quarta-feira, julho 21, 2010

Caso Aline

Seguindo a lógica dos legisladores que querem responsabilizar os blogueiros pelos comentários anônimos publicados em seus blogs já destaco de antemão que assumo, embora não tenha escrito, o comentário sem assinatura no texto anterior.
Amigo anônimo, considero importante teu pedido de destaque sobre o caso da minha conterrânea Aline Specht Lima. Apesar de Pelotas ser uma cidade de porte médio e com uma população grande, sempre fico chocada com notícias de homicídios. Talvez porque tenha crescido num tempo em que os crimes mais comuns no noticiário fossem assaltos ou roubos. Morte era algo muito pesado e estava longe do meu universo.
Aline, conforme o relato publicado no jornal, foi encontrada pelo namorado, com a arma a qual ameaçava suicidar-se. Quando chegou em casa o namorado entrou em luta e acabou fazendo o disparo que matou a companheira. O irmão da vítima, que reside no mesmo prédio, ouviu os gritos do cunhado. Chegando ao apartamento deparou-se com a irmã ferida e o suspeito com a arma.
Como sabemos todos os crimes tem pelo menos duas versões a da vítima e a do assassino. Na maioria das vezes não se toma conhecimento da primeira versão a não ser pelas evidências, por algum testemunho ocular ou que o homicida assuma e confesse sua culpa contando o ocorrido, o que já é a versão dele.
No caso de Aline sua morte aconteceu com um tiro na cabeça. Parece, pela circunstância, que ela foi executada. Segundo a delegada do caso, Elisa Souza a versão do namorado não a convenceu. Eu digo que foi executada porque um tiro na nuca é o perfil dos assassinatos de queima de arquivo, de execução mesmo. Nunca ouvi falar de tentativa de suicídio com tiro na nuca. Tampouco de alguém que ameaça outra pessoa apontando um revólver para sua própria cabeça, principalmente para sua nuca.
No dia da morte o namorado, Darloni Medeiros foi preso e indiciado. Na sexta-feira, dia 16, foi liberado para responder o processo em liberdade. De acordo com o que o delegado responsável pelo caso diz há um prazo estipulado pela justiça para que o inquérito seja encerrado e questões importantes, como se houve ou não intenção de matar, devem ser investigados dentro deste prazo. Agora resta saber se com o acusado nas ruas será realmente possível responder as perguntas. Também corremos o risco de que o caso caia em esquecimento, tal como aconteceu no caso daquela moça encontrada enterrada nas areias do Laranjal. Nunca mais se ouviu falar, talvez a família ainda busque as respostas que não foram respondidas. As circunstâncias foram bem diferentes, assim como o nível social, cultural e financeiro de cada uma delas.
Mas a pergunta que não quer calar é a velha: "a justiça não devia ser igual para todos?"

fonte: Diário Popular

7 comentários:

  1. Muito obrigada querida! Obrigada pela consideração e apoio. O assassinto de Aline Specht Lima não pode fcar impune. Darloni dava cursos de tiro há anos, como não conseguiu desarmar uma mulher sem disparar arma? Ele estava desempregado e pq andava sempre armado? Pq tinha explosivos em sua casa? Ele batia nela, muitas vezes a vi com o rosto todo roxo. Além disso é viciado em cocaina...e agora está solto por aí.

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  2. O pai dela e o irmão sabiam com quem estavam lidando, será que estão revoltados ou o que aconteceu foi uma fatalidade? Melhor perguntar a eles...será que apanhava mesmo, ou batia? Sabe o que chamam de nuca? Um tiro logo atrás da orelha! O incrível é que quem morre sempre é vitma e os que ficam são julgados antes de irem a julgamento, pra que Tribunal mesmo?

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  3. Fui funcionário na empresa do pai da Aline e convivia diariamente com ela, uma pessoa super gente boa mesmo quando soube da notícia fiquei muito triste, pelo que conhecia da Aline acredito que ela tenha sido realmente executada, pois todas evidências mostram isso, um cara formado que tem total dominio de armas de fogo não conter a mulher e dizer que foi tiro acidental é um absurdo espero que a justiça seja feita e que esse rapaz mofe na cadeia

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