, rebaixados e tunning. Além do site as inscrições também podem ser feitas na Mega Som Pelotas. O valor das incrições é de R$ 25,00 por categoria.

quinta-feira, março 26, 2009

"Onda de violência registra 18ª vítima fatal deste ano"

A manchete do jornal Diário Popular de hoje traz um dado perturbador para os pelotenses que julgavam viver numa pacata cidade. Para mim própria que vive algum tempo fora Pelotas reunia duas coisas de que gostava, é uma cidade de médio porte, sem muito histórico de violência e com atrativos culturais. Mas tanto as atrações culturais quanto a o baixo índice de violência estão deixando de ser pontos positivos.
De acordo com a matéria do jornal, no ano passado foram 25 homicídios. Já em 2009 ocorrem 18, e o mais alarmante é que só nesta semana, que ainda não acabou, foram um por dia, desde segunda. Outra informação que causa choque a quem lê as informações dos jornais é a pouca idade dos envolvidos nos crimes, sejam as vítimas ou os homicidas. Nas declarações da polícia civil e da brigada militar o motivo do aumento dos crimes desta natureza é o consumo de drogas.
Há alguns anos, numa aula de ética na faculdade de jornalismo, um professor indagou: "_ qual será o motivo da terceira guerra mundial?". Ninguém arriscou dizer nada, embora cada um tivesse pra si uma ideia qualquer do motivo. E ele respondeu desesperado com um tom dramático "_ As droogas geente! As drogas!"
Durante algum tempo aquela resposta foi uma espécie de deboche entre os alunos, não pela resposta, pois sabíamos da verdade incutida nela, mas pelo tom que o professor deu às palavras.
Hoje posso entender o desespero dele, talvez não tenha sido como quando fomos a casa dele para interceder por um colega, mas sua angústia era real, não uma representação. Tempos depois, trabalhando no serviço de redução de danos da Secretaria de Saúde de Pelotas pude ver com meus próprios olhos a invasão de uma droga que veio como uma avalanche. Tal qual um desmoronamento as pedras de crack tomaram conta da cidade e seus usuários são cada dia mais jovens, suas reações são muito mais violentas, seus estrago muito maior. Em pouco tempo o usuário recreativo ou experimental torna-se um dependente. E, embora existam programas que tentam auxiliar o viciado, não há estrutura nem para tratamento, nem para recuperação.
As palavras chaves continuam sendo prevenção e educação. A droga também é um problema social, traficantes tem que ser tratados com o rigor da lei e o dependente precisa de estruturas adequadas para seu tratamento. Existem exemplos que podem ser seguidos, estes exigem paciência, persistência e interesse.
Além disso uma outra coisa que já está mais que batida também é importante o diálogo em família. Parece piegas e ultrapassado, mas é uma prova de que a comunicação entre pais e filhos faz toda a diferença. Observe a sua volta e tire suas conclusões.

quarta-feira, março 25, 2009

Não devia ser assim

Não deveria, mas é exatamente assim que acontece. Olhamos os corpos jogados no chão e enxergamos apenas o empecilho de passar pela calçada, notamos apenas o mau-cheiro incômodo, ouvimos apenas o barulho que nos desperta à noite.
Nunca paramos para dar atenção, porque não enxergamos as pessoas, não sentimos tristeza pela situação deles, não ouvimos o pedido de socorro abafado em seus peitos cobertos com papelão.
Muitos de nós pensamos que não temos nada a ver com isso, não é problema nosso, ou eu pago meus impostos a prefeitura que faça algo e os leve para longe dos meus olhos, afinal, como diz o ditado, "o que os olhos não veêm, o coração não sente". E porque vendo-os todos os dias, ouvindo-os à noite talvez eu acabe me conscientizando de que ali, bem ali na calçada tem gente. Gentes que, ao contrário do que pensamos, não estão ali porque querem. Sim, todos temos oportunidades, capacidade e possibilidades. Quem sabe alguns podem até estar na rua porque querem, o que não anula a possibilidade de existir um motivo forte que os levou a esta escolha.
Além disso, eles estão ali para aprender e para nos ensinar também. Ensinar, principalmente, que não somos ilhas, que por mais difícil que seja nossa vida, nossos problemas não podemos perder a capacidade de nos indignar com certas situações e de nos colocar no lugar do outro. Não podemos nos desumanizar. Afastá-los não resolverá o problema, será apenas uma trégua a nossa consciência.
Quando eles não estiverem mais ali não vamos sequer nos dar conta de que agora conseguimos passar pela calçada e que perdemos mais um pouco aquele sentimento que nos faz gente.

segunda-feira, março 23, 2009

Algumas perguntas não deveriam ser feitas

Há muito tempo não assisto ao Fantástico. Não gostei do formato revista eletrônica, as matérias são superficiais, os recortes sempre os mesmos. Enfim, definitivamente não gosto. Pra falar a verdade o único telejornal da Globo que assisto é o jornal hoje e cá pra nós acho que é só por causa dos apresentadores mesmo. Mas ontem, chegando de fora, a televisão foi ligada pelo meu pai e já estava no canal 4. E logo anunciaram a entrevista que a Patricia Poeta fez com a mãe da menina Isabella.
O problema de tudo não é tu entrevistares a uma mãe que perdeu a filha há um ano, mas as perguntas cretinas que se faz a ela. Querer saber se ela tem pretenção de ter mais filhos até que é perdoável. Agora perguntar qual a lembraça da filha que mais marcou e vai ficar pra sempre, isto é cretinisse demais. Principalmente pelo fato de a Patricia ter um filho, basta ela se colocar no lugar da Paula Oliveira para saber que tudo será lembrado, nada será, jamais, esquecido. A mulher perdeu um filho, não um bichinho de estimação ou uma boneca. Para uma mãe, é um pedaço dela que se foi.
Isso lá é pergunta que se faça?! É como perguntar para alguém que foi agredido, ou que teve um parente vítima de homicídio, o que ele está sentindo.
Tá faltando sensibilidade.

sexta-feira, março 20, 2009

O CORDEL DO PAPA E DO ESTUPRADOR

Recebi por email este cordel. As rimas são certeiras e demonstram em verso o que toda a população do Brasil discutiu em prosa. Miguezin da Princesa está de parabéns, é pena que realmente todos os abusos e absurdos realizados pela santa madre igreja na idade média e desde sua criação mandando e desmandando nas pessoas pareça que não mudará jamais.
Para completar o papa Bento XVI, assim como seu antecessor João Paulo II, é contra a utilização da camisinha como prevenção a Aids, que mata milhões de pessoas, principalmente em países miseráveis. Como já disse antes, a igreja deve considerar que é melhor que as pessoas morram de fome e de doença do que permitir mudanças nas suas mais rígidas regras de moral. É claro que existem exceções e alguns padres e freiras realizam trabalhos realmente sociais, como é o caso da irmã Doroti Stein, por exemplo. É por isso que creio que algumas mudanças beneficiariam a própria igreja, que mantém algumas sujeiras escondidas debaixo das batinas.
Ah! Sujiro que assistam ao filme Jenipapo. É uma história ótima, que mostra um padre, como um verdadeiro homem e não como um representante acima do bem e do mal. Também tem o filme sobre Dom Romero, que foi um mártir em El Salvador e foi assassinado por fazer denúncias das atrocidades vividas pelos salvadorenhos. Dom Romero morreu na capital em 1980.

O cordel do papa e do estuprador
(Por Miguezim da Princesa *)

I
Peço à musa do improviso
Que me dê inspiração,
Ciência e sabedoria,
Inteligência e razão,
Peço que Deus que me proteja
Para falar de uma igreja
Que comete aberração.

II
Pelas fogueiras que arderam
No tempo da Inquisição,
Pelas mulheres queimadas
Sem apelo ou compaixão,
Pensava que o Vaticano
Tinha mudado de plano,
Abolido a excomunhão.

III
Mas o bispo Dom José,
Um homem conservador,
Tratou com impiedade
A vítima de um estuprador,
Massacrada e abusada,
Sofrida e violentada,
Sem futuro e sem amor.

IV
Depois que houve o estupro,
A menina engravidou.
Ela só tem nove anos,
A Justiça autorizou
Que a criança abortasse
Antes que a vida brotasse
Um fruto do desamor.

V
O aborto, já previsto
Na nossa legislação,
Teve o apoio declarado
Do ministro Temporão,
Que é médico bom e zeloso,
E mostrou ser corajoso
Ao enfrentar a questão.

VI
Além de excomungar
O ministro Temporão,
Dom José excomungou
Da menina, sem razão,
A mãe, a vó e a tia
E se brincar puniria
Até a quarta geração.

VII
É esquisito que a igreja,
Que tanto prega o perdão,
Resolva excomungar médicos
Que cumpriram sua missão
E num beco sem saída
Livraram uma pobre vida
Do fel da desilusão.

VIII
Mas o mundo está virado
E cheio de desatinos:
Missa virou presepada,
Tem dança até do pepino,
Padre que usa bermuda,
Deixando mulher buchuda
E bolindo com os meninos.

IX
Milhões morrendo de Aids:
É grande a devastação,
Mas a igreja acha bom
Furunfar sem proteção
E o padre prega na missa
Que camisinha na lingüiça
É uma coisa do Cão.

X
E esta quem me contou
Foi Lima do Camarão:
Dom José excomungou
A equipe de plantão,
A família da menina
E o ministro Temporão,
Mas para o estuprador,
Que por certo perdoou,
O arcebispo reservou
A vaga de sacristão.

(*) Poeta popular, Miguezim de Princesa, é paraibano radicado em Brasília.

Monstro Austríaco

Josef Fritzel manteve em cárcere privado desde os 18 anos de idade, fez nela sete filhos, criando alguns junto com a esposa e outros manteve junto com a filha num espaço subterrâneo. Além de cárcere privado e estupro ele foi acusado de assassinato, pois um dos seus filhos com a própria filha morreu. Caso não fosse considerado culpado por homicídio, provavelmente não chegaria a cumprir pena, pois como no Brasil (corrijam-me os advogados) no caso de ter mais de 60 anos a punição tem um abrandamento. Fritzel tem 71 anos e declarou-se culpado.
Ao final do julgamento ele foi, finalmente, condenado pela Justiça Alemã. É claro que isto é uma especulação, mas acredito que, caso ficasse livre, a população acabaria por fazer justiça com as próprias mãos. A prisão perpétua, para um homem com mais de 70 anos, talvez seja pouco castigo para todo o horror que causou.
O lado bom da história é saber que hoje, Elizabeth está vivendo protegida com os filhos e a mãe, longe dos olhares curiosos do resto do mundo. No entanto, a superação do trauma será bem difícil para todos.

quarta-feira, março 18, 2009

Estilista, apresentador e deputado polêmico

Morreu ontem em Brasília, aos 71 anos de idade o deputado Clodovil Hernandes. O estilista foi vítima de um Acidente Vascular Cerebral na madrugada de segunda-feira e seu estado de saúde foi dado como extremamente grave. Ele foi submetido a uma cirurgia, mas veio a morrer no Hospital Santa Lúcia, aonde estava internado.
Afora todas as polêmicas que Clodovil causou, vinda a responder muitos processos pelas coisas que dizia, considero que ele é um vencedor. Venceu um câncer, superou outro AVC, mas não pode ganhar do segundo.Também venceu preconceitos e adversidades de uma vida pobre.
Sua vontade de doar os órgãos foi concentida pela Justiça, já que não possui parentes próximos.

segunda-feira, março 16, 2009

Mais uma sobre a excomunhão

O vaticano manifestou-se em relação a excomunhão da equipe médica que realizou o aborto na menina de nove anos. Segundo a informação que li o Vaticano diz que não houve excomunhão e que o bispo precipitou-se. Talvez por não ser católica ache toda a história de excomunhão uma perda de tempo, primeiro porque efetivamente isso só afeta aquelas carolas que vão a todas as missas, tomam hóstia e carregam a igreja católica e o catolicismo como verdade absoluta.
Mas ao ler tantas manifestações em relação a isso me dei conta de que a Igreja Católica e seus bispos não deveriam ter sido consultados, pois não existe nenhum indício de que a sua maneira de agir vá mudar e a atitude da mãe da menina e dos médicos também não mudaria. Serve sim pra pensarmos nas bases em que fundamos nossa história, do que consideramos como verdade e como exemplos. O catolicismo, por exemplo, prega o perdão, mas não foi capaz de aceitar uma decisão que foi um bem feito a uma criança inocente, que já tem muito trauma para superar na sua pouca existência.
Concordo que o aborto seja um assassinato, e como já disse antes, discordo que ele seja utilizado como método de planejamento familiar, mas há casos em que é a melhor opção e o carma que fica, se já não foi perdoado pela dor porque passou esta criança, fica para a próxima encarnação.
O melhor a se pensar é que não há verdade absoluta, tampouco existe um dono dela. Vamos aproveitar o fato para refletir e rever conceitos, não da Igreja Católica, que com certeza não mudará, mas vamos rever os nossos próprios conceitos e pré-conceitos, para tentar não incorrer nos erros que tanto desgostamos.

sexta-feira, março 06, 2009

Falta o mandamento não estuprarás

O texto é grande, mas acho que todos irão gostar. Leiam e opinem. Beijão a todos.


Falta o mandamento não estuprarás

Sou contra o aborto como método de planejamento familiar e contraceptivo, principalmente pelo fato de existirem inúmeros métodos anticoncepcionais baratos e eficientes ao alcance da população. Para lembrar os mais conhecidos cito alguns dos mais conhecidos como: pílula anticoncepcional, com quase 100% de eficácia e é distribuída na rede do SUS, bastando para tal que a mulher faça uma consulta com ginecologista e cadastre-se no posto, passando assim a receber o medicamento. Também temos o preservativo masculino, mais conhecido como camisinha, que também é distribuída gratuitamente nos postos de saúde, também mediante um cadastro. Além disso, é comercializada em postos de gasolina, supermercados, farmácias e o custo é baixo para adquirir três preservativos. A versão feminina da camisinha tem um custo mais elevado, mas também está a disposição da população nos postos de saúde, em menor quantidade. Ainda entre os métodos tradicionais e mais conhecidos temos diafragma e Diu. Estes apresentam uma pequena dificuldade, pois para serem utilizados é necessário o auxílio de um ginecologista, o diafragma porque deve ser feito sob medida para a usuária e o Diu porque, sendo um dispositivo intra-uterino deve e só pode ser colocado por um médico. Em caso de falha de algum destes métodos ainda há o a pílula do dia seguinte vendida nas farmácias, ma deve ser utilizada com o conhecimento do seu gineco e com cuidado devido a grande concentração de hormônios.
É por existir esta vasta quantidade de métodos preventivos que não vejo necessidade de ser legalizado o aborto, simplesmente por ser legalizado. É uma intervenção violenta para o feto e para a gestante. Respeito a posição das mulheres que apóiam a descriminalização do aborto. Embora não concorde com a utilização deste método como forma de evitar filhos. No entanto, existem casos em que o aborto é a única solução possível, como é o caso de estupro e risco d vida para a mãe.
Vocês podem perceber que discordo completamente da Igreja Católica. Primeiro por concordar com planejamento familiar é uso de anticoncepcionais e depois por crer que o aborto deve existir de forma legal em caso de estupro e risco de vida. Não é só nestas questões que discordo da Santa madre igreja, existe uma infinidade de dogmas com os quais não concordo.
O mais chocante no fato da Igreja ser contra o aborto e os métodos contraceptivos é a maneira como conduz as questões, prestando um dês-serviço em relação a estas questões principalmente em países pobres. A posição irredutível tomada pela Igreja Católica no momento do aborto preventivo feito em uma menina de nove anos, NOVE ANOS, abusada sexualmente por seu padrasto e grávida de gêmeos, é revoltante. Primeiro, por excomungar toda a equipe que prestou atendimento a garota, incluindo a sua mãe é absurdo. Mas talvez seja insignificante diante da declaração e justificativa da não excomunhão do padrasto tarado e nojento apresentada pelo bispo. Segundo por defender que uma criança que sofreu uma violência absurda (que parece estar tomando conta do mundo) como esta tenha um filho, fruto desta bestialidade. Até seria possível respeitar a posição da Igreja se junto deste posicionamento contra o aborto ela apresentasse uma solução para a mãe que temia perder sua filha, como por exemplo, o que fazer ou como criar o filho de uma criança vítima de estupro dentro de casa? Ou melhor, como uma criança deve criar outra criança que lhe foi feita à força? Assim como também deveria dar toda a assistência médica e psiquiátrica para a garota e sua família, garantindo sua vida, que estava em risco por conta de uma gravidez tão prematura.
Enquanto a população inteira do país se revolta com o abuso praticado por um homem adulto contra sua enteada uma criança de nove anos, a Igreja Católica recrimina, excomunga e trata como criminosos a vítima e seus apoiadores. Perante a diocese todos são criminosos e estão impedidos, pela excomunhão, de receber os sacramentos e participar de missas. Já o verdadeiro criminoso, diante da sociedade, da lei e até da própria Igreja Católica não foi excomungado. Este fato deveria nos fazer pensar o quanto algumas questões religiosas forçam pessoas ingênuas e crentes a submeter-se a uma situação que mais tarde pode lhes causar mal.
O aborto é sim um trauma, um trauma decorrente de outro ainda maior, que é a violência sexual contra crianças. Agora imaginemos o trauma de uma garota que gera um bebê que lhe foi feito a força. Imaginemos como pode ser a vida e o futuro de uma guriazinha depois de parir dois filhos, que não queria, para os quais não estava preparada, que lhe foram feitos à força e com certeza com violência e ameaças? Pensem como uma mulher adulta se sentiria e agiria ao ter que criar um filho gerado num estupro? Agora maximize este trauma, esta dor. Numa situação como esta a Igreja Católica deveria confortar as vítimas, assim como todas as religiões e não tornar a agressão sofrida uma dividida, um motivo para se afastar da religião. É difícil crer em alguma coisa que num momento de dificuldade só tem como consolo “são os desígnios de Deus” ou “Deus quis assim e temos que aceitar”.
Entendo que para a Igreja Católica seja difícil mudar dogmas. E compreendo também que ela não saiba ao certo como se posicionar diante de um crime, pelo qual alguns dos seus sacerdotes também estão sendo acusados (padres pedófilos).
Por outro lado me solidarizo totalmente com as vítimas de estupro, sejam elas adultos ou crianças, que precisam se submeter ao aborto. Como disse o Bispo de Olinda, que excomungou a mãe e os médicos que fizeram o aborto da menina de nove anos, não matarás é um dos dez mandamentos, e a violação destes mandamentos é pecado. No entanto, matar para não morrer não pode ser considerado assassinato, tampouco desobediência aos mandamentos. Como cristã e seguidora das palavras de Jesus Cristo, creio que este caso seria visto com maior compreensão do que a dada pelo Papa, pelos bispos ou pelos padres católicos. Afinal de contas, foi Ele quem disse que “fora da caridade não há salvação”. Solidariedade a estas crianças que sofrem abuso não seria uma forma de caridade? Porque julgar antes de colocar-se no lugar?
Não estou condenando a religião, creio que ela seja boa, pois busca levar as pessoas a Deus. O que questiono e peço é compreensão, pois não pode ser possível que Deus, o nosso pai prefira ver seus filhos passando fome e morrendo das maneiras mais vis, a permitir que eles planejem suas famílias dentro de suas posses. Lembremos que compaixão é se colocar no lugar do outro é tentar sentir a dor do outro, por isso pense, “atire a primeira pedra aquele que não possui pecados”.

terça-feira, março 03, 2009

Reclamação do cidadão


Embora possa parecer que a população não tá nem aí pra administração pública, não é isso que realmente acontece. Protestos bem humorados são uma forma bem direta de mostrar que o cidadão está insatisfeito com a administração e os rumos que a cidade toma. a começar os constantes alagamentos e enchetes causados pelas chuvas que vem assolando a cidade.
O excesso de chuva tem sido um problema, mas a falta de educação das pessoas que jogam lixo em local inadequado também contribui, assim como a falta de limpeza de bueiros e bocas de lobo, de responsabilidade da prefeitura. No caso da Rua da foto, Pracinha Hortêncio Rosa, no bairro Areal, além do alagamento tem os buracos que ficaram acumulando água, juntando mosquito e causando uma série de transtornos para os moradores.

Depois da tempestade vem a sujeira



Como disse em um post anterior, depois da tempestade vem a sujeira. Esta foto é do final da rua General Argolo em Pelotas, é uma via que não tem saída e a passagem só é possível para carros até uma altura, depois só a pé, de bicicleta ou de moto. O famoso canalete da Argolo foi restaurado um tempo atrás, mas não é tão bem cuidado como deveria, os passantes jogam lixo nas ruas e dentro dele mesmo, o que vem ficar estocado na última quadra, no meio de uma pequena mata nativa localizada em ambos os lados da rua. A água que escoa do canalete deságua no canal do pepino, na Juscelino Kubsticheck. Neste pedaço de mata nativa o pessoal também costuma jogar o lixo das suas casas, garrafas pet e muitas sacolas plásticas, que em dias de vento voam pela cidade como pipas e nos dias de chuva ficam presas nas árvores e entopem canos.

Mais uma vez eu repito, falta educação e consciência ecológica das pessoas, não custa nada não jogar o lixo na rua e quem ganha somos nós, uma cidade mais limpa, mais bonita e menos enchentes.

segunda-feira, março 02, 2009

Ilhada


Na sexta-feira, após a chuva que durou quase toda a noite fiquei ilhada. A foto foi tirada às 8h30min da manhã e ainda chovia bastante. A água baixou depois de um dia inteiro e foi totalmente enxugada pelos canos de esgoto lá pelas 16h. Segundo alguns vizinhos que arriscaram sair de casa e colocar o pé na água, literalmente, na avenida Juscelino Kubsticheck de Oliveira, que passa em frente ao condomínio a enxurrada que tomou conta da rua estava na altura da cintura dos cidadãos, o canal do pepino transbordou e a enchente transtornou muitas pessoas. Depois de toda a chuvarada veio um belo sol e um calor daqueles.