Desde o início do ano tenho dado algum destaque a este fato que me preocupa muito e que vem ocorrendo cada dia com maior frequencia na minha cidade, que é o aumento da violência. Esta insegurança, vai além dos assaltos, furtos e roubos e esta se caracterizando pela presença constante na crônica policial de casos de homicídio. De forma geral, os casos vem aumentando devido a invasão das drogas em Pelotas, principalmente o crack.
O número de usuários cresce por ser uma droga relativamente barata. Sim, relativamente, pois uma pedra custa cinco pila, no entanto os usuários não utilizam apenas uma pedra, mas 20, 30, 40, 60 por dia, ou noite. Os relatos de quem vive nas ruas sob a tutela do crack é chocante e a violência que espalha-se pela cidade assusta a população, porque hoje ete tipo de problemas não ocorre num determinado bairro, e sim em toda a periferia e centro do município. A violência não é apenas característica dos bairros pobres, já historicamente conhecidos pela pobreza e falta de oportunidades. Ela também está passeando nas zonas nobres da cidade e na área central, onde concentra-se o comércio local.
As ações realizadas pela Defrec (Delegacia Especializada em Furtos, Roubos, Entorpecentes e Capturas) e a Brigada Militar têm resultado em várias prisões, desmanche de pontos de tráfico e apreensões de drogas. É uma política que coibe em parte o crime, no entanto, não ataca o real problema, que é o vício e o aumento de pessoas viciadas em drogas na cidade. Como já se sabe ao fechar uma boca de fumo logo em seguida abre-se outra e assim sucessivamente. Assim como sabemos também que o que mais mata é o tráfico e a guerra provocada por ele entre facções rivais, pelo não pagamento de dívidas e pelas "balas achadas" que saem dos revólveres nervosos de traficantes e polícia no momento dos confrontos. Precisamos pensar nesta criminalidade, não só porque poderemos ser os próximos, mas porque todos somos parte de uma sociedade.
Esta página é para quem acredita que um mundo melhor é possível e que o jornalismo deve ser livre, íntegro, revolucionário, questionador e formador de opiniões, ou pelo menos fazer com que a gente pense. Segundo Millôr Fernandes "a função do Jornalista é trabalhar para ser demitido". Eu já estou no 3 a zero. "Livre pensar é só pensar" Millôr Fernandes
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sexta-feira, setembro 18, 2009
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