Depois de um atentado, na verdade vários atentados de jovens que matam e se suicidam. O mais recente, amplamente noticiado foi na Virgínia, nos Estados Unidos, dentro de um alojamento da Faculdade de Engenharia. O rapaz que cometeu o crime e se suicidou em seguida enviou gravações feitas por ele para as autoridades, numa das gravações ele se dizia "inspirado" nos assassino e suicidas de Columbine. Isto foi uma situação horrível, as pessoas se sentiram fragilizadas, os jornais e programas de televisão entrevistaram vários especialistas no assunto para tentar explicar o fato ou o que levou ao jovem sul-coreano a cometer os homicídios e suicidar-se depois.
No Brasil não há fatos assim, mas há violência urbano de forma apavorante. Fico pensando, se não é possível atestar a sanidade mental dos policiais para portar armas, imagina se o Estado conseguiria controlar a sanidade das pessoas que querem portar uma arma. Não existe mecanismos de controle pra nada por parte do Estado. O que encontramos e vemos na saúde, os desvios de verba, os benefícios que não chegam nas pessoas que precisam porque ficam nas mãos dos burocrátas ou são repassados para laranjas ou roubados mesmo na mão grande.
É inacreditável ver o quanto um hospital recebe de pessoas feridas a bala no Rio de Janeiro, coisa de país em guerra.
As balas continuam sendo chamadas de perdidas, mas sempre encontram alguém em seu caminho. É triste a realidade que vivemos no nosso país e é apavorante, pois não basta estar em casa com os filhos, é preciso ter grades nas janelas e manter as portas sempre chaveadas. Caso contrário nos tornamos vítimas potenciais como ocorreu com uma mãe e seus três filhos que foram feitos reféns por mais de 32 horas.
E mesmo assim, mesmo com as grades e as portas fechadas precisamos blindar paredes etc, pois, as balas, aquelas perdidas, podem achar a gente lá dentro de casa, dormindo.
Esta página é para quem acredita que um mundo melhor é possível e que o jornalismo deve ser livre, íntegro, revolucionário, questionador e formador de opiniões, ou pelo menos fazer com que a gente pense. Segundo Millôr Fernandes "a função do Jornalista é trabalhar para ser demitido". Eu já estou no 3 a zero. "Livre pensar é só pensar" Millôr Fernandes
segunda-feira, abril 30, 2007
quinta-feira, abril 26, 2007
Lei de Murphi
Ontem e na madrugada de hoje choveu. Caiu a temperatura e o calorão foi embora, agora até que tem um pouquinho de sol, mas o vento continua friozinho. O saco são os pingos que caem na cabeça e na roupa da gente quando passamos embaixo das marquises. Quando está calor são os pingos do ar-condiconado que teima em pingar sempre na cabeça ou no nariz do passante. Quando chove é o pingo das calhas, dos canos usados para escoar a água dos telhados.
O pior é que eles sempre pingam em mim. E quando se está com TMP isto é uma verdadeira tragédia grega!!!!!
O pior é que eles sempre pingam em mim. E quando se está com TMP isto é uma verdadeira tragédia grega!!!!!
sexta-feira, abril 20, 2007
Todo o dia era dia de Índio!!!!!
Para mim o dia do Índio lembra a música da Baby Consuelo, porque quando ela cantava esta música ela ainda era Baby Consuelo, agora é Baby do Brasil, evangélica de uma igreja bem peculiar fundada por ela.
Mas não importa porque:
"Todo diaaaa era dia de Índio!!!".
E minha maior lembrança do dia do Índio, além do terrível assassinato do índio Galdino Pataxó em Brasília por um grupo de garotos de classe média alta que não foram condenados a prisão, mas pagaram cestas básicas por algum tempo, é justamente o clipe da música da Baby Consuelo, que depois eu imitava no pátio de casa, dançando como uma maluca. Hoje meu cabelo é vermelhão, talvez por alguma influência da Baby que tinha cabelos cor-de-rosa.
Enfim... minha sincera homenagem aos verdadeiros donos da terra e que a música se torne realmente "todo o dia, dia de índio!".
Mas não importa porque:
"Todo diaaaa era dia de Índio!!!".
E minha maior lembrança do dia do Índio, além do terrível assassinato do índio Galdino Pataxó em Brasília por um grupo de garotos de classe média alta que não foram condenados a prisão, mas pagaram cestas básicas por algum tempo, é justamente o clipe da música da Baby Consuelo, que depois eu imitava no pátio de casa, dançando como uma maluca. Hoje meu cabelo é vermelhão, talvez por alguma influência da Baby que tinha cabelos cor-de-rosa.
Enfim... minha sincera homenagem aos verdadeiros donos da terra e que a música se torne realmente "todo o dia, dia de índio!".
terça-feira, abril 17, 2007
Onze anos do massacre Eldorado dos Carajás
Como era de se esperar eu estou fazendo um protesto sobre o Eldora dos Carajás, protesto contra o massacre. E como também não podia deixar de ser tô colocando a música de duas pessoas a quem eu admiro muito e que escrevem muito bem: Pedro Munhoz e Martim César Gonçalves. Eu adoro o trabalho destes dois caras, não porque é bonito, mas porque através da arte eles trabalham o social. De alguma forma as suas canções nos despertam.
É pena que os culpados não tenham sido punidos, que o Brasil não tenha mudado, que a reforma agrária não tenha acontecido e que a revolução não tenha feito com que todos nós sejamos iguais.
Música: Procissão dos retirantes
CD: Cantigas de Andar Só
Autor: Pedro Munhoz / Martim César
Terra Brasilis, continente
Pátria-Mãe da minha gente,
Hoje eu quero perguntar:
- Se tão grandes são teus braços,
Por que negas um espaço
Aos que querem ter um lar?
Eu não consigo entender
Que nesta imensa nação
Ainda é matar ou morrer
Por um pedaço de chão!
Lavradores nas estradas
Vendo a terra abandonada
Sem ninguém para plantar
Entre cercas e alambrados
Vão milhões de condenados
A morrer ou mendigar
Eu não consigo entender
Achar a clara razão
De quem só vive pra ter
E ainda se diz bom cristão!
No Eldorado do Pará
Nome indio: Carajás
Um massacre aconteceu.
Nesta terra de chacinas,
Essas balas assassinas
Todos sabem de onde vêm
É preciso que a justiça
E a igualdade sejam mais
Que as Palavras de ocasião.
É preciso um novo tempo
Em que não seja só promessa
Repartir a terra e o pão
(a hora é essa de fazer a divisão!)
Eu não consigo entender
Que, em vez de herdar um quinhão,
Teu povo mereça ter
Só sete palmos de chão!
Pátria amada do Brasil,
De quem és, ó mãe gentil?
Eu insisto em perguntar
Dos famintos das favelas
Ou dos que desviam verbas,
Pra champagne e caviar?
Eu não consigo entender
Achar a clara razão
De quem só vive pra ter
E ainda se diz bom cristão!
É pena que os culpados não tenham sido punidos, que o Brasil não tenha mudado, que a reforma agrária não tenha acontecido e que a revolução não tenha feito com que todos nós sejamos iguais.
Música: Procissão dos retirantes
CD: Cantigas de Andar Só
Autor: Pedro Munhoz / Martim César
Terra Brasilis, continente
Pátria-Mãe da minha gente,
Hoje eu quero perguntar:
- Se tão grandes são teus braços,
Por que negas um espaço
Aos que querem ter um lar?
Eu não consigo entender
Que nesta imensa nação
Ainda é matar ou morrer
Por um pedaço de chão!
Lavradores nas estradas
Vendo a terra abandonada
Sem ninguém para plantar
Entre cercas e alambrados
Vão milhões de condenados
A morrer ou mendigar
Eu não consigo entender
Achar a clara razão
De quem só vive pra ter
E ainda se diz bom cristão!
No Eldorado do Pará
Nome indio: Carajás
Um massacre aconteceu.
Nesta terra de chacinas,
Essas balas assassinas
Todos sabem de onde vêm
É preciso que a justiça
E a igualdade sejam mais
Que as Palavras de ocasião.
É preciso um novo tempo
Em que não seja só promessa
Repartir a terra e o pão
(a hora é essa de fazer a divisão!)
Eu não consigo entender
Que, em vez de herdar um quinhão,
Teu povo mereça ter
Só sete palmos de chão!
Pátria amada do Brasil,
De quem és, ó mãe gentil?
Eu insisto em perguntar
Dos famintos das favelas
Ou dos que desviam verbas,
Pra champagne e caviar?
Eu não consigo entender
Achar a clara razão
De quem só vive pra ter
E ainda se diz bom cristão!
quarta-feira, abril 11, 2007
Cine Pelotense
Ontem foi a primeira vez que entrei no Supermercado Cine Raditke. Este super foi instalado no antigo cine Pelotense, o meu cinema preferido em Pelotas, que tinha tantos cinemas enormes, com mais de 300 lugares para os cinéfilos.
Pra mim foi bem emocionante e olha, já fazia tempo que o cinema estava fechado. Também vi matérias do pessoal comprando as cadeiras para deixar em casa um pedacinho daquele lugar sempre vivo na sala. Fiquei triste porque não comprei nenhuma cadeira e também não pude dar de presente para minha amiga Anucha que ama cinema.
E ontem eu tive a prova de que eu também amo cinema. Eu me formei em um. E quase chorei quando entrei n'outro que virou mercado.
Fiquei pensando nos filmes da minha pré-adolescência, os trapalhões, os filmes de ação e aventura, os filmes que vi com meu ex-namorado, a primeira vez que fui ao cinema sozinha foi no Pelotense. Tanta lembrança... tantos risos, tantas lágrimas e agora lá no lugar tem várias prateleiras com arroz, feijão, enlatados.
O mais emocionante pra mim, foi que pela primeira vez eu me senti como se tivesse realmente entrando no cinema, eu vi tudo como da última vez em que fui lá para assistir a um filme.
Acho que estou ficando... nostálgica. Será crise prá 30?
Pra mim foi bem emocionante e olha, já fazia tempo que o cinema estava fechado. Também vi matérias do pessoal comprando as cadeiras para deixar em casa um pedacinho daquele lugar sempre vivo na sala. Fiquei triste porque não comprei nenhuma cadeira e também não pude dar de presente para minha amiga Anucha que ama cinema.
E ontem eu tive a prova de que eu também amo cinema. Eu me formei em um. E quase chorei quando entrei n'outro que virou mercado.
Fiquei pensando nos filmes da minha pré-adolescência, os trapalhões, os filmes de ação e aventura, os filmes que vi com meu ex-namorado, a primeira vez que fui ao cinema sozinha foi no Pelotense. Tanta lembrança... tantos risos, tantas lágrimas e agora lá no lugar tem várias prateleiras com arroz, feijão, enlatados.
O mais emocionante pra mim, foi que pela primeira vez eu me senti como se tivesse realmente entrando no cinema, eu vi tudo como da última vez em que fui lá para assistir a um filme.
Acho que estou ficando... nostálgica. Será crise prá 30?
segunda-feira, abril 09, 2007
Amazônia
Não assisti a minisséria inteira. Na verdade sequer consegui acompanhar a história das personagens. Vi alguns capítulos do início por causa do Wilker, que eu amo. Mas não consegui deixar de me emocionar com o Chico Mendes vivido por Cássio Gabus Mendes. Lembrei da história dele, do que lembro da minha infância e adolescência na época da morte do seringueiro. 1988, eu tinha onze anos e estava na quarta série do primeiro grau, hoje ensino fundamental.
Mas o que mais me doeu foi saber que ele, o Chico Mendes não se importava de morrer se a sua morte significasse algum progresso pra sua causa. Ele só pedia justiça e paz para os trabalhadores e os povos da mata. Levou uma bala no coração que calou sua voz, mas não a luta. E a sua história não serviu de exemplo e não impediu outras vidas de serem tiradas da mesma forma e com o mesmo intuito.
Os "donos" da floresta e os coronéis continuam resolvendo seus problemas a bala. E a reforma agrária justa, a justiça social ainda nem foi para o papel. São feitos uns assentamentos aqui outros acolá e o povo, vai cada vez sendo mais massacrado sem saber em quem acredita, sem saber se pega em armas ou se confia na polícia.
Chicos, Dorotis, Vladmirs continuam sendo mortos, Marias e Clarices continuam chorando.
Mas o que mais me doeu foi saber que ele, o Chico Mendes não se importava de morrer se a sua morte significasse algum progresso pra sua causa. Ele só pedia justiça e paz para os trabalhadores e os povos da mata. Levou uma bala no coração que calou sua voz, mas não a luta. E a sua história não serviu de exemplo e não impediu outras vidas de serem tiradas da mesma forma e com o mesmo intuito.
Os "donos" da floresta e os coronéis continuam resolvendo seus problemas a bala. E a reforma agrária justa, a justiça social ainda nem foi para o papel. São feitos uns assentamentos aqui outros acolá e o povo, vai cada vez sendo mais massacrado sem saber em quem acredita, sem saber se pega em armas ou se confia na polícia.
Chicos, Dorotis, Vladmirs continuam sendo mortos, Marias e Clarices continuam chorando.
quinta-feira, março 29, 2007
Racismo
Tem gente que parece viver n'outro planeta. Onde é que já se viu dizer que racismo de negro com branco pode e de branco com negro é crime!!!! Racismo é crime e não importa a raça a que se está atingindo. Antisemitismo dá em muita morte, muita guerra e gente de verdade morrendo. Gente do povo, é claro! Um ministro morre em atentado racista mas junto, e antes dele, quantos outros cidadãos foram mortos pelo mesmo motivo sem que alguém fizesse algo para impedir?
Pior que isto é o vice-presidente José Alencar, depois de atentados conta estudantes estrangeiros (coincidentemente negro) dentro da Universidade de Brasília, dizer que não existe racismo no Brasil. Ahhh!!! Claro que não!!!
As piadinhas racistas e preconceituosas com judeus, negros, alemães, japoneses, portugueses, deficientes não denotam preconceito!!!
O mais inaceitável é que alunos de uma universidade pública tenham reagido de forma tão preconceituosa. Assim como os assassinos do índio Galdino Pataxó estes provavelmente também não serão punidos. Talvez porque ainda se acredite (assim como acreditam que não existe racismo nem preconceito no Brasil) que índio e negro sejam seres sem alma, como pregava a igreja Católica lá pelo século XVI, XVII. Não melhor, o índio e a mulher eram os gentios, precisavam do amparo dos homens de bem e da vigilância pois eram ingênuos. O negro podia ser escravizado porque não tinha alma mesmo.
Barbaridades que pelo visto, séculos e séculos depois, continuam na mente das pessoas.
Eu gostaria só que o vice-presidente José Alencar respondesse uma questão: SE NÃO EXISTE RACISMO NO BRASIL PRA QUE PRECISAMOS DE UMA LEI ANTI-RACISMO QUE PUNE QUEM COMETE O CRIME DE RACISMO?
Pior que isto é o vice-presidente José Alencar, depois de atentados conta estudantes estrangeiros (coincidentemente negro) dentro da Universidade de Brasília, dizer que não existe racismo no Brasil. Ahhh!!! Claro que não!!!
As piadinhas racistas e preconceituosas com judeus, negros, alemães, japoneses, portugueses, deficientes não denotam preconceito!!!
O mais inaceitável é que alunos de uma universidade pública tenham reagido de forma tão preconceituosa. Assim como os assassinos do índio Galdino Pataxó estes provavelmente também não serão punidos. Talvez porque ainda se acredite (assim como acreditam que não existe racismo nem preconceito no Brasil) que índio e negro sejam seres sem alma, como pregava a igreja Católica lá pelo século XVI, XVII. Não melhor, o índio e a mulher eram os gentios, precisavam do amparo dos homens de bem e da vigilância pois eram ingênuos. O negro podia ser escravizado porque não tinha alma mesmo.
Barbaridades que pelo visto, séculos e séculos depois, continuam na mente das pessoas.
Eu gostaria só que o vice-presidente José Alencar respondesse uma questão: SE NÃO EXISTE RACISMO NO BRASIL PRA QUE PRECISAMOS DE UMA LEI ANTI-RACISMO QUE PUNE QUEM COMETE O CRIME DE RACISMO?
segunda-feira, março 26, 2007
O estado das coisas
Sempre que há eleições os candidatos dizem que o Estado, ou a prefeitura ou o país estão sem dinheiro devido a má administração anterior. Aqui no Rio Grande do Sul não é diferente. A maioria dos candidatos dizia que o Estado estava falido e que havia muita despesa para enxugar, muitos custos a cortar, mas uma candidata dizia que faria a diferença por causa do seu "jeito novo de governar". A economista Yeda Cruzius proclamava que tinha escolhido o Rio Grande como seu lugar e que faria de tudo para salvá-lo das más gestões anteriores.
Não teve muita novidade a não ser que as crianças da zona rural e dos locais de difícil acesso estudantes das escolas estaduais não têm transporte para ir para a escola. Além disso faltam professores e muitas escolas estão com problemas para receber os alunos. Mas, segundo o comentário de um certo cidadão que tece seus comentários no jornal do meio dia de uma certa empresa jornalística, afilhada de uma outra ainda mais famosa, diz que a culpa toda é do governo federal. Claro, agora não há governo local ao qual ele possa atacar e culpar por tudo.
Parece que a atual governadora não foi leviana ao dizer que resolveria os problemas da seca e todos os problemas do Rio Grande. Agora ficou para os prefeitos a responsabilidade de subsidiar um transporte escolar para os alunos da rede estadual. Ela toma as decisões e anuncia de forma ditatorial, foi pensado, foi decidido e não há revogação nem discussão.
Taí o novo jeito de governar. Satisfeitos???
Não teve muita novidade a não ser que as crianças da zona rural e dos locais de difícil acesso estudantes das escolas estaduais não têm transporte para ir para a escola. Além disso faltam professores e muitas escolas estão com problemas para receber os alunos. Mas, segundo o comentário de um certo cidadão que tece seus comentários no jornal do meio dia de uma certa empresa jornalística, afilhada de uma outra ainda mais famosa, diz que a culpa toda é do governo federal. Claro, agora não há governo local ao qual ele possa atacar e culpar por tudo.
Parece que a atual governadora não foi leviana ao dizer que resolveria os problemas da seca e todos os problemas do Rio Grande. Agora ficou para os prefeitos a responsabilidade de subsidiar um transporte escolar para os alunos da rede estadual. Ela toma as decisões e anuncia de forma ditatorial, foi pensado, foi decidido e não há revogação nem discussão.
Taí o novo jeito de governar. Satisfeitos???
Casa do Lago
Olha eu sou dada ao romantismo, gosto de finais felizes e histórias de amores que transformam as pessoas e suas vidas. Claro que quando é uma comédia romântica em que a gente ri das coisas que a gente faz no dia-a-dia e se vê na tela é ótimo.
Enfim... gostei muito da história da Casa do Lago, me vi na tela, embora sem poder rir enlouquecida como faço com o Diário de Briget Jones.
Achei a metáfora muito rica e me fez pensar bastante sobre a minha história, a minha vida e os meus amores.
Paciência é a palavra que mais me falam, é o que mais me aconselham.
Enfim... gostei muito da história da Casa do Lago, me vi na tela, embora sem poder rir enlouquecida como faço com o Diário de Briget Jones.
Achei a metáfora muito rica e me fez pensar bastante sobre a minha história, a minha vida e os meus amores.
Paciência é a palavra que mais me falam, é o que mais me aconselham.
quarta-feira, março 21, 2007
Do sal ao açúcar passando pelo mau cheiro
Minha cidade tem um potencial legal, tem uma história rica cheia de pontos importantes e interessantes. Mas ultimamente está tomada por um mau cheiro insuportável.
No início da cidade lá em 1800 e pouco o cheiro não era bom, só que o cheiro ruim vinha das Charqueadas onde eram abatidas muitas cabeças de gado, coisa de muitas mil cabeças. Como era muito gado o sangue, as vísceras, o couro tudo acabava ocasionando um odor desagradável. Mas o ciclo do charque trouxe muita riqueza pra cidade, até a Revolução Farroupilha que estagnou os negócios. A partir daí a história foi outra e a exportação do charque mixou e o ciclo do sal e das charqueadas foi pouco a pouco se acabando.
Bem algumas coisas mais sérias aconteceram, claro, mas não estou aqui pra dar aula de história.
Sei que depois, algumas décadas depois Pelotas teve o ciclo das fábricas de conservas de doces e antes disso já vinha a questão dos doces de Pelotas, famosos até hoje e quem ocasionaram a Fenadoce. As fábricas de conservas produziam, como são conhecidas, compotas de pêssego, figo e outras especialidades como figos cristalizados e outras frutas. O odor deve ter continuado desagradável já que os dejetos das fábricas precisavam ser jogados fora. Além disso, havia alguns curtumes na cidade e sabe como é curtume, curte o couro, tinge o cheiro dos produtos e do próprio couro não tem cheiro de rosas.
Hoje minha cidade tem cheiro de esgoto e cocô de cachorro. É insuportável em algumas ruas e vias. Existem muitos cães de rua, mas também existem as madames e madamos que passeiam com seus cãezinhos para que eles se aliviem e as sujeiras ficam nas calçadas e nas ruas, pois raros são os cidadãos que recolhem o cocô de seus bichinhos.
Na entrada da cidade enfrentamos um forte e mau cheiro vindo do arroio Santa Bárbara. Desde que eu me lembro o cheiro naquele local é ruim. Parte da água que abastece a cidade vem da barragem e estação de tratamento Santa Bárbara.
Não é só uma questão de política pública e de ação da prefeitura e do Sanep (órgão municipal responsável pelo abastecimento de água e esgoto do município) é uma questão de consciência dos cidadãos que reclamam de lugares sujos, mas jogam lixo em terrenos baldios. É responsabilidade de todos nós, dos donos de terrenos que estão inativos e com o mato tomando conta juntando toda espécie de insetos e animais peçonhentos, das pessoas que jogam baganas de cigarros ou papéis no chão, dos pais que não educam os filhos a não sujar a cidade, das professoras que não falam para seus alunos que a água é um bem natural que pode acabar se não economizarmos. O problema é seu que anda pelas ruas de Pelotas, ou que mora em outro lugar como Salvador ou São Paulo ou outra cidade do país e que tá apertado e resolve se aliviar ali mesmo, embaixo do viaduto, atrás da árvore, encostado em uma marquise. A conversa é contigo que escarra na rua.
Tudo passa pela EDUCAÇÃO. Não jogar lixo, nas cuspir na rua, respeitar o outro, tudo é educação. Mas o individualismo e a concorrência louca que o sistema hoje em dia cobra de todos faz com que cada um pense apenas em si o resto que se dane. Só minha gente que se a água acabar, a natureza morrer, o mundo acabar todos acabaremos. Ainda existem possibilidades de amenizar os problemas com o clima, por exemplo, pequenas alterações no teu dia-a-dia podem diminuir o impacto que anos de comportamento inadequado em relação à natureza causaram.
No início da cidade lá em 1800 e pouco o cheiro não era bom, só que o cheiro ruim vinha das Charqueadas onde eram abatidas muitas cabeças de gado, coisa de muitas mil cabeças. Como era muito gado o sangue, as vísceras, o couro tudo acabava ocasionando um odor desagradável. Mas o ciclo do charque trouxe muita riqueza pra cidade, até a Revolução Farroupilha que estagnou os negócios. A partir daí a história foi outra e a exportação do charque mixou e o ciclo do sal e das charqueadas foi pouco a pouco se acabando.
Bem algumas coisas mais sérias aconteceram, claro, mas não estou aqui pra dar aula de história.
Sei que depois, algumas décadas depois Pelotas teve o ciclo das fábricas de conservas de doces e antes disso já vinha a questão dos doces de Pelotas, famosos até hoje e quem ocasionaram a Fenadoce. As fábricas de conservas produziam, como são conhecidas, compotas de pêssego, figo e outras especialidades como figos cristalizados e outras frutas. O odor deve ter continuado desagradável já que os dejetos das fábricas precisavam ser jogados fora. Além disso, havia alguns curtumes na cidade e sabe como é curtume, curte o couro, tinge o cheiro dos produtos e do próprio couro não tem cheiro de rosas.
Hoje minha cidade tem cheiro de esgoto e cocô de cachorro. É insuportável em algumas ruas e vias. Existem muitos cães de rua, mas também existem as madames e madamos que passeiam com seus cãezinhos para que eles se aliviem e as sujeiras ficam nas calçadas e nas ruas, pois raros são os cidadãos que recolhem o cocô de seus bichinhos.
Na entrada da cidade enfrentamos um forte e mau cheiro vindo do arroio Santa Bárbara. Desde que eu me lembro o cheiro naquele local é ruim. Parte da água que abastece a cidade vem da barragem e estação de tratamento Santa Bárbara.
Não é só uma questão de política pública e de ação da prefeitura e do Sanep (órgão municipal responsável pelo abastecimento de água e esgoto do município) é uma questão de consciência dos cidadãos que reclamam de lugares sujos, mas jogam lixo em terrenos baldios. É responsabilidade de todos nós, dos donos de terrenos que estão inativos e com o mato tomando conta juntando toda espécie de insetos e animais peçonhentos, das pessoas que jogam baganas de cigarros ou papéis no chão, dos pais que não educam os filhos a não sujar a cidade, das professoras que não falam para seus alunos que a água é um bem natural que pode acabar se não economizarmos. O problema é seu que anda pelas ruas de Pelotas, ou que mora em outro lugar como Salvador ou São Paulo ou outra cidade do país e que tá apertado e resolve se aliviar ali mesmo, embaixo do viaduto, atrás da árvore, encostado em uma marquise. A conversa é contigo que escarra na rua.
Tudo passa pela EDUCAÇÃO. Não jogar lixo, nas cuspir na rua, respeitar o outro, tudo é educação. Mas o individualismo e a concorrência louca que o sistema hoje em dia cobra de todos faz com que cada um pense apenas em si o resto que se dane. Só minha gente que se a água acabar, a natureza morrer, o mundo acabar todos acabaremos. Ainda existem possibilidades de amenizar os problemas com o clima, por exemplo, pequenas alterações no teu dia-a-dia podem diminuir o impacto que anos de comportamento inadequado em relação à natureza causaram.
segunda-feira, março 19, 2007
Protesto
700 cruzes representam o número de mortos no Rio no período de dois meses e meio. A violência alarma os cidadãos de um dos cartões postais do Brasil.
Os cidadãos do país todo sofrem com a violência e todos devemos nos envolver no combate.
Tá na hora de descruzar os braços.
Os cidadãos do país todo sofrem com a violência e todos devemos nos envolver no combate.
Tá na hora de descruzar os braços.
sexta-feira, março 09, 2007
Palavras
Bem tenho que dizer aqui que:
O poema do Yeats me foi presenteado, não concordo com tudo que ele diz, principalmente com a forma com a qual Anarquia está colocada. Anarquia não é bagunça.
E também queria colocar palavras que estamos tentando abolir pois seu sentido não está bem colocado como é o caso de denegrir (tornar negro) e judiar. Esta última me custou perceber sua distorção.
O poema do Yeats me foi presenteado, não concordo com tudo que ele diz, principalmente com a forma com a qual Anarquia está colocada. Anarquia não é bagunça.
E também queria colocar palavras que estamos tentando abolir pois seu sentido não está bem colocado como é o caso de denegrir (tornar negro) e judiar. Esta última me custou perceber sua distorção.
Mr. Bush in Brazil
I dont like the mister Bush. I dont like your politic.
Meu protesto não é por uma visita para relação comercial que está começando como outras começaram.
Mas é muita importância, no mesmo período está no Brasil o presidente da Alemanha e as notícias em relação a sua visita são dadas como se viesse ao Brasil um cidadão qualquer.
Meu protesto é contra uma manifestante ir protestar toda loura e nua em pleno dia internacional da mulher, segundo um colega meu uma data machista e que para completar tem uma manifestação machista do tipo uma mulher só é ouvida se tirar a blusa.
Só acredito que uma negociação entre Brasil e EUA daria certo se os países estivessem em pé de igualdade e nós sabemos que o mr. Bush não deixa nenhum país em pé de igualdade com o dele.
Meu protesto não é por uma visita para relação comercial que está começando como outras começaram.
Mas é muita importância, no mesmo período está no Brasil o presidente da Alemanha e as notícias em relação a sua visita são dadas como se viesse ao Brasil um cidadão qualquer.
Meu protesto é contra uma manifestante ir protestar toda loura e nua em pleno dia internacional da mulher, segundo um colega meu uma data machista e que para completar tem uma manifestação machista do tipo uma mulher só é ouvida se tirar a blusa.
Só acredito que uma negociação entre Brasil e EUA daria certo se os países estivessem em pé de igualdade e nós sabemos que o mr. Bush não deixa nenhum país em pé de igualdade com o dele.
Bala perdida?
Fico pensando quão desamparadas ficam as balas perdidas encravadas nas paredes, soltas pelas ruas, presas em perfurações de paredes e árvores. Sim desamparadas e realmente perdidas com grandes chances de não serem encontradas, pois os projécteis que ferem e matam jovens, crianças, as pessoas são balas achadas, sabe-se onde estão e mais que isto pode-se investigar para saber de onde vem, de que armas saíram. Como disse outro dia um político ou chefe de polícia, realmente não interessa de onde vieram, no entanto são necessárias as investigações para que se verifique a situação em que a pessoa foi atingida, o local e por quem isso irá demonstrar o nível de preparo dos policiais e sua condição de atuação na proteção do cidadão.
Mais que isto, sabemos que a bala do bandido tem objetivo de demonstrar seu poderio. O cara que opta pela vida do crime não tem interesse de ser bem quisto ou de proteger a comunidade demonstrando sua benevolência, ao contrário fundamenta seu poder através da imposição do medo. Pode até ser que vez ou outra ele proteja a comunidade, mas o intuito é se auto-proteger e proteger seu negócio.
Já o homem que escolhe servir através da polícia militar ou civil diz que quer proteger as pessoas, atuar em nome da justiça não pode bater em prostitutas, quebrar motéis, ter envolvimento com o tráfico ou com outros delitos e agir em causa própria usando o poder, o uniforme e a arma em seu benefício.
Não basta pedir segurança e diminuição da idade penal sem antes rever tantas outras coisas que estão erradas, precisamos de educação, precisamos de responsabilidade e da eliminação da corrupção, do jeitinho, da acomodação e da subserviência.
É necessário políticas públicas que funcionem efetivamente, mesmo que demore anos para isto, mas que não sirva apenas para que o político se eleja na próxima eleição.
Nós também precisamos nos comprometer mais, não dá pra continuar deixando tudo para os outros, se alguém tem que colocar o lixo pra fora, lavar a louça porque não pode ser eu?
Mais que isto, sabemos que a bala do bandido tem objetivo de demonstrar seu poderio. O cara que opta pela vida do crime não tem interesse de ser bem quisto ou de proteger a comunidade demonstrando sua benevolência, ao contrário fundamenta seu poder através da imposição do medo. Pode até ser que vez ou outra ele proteja a comunidade, mas o intuito é se auto-proteger e proteger seu negócio.
Já o homem que escolhe servir através da polícia militar ou civil diz que quer proteger as pessoas, atuar em nome da justiça não pode bater em prostitutas, quebrar motéis, ter envolvimento com o tráfico ou com outros delitos e agir em causa própria usando o poder, o uniforme e a arma em seu benefício.
Não basta pedir segurança e diminuição da idade penal sem antes rever tantas outras coisas que estão erradas, precisamos de educação, precisamos de responsabilidade e da eliminação da corrupção, do jeitinho, da acomodação e da subserviência.
É necessário políticas públicas que funcionem efetivamente, mesmo que demore anos para isto, mas que não sirva apenas para que o político se eleja na próxima eleição.
Nós também precisamos nos comprometer mais, não dá pra continuar deixando tudo para os outros, se alguém tem que colocar o lixo pra fora, lavar a louça porque não pode ser eu?
quinta-feira, março 08, 2007
Dia Internacional da Mulher
"Tu és divina e graciosa
Estátua majestosa
Do amor
Por Deus esculturada"
Tu és mulher! Parabéns pelo dia Internacional da Mulher!
Eu queria usar este espaço para dedicar os versos acima para uma mulher muito especial... minha mãe e tenho certeza que ela homenageria a minha avó e a minha bisavó. Por isto eu, através destas três mulheres homenageio todas as mulheres que eu conheço, minhas amigas, minhas tias, minhas primas e aquelas que eu não conheço mas que sei que fazem do seu dia-a-dia uma luta constante para que de noite consiga colocar os filhos para dormir e desfrutar um pouquinho a sua companhia.
Ah! Meninos digam obrigada para as suas mães que fizeram um bom trabalho transformando vocês em homens de valor, principalmente homens que tem humanidade, que respeitam o próximo, que são especiais também.
Estátua majestosa
Do amor
Por Deus esculturada"
Tu és mulher! Parabéns pelo dia Internacional da Mulher!
Eu queria usar este espaço para dedicar os versos acima para uma mulher muito especial... minha mãe e tenho certeza que ela homenageria a minha avó e a minha bisavó. Por isto eu, através destas três mulheres homenageio todas as mulheres que eu conheço, minhas amigas, minhas tias, minhas primas e aquelas que eu não conheço mas que sei que fazem do seu dia-a-dia uma luta constante para que de noite consiga colocar os filhos para dormir e desfrutar um pouquinho a sua companhia.
Ah! Meninos digam obrigada para as suas mães que fizeram um bom trabalho transformando vocês em homens de valor, principalmente homens que tem humanidade, que respeitam o próximo, que são especiais também.
terça-feira, março 06, 2007
Colaboração externa
O poema aqui debaixo é uma colaboração do meu mais novo amigo virtual, o Forrest Salsicha. ele é um cara legal que disse que antes de tentarmos mudar o mundo devemos começar ajudando a mãe a lavar a louça. Ele também me passou a frase do Drumond que está alguns posts abaixo.
Bem... não que eu realmente tenha a pretensão de mudar o mundo, mas estou tentando mudar a mim mesma reciclando idéias e preconceitos, olhando para outras perspectivas, ajudando a mãe com a limpeza da louça e da casa (risos), a reciclar o lixo, a economizar água, a cultivar árvores e a proteger o que existe de melhor na natureza.
O Forrest disse que quando tudo acabar em algum tempo a natureza irá se recuperar, isso é um ciclo aconteceu com os dinossauros e acontecerá conosco, mas eu gostaria de tentar pelo menos para que meus sobrinhos, filhos e netos (se eu tiver) não sofram tanto com os atos impensados que cometi.
A segunda vinda - William B. Yeats - 1919
Voando cada vez mais longe,
O falcão não ouve mais seu falcoeiro.
Tudo se desmancha no ar.
O centro não segura a imensa anarquia solta sobre o mundo.
Terrível maré de sangue invade tudo e as cerimonias da inocência são afogadas.
Os homens melhores não têm convicção;
e os piores estão tomados pela intensa paixão do mal.
Alguma revelação vem por aí;
sem dúvida é a Segunda Vinda!
Digo estas coisas e o espírito do tempo nubla meus olhos:
nas areias do deserto uma forma de leão com cabeça de homem,
com olhar vazio e impiedoso como o sol,
move-se lentamente,
enquanto rondam as sombras de raivosos pássaros do deserto.
Voltou a escuridão; e eu vejo que vinte séculos de sono de pedra
Querem se vingar do pesadelo que lhes trouxe o berço de um presépio.
A hora chegou por fim;
Que monstruosa fera se arrasta para Belém para renascer?
Bem... não que eu realmente tenha a pretensão de mudar o mundo, mas estou tentando mudar a mim mesma reciclando idéias e preconceitos, olhando para outras perspectivas, ajudando a mãe com a limpeza da louça e da casa (risos), a reciclar o lixo, a economizar água, a cultivar árvores e a proteger o que existe de melhor na natureza.
O Forrest disse que quando tudo acabar em algum tempo a natureza irá se recuperar, isso é um ciclo aconteceu com os dinossauros e acontecerá conosco, mas eu gostaria de tentar pelo menos para que meus sobrinhos, filhos e netos (se eu tiver) não sofram tanto com os atos impensados que cometi.
A segunda vinda - William B. Yeats - 1919
Voando cada vez mais longe,
O falcão não ouve mais seu falcoeiro.
Tudo se desmancha no ar.
O centro não segura a imensa anarquia solta sobre o mundo.
Terrível maré de sangue invade tudo e as cerimonias da inocência são afogadas.
Os homens melhores não têm convicção;
e os piores estão tomados pela intensa paixão do mal.
Alguma revelação vem por aí;
sem dúvida é a Segunda Vinda!
Digo estas coisas e o espírito do tempo nubla meus olhos:
nas areias do deserto uma forma de leão com cabeça de homem,
com olhar vazio e impiedoso como o sol,
move-se lentamente,
enquanto rondam as sombras de raivosos pássaros do deserto.
Voltou a escuridão; e eu vejo que vinte séculos de sono de pedra
Querem se vingar do pesadelo que lhes trouxe o berço de um presépio.
A hora chegou por fim;
Que monstruosa fera se arrasta para Belém para renascer?
quinta-feira, março 01, 2007
PRECONCEITO
Outro dia numa aula discutindo o texto O Flanêur, do Walter Benjamin ele citava um pensamento do Goethe, no qual dizia que todos nós temos um segredo, algo que de tão terrível se revelado causaria repulsa aos outros. Penso muito em relação a isso, em relação ao segredo. E acho que o preconceito é um segredo. É aquela coisa que te faz pensar coisas, mas que se tu tornares palavras fará com que as pessoas tenham pensamentos tão preconceituosos quanto os teus.
Temos um colega que expõe suas "idéias" e seus pensamentos muitas vezes de forma rude e algumas vezes sua ideologia é preconceituosa. O que faz pensar que aquela velha história de que tem coisas que tu até pode pensar, mas que não deve nunca revelar é verdade.
No geral, na sociedade brasileira diz-se que não existe preconceito, que somos um povo miscigenado surgido do amor entre brancos, negros, mulatos, índios, no entanto não é o que se percebe naquelas piadas sobre determinadas etnias. E o que me levou a escrever este texto aqui foi este outro aqui. Pior do que uma pessoa expondo um ideário racista é um veículo formador de opinião pública fazê-lo.
Temos um colega que expõe suas "idéias" e seus pensamentos muitas vezes de forma rude e algumas vezes sua ideologia é preconceituosa. O que faz pensar que aquela velha história de que tem coisas que tu até pode pensar, mas que não deve nunca revelar é verdade.
No geral, na sociedade brasileira diz-se que não existe preconceito, que somos um povo miscigenado surgido do amor entre brancos, negros, mulatos, índios, no entanto não é o que se percebe naquelas piadas sobre determinadas etnias. E o que me levou a escrever este texto aqui foi este outro aqui. Pior do que uma pessoa expondo um ideário racista é um veículo formador de opinião pública fazê-lo.
terça-feira, fevereiro 27, 2007
Perfume – A história de um assassino
Bem, começo dizendo que não sou uma expert em cinema como minha amiga Ana, esta sim escreve bem sobre cinema, sobre atores e histórias e de uma forma muito bonita. Ela fala sobre o Oscar, sobre filmes bons e não comerciais.
Enfim, eu me atrevo apenas a dizer que gostei ou não e porque. Só.
Fui assistir Perfume porque uma professora indicou, também porque li certa vez que o odor é uma das nossas formas mais precisas de lembrar. Tanto que aquele cheiro que tu sentia quando era criança na casa da tua avó sempre que sentires novamente vais te lembrar da avó, ou uma situação em que aquele cheiro esteve presente.
Então fui bem bela assistir ao filme na sala 1 do Cineart, bem bela e bem sozinha. A sala estava praticamente vazia com apenas umas doze pessoas além de mim. Achei que a história começa bem, muito bem retratando uma França terrivelmente suja no século XVIII. Jean Baptiste Grenouille nasceu num mercado de peixe, no qual seria deixado para morrer se um cliente de sua mãe não tivesse percebido seu choro. Com um dom muito especial, o de identificar os odores. Como Aquilo era especial para ele e ele queria guardar os cheiros para não perde-los tornou-se aprendiz de perfumista. Mas a busca para guardar os odores, principalmente do corpo humano torna-se uma obsessão que o leva a matar de uma forma maquinal jovens mulheres para guardar seu cheiro. Após algumas tentativas frustradas de capturar o odor do corpo das mulheres ele descobre como capturar o cheiro das mulheres e com treze assassinatos ele consegue fazer uma flagrância que o torna poderoso. Com isto consegue livrar-se da execução ao qual foi condenado.
Descobriu tristemente que apesar de todo este poder não possuía o mais importante para o ser humano, o poder de amar e ser amado.
O que eu não gostei? Não gostei de uma seqüência meio “viajandona” demais quando ele consegue dominar os acusadores, os soldados, o carrasco e todas as pessoas que estão na praça para assistir a sua execução e após jogar um lenço com o perfume das treze jovens a população toda entrega-se a orgia em plena praça. Também não gostei do jeito que ele foi "comido" pelos mendigos do mercado de peixe onde ele nasceu, achei esquesito, mas entendi a metáfora, como ele não possuía, pra ele, um cheiro, um odor que despertasse nos outros amor, ele sumiu, desapareceu, acabou como que... sem história.
Tirando estes fatos o filme é muito interessante, tem uma narração em off, tem bons atores como Dustin Hoffman, como um perfumista decadente, Allan Rickman, Bem Whishaw , Rachel Hurd-Wood. A direção é de Tom Tykwer,o roteiro é dele com Andrew Birkin e Bernd Eichinger. Uma produção alemã, francesa e espanhola.
Enfim, eu me atrevo apenas a dizer que gostei ou não e porque. Só.
Fui assistir Perfume porque uma professora indicou, também porque li certa vez que o odor é uma das nossas formas mais precisas de lembrar. Tanto que aquele cheiro que tu sentia quando era criança na casa da tua avó sempre que sentires novamente vais te lembrar da avó, ou uma situação em que aquele cheiro esteve presente.
Então fui bem bela assistir ao filme na sala 1 do Cineart, bem bela e bem sozinha. A sala estava praticamente vazia com apenas umas doze pessoas além de mim. Achei que a história começa bem, muito bem retratando uma França terrivelmente suja no século XVIII. Jean Baptiste Grenouille nasceu num mercado de peixe, no qual seria deixado para morrer se um cliente de sua mãe não tivesse percebido seu choro. Com um dom muito especial, o de identificar os odores. Como Aquilo era especial para ele e ele queria guardar os cheiros para não perde-los tornou-se aprendiz de perfumista. Mas a busca para guardar os odores, principalmente do corpo humano torna-se uma obsessão que o leva a matar de uma forma maquinal jovens mulheres para guardar seu cheiro. Após algumas tentativas frustradas de capturar o odor do corpo das mulheres ele descobre como capturar o cheiro das mulheres e com treze assassinatos ele consegue fazer uma flagrância que o torna poderoso. Com isto consegue livrar-se da execução ao qual foi condenado.
Descobriu tristemente que apesar de todo este poder não possuía o mais importante para o ser humano, o poder de amar e ser amado.
O que eu não gostei? Não gostei de uma seqüência meio “viajandona” demais quando ele consegue dominar os acusadores, os soldados, o carrasco e todas as pessoas que estão na praça para assistir a sua execução e após jogar um lenço com o perfume das treze jovens a população toda entrega-se a orgia em plena praça. Também não gostei do jeito que ele foi "comido" pelos mendigos do mercado de peixe onde ele nasceu, achei esquesito, mas entendi a metáfora, como ele não possuía, pra ele, um cheiro, um odor que despertasse nos outros amor, ele sumiu, desapareceu, acabou como que... sem história.
Tirando estes fatos o filme é muito interessante, tem uma narração em off, tem bons atores como Dustin Hoffman, como um perfumista decadente, Allan Rickman, Bem Whishaw , Rachel Hurd-Wood. A direção é de Tom Tykwer,o roteiro é dele com Andrew Birkin e Bernd Eichinger. Uma produção alemã, francesa e espanhola.
sexta-feira, fevereiro 23, 2007
quinta-feira, fevereiro 22, 2007
Blair acordou
Finalmente o mundo, digo os aliados do Bush, estão acordando e percebendo o quão errados estiveram todo este tempo. Depois da Itália e da Espanha tirarem suas tropas do Iraque agora é a vez da Inglaterra retirar alguns de seus soldados do território iraquiano. Conforme a declaração de Tony Blair, um dos maiores apoiadores de Bush na guerra do Iraque, serão retirados em torno de mil e seiscentos soldados este ano e os outros soldados que ficarão no país serão retirados em 2008.
Só falta o Mr. Bush acordar para as barbaridades que ele tá fazendo e começar tentar resgatar os erros e as besteiras que disse e fez durante seus mandatos. Mas acho que isso já é pedir demais.
Só falta o Mr. Bush acordar para as barbaridades que ele tá fazendo e começar tentar resgatar os erros e as besteiras que disse e fez durante seus mandatos. Mas acho que isso já é pedir demais.
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