Cor Brasil comemora 21 anos de estrada com gravação de DVD ao vivo
Os amantes do samba de primeira devem anotar na agenda a edição deste ano do Sambasul. Além dos vários shows também será realizada a gravação do DVD comemorativo aos 21 anos de carreira do grupo Cor Brasil. É uma oportunidade única de reviver os sucessos musicais que embalaram a galera nas festas de Pelotas e região. O pessoal poderá dançar ao som de Domingo tri legal e outros sucessos. Então não esqueça, dia 10 de maio, pós 21h, no Centro de Eventos o maior evento de samba da região.
Esta página é para quem acredita que um mundo melhor é possível e que o jornalismo deve ser livre, íntegro, revolucionário, questionador e formador de opiniões, ou pelo menos fazer com que a gente pense. Segundo Millôr Fernandes "a função do Jornalista é trabalhar para ser demitido". Eu já estou no 3 a zero. "Livre pensar é só pensar" Millôr Fernandes
quarta-feira, abril 30, 2008
segunda-feira, abril 28, 2008
Anúncio de dia das Crianças em 1975
Durante a minha pesquisa para o artigo da Especialização encontrei um anúncio de dia das crianças do Supermercado Real, uma rede de mercados que tínhamos aqui no sul.
A propaganda era de mais ou menos um quarto de página e tinha a fotografia do menino Carlinhos Ramirez, que foi seqüestrado de sua casa em Porto Alegre no dia 02/08/1973. O título do anúncio era o questionamento: "Onde está você, Carlinhos?".
O garoto nunca foi encontrado e ainda hoje podemos ver pixações pelas ruas da capital gaúcha fazendo a mesma pergunta.
O que me tocou a colocar este anúncio aqui foi o fato de, há 20 e poucos anos atrás, um fato como este ter mobilizado e chocado as pessoas por conta da violência contra as crianças.
Imaginem um anúncio nesta linha de questionamento hoje, quem seria a personagem?
Mas o mais intrigante é, como proteger nossas crianças do perigo quando os próprios pais são o perigo?
A propaganda era de mais ou menos um quarto de página e tinha a fotografia do menino Carlinhos Ramirez, que foi seqüestrado de sua casa em Porto Alegre no dia 02/08/1973. O título do anúncio era o questionamento: "Onde está você, Carlinhos?".
O garoto nunca foi encontrado e ainda hoje podemos ver pixações pelas ruas da capital gaúcha fazendo a mesma pergunta.
O que me tocou a colocar este anúncio aqui foi o fato de, há 20 e poucos anos atrás, um fato como este ter mobilizado e chocado as pessoas por conta da violência contra as crianças.
Imaginem um anúncio nesta linha de questionamento hoje, quem seria a personagem?
Mas o mais intrigante é, como proteger nossas crianças do perigo quando os próprios pais são o perigo?
quarta-feira, abril 23, 2008
Salve Jorge!!!
Eu andarei vestido e armado, com as armas de São Jorge. Para que meus inimigos tendo pés não me alcancem, tendo mãos não me peguem, tendo olhos não me enxerguem, nem pensamentos eles possam ter para me fazerem mal. armas de fogo o meu corpo não alcançarão, facas e lanças se quebrem sem ao meu corpo chegar, cordas e correntes se quebrem sem ao meu corpo, amarrar. Salva Jorge!!!!!!
sexta-feira, abril 18, 2008
Quem decide a importância da notícia?
Tanta coisa acontece nestes dias, mas apenas uma notícia ouvimos sair pela boca dos apresentadores de telejornal, a morte da menina Isabella. Realmente é um caso muito triste e, eu mesma, já comentei aqui no blog. Comentei que deveríamos, como mídia, embora nos pareça evidente a culpa dos suspeitos, que ainda não os podemos acusar ou julgar.
Achei bem interessante algumas matérias que a Rede Record realizou e debates que promoveu falando sobre estes cuidados, o trabalho da perícia e o comportamento da população.
No entanto, acho impertinente e massante a overdose que recebemos cada vez que o casal Nardoni se movimenta dentro de casa ou quando sai para comprar pão.
Com a cobertura voltada quase que só para este fato e o noticiário dando pouco espaço para outros assuntos ficamos sobrecarregados do caso Isabella e desinformados sobre outras tantas coisas. É claro que quando falo nós, estou me referindo a população comum, o povão que recebe as notícias via tevê, rádio e jornal. O jornal impresso e a internet são espaço mais plurais, vamos dizer assim, nos quais para encher páginas precisam de vários assuntos.
Sendo assim, a galera fica sem saber sobre a tal CPI dos cartões corporativos, sobre a prisão do jornalista Roberto Cabrini, entre tantas outras coisas que estão acontecendo e são tão importantes quanto o assassinato de uma menina de cinco anos.
É preciso lembrar também, que o caso teve tanta repercussão pelo fato de ter acontecido numa família de classe média, pois sabemos que coisas assim ocorrem nas periferias das cidades, em bairros pobres e não tem a mesma visibilidade na mídia.
Sei, não só como telespectadora, mas como profissional do jornalismo, que é importante e que as pessoas querem saber tudo o que está ocorrendo em fatos importantes. No entanto, a forma como determinados assuntos são tratados chega a ser ridículo, parece que não acontece nada mais no país, na cidade, no mundo. Foi assim com o caso do assassinato do casal Richthofen, com a visita do Papa, enfim... Ficam batendo, batendo na mesma tecla depois esquecem dela e quando temos interesse em saber algo mais não temos uma notícia sequer.
A importância das matérias jornalísticas é muito relativa, depende do momento, do editor, do lugar. Mas também depende da repercussão, do quanto rende economicamente e até como ficam questões políticas.
Fica mais ou menos como aquele ditado popular: "pão e circo". Fico triste por que no final das contas o papel de palhaço quase sempre fica com o cidadão.
Achei bem interessante algumas matérias que a Rede Record realizou e debates que promoveu falando sobre estes cuidados, o trabalho da perícia e o comportamento da população.
No entanto, acho impertinente e massante a overdose que recebemos cada vez que o casal Nardoni se movimenta dentro de casa ou quando sai para comprar pão.
Com a cobertura voltada quase que só para este fato e o noticiário dando pouco espaço para outros assuntos ficamos sobrecarregados do caso Isabella e desinformados sobre outras tantas coisas. É claro que quando falo nós, estou me referindo a população comum, o povão que recebe as notícias via tevê, rádio e jornal. O jornal impresso e a internet são espaço mais plurais, vamos dizer assim, nos quais para encher páginas precisam de vários assuntos.
Sendo assim, a galera fica sem saber sobre a tal CPI dos cartões corporativos, sobre a prisão do jornalista Roberto Cabrini, entre tantas outras coisas que estão acontecendo e são tão importantes quanto o assassinato de uma menina de cinco anos.
É preciso lembrar também, que o caso teve tanta repercussão pelo fato de ter acontecido numa família de classe média, pois sabemos que coisas assim ocorrem nas periferias das cidades, em bairros pobres e não tem a mesma visibilidade na mídia.
Sei, não só como telespectadora, mas como profissional do jornalismo, que é importante e que as pessoas querem saber tudo o que está ocorrendo em fatos importantes. No entanto, a forma como determinados assuntos são tratados chega a ser ridículo, parece que não acontece nada mais no país, na cidade, no mundo. Foi assim com o caso do assassinato do casal Richthofen, com a visita do Papa, enfim... Ficam batendo, batendo na mesma tecla depois esquecem dela e quando temos interesse em saber algo mais não temos uma notícia sequer.
A importância das matérias jornalísticas é muito relativa, depende do momento, do editor, do lugar. Mas também depende da repercussão, do quanto rende economicamente e até como ficam questões políticas.
Fica mais ou menos como aquele ditado popular: "pão e circo". Fico triste por que no final das contas o papel de palhaço quase sempre fica com o cidadão.
segunda-feira, abril 14, 2008
Cuecas de Abadia
Não pude deixar de ficar surpresa em saber que um cidadão participou do bazar feito para vender os pertences apreendidos do traficante colombiano, Juan Carlos Ramirez Abadia, e comprou cerca de 40, das muitas cuecas de grife pertencentes ao narcotraficante. Forma muitos os pertences arrematados por cidadãos comuns, incluindo fila e tumulto antes do evento começar.
Compreendo a vantagem vista pelas pessoas em comprar por um valor bem menor aparelhos e eletrodomésticos, além de bicicletas, brinquedos, perfumes, vinhos e toda uma infinidade de coisas. Mas cuecas??? Eu hein?! Tudo bem que era um real apenas, mas acho que eu não compraria, mesmo sabendo que o dinheiro seria revertido para caridade.
Compreendo a vantagem vista pelas pessoas em comprar por um valor bem menor aparelhos e eletrodomésticos, além de bicicletas, brinquedos, perfumes, vinhos e toda uma infinidade de coisas. Mas cuecas??? Eu hein?! Tudo bem que era um real apenas, mas acho que eu não compraria, mesmo sabendo que o dinheiro seria revertido para caridade.
Protestos de estudantes
Embora a imprensa trate como uma coisa ruim, achei produtiva a invasão da reitoria da Universidade de Brasília por parte dos estudantes. Não porque sou a favor de invasões, pelo contrário, mas porque causou o pedido de afastamentode um cidadão, que através de denúncias se tem fortes indícios de ser corrupto. O reitor afastado da UnB, Timothy Mulholland, teve seu apartamento em Brasília mobiliado pela Finatec (Fundação de Empreendimentos Científicos e Tecnológicos). A fundação utilizou R$ 470 mil na compra de móveis de luxo, incluindo uma lixeira que custou cerca de mil reais.
O senhor Mulholland foi convocado para prestar depoimentos na CPI das ONGs no Senado e, é claro, negou envolvimento nas irregularidades.
Apóio a iniciativa dos estudnates, pois quando começaram as denúncias contra o então reitor, a própria UnB deveria tê-lo afastado, assim como deveria ocorrer em outras instituições quando de denúncias de corrupção. Mas isso é Brasil e os acusados, embora com provas e indícios, mantem-se negando sempre e usufruindo das benesses dos cargos que ocupam e do dinheiro ganho, muitas vezes de forma ilícita.
O senhor Mulholland foi convocado para prestar depoimentos na CPI das ONGs no Senado e, é claro, negou envolvimento nas irregularidades.
Apóio a iniciativa dos estudnates, pois quando começaram as denúncias contra o então reitor, a própria UnB deveria tê-lo afastado, assim como deveria ocorrer em outras instituições quando de denúncias de corrupção. Mas isso é Brasil e os acusados, embora com provas e indícios, mantem-se negando sempre e usufruindo das benesses dos cargos que ocupam e do dinheiro ganho, muitas vezes de forma ilícita.
terça-feira, abril 08, 2008
Cuidados que a imprensa muitas vezes não tem
Atualmente o que mais se fala nas residências e nas ruas do Brasil é o caso da morte da menina Isabella, que caiu, ou foi jogada, do 6º andar de um edifício na Zona norte da capital paulista. Entre os suspeitos da polícia estão o pai e a madrasta da garota, que foram presos preventivamente há cinco dias. A coberto da imprensa é massiva e massante, pois não noticiário ou plantão em que não se fale no caso e se repita várias vezes imagens da menina, fotos e informações a respeito da morte e das circunstâncias que a cercam.
Toda essa visualização do caso e a quebra do sigilo de Justiça faz com que, inevitavelmente, se relembre um outro suposto crime de muita repercussão, que acabou com a vida de um casal em 1994. O caso da Escola de Base teve uma grande cobertura jornalística depois que a polícia que investigava o caso acusou o casal Maria Aparecida e Icushiro Shimada, donos do educandário. Na época os Shimada foram acusados de junto com seu colaborador Maurício de Alvarenga de promover orgias com crianças.
Penso que todas as hipóteses que da polícia cogita no momento da investigação não devem ser postas ou divulgadas para a imprensa, pois tudo que se diz a um jornalista é publicado. No caso da Escola de Base os donos e seu colaborador foram acusados e julgados pela imprensa, sem direito a defesa. Depois dos fatos apurados o casal foi indenizado pela acusação injusta.
O caso de Isabella tem semelhanças, porque a imprensa divulga tudo e o pai e a madrasta já estão sendo acusados por toda a população, também sem defesa. É claro que o fato da menina ter sido espancada no curto espaço de tempo em que disse seu pai parece impossível, bem como torna-se possível desconfiar de um pai com histórico de violência e uma madrasta também com marcas e com registro de abusos por parte de seu pai. No entanto devemos ter claro que, segundo a Justiça, todos são inocentes até prova em contrário.
Toda essa visualização do caso e a quebra do sigilo de Justiça faz com que, inevitavelmente, se relembre um outro suposto crime de muita repercussão, que acabou com a vida de um casal em 1994. O caso da Escola de Base teve uma grande cobertura jornalística depois que a polícia que investigava o caso acusou o casal Maria Aparecida e Icushiro Shimada, donos do educandário. Na época os Shimada foram acusados de junto com seu colaborador Maurício de Alvarenga de promover orgias com crianças.
Penso que todas as hipóteses que da polícia cogita no momento da investigação não devem ser postas ou divulgadas para a imprensa, pois tudo que se diz a um jornalista é publicado. No caso da Escola de Base os donos e seu colaborador foram acusados e julgados pela imprensa, sem direito a defesa. Depois dos fatos apurados o casal foi indenizado pela acusação injusta.
O caso de Isabella tem semelhanças, porque a imprensa divulga tudo e o pai e a madrasta já estão sendo acusados por toda a população, também sem defesa. É claro que o fato da menina ter sido espancada no curto espaço de tempo em que disse seu pai parece impossível, bem como torna-se possível desconfiar de um pai com histórico de violência e uma madrasta também com marcas e com registro de abusos por parte de seu pai. No entanto devemos ter claro que, segundo a Justiça, todos são inocentes até prova em contrário.
terça-feira, abril 01, 2008
Acontecimentos
Tenho visto uma avalanche de acontecimentos no noticiário. Devo dizer que eles não são bons, é um surto de dengue que mata crianças e idosos e demonstra grande descaso com a saúde pública. São acusações cada dia mais graves contra os políticos, que deveriam ser nossos representantes.
E assim segue. Poderia colocar aqui inúmeros e incontáveis acontecimentos que me causaram tristeza e indignação nesta última semana, como mãe que abandona filho recém nascido, como criança que cai do sexto andar do apartamento do pai e suspeita-se tenha sido assassinada. São menores matando pessoas de forma cruel e premeditada.
É tanta tristeza, tanta coisa que poderia ser diferente... e que embora não saibamos como resolver ou mudar sabemos que podemos. Refletir sobre os problemas políticos de agora está cada vez mais difícil, pois não existe mais a educação moral, onde o caráter e a honestidade vinham primeiro. A lei do Gerson tomou conta de tudo e hoje em dia não querer levar vantagem é quase imoral.
E assim segue. Poderia colocar aqui inúmeros e incontáveis acontecimentos que me causaram tristeza e indignação nesta última semana, como mãe que abandona filho recém nascido, como criança que cai do sexto andar do apartamento do pai e suspeita-se tenha sido assassinada. São menores matando pessoas de forma cruel e premeditada.
É tanta tristeza, tanta coisa que poderia ser diferente... e que embora não saibamos como resolver ou mudar sabemos que podemos. Refletir sobre os problemas políticos de agora está cada vez mais difícil, pois não existe mais a educação moral, onde o caráter e a honestidade vinham primeiro. A lei do Gerson tomou conta de tudo e hoje em dia não querer levar vantagem é quase imoral.
quarta-feira, março 19, 2008
De volta à escola!
Quando eu terminei a 8ª série, naquela época, início dos anos 90, entrávamos ou passávamos para o 2º grau. Tinha feito da 5ª a 8ª do 1º grau, hoje conhecido como ensino fundamental, no colégio Estadual Coronel Pedro Osório. Muita gente dizia nos corredores que o fantasma do coronel habitava a escola e sempre aparecia para os incautos.
Foi um tempo muito bom, de boas amizades, de crescimento e troca de conhecimento. Foi como aluna do Pedro Osório que despertei para o gosto de cantar e participei de um coral pela primeira vez. Também foi lá que comecei a fazer um diário, para o professor de português, inclusive ele nos dava nota e estimulava que lêssemos. Conservo com muito carinho lembrança de amigos que nunca mais encontrei nas ruas de Pelotas e sempre me vem a lembrança as várias xingadas que levei do meu pai por passar longas horas no telefone falando com meus amigos.
Voltar aquele lugar reacendeu várias memórias. Lembro de como os alunos se dividia no pátio na hora do recreio, o Sandro e o pessoal que andava com ele ficavam perto do pé de Ipê roxo, o Marcelo Pixote, que depois foi noivo da minha prima, ficava na lateral da quadra de futebol com a sua turminha. Tinha os meninos que passavam todo o recreio jogando futebol e outros que junto com algumas meninas jogavam volei. Os mais famosos na minha época eram o Juliano, o Cristiano e o Carlos, eles eram da oitava, eram bonitos e a mulherada babava por eles. Eu tinha uma amizade, e tenho, com o Cristiano, que hoje tem uma banda junto com o Carlos. Os guris causavam frisson nas gurias.
Também tinham os meninos que estavam na mesma série que eu, estes eram preteridos quando se tratava de escolher entre todos os caras do colégio, geralmente os mais velhos levavam vantagem sob os meus colegas de aula. Mas entre meus coleguinhas de aula tem um por quem guardo carinho muito grande e uma saudade imensa, Alexandre Costa Godinho. Ainda tenho guardado os desenhos que ele me deu.
O bom de relembrar os tempos de colégio, e atualmente isto tá mais vivo em mim porque estou fazendo um curso técnico noturno, no mesmo prédio em que terminei o segundo grau, é que parece que os amigos que estão distantes ficam mais próximos. Tu percebe que algumas coisas que te incomodavam naquela época hoje seriam motivo de riso e sinal de cumplicidade com aqueles com quem convivemos tanto tempo. É pena não termo uma máquina do tempo para reviver os momentos de novo.
Esta volta a escola terá continuidade. Até a próxima, boa páscoa para todos, comam chocolate, beijem e abracem seus amores e familiares e sejam muito felizes.
Foi um tempo muito bom, de boas amizades, de crescimento e troca de conhecimento. Foi como aluna do Pedro Osório que despertei para o gosto de cantar e participei de um coral pela primeira vez. Também foi lá que comecei a fazer um diário, para o professor de português, inclusive ele nos dava nota e estimulava que lêssemos. Conservo com muito carinho lembrança de amigos que nunca mais encontrei nas ruas de Pelotas e sempre me vem a lembrança as várias xingadas que levei do meu pai por passar longas horas no telefone falando com meus amigos.
Voltar aquele lugar reacendeu várias memórias. Lembro de como os alunos se dividia no pátio na hora do recreio, o Sandro e o pessoal que andava com ele ficavam perto do pé de Ipê roxo, o Marcelo Pixote, que depois foi noivo da minha prima, ficava na lateral da quadra de futebol com a sua turminha. Tinha os meninos que passavam todo o recreio jogando futebol e outros que junto com algumas meninas jogavam volei. Os mais famosos na minha época eram o Juliano, o Cristiano e o Carlos, eles eram da oitava, eram bonitos e a mulherada babava por eles. Eu tinha uma amizade, e tenho, com o Cristiano, que hoje tem uma banda junto com o Carlos. Os guris causavam frisson nas gurias.
Também tinham os meninos que estavam na mesma série que eu, estes eram preteridos quando se tratava de escolher entre todos os caras do colégio, geralmente os mais velhos levavam vantagem sob os meus colegas de aula. Mas entre meus coleguinhas de aula tem um por quem guardo carinho muito grande e uma saudade imensa, Alexandre Costa Godinho. Ainda tenho guardado os desenhos que ele me deu.
O bom de relembrar os tempos de colégio, e atualmente isto tá mais vivo em mim porque estou fazendo um curso técnico noturno, no mesmo prédio em que terminei o segundo grau, é que parece que os amigos que estão distantes ficam mais próximos. Tu percebe que algumas coisas que te incomodavam naquela época hoje seriam motivo de riso e sinal de cumplicidade com aqueles com quem convivemos tanto tempo. É pena não termo uma máquina do tempo para reviver os momentos de novo.
Esta volta a escola terá continuidade. Até a próxima, boa páscoa para todos, comam chocolate, beijem e abracem seus amores e familiares e sejam muito felizes.
terça-feira, março 18, 2008
Conselho de comunicação
Passeando por entre os blogs e site que indico encontrei um texto do Alberto Dines, um mestre da comunicação e do jornalismo, que fala sobre o Conselho de Comunicação Social. No mesmo site, Observatório da Imprensa tem outras coisas interessantes e de grande relevância para quem tem interesse em ter uma opinião bem embasada sobre vários assuntos que nos atingem diretamente como cidadãos, é o caso da liberdade de imprensa e de outros debates com temas políticos.
Eu recomendo que leiam Seqüestraram o Conselho de Comunicação Social
Eu recomendo que leiam Seqüestraram o Conselho de Comunicação Social
segunda-feira, março 17, 2008
Violência na escola
A violência tem sido capa de jornais e principal manchete nos telejornais do mundo, não só a de guerras civis, mas também a violência das drogas, do trânsito, entre os jovens.
Várias são as formas de agressão que representam o instinto violento do ser humano, são as famosas brigas de torcida, as disputas por pontos de tráfico de droga ou de prostituição, a pancadaria nos protestos e a agressão durante assaltos. Mas tem um tipo de explosão que tem me deixado bem estarrecida ultimamente, porque primeiro eram os meninos de classe média alta espancando profissionais do sexo e tacando fogo em índios e mendigos, agora são meninas que ateam fogo em colegas e agridem a facadas ou tesouradas dentro da escola.
Aqui em Pelotas uma professora perdeu um olho depois de ter sido atingida por uma cadeira durante uma briga em sala de aula.
Não vou dizer que no tempo em que eu estava no primário não havia brigas, havia sim, mas a inspetora aparecia e todos paravam. Havia presença dos pais quando o aluno ia mal na escola e tinha comportamento rebelde. Aliás, na escola em que fiz o primário, tinha um programa da escola com a comunidade que trazia os meninos de rua, (que ficavam do lado de fora das salas) para uma atividade. Com isto todos ganhavam, alguns guris voltaram pra escola, a aula não era perturbada e a escola ganhava um amigo que ajudava a conservá-la.
Mas atualmente não há respeito entre as pessoas. Pai e mãe estão ainda mais ausentes da vida dos filhos que cada vez mais cedo acabam indo para maternais e tem pouco tempo junto deles.
Parece que o controle desapareceu. Um simples esbarrão acaba em tesouradas. A pergunta que fica é: como tratar isto?
Este comportamento é característica de uma juventude perdida, contaminada pela violência de que todo o país é vítima por inúmeros motivos, mas que ao mesmo tempo está agindo de forma premeditada. Afinal de contas tu não anda com gasolina na bolsa para o caso de alguém esbarrar em ti e tu poder te defender jogando no outro e tacando fogo?
É premeditado. As pessoas combinam, agendam brigas via sites de relacionamentos, quando o melhor desta ferramenta é reencontrar pessoas que estão longe, manter contato com familiares e amigos que estão distantes. E o que as pessoas fazem, marcam vinganças e atos criminosos.
Como mudar isto? Dá para mudar estas coisas?
Várias são as formas de agressão que representam o instinto violento do ser humano, são as famosas brigas de torcida, as disputas por pontos de tráfico de droga ou de prostituição, a pancadaria nos protestos e a agressão durante assaltos. Mas tem um tipo de explosão que tem me deixado bem estarrecida ultimamente, porque primeiro eram os meninos de classe média alta espancando profissionais do sexo e tacando fogo em índios e mendigos, agora são meninas que ateam fogo em colegas e agridem a facadas ou tesouradas dentro da escola.
Aqui em Pelotas uma professora perdeu um olho depois de ter sido atingida por uma cadeira durante uma briga em sala de aula.
Não vou dizer que no tempo em que eu estava no primário não havia brigas, havia sim, mas a inspetora aparecia e todos paravam. Havia presença dos pais quando o aluno ia mal na escola e tinha comportamento rebelde. Aliás, na escola em que fiz o primário, tinha um programa da escola com a comunidade que trazia os meninos de rua, (que ficavam do lado de fora das salas) para uma atividade. Com isto todos ganhavam, alguns guris voltaram pra escola, a aula não era perturbada e a escola ganhava um amigo que ajudava a conservá-la.
Mas atualmente não há respeito entre as pessoas. Pai e mãe estão ainda mais ausentes da vida dos filhos que cada vez mais cedo acabam indo para maternais e tem pouco tempo junto deles.
Parece que o controle desapareceu. Um simples esbarrão acaba em tesouradas. A pergunta que fica é: como tratar isto?
Este comportamento é característica de uma juventude perdida, contaminada pela violência de que todo o país é vítima por inúmeros motivos, mas que ao mesmo tempo está agindo de forma premeditada. Afinal de contas tu não anda com gasolina na bolsa para o caso de alguém esbarrar em ti e tu poder te defender jogando no outro e tacando fogo?
É premeditado. As pessoas combinam, agendam brigas via sites de relacionamentos, quando o melhor desta ferramenta é reencontrar pessoas que estão longe, manter contato com familiares e amigos que estão distantes. E o que as pessoas fazem, marcam vinganças e atos criminosos.
Como mudar isto? Dá para mudar estas coisas?
sexta-feira, março 14, 2008
Páscoa

A páscoa sempre foi meu feriado favorito e não é só por causa do chocolate, mas sim devido ao fato do renascimento. Acho muito mais bonitinho coelho do que o papai noel, embora ache o velhinho muito bonachão.
Mas o bom é que nesta páscoa eu trabalhei bastante e foi muito bom porque foi com chocolate. Poderia ficar aqui horas falando de como o chocolate artesanal da Silvia chocolates é maravilhoso! Só que prefiro dizer que vocês devem experimentar para tirar suas próprias conclusões. A vale conferir depois da páscoa também, porque tem várias embalagens para presentear as pessoas de quem se gosta.
quinta-feira, março 13, 2008
"Universitários foram cobaias para o LSD"
Esta é do túnel do tempo, mas pode explicar muitas coisas que ainda não entendemos. Encontrei no jornal Diário Popular de Pelotas, no dia 23 de julho de 1975, na coluna MUNDO EM TÓPICOS da página três.
Com o título que usei neste tópico a nota diz:
"LSD foi utilizado pelo Exército norte-americano durante a década de 1950, em experiências envolvendo 900 universitários. O objetivo, segundo o dr. James Diele, ex-presidente do Departamento de Farmacologia da Universidade de Washington era desenvolver um composto do ácido lisérgico que tivesse efeitos de duração inferior às 16 horas habituais."
Depois de ler uma nota sobre esta pensar o quê?
Com o título que usei neste tópico a nota diz:
"LSD foi utilizado pelo Exército norte-americano durante a década de 1950, em experiências envolvendo 900 universitários. O objetivo, segundo o dr. James Diele, ex-presidente do Departamento de Farmacologia da Universidade de Washington era desenvolver um composto do ácido lisérgico que tivesse efeitos de duração inferior às 16 horas habituais."
Depois de ler uma nota sobre esta pensar o quê?
segunda-feira, março 03, 2008
Arrogantes
Não gosto de falar mal da vida alheia, nem é isso que vou fazer, mas o que vou dizer tem a ver com uma pessoa, que possui uma vida dela, que é alheia a minha. Mas também tem a ver apenas com aquelas pessoas que convivem tanto tempo num determinado lugar, numa determinada função que acaba achando que aquele lugar lhe pertence. É assim em certos departamentos públicos, onde o funcionário está há tanto tempo que mesmo quando recebe uma ordem direta para executar o trabalho de tal forma, ele desobedece e faz do jeito que lhe agrada. Eu tenho vivido isto muito de perto nos últimos tempos e fico impressionada porque não é que as coisas são melhores do jeito antigo, é por pura arrogância que as coisas não são modificadas.
É voz corrente de que ninguém é insubstituível, pelo menos no trabalho, é claro que na família sendo a pessoa um pai, uma mãe ou um irmão é insubstituível, mas no trabalho a coisa é bem diferente, basta teu trabalho não estar do agrado e tu és demitido sem dó nem piedade. Então porque tanta arrogância? Porque tanto eu faço assim, eu faço melhor?
Acho que o lógico é fazer o melhor independente dos elogios.
É voz corrente de que ninguém é insubstituível, pelo menos no trabalho, é claro que na família sendo a pessoa um pai, uma mãe ou um irmão é insubstituível, mas no trabalho a coisa é bem diferente, basta teu trabalho não estar do agrado e tu és demitido sem dó nem piedade. Então porque tanta arrogância? Porque tanto eu faço assim, eu faço melhor?
Acho que o lógico é fazer o melhor independente dos elogios.
quinta-feira, fevereiro 28, 2008
Violência consentida
Em um outro post eu reclamei da violência, felei sobre o quanto me incomoda ver tantas notícias de mortes por causas violentas hoje em dia. É claro que sei que temos que saber, que ler, que ver para podermos nos mobilizarmos para combater. O problema é que muitas vezes utiliza-se a violência como argumento para chegar-se a algum lugar, como por exemplo as guerras, durante algum tempo foram chamadas de santa quando na verdade o objeto final era a terra ou as que oorrem no Oriente Médio e são proclamadas como meios para a liberdade do povo. A Ditadura Militar no Brasil e em toda a América Latina utilizou a tortura física e psicológica como argumento para manter a violência e garantir a "segurança nacional". A Inquisição utilizou a tortura também como argumento contra a heresia, não bastava escomungar o herege era necessário fazê-lo sofrer fisicamente de diversas formas até a morte para garantir a salvação do seu espírito.
Estas formas de violência brutal eram consentidas pelos regimes da época, mas ainda existem lugares onde os cidadãos são reféns da agressão que parte do governo, como em alguns países da África em que homens e meninos são mortes e as mulheres são estupradas por soldados.
É por isso que acho engraçada a forma como foi divulgada pelo Vaticano a abertura de uma exposição sobre a Inquisição. O mais estranho é que algumas notícias utilizam um texto bem semelhante ao da Rádio Vaticano, como este: "Os "segredos" do Santo Ofício expostos em Roma". Mas qual segredo foi revelado? O que é que irão fazer, pedir desculpas como fizeram com os judeus? No caso de uma instituição religiosa ou política omitir-se é tão grave quanto participar ativamente da tortura. Ou existe diferença entre quem contrata o matador e quem aperta o gatilho?
Estas formas de violência brutal eram consentidas pelos regimes da época, mas ainda existem lugares onde os cidadãos são reféns da agressão que parte do governo, como em alguns países da África em que homens e meninos são mortes e as mulheres são estupradas por soldados.
É por isso que acho engraçada a forma como foi divulgada pelo Vaticano a abertura de uma exposição sobre a Inquisição. O mais estranho é que algumas notícias utilizam um texto bem semelhante ao da Rádio Vaticano, como este: "Os "segredos" do Santo Ofício expostos em Roma". Mas qual segredo foi revelado? O que é que irão fazer, pedir desculpas como fizeram com os judeus? No caso de uma instituição religiosa ou política omitir-se é tão grave quanto participar ativamente da tortura. Ou existe diferença entre quem contrata o matador e quem aperta o gatilho?
Suspensão da Lei de Imprensa
Como estudante de História do Brasil, tendo uma grande tendência para o período da Ditadura Militar acho que a suspensão da Lei de Imprensa nº 5.250-67 (aquela que ainda permite apreensão de jornais e a prisão do jornalista, entre outras arbitráriedades retrógradas) é uma boa, mas concordo plenamente com Aloísio Lopes, diretor de Relações Institucionais da Fenaj e autor deste artigo.
É por estas e outras que continuo pesquisando o tema ditadura militar, censura, manifestações sociais, políticas etc. Não só o período é interessante como as ações realizadas na época repercutem até hoje, como é o caso da morte do ex-presidente João Goulart.
É por estas e outras que continuo pesquisando o tema ditadura militar, censura, manifestações sociais, políticas etc. Não só o período é interessante como as ações realizadas na época repercutem até hoje, como é o caso da morte do ex-presidente João Goulart.
terça-feira, fevereiro 26, 2008
Violência
Sei que parece que virou coisa comum a gente liga a tevê e é isso que se vê assalto, bombardeio, guerra de gang, de torcidas enfim. Mas não acho apropriado dizer que é assim mesmo como muitos dizem. Pelo menos eu ainda fico chocada ao saber que um cidadão encheu a cara e atropelou várias pessoas num ponto de ônibus, ou que ele chegou em casa são e salvo e não matou ninguém mas encheu a mulher e os filhos de pancada. Ou então, que um homem ou mulher bomba se detonou (literalmente!) e matou 40 pessoas.
Eu sou bem brava, não tenho muito paciência e quem me conhece sabe disso, sou estourada (mas não como a mulher bomba, pelo menos estouro e não mato ninguém). E apesar de toda esta brabeza, como dizemos aqui no sul, não consigo me conformar ou entender porque o bicho homem gosta tanto de maltratar a mesma espécie. Na minha cabeça é inadmissível uma mãe que joga o próprio filho no lixo! É tão bizarro e estúpido!
Não tenho intenção de escrever um tratado ou dizer como solucionar o caso, até porque não faço idéia de como isso pode ser feito. Só sei de uma coisa não dá pra continuar assim e acho que realmente só Jesus seria capaz de aplacar toda esta violência que vivemos. Se bem... que da maneira que está o mundo é capaz de que ele fosse crucificado novamente.
Eu sou bem brava, não tenho muito paciência e quem me conhece sabe disso, sou estourada (mas não como a mulher bomba, pelo menos estouro e não mato ninguém). E apesar de toda esta brabeza, como dizemos aqui no sul, não consigo me conformar ou entender porque o bicho homem gosta tanto de maltratar a mesma espécie. Na minha cabeça é inadmissível uma mãe que joga o próprio filho no lixo! É tão bizarro e estúpido!
Não tenho intenção de escrever um tratado ou dizer como solucionar o caso, até porque não faço idéia de como isso pode ser feito. Só sei de uma coisa não dá pra continuar assim e acho que realmente só Jesus seria capaz de aplacar toda esta violência que vivemos. Se bem... que da maneira que está o mundo é capaz de que ele fosse crucificado novamente.
quinta-feira, fevereiro 21, 2008
Obama versus Osama
Quando o "xerife" do mundo está prestes a ter como presidente um homem negro vira e mexe alguém dá de confundir o cidadão com o inimigo número um do país. O candidato do partido Democrata americano Barack Obama está na frente na disputa das prévias as eleições presidencias do país. O único problema é que jornalistas e repórteres confundem o nome dele com o do terrorista mais procurado atualmente, Osama Bin Laden, embora fisicamente a diferença seja gritante.
Tirando a "parecência" no nome as coincidências param por aí. Barack Hussein Obama é filho de mãe americana e pai queniano, nasceu em Honolulu, Havai. É advogado e senador pelo Partido Democrata.
Por outro lado, aquele com quem é confundido pelos menos atentos, Osama Bin Laden é graduado em engenharia civil, filho de um imigrante pobre que tornou-se um dos homens mais ricos e poderosos da Arábia Saudita, segundo o Wikipédia. É considerado terrorista internacional, está desaparecido e é "fundador" do grupo al Qaeda. É procurado pelos atentados de 11 de setembro de 2001, entre outros.
Apesar da tez morena e da semelhança nos nomes, creio que ambos sejam muito diferentes. Mas é necessário muito mais estudo, muito mais pesquisa, muito mais ceticismo e crença para saber . Como diz o ditado, quem viver verá!
Tirando a "parecência" no nome as coincidências param por aí. Barack Hussein Obama é filho de mãe americana e pai queniano, nasceu em Honolulu, Havai. É advogado e senador pelo Partido Democrata.
Por outro lado, aquele com quem é confundido pelos menos atentos, Osama Bin Laden é graduado em engenharia civil, filho de um imigrante pobre que tornou-se um dos homens mais ricos e poderosos da Arábia Saudita, segundo o Wikipédia. É considerado terrorista internacional, está desaparecido e é "fundador" do grupo al Qaeda. É procurado pelos atentados de 11 de setembro de 2001, entre outros.
Apesar da tez morena e da semelhança nos nomes, creio que ambos sejam muito diferentes. Mas é necessário muito mais estudo, muito mais pesquisa, muito mais ceticismo e crença para saber . Como diz o ditado, quem viver verá!
Fidel

Dia 19 de fevereiro o anúncio que, acredito, ninguém nunca esperava ouvir. Pelo menos desde que eu me entendo por gente nunca imaginei que ocorreria. Fidel Castro anunciou sua saída do governo de Cuba. Faz algum tempo o líder cubano está adoentado e seu irmão Raul Castro está comandando o governo cubano. A pergunta que fica é, como ficará o país sem a mão de Fidel?
quarta-feira, fevereiro 13, 2008
A morte do Jango - 32 anos depois.
É por coisas como esta que eu pesquiso sobre Ditadura Militar em pleno 2008. É impossível dizer que sabe-se do que se tratou, principalmente pra mim que cresci numa época em que já existia abertura política, no entanto, para quem viveu aquela período também é difícil dizer que sabia o que ocorria. É por isso que vira e mexe um esqueleto caí pela porta do armário. A seguir vem um email que recebi do Movimento Nacional de Direitos Humanos sobre as declarações do ex-agente da inteligência do Uruguai Mário Beira Barreiro.
No início deste ano, o ex-agente de inteligência do governo uruguaio Mário Beira Barreiro denunciou a jornalistas brasileiros o suposto envolvimento da ditadura militar brasileira na morte do ex-presidente João Goulart.Em entrevista ao jornal Folha de São Paulo, no dia 27 de janeiro, o ex-agente afirmou que Jango “foi assassinado por envenenamento a pedido do governo brasileiro”."Foi morto como resultado de uma troca proposital de medicamentos. Ele tomava Isordil, Adelfan e Nifodin, que eram para o coração. Havia um médico-legista que se chamava Carlos Milles. Ele era médico e capitão do serviço secreto. O primeiro ingrediente químico veio da CIA e foi testado com cachorros e doentes terminais. O doutor deu os remédios e eles morreram. Ele desidratava os compostos, tinha cloreto de potássio. Não posso dizer a fórmula química porque não sei. Ele colocava dentro de um comprimido", disse Mário Beira.Jango morreu em 6 de dezembro de 1976, na Argentina, oficialmente de ataque cardíaco. Ele governou o Brasil de 1961 até ser deposto por um golpe militar em 31 de março de 1964, quando foi para o exílio.Barreiro também disse que o delegado Sérgio Paranhos Fleury (morto em 1979), à época titular do DOPS (Departamento de Ordem Política e Social) de São Paulo, era a ligação entre a inteligência uruguaia e o Governo brasileiro. A ordem para que Jango fosse morto teria partido de Fleury e a autorização, do então presidente Ernesto Geisel (1908-1996). Para Jorge Luiz Ferreira, historiador da Universidade Federal Fluminense que vai publicar uma biografia sobre Jango neste ano, não é possível descartar a tese de assassinato, mas não há prova cabal de que ele tenha ocorrido e também é preciso considerar o histórico de saúde do presidente.Tão logo soube da revelação do ex-agente uruguaio, a família do ex-presidente João Goulart entrou com ação na Procuradoria Geral da República em que pede a investigação sobre o suposto complô que teria levado ao assassinato por envenenamento do ex-líder petebista.
Para João Vicente, filho de Jango, “documentos revelados posteriormente deram credibilidade ao que Barreiro. Surgiram depois informações sobre o serviço secreto do Itamaraty e a colaboração entre esse serviço e os de outros países que dão veracidade ao que ele disse. Essa colaboração já existia antes da Operação Condor”.Em sua coluna no jornal Folha de São Paulo, Carlos Heitor Cony disse que “em pesquisa para o livro O Beijo da Morte (Objetiva, 2003), Anna Lee e eu entrevistamos durante 14 horas o mesmíssimo Mário, que nos disse a mesmíssima coisa: Jango morreu devido a uma troca de medicamentos proposital, dentro do plano de eliminá-lo antes que tentasse voltar ao Brasil”.De acordo com Cony, “nosso trabalho não podia ser conclusivo. Levantamos as hipóteses surgidas sobre a morte, em apenas nove meses, dos três líderes (JK, Jango e Lacerda) que haviam formado a Frente Ampla, tentando dar um basta à ditadura militar instalada em 1964. Foram mortes anunciadas em 1975, num ofício confidencial do coronel Manuel Contreras, chefe do Dina, serviço secreto do Chile, ao general João Figueiredo, então chefe do SNI”.Cony revela que ele e Ana Lee pediram “a Mário Barreiro uma prova de sua participação na morte de Jango, ele garantiu que tinha dez horas de gravação, as fitas estavam com outro preso, precisávamos da autorização de um tal Papagaio, preso também em segurança máxima. Depois de muita pressão, mandaram que buscássemos as fitas num endereço que não existia. Embora muita coisa do relato de Barreiro seja fantasiosa, seu depoimento deve ser levado em conta pelas autoridades do atual governo”.
Nota do MNDH
Em nota divulgada nesta terça-feira (12 de fevereiro), o MNDH diz que “acompanha com especial interesse, através da mídia nacional, as investigações sobre a morte do ex-presidente João Goulart, Jango”.Para o MNDH, “é de fundamental importância que as autoridades brasileiras, especialmente aquelas ligadas ao Ministério da Justiça, à Polícia Federal e ao Ministério Público Federal, investiguem a fundo as denúncias feitas pelo uruguaio Mário Neira Barreiro, ex-agente do serviço de inteligência do Uruguai, que declarou ter participado da vigilância e do suposto assassinato por envenenamento do ex-presidente João Goulart, em 1976, assassinato que teria ocorrido a pedido do Governo brasileiro da época”.
O MNDH informa, ainda, que “em resposta a situações como essa, iniciará ampla campanha nacional junto à Sociedade Civil organizada para pressionar o Estado Brasileiro, a exemplo de outros países latino-americanos, a ratificar o Tratado de Imprescritibilidade, o que garante que crimes cometidos durante o Regime Militar (1964-1985) possam ser devidamente investigados e - respeitado o devido processo legal, a ampla defesa e o contraditório - que os culpados possam ser severamente punidos”.E finaliza a Nota: “Dessa forma, o Movimento Nacional de Direitos Humanos (MNDH), solidarizando-se com a família do ex-presidente João Goulart, vem a público conclamar que as autoridades brasileiras – que estão à frente do Ministério da Justiça, da Polícia Federal e do Ministério Público Federal – investiguem profundamente as denúncias feitas pelo uruguaio Mário Neira Barreiro e, também, conclamar as entidades de Direitos Humanos a unirem esforços para garantir que tal episódio possa viabilizar a construção de vasta campanha nacional para pressionar o Governo brasileiro a ratificar o Tratado de Imprescritibilidade, de forma a garantir que crimes ocorridos durante o Regime Militar possam ser devidamente investigados pelas autoridades competentes, com a devida punição aos culpados”.Assessoria de Imprensa MNDHimprensa@mndh.org.br
www.mndh.org.br
No início deste ano, o ex-agente de inteligência do governo uruguaio Mário Beira Barreiro denunciou a jornalistas brasileiros o suposto envolvimento da ditadura militar brasileira na morte do ex-presidente João Goulart.Em entrevista ao jornal Folha de São Paulo, no dia 27 de janeiro, o ex-agente afirmou que Jango “foi assassinado por envenenamento a pedido do governo brasileiro”."Foi morto como resultado de uma troca proposital de medicamentos. Ele tomava Isordil, Adelfan e Nifodin, que eram para o coração. Havia um médico-legista que se chamava Carlos Milles. Ele era médico e capitão do serviço secreto. O primeiro ingrediente químico veio da CIA e foi testado com cachorros e doentes terminais. O doutor deu os remédios e eles morreram. Ele desidratava os compostos, tinha cloreto de potássio. Não posso dizer a fórmula química porque não sei. Ele colocava dentro de um comprimido", disse Mário Beira.Jango morreu em 6 de dezembro de 1976, na Argentina, oficialmente de ataque cardíaco. Ele governou o Brasil de 1961 até ser deposto por um golpe militar em 31 de março de 1964, quando foi para o exílio.Barreiro também disse que o delegado Sérgio Paranhos Fleury (morto em 1979), à época titular do DOPS (Departamento de Ordem Política e Social) de São Paulo, era a ligação entre a inteligência uruguaia e o Governo brasileiro. A ordem para que Jango fosse morto teria partido de Fleury e a autorização, do então presidente Ernesto Geisel (1908-1996). Para Jorge Luiz Ferreira, historiador da Universidade Federal Fluminense que vai publicar uma biografia sobre Jango neste ano, não é possível descartar a tese de assassinato, mas não há prova cabal de que ele tenha ocorrido e também é preciso considerar o histórico de saúde do presidente.Tão logo soube da revelação do ex-agente uruguaio, a família do ex-presidente João Goulart entrou com ação na Procuradoria Geral da República em que pede a investigação sobre o suposto complô que teria levado ao assassinato por envenenamento do ex-líder petebista.
Para João Vicente, filho de Jango, “documentos revelados posteriormente deram credibilidade ao que Barreiro. Surgiram depois informações sobre o serviço secreto do Itamaraty e a colaboração entre esse serviço e os de outros países que dão veracidade ao que ele disse. Essa colaboração já existia antes da Operação Condor”.Em sua coluna no jornal Folha de São Paulo, Carlos Heitor Cony disse que “em pesquisa para o livro O Beijo da Morte (Objetiva, 2003), Anna Lee e eu entrevistamos durante 14 horas o mesmíssimo Mário, que nos disse a mesmíssima coisa: Jango morreu devido a uma troca de medicamentos proposital, dentro do plano de eliminá-lo antes que tentasse voltar ao Brasil”.De acordo com Cony, “nosso trabalho não podia ser conclusivo. Levantamos as hipóteses surgidas sobre a morte, em apenas nove meses, dos três líderes (JK, Jango e Lacerda) que haviam formado a Frente Ampla, tentando dar um basta à ditadura militar instalada em 1964. Foram mortes anunciadas em 1975, num ofício confidencial do coronel Manuel Contreras, chefe do Dina, serviço secreto do Chile, ao general João Figueiredo, então chefe do SNI”.Cony revela que ele e Ana Lee pediram “a Mário Barreiro uma prova de sua participação na morte de Jango, ele garantiu que tinha dez horas de gravação, as fitas estavam com outro preso, precisávamos da autorização de um tal Papagaio, preso também em segurança máxima. Depois de muita pressão, mandaram que buscássemos as fitas num endereço que não existia. Embora muita coisa do relato de Barreiro seja fantasiosa, seu depoimento deve ser levado em conta pelas autoridades do atual governo”.
Nota do MNDH
Em nota divulgada nesta terça-feira (12 de fevereiro), o MNDH diz que “acompanha com especial interesse, através da mídia nacional, as investigações sobre a morte do ex-presidente João Goulart, Jango”.Para o MNDH, “é de fundamental importância que as autoridades brasileiras, especialmente aquelas ligadas ao Ministério da Justiça, à Polícia Federal e ao Ministério Público Federal, investiguem a fundo as denúncias feitas pelo uruguaio Mário Neira Barreiro, ex-agente do serviço de inteligência do Uruguai, que declarou ter participado da vigilância e do suposto assassinato por envenenamento do ex-presidente João Goulart, em 1976, assassinato que teria ocorrido a pedido do Governo brasileiro da época”.
O MNDH informa, ainda, que “em resposta a situações como essa, iniciará ampla campanha nacional junto à Sociedade Civil organizada para pressionar o Estado Brasileiro, a exemplo de outros países latino-americanos, a ratificar o Tratado de Imprescritibilidade, o que garante que crimes cometidos durante o Regime Militar (1964-1985) possam ser devidamente investigados e - respeitado o devido processo legal, a ampla defesa e o contraditório - que os culpados possam ser severamente punidos”.E finaliza a Nota: “Dessa forma, o Movimento Nacional de Direitos Humanos (MNDH), solidarizando-se com a família do ex-presidente João Goulart, vem a público conclamar que as autoridades brasileiras – que estão à frente do Ministério da Justiça, da Polícia Federal e do Ministério Público Federal – investiguem profundamente as denúncias feitas pelo uruguaio Mário Neira Barreiro e, também, conclamar as entidades de Direitos Humanos a unirem esforços para garantir que tal episódio possa viabilizar a construção de vasta campanha nacional para pressionar o Governo brasileiro a ratificar o Tratado de Imprescritibilidade, de forma a garantir que crimes ocorridos durante o Regime Militar possam ser devidamente investigados pelas autoridades competentes, com a devida punição aos culpados”.Assessoria de Imprensa MNDHimprensa@mndh.org.br
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