Naturalmente que a piada do dia é o gerúndio, é aquele coitado que foi demitido pelo governador de Brasília, senhor José Roberto Arruda. É claro que além de demitir uma forma verbal (será?), enfim de uma forma de expressar-se verbalmente o dito cujo acabou criando uma grande jogada de marketing. Com toda certeza ele é adepto daquele ditado "fale de bem, fale de mal mas fale de mim". Talvez este decreto espalhafatoso seja o pontopé inicial para uma campanha ao senado, ou a deputado federal, ou vai se saber para que mais... Eu achei a história de proibir o gerundismo legal, pois é apenas uma forma embromeichion de dizer que não está fazendo uma coisa que já devia ter sido feita.
Segundo a Lilian Vite Fibe, no Programa do Jô de ontem, o Governador de São Paulo José Serra também tinha proibido o uso do gerundismo, mas não com decreto e toda a publicidade utilizada pelo Arruda.
Existem outras coisas que estão me incomodando e que não mudam lá em Brasília, entre elas a questão do senhor Renan Calheiros e suas CPIs e daquelas coisas todas que ficam em volta da situação toda. Que coisa bem irritante saber que todo mundo é contra este cara e ele continua lá.
Mas tem muitas outras cositas.
Este tal jeitinho está me dando nos nervos. Porque na verdade o funcionamento do serviço público é este, quem trabalha de forma honesta e eficiente é tratado quase que como um corpo estranho, aquele que invade o organismo e o sistema imunológico trata de expulsá-lo.
Para quem está no serviço público e já se acostumou com a pasmaceira quem chega de fora só quer demonstrar serviço porque é novo. Resultado, eles acreditam que ou a pessoa vai se acostumar com a burocracia e vai desistir de fazer tudo com eficiência ou... vai sair do serviço público e ir para um lugar onde sua competência seja apreciada. Mas também aqueles que entram no "esquema". E, graças a Deus, existe, em pouca proporção é verdade, mas existem aqueles que não se deixam vencer e continuam lutando.
Eu, particularmente continuo lutando, mesmo achando que ninguém lê este blog ou possa ter interesse no que eu penso.
Esta página é para quem acredita que um mundo melhor é possível e que o jornalismo deve ser livre, íntegro, revolucionário, questionador e formador de opiniões, ou pelo menos fazer com que a gente pense. Segundo Millôr Fernandes "a função do Jornalista é trabalhar para ser demitido". Eu já estou no 3 a zero. "Livre pensar é só pensar" Millôr Fernandes
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quinta-feira, outubro 04, 2007
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